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Posts Tagged ‘guerra’

Rússia, 1941. Uma Guerra Sem Louros – Parte X

PARTE 10

Qualquer dúvida sobre o que poderia acontecer ao ser capturado pelo Exército Vermelho foi dissipada pela publicidade que se seguiu após a tomada da cidade polonesa/ucraniana de Lvov pela 1ª Divisão Gerbisjäger em 30 de junho de 1941. Quatro mil corpos foram encontrados em vários estágios de decomposição dentro da prisão de Brygidky (ex-prisão militar de Samarstinov) quando esta ainda ardia em chamas. O NKVD (Comissariado do Povo para Assuntos Internos, mais conhecido popularmente como Serviço Secreto ou Polícia Secreta Soviética – N. do T.) havia começado a executar os detentos (na maioria intelectuais ucranianos) dois dias após o início das hostilidades. Seguiram-se então os progroms (Progrom é um termo de origem russa que significa um ataque violento por parte de grupos populares contra judeus e, mais genericamente, contra grupos étnicos e religiosos. Tais ataques são caracterizados pela violência e pela destruição das propriedades das vitimas – N. do T. ) realizados pelos cidadãos poloneses e ucranianos e dirigidos contra os judeus locais. A contribuição por parte da SD e da SS acabaria por adicionar mais 38 professores poloneses e, pelo menos, 7.000 judeus a este sombrio número final. Porém, inicialmente, o foco público estava centrado no crime perturbador promovido pela polícia secreta russa. Devido à natureza terrível que este fuzilamento perpetrava, a capitalização do evento por parte da propaganda alemã o tornou ainda mais convincente.

O marido de Maria Seniva tinha sido preso pela NKVD. Ela contou que:

“Havia uma mensagem dos alemães no rádio. Dizia: “Esposas, mães, irmãos e irmãs: venham para a prisão.” Eu cheguei na entrada, não me lembro de qual. As pessoas estavam em pé em toda a volta dos portões. Através deles eu podia ver os corpos. Eles estavam no pátio, enfileirados no chão. (…) Eu percorri para cima e para baixo pelas fileiras e parei para olhar um dos corpos que estava coberto. Eu levantei o cobertor e lá estava ele, eu o achei (ela começou a chorar nesta parte). Eu não sei o que tinha acontecido com ele, mas seu rosto estava todo enegrecido. Ele não tinha olhos, não havia nada lá, e estava sem o nariz.”.

Jaroslaw Hawrych, também emocionalmente abalada, se lembra de achar o seu cunhado entre “as centenas de milhares” de corpos dispostos no pátio:

“Eu não o teria reconhecido, ele estava seminu. Havia ferimentos no seu corpo e seu rosto estava inchado, todo preto e azul. Ele levou um tiro na cabeça e suas mãos tinham sido amarradas com um pedaço de corda. Eu só consegui reconhecê-lo quando vi a sua meia. Ele tinha uma meia no seu pé, uma meia com listras coloridas. Eu reconheci aquela meia pois foi tricotada pela minha mãe.”

Traduzido Por A.Reguenet
C O N T I N U A

Rússia, 1941. Uma Guerra Sem Louros – Parte VI

PARTE 6

O artilheiro de tanques Karl Fuchs da 7ª Divisão Panzer, proporcionou para sua esposa uma visão também difamatória dos prisioneiros de guerra russos:

“Dificilmente você poderá ver um pessoa com um rosto que pareça racional e inteligente. Todos eles parecem definhados e o olhar meio louco e selvagem faz com que pareçam uns imbecis. E esses canalhas, guiados por judeus e criminosos, querem carimbar a sua marca na Europa bem como no mundo. Graças a Deus que nosso Führer, Adolf Hitler, está evitando que isto aconteça.”

O cinejornal alemão Wochenchau, exibido em julho, abordou as imagens feitas dos prisioneiros de guerras mongóis e outros asiáticos. O comentário ridicularizava sobre “a pequena amostragem destes tipos particularmente horríveis de bolcheviques sub-humanos.” Tais sentimentos estavam refletidos nas cartas enviadas do front para as suas casas. Um operador de rádio comentou:

“Nós estamos bem no interior da Rússia, no “paraíso” para o qual irão os soldados (alemães) que decidirem desertar. Uma miséria terrível impera aqui. Pessoas tem sido oprimidas de forma inimaginável por dois séculos. Nós todos preferimos morrer do que aceitar o tormento e a miséria que o povo daqui é obrigado a conviver.”.

Ao encontrar um inimigo alegadamente “inferior” durante os primeiros estágios da campanha, a soberba baseada em um conceito puramente racista deu lugar a um desprezo. Mas este logo seria punido.

Ao final de junho de 1940, o III/IR9 participava de uma operação para liberar um bosque em torno da estrada a nordeste da cidade de Bialystok, perto do vilarejo de Krynki. Um jovem tenente de Panzerjäger, apesar de ser aconselhado a não fazê-lo, arrogantemente insistiu em avançar à frente para além do trecho liberado e através de uma parte do bosque provavelmente infestada de soldados russos. O pelotão de Panzerjäger prosseguiu e assim que ficou longe da vista da infantaria alemã que o apoiava, ouviu-se que os veículos haviam parado. Gritos desumanos de dor logo rasgaram os céus intercalados com berros de ordem em russo. O Major Haeften, comandante da companhia de infantaria, ordenou que um ataque se formasse rapidamente para resgatar o pelotão anti-tanque que sofrera a emboscada. O pelotão líder, comandado pelo Feldwebel Gottfried Becker se deparou com um cenário de carnificina o qual eles “só poderiam aceitar de forma gradual e muito lentamente”. Eles ficaram enojados com o que viram. “Aqui e ali um corpo se contorcia convulsivamente ou se remexia sobre o seu próprio sangue.” Quanto mais a tropa de resgate se aproximava da cena macabra, maior era a magnitude das atrocidades cometidas contra os infelizes Pazerjägers.

“A maioria dos soldados alemães teve os seus olhos arrancados, outros tiveram as suas gargantas dilaceradas. Alguns tiveram a sua baioneta enfiada no próprio peito. Dois soldados tiveram a jaqueta e a camiseta do uniforme rasgadas, seus estômagos nus foram abertos, as vísceras brilhantes dependuradas sobre uma massa ensangüentada. Dois outros tiveram os seus órgãos genitais cortados e colocados sobre o peito.”

Os soldados alemães (do resgate) “tropeçavam como se estivessem em transe” pela estrada enquanto contemplavam aquela cena de completa desolação. “Esse porcos” murmurou um soldado enquanto que outro vomitava na estrada; um terceiro homem de pé olhava fixamente, seu corpo tremendo enquanto ele silenciosamente chorava. As notícias rapidamente se espalharam pela Divisão. O comandante do regimento contestava a Ordem dos Comissários (A Ordem dos Comissários, conhecida na língua alemã como Komissarbehelf, foi uma determinação direta de Hitler instituída alguns dias antes da invasão da União Soviética. Ela estabelecia que qualquer comissário político soviético que fosse preso deveria ser imediatamente executado – N. do T.) mas assim que um comissário político foi capturado, ele foi entregue sem nenhum escrúpulo para a polícia militar e prontamente executado.

C O N T I N U A

Por A Raguenet

Fotos Engraçadas e Sem Noção da Segunda Guerra

  Segue mais uma série de fotos sem noção da guerra. Na verdade essas fotos revelam não apenas o humor, mas também o a humanidade daqueles que fizeram parte de uma conflito desumano.

Na Guerra, Sorte e Coisa Bem Rara! Homenagem a FEB.

 A observação da Segunda Guerra e a participação brasileira no conflito, se analisadas do ponto de vista social, proporcionaram um cenário improvável, que marcou uma geração por colocar em combate, sul-americanos que não tinham o perfil de um combatente moderno, não era dotado dos recursos físicos e da preparação psicológica adequada para combater sob o manto sagrado da democracia, que ele mesmo não entendia ou desfrutava. Era difícil de imaginar que um cidadão nascido no interior da Paraíba, filho de um Coletor de Impostos, pudesse participar de um conflito mundial lutando pelo Brasil contra regimes que, teoricamente, possuíam similaridade com o de Getúlio Vargas, ou pior, que um pernambucano, que nascera em 1922, na Rua Imperial, número 67, tradicional via da cidade do Recife, que passou sua infância na capital pernambucana tomando banhos no Rio Capibaribe na década de 30, frequentando as serestas e ouvindo os pianos nas casas de família na Rua da Concórdia, quem poderia imagina que esse pernambucano iria morrer em combate, lutando em solo italiano em 12 de dezembro de 1944?  Jovens que independente da ideologia ou posição social lutaram pelo seu país, em defesa da democracia que eles mesmos não tinham acesso, mas todos tinham a consciência do papel a desempenha, todos queriam entrar na guerra pelo seu país, pelas suas famílias. Mesmo que muitos brasileiros abastados tenham utilizado recursos para evitar sua incorporação ao efetivo que iria lutar na Segunda Guerra, outros foram voluntariamente, e embasados na desigualdade social latente em nosso país, esses jovens vestiram seus uniformes e foram à luta, era o melhor que nosso país poderia oferecer naquele momento, longe de qualquer discussão política, a alma do povo brasileiro estava presentes naqueles soldados, com suas virtudes e defeitos. Soldados subnutridos? Sim! Pois o nordestino passava fome. Sem instrução? Sim! Nosso país possuía um alto índice de analfabetismo, então como esperar que a Força Expedicionária estivesse acima das expectativas do Povo Brasileiro, se a FEB era o próprio POVO BRASILEIRO; O EXÉRCITO ERA O POVO BRASILEIRO.

Coragem e abnegação sempre foram referências que seguiram a Força Expedicionária Brasileira desde sua saída até a sua desmobilização, nesse aspecto, eram atributos do povo brasileiro espelhados no Exército ali representado e que, em última instância era a representação do próprio povo brasileiro; eram seus valores identificados na raiz de nossa raça. Nosso povo, o mesmo que expulsou holandeses de Pernambuco; o mesmo que buscou a liberdade nas Revoluções de 1818 e 1824; o mesmo que proclamou a Farroupilha, lutou a Balaiada, Praieira, Cabanagem e tantas outras revoltas que tiveram a participação do povo brasileiro que, independente das causas ou objetivos, são as provas cabais que nosso povo é um povo guerreiro, e que, a célebre frase de Euclides da Cunha, no clássico Sertões: “O sertanejo é antes de tudo, um Forte!”, é extensível para o nosso povo de uma forma geral, sendo a FEB um exemplo da dinâmica na declaração do escritor, pois tenha a certeza que se ele tivesse presenciado, como presenciou em Canudos, nossos soldados lutando contra as excelentes posições alemães em Monte Castello, teria lembrando dessa frase e se orgulhado dos filhos de nossa pátria, sertanejos, sulistas, paulistas e cariocas, que lutaram e morreram em solo estrangeiro.

O nosso soldado, o soldado febiano, não precisou de sorte para desempenhar seu papel, provou seu valor pelo sangue derramado de quase 500 filhos caídos; provando seu valor não apenas pelas vitórias conquistadas, ou pelos números de tropas e equipamentos inimigos capturados, mas principalmente pela bravura, chegando ao Teatro de Operações com a fama de mal preparado, mal equipado e pouco combativo, e no final da guerra, comparada a outras Divisões de mesmo porte, se destacou dentro do Corpo de Exército que se integrou. O Soldado brasileiro mostrou seu valor na Itália, e o soldado brasileiro da FEB será, em última instância, a representação fidedigna do próprio POVO BRASILEIRO.

Série: As Maiores Snipes da Segunda Guerra – Parte Final

Em poucos momentos na História a mulher demonstrou tão bravura em combate e tanta coragem quanta as Snipes soviéticas. Observando o número de baixas causadas por elas e os atos de bravura individuais chega a ser assustador. Segue alguns exemplos:

Como um franco-atirador, Olga Vasilyeva atacou pela primeira vez em 1943 e matou 185 alemães no total. Quando a Segunda Guerra Mundial terminou, ela voltou para Voronezh, condecorada com a Ordem da Guerra Patriótica e a Ordem da Estrela Vermelha.

Natalia Kovshova nasceu em Ufa em 1920 e juntou-se à frente, em outubro de 1941.

No dia 14 de agosto de 1942, o regimento de Natália estava combatendo perto da aldeia de Sutoki-Byakovo na região de Novgorod. Dois Franco-atiradores resistiram à ofensiva alemã nas trincheiras. Os soldados russos foram mortos um após o outro. Natalya era um dos poucos que permaneceu viva, ela foi ferida. Então decidiu puxar o pino da granada, e esperar para explodir os soldados alemães quando chegaram à trincheira.

Quando os alemães finalmente chegaram à trincheira, Natalya detonou as granadas, matando-se juntamente com muitos soldados alemães. Ela recebeu postumamente o Herói da União Soviética, em reconhecimento do seu sacrifício.

Maria Polivanova nasceu em uma aldeia na região de Tula, em 1922. Ela estava juntamente com Natália Kovshova quando detonaram as granadas na luta perto da aldeia de Sutoki-Byakovo na Região Novgorod em 14 de agosto de 1942. As duas morreram levando vários soldados alemães.

Inna Mudretsova matou 138 alemães, sendo seu primeiro alvo morto em 1943. Ela teve seu braço esquerdo amputado após um grave ferimento. Ela morreu pouco antes do 55º aniversário da Grande Vitória.

Nina Petrova nasceu em 1893, e no período da Segunda Guerra Mundial ela tinha 48 anos e não precisava lutar. No entanto, se juntou ao exército e matou 122 alemães. Ela morreu em um acidente de carro em 01 de maio de 1945.

Snipers Catherine Golovakha (à esquerda) e Nina Kovalenko (à direita).

Elizabeth Mironova matou 100 inimigos. Ela morreu em 1943 na defesa de Novorossiysk

Nina Lobkovskaya matou 89 inimigos

Maria Koshkina (Tkalich) matou 85 ocupantes fascistas começando como instrutora médica e, em seguida, se tornou sniper. Quando ela foi ferida na perna, continuou atuando como instrutora de médicos e socorrista. Ela nunca usava qualquer uma de suas medalhas e ordens de condecoração quando ela estava em casa na região de Leningrado, porque “recebeu por matar pessoas”.

Lyubov Makarova matou 84 alemães. Após o fim da guerra, voltou para Perm, sua cidade natal.

Alexandra Vinogradova matou 83 alemães

Julia Belousova matou 80 inimigos

Roza Shanina matou 75 inimigos. Ela insistiu em entrar para o exército, embora tivesse apenas 16 anos. Ela teve aulas e começou nas funções em 1944. Ela morreu em uma batalha em 28 de janeiro de 1945.

Yevgenia Makeeva matou 68 inimigos

Curiosidades Reveladoras Sobre Hitler III

Hitler era um informante da polícia?

 Segundo Jean Amsler (Hitler, ob. cit.) Hitler, já em Viena e depois em Munique e durante a guerra, foi informante da polícia. As provas seriam: sua necessidade de dinheiro e o fato de ter vivido praticamente sem trabalhar, depois do primeiro contato com a polícia; as poucas simpatias encontradas entre os colegas de trabalho quanto com os camaradas de guerra; o diminuto zelo por parte da polícia em localizá-lo no momento do serviço militar, e, mais tarde, a particular benevolência da junta médica ao exonera-lo do mesmo serviço; durante a guerra, o encargo de portar ordens, o não bem definitivo curso de aperfeiçoamento na retaguarda, a sucessiva condecoração sem motivação oficial, enfim a estranha licença de 20 dias, em Berlim, em setembro de 1918.

 Os bolsos cheios de caramelos

 “Hitler come doces como os homens normais fumam. Tem uma paixão infantil por balas e chocolates. Sempre tem um pacote no bolso. Um dia ouvi-o dizendo a Goebbels: “Isto me dá a energia para as minhas grandes tarefas”.” (p. Kohler, Diário da Camareira de Hitler, Donatello De Luigi, Roma).

Não era pintor de paredes: falsificava quadros

 Já quase todos os biógrafos concordam com o fato de que Hitler nunca foi pintor de paredes, como sustentaram os críticos do regime nos anos 30. “Trabalhava como aquarelista e pintor em geral”, escreve Hitler no Mein Kampf, e o amigo Hanisch confirma, com um detalhe: “Precisava dar o que fazer para juntar um pouco de dinheiro; assim Hitler me disse que havia um sistema: falsificar quadros. Pintava pequenas paisagens a óleo e depois colocava-as em um forno a fim de escurece-las, para fazê-las parecer obras antigas.” (R. Olden, Hitler the Pawn, Londres, 1936).

 A Guerra, que horror!

 “Com o passar dos meses e dos anos, a excitação romântica pela guerra foi substituída, pouco a pouco, pelo horror. A exaltação deixava lugar ao medo da morte, e houve para todos – para mim também – o momento em que o instinto de preservação contrastava com a noção de dever… Nesses meses me dei conta de quanto o destino possa ser pérfido: obrigando-me a permanecer ali na primeira linha, em um lugar onde a bala disparava por um negro anônimo podia matar-me de prestar à pátria serviços bem mais altos…” (Mein Kampf).

O soldado Adolf na lembrança dos camaradas

 Hans Mend, soldado do regimento List: “Era um tipo estranho. Ficava sentado num canto com a cabeça entre as mãos, em atitude de pura contemplação. Depois, de repente, punha-se de pé, e andava à nossa volta com passos furiosos, falando dos inimigos, invisíveis do povo que nos teriam privado da vitória, amaldiçoando marxistas e judeus. Outras vezes estava tão concentrado em seus pensamentos que ninguém conseguia abalá-lo.(R. Olden, ob. cit.). Fritz Wiedermann, capitão do List: “Era muito corajoso. Frequentemente era obrigado a travessar as linhas. Jamais recebia pacotes nem cartas, jamais se queixava. Uma vez me disse: o regimento é a minha casa, minha mãe.” Josef Hryc, sargento do List: “Quando Hitler subiu ao poder, em 1933, logo o reconheci pelas fotografias publicadas. Não poderia acreditar que o cabo-de-esquadra cruel e pávido tivesse se tornado Chanceler” (de “Express Wieczorny”, Varsóvia, fevereiro 1971) ”.

Segue abaixo uma pequena amostra dos resultados da Segunda Guerra:

Um das obras que mais retrata o siginificado da Guerra: Cansaço e saudade

O prosseguimento da “Ofensiva da Primavera”

Texto enviado pelo Pesquisador Rigoberto Souza.

A conquista da cidade de Montese selou com sangue a participação da Força Expedicionária Brasileira no Teatro de Operações da Itália, particularmente na Região dos Apeninos.

            De agora em diante iria começar a corrida para a calha do Vale do Pó e, para os primeiros degraus dos Alpes. Tudo transcorria para a derrota do Exército Alemão, restando apenas algumas esporádicas posições de resistência, que infelizmente ainda nos custaram mais de vinte mortos.

            Apesar  da cidadela de Montese estar em poder da FEB, ainda faltava a conquista da base do maciço triangular formado pela Cota 888 e Montello. Reconhecimentos feitos por patrulhas no fim da jornada do dia 19 de Abril de 1945, nos informavam que o inimigo retraíra em toda a frente, e apresentava resistência apenas na localidade de Zocca.

            Devido a isto, a Ordem Geral de Operações de 21 de Abril, deu como ideia de manobra, o seguinte:

            “Atacar a Região de Zocca – Il Monte e simultaneamente progredir no eixo Manzone – San Michelle – Montalbana e, em seguida investir na direção geral de Monte Orsello, fazendo face ao mesmo tempo, ao Rio Panaro”.

            A ação principal ficou a cargo do 6º R.I., ficando o 11º R.I. Com missão de cooperação. Montada a operação, a cidade de Zocca foi tomada sem resistência no dia 21 de Abril.

            Agora começava a corrida do inimigo que, durante meses lutava para não ceder as posições conquistadas e agora fugia desesperadamente para o Norte, tentando aumentar a distância em relação às tropas brasileiras, semeando indiscriminadamente minas e abundante destruição por onde passava. Comentários de pilotos da FEB dão conta que vista de cima, a Itália parecia que havia sido tomada de uma gigantesca ebulição de vulcão que arrasou todo o país.

            O avanço era tão rápido e, em tais proporções no espaço e tempo que os observadores aéreos não conseguiam distinguir se determinada tropa era ou não inimiga, parecia que a mola aliada que se comprimira por tanto tempo que agora ao se distender seguia em velocidade alucinante pela planície do Vale do Pó.

            Às 11:10 hs do dia 21 de Abril o Comandante do Exército baixou diretivas para comandante de Corpos e Divisões, determinando uma rigorosa perseguição e a utilização máximas dos meios de transporte disponíveis. Os carros de combate e caminhões da Artilharia deveriam transportar a Infantaria como carga extra e, as viaturas deviam ser carregadas até o limite de suas possibilidades.

            Quando aparecesse qualquer oportunidade de prosseguir ou esmagar o inimigo, os comandantes de Unidades deviam utilizar todos os meios ao seu alcance para lançar à luta o máximo de armas, pessoal e munições(General Crittenberg).

            Seria difícil enumerar as diferentes linhas atingidas pelas tropas brasileiras dada a diluição da frente e a rapidez da progressão.

            No dia 22 de Abril foi conquistada Gignhola sem nenhum tipo de resistência, o que na prática demonstrava que o fim da guerra estava próximo. Cercado em toda parte, as manobras do inimigo estavam tão reduzidas que já não havia para onde ir. Restava a rendição ou a morte nas posições onde estavam.

Os Uniformes e Soldados Mais Estranhos da Grande Guerra

Realmente a 1ª Guerra Mundial expressou uma nova tendência dentros dos exércitos. Mas tevem um componente interessante, comum a todos as guerras; soldados estranhos com seus uniformes mais esquisitos ainda. Vamos conferir alguns exemplos:

Essa cobertura é horrível

Filme de Horror

Os Veículos de Combate Mais Estranhos da Guerra!

Shermans? Esqueçam! Panzer Tiger?  T-34? Nem pensar! Esses veículos em sua maioria foram fabricados em uma escala muito pequena ou foram simplesmente protótipos nunca usados. O designer esquisito de muitos e a pouca mobilidade foram fatores preponderantes para que a indústria da guerra não adotasse essas aberrações.

 No final das contas eles ficaram esquecidos no passado e não perfazem mais na história da guerra. Vamos ver alguns desses monstros mecânicos aqui!

Esse poderia ser usado até hoje para proteção nas cidades violentas!

Versão dos carros populares "blindados"

Tá é um Sherman, mas ganhou pela camuflagem!

A Difícil Vida de Um Tripulante de Submarino

Ser um tripulante de um submarino alemão era uma das missões mais perigosas da guerra. Não à toa, chegou até ao final da guerra com uma estimativa de baixa de quase 90% entre os marinheiros alemães de submarinos . Na segunda metade da década de 30 os alemães investiam maciçamente na formação desse tipo de combatente, consolidando a ideia de que apenas os mais capacitados alemães poderiam exercer tais funções.  Com a Alemanha descartando o investimento em belonaves de grande porte, toda a força produtiva passou para a construção de submarinos, isso aconteceu no auge da batalha do atlântico.

Quando os Aliados, em especial os ingleses conseguiram decifrar o código da Enigma, aliado o avanço das técnicas de identificação de submarinos com a utilização cada vez mais eficiente dos sonares, a superioridade alemã nos mares se desfez por completo. Cada vez mais submarinos eram afundados e as perdas humanas eram cada vez maiores. Como consequência a reposição humana ficou escassa e, no final da guerra, o contingente dos submarinos eram cada vez menos experiente.

A jornada dos submarinos foi relativamente curta, mas permaneceu no imaginário da humanidade pelo grande estrago material e humano e, principalmente, pelo abalo psicológico que causava nas marinhas inimigas.

Enterro de Tripulante de Submarino Alemão em Recife

Cenas de Combate da Infantaria

 

Infantaria…Entidade dos mais valentes!

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Curiosidades do Pré-Guerra – Parte I

A Segunda Guerra pode ser perfeitamente entendida a partir da análise dos acontecimentos do pré-guerra, ou do período compreendido entre o fim da Primeira Guerra ao início da Segunda, ou seja, a Segunda começa a se moldar, a partir do fim da Primeira. E os acontecimentos que evidenciaram os fracassos de toda a diplomacia mundial para evitar a morte de milhões de pessoas, iniciaram, quase que de forma retórica, pela política econômica que sucumbiu nos anos 20 e 30. Países participantes do Grande Conflito ou estavam politica e economicamente em parca recuperação, como é o caso de França e Inglaterra, no caso dos vencedores ou estavam pagando caro pela derrota, como é o caso da Alemanha, também há outros países ou impérios, como é o caso do Otomano, que se reconfigurou geograficamente após a derrocada.

Nesse contexto a Grande Depressão evidenciada na Quebra da Bolsa de Valores em 1929, permitiu que regimes totalitaristas ganhassem espaço político e, através de discursos radicais, assumissem um papel preponderante na construção de um cenário que sucumbiria a uma nova ordem mundial.

A Alemanha de 1929, dá uma expressiva votação a um partido que, cinco anos antes, era seguido apenas por meia dúzia de radicais, e em 1933 teve na voz de um eloquente orador, Adolf Hitler, um representante nato dos ideias de luta pela sobrevivência do germanismo na Europa. E a partir de 1935 implementa medidas protecionistas na economia e, através de uma indústria bélica reestrutura a Alemanha e passa a buscar junto a outras nações a emancipação territorial, muito além da terras perdidas pelo Tratado de Versalhes.

Esse era o mundo Pré-Guerra, que ainda presenciou antes do início do Grande Conflito, outros de proporções menores, mas não menos sofrível para os povos e nações envolvidas, como a Guerra Civil Espanhola e a Guerra Sino-Japonesa.

Segue uma pequena amostra desse período:

Hitler, antes de ser HITLER!

Adolf Hitler, 35 anos, em sua libertação da prisão Landesberg, em 20 de dezembro de 1924. Hitler tinha sido condenado por traição em uma tentativa de golpe em 1923 chamado Putsch da Cervejaria. Esta foto foi tirada logo depois que ele terminou de ditar “Mein Kampf” para Rudolf Hess. Oito anos mais tarde, Hitler seria empossado como Chanceler da Alemanha, em 1933.(Biblioteca do Congresso Americano).

A Muralha da China - Só que é do Japão

Um soldado japonês monta guarda sobre parte da grande muralha da China, capturada em 1937, durante a Guerra Sino-Japonesa. O Império do Japão e da República da China estavam em guerra intermitente desde 1931, mas o conflito intensificou em 1937.(LOC).

Ataque Aéreo

Aviões japoneses atingem alvos na China em 1937.(LOC)

Guerra de Rua

Soldados japoneses envolvidos em combates de rua em Xangai, China em 1937. A batalha de Xangai durou de agosto a novembro de 1937, eventualmente envolvendo quase um milhão de soldados. No final, Xangai caiu na mão dos japoneses, depois de mais de 150.000 baixas dos dois lados.(LOC).

Mussoline, antes de ser MUSSOLINE

Líder fascista italiano Benito Mussolini, centro, as mãos nos quadris, com os membros do Partido Fascista, em Roma, Itália, 28 de outubro de 1922, após a sua marcha sobre Roma. Esta marcha foi um ato de intimidação, onde milhares de camisas negras fascistas ocuparam posições estratégicas em grande parte da Itália. Após a marcha, Emanuelle III pediu a Mussolini para formar um novo governo, abrindo caminho para uma ditadura.(AP Photo).

Soldados Italinos

Quatro soldados italianos na Etiópia em 1935, durante a Guerra ítalo-abissínia. As forças italianas de Mussolini invadiram e anexaram a Etiópia, dobrando-a em uma colônia chamada África Oriental Italiana, juntamente com a Eritréia. (LOC)

A Conquista Italiana

Tropas italianas levantam a bandeira italiana sobre Macalle, Etiópia, em 1935. Apelos do imperador Haile Selassie a Liga das Nações para a ajudarem ficaram sem resposta, e na Itália foi em grande parte recebida como um passe livre para fazer o que bem entender na África Oriental. (LOC).

A mulher na Guerra Espanhola

Na Espanha, os soldados leais ensinam prática de tiro para as mulheres que irão defender a cidade de Barcelona contra as tropas rebeldes fascistas do general Francisco Franco durante a Guerra Civil Espanhola, em 02 de junho de 1937. (AP Photo).

Morte Certa

Trezentos rebeldes fascistas foram mortos nesta explosão em Madrid, Espanha, sob o edifício Casa Blanca de cinco andares, em 19 de março de 1938. Legalistas do governo fizeram um túnel de 600 metros, ao longo de um período de seis meses, para lançar as minas terrestres que causaram a explosão. (AP Photo).

O Momento

Um soldado insurgente joga uma granada de mão sobre uma cerca de arame farpado em soldados leais com metralhadoras acionadas em Burgos, Espanha, em 12 de setembro de 1936.

 

 

 

Hans Liscka – O Artista Alemão da Segunda Guerra – Final

 Um artista conseque expressar em sua obra a imortalização do momento, por isso mesmo há quadros famosos de períodos que não existia ou não estava disponível a fotografia, mas que foi expressada de forma tão contudente que a imagem tomou forma realista e chocou o mundo, exemplo disso são obras expressivas de Picasso que retratavam a Guerra Civil e tantos outros que foram criados a eternizados. Nos dois últimos publicações mostramos a obra de Has Liscka uma artista que lutou e viveu o  que retratou. Segue a última postagem da série:

Hans Liscka – O Artista Alemão da Segunda Guerra – Parte I

Hans Liscka (1907-1984) é um dos mais conhecidos e prolíficos ilustradores do Eixo na II Guerra Mundial, que serviu com as Forças Armadas alemãs durante a guerra. Em 1942 e 1943 a editor alemã Carl Werner, patrocinado pela Junkers Flugzeug und Motorenwerke AG, publicou dois álbuns com esboços de Hans Liska e ilustrações a cores “para agradar os soldados de primeira linha e os trabalhadores das fábricas de armas” na Alemanha. Definitivamente, a arte de Liscka viveu acima das expectativas de seus pares, e clichês de propaganda deixaram as pegadas bem reconhecíveis em todas as suas pinturas e desenhos. No entanto, ao mesmo tempo o artista também foi capaz de criar uma arte valiosa com cartaz de propaganda feitas para paredes de padaria de bairros em ruínas nas cidades alemã bombardeadas. Liska convincentemente demonstra que ele tem um olho para o drama de guerra real, com toda a sua dor, sofrimento, desespero, resistência, senso de dever e coragem para empurrar ainda mais para o extremo as imagens retratadas em sua obra.

Foto Diário do 506 Regimento de Infantaria Alemão – Parte 04

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DIA D – Mais Um Ângulo Diferente, a do Soldado – A Mais Difícil – Parte II

Segue a Segunda Parte da Série.

Para quem ainda não viu a Primeira Parte:  Clique Aqui

 

Artigo – A Alemanha Foi Uma Nação Vilã? Parte I

O que podemos pensar de um país que levou o mundo à beira do caos e da destruição? E esteve no centro das atenções do mundo durante todo o século XX, fornecendo subsídios para marcar para sempre a história da humanidade. Quando falamos em Segunda Guerra Mundial a primeira imagem que temos em mente é o nazista Adolf Hitler comandando uma nação inteira em uma voraz e desenfreada série de conquistas por toda a Europa, que tinha como objetivo único e exclusivo a predominância da raça ariana e a escravização dos demais povos, tornando-os apenas instrumento de produção da grande nação germânica, e para tanto, não tinham limites para alcançar tais objetivos. Mas era isso mesmo?

 

É necessário que a revisão histórica possa isentar a Alemanha e seu povo e, de forma mais justa, permitir uma profunda reflexão sobre as circunstâncias que levaram a Alemanha a adotar o nacional-socialismo e depois revestir Hitler de todos os poderes necessários a campanha expansionista empreendida por ele posteriormente. Importante citar que essa reflexão sobre a Alemanha não é um apologia aos ideais nazistas ou qualquer tipo de salvo-conduto das atitudes de Hitler, muito pelo contrário, a reflexão tem por objetivo a separação de tais ideais defendidos e implementados por Hitler do povo alemão, de forma a não generalizar a Alemanha inteira como uma nação puramente nazista. Claro, não vamos ser inocentes, evidente que houve aceitação das doutrinas ultranacionalistas, mas é exatamente essa aceitação que deve ser objeto de estudo.  Uma explicação pertinente é exatamente a dimensão do alcance dos ideais nazistas, que foram muito além das fronteiras germânicas, e alcançaram adeptos pelo mundo inteiro, não apenas nas nações ocupadas, mas em países como Brasil, Argentina, Iugoslávia, Índia e vários outros continentes pelo mundo afora; havia milhares de adeptos da doutrinas de Hitler, tudo isso é mais um indício que as influências do nacional-socialismo, mesmo nascendo na Alemanha, estava impregnada pelo mundo inteiro e, portanto, uma doutrina aceitável para aquele período.

 

Primeiramente, lembram-se daquela história ensinada nas escolas sobre a Alemanha como a grande precursora da Segunda Guerra e causadora de todo o mal do mundo? Esqueçam! Isso mesmo. É necessário se despir do preconceito imputada por décadas do pós-conflito a Alemanha, e é evidente que o mundo depois da Segunda Guerra Mundial criou a imagem de que os alemães são, por natureza, violentos a malévolos. Por exemplo, uma pequena representação sobre os alemães, bastante comum na Europa nos anos 50 e 60, era a seguinte:

quando um italiano está só, ele canta, e o faz sempre a gesticular, farta e amplamente; quando há dois italianos, temos um pequeno conjunto musical; quando há três, já temos uma ópera. E quando um inglês está só, ele toma um drinque calado, sem fazer qualquer gesto, quase como se estivesse a dormir; quando há dois ingleses, eles tomam um drinque juntos calados; quando há três, eles fundam um clube, e ali permanecem juntos e calados, a ingerir sua bebida. Quando um alemão está só, ele marcha; quando há dois alemães, temos uma pequena tropa; quando há três, já temos uma guerra”.

 

Assim percebemos que para o senso comum europeu os italianos estão para a música assim como os ingleses estão para a bebida, bem como os alemães estão para a guerra, e isso evidentemente é compreensível, tendo em vista as duas guerras do século vinte.  Mas também é simplista demais. Queremos saber os motivos que levaram a Alemanha a adotar essa postura segundo a perspectiva da Segunda Guerra Mundial.

 

A Alemanha deve ser analisada a partir do contexto do Tratado de Versalhes, já que esse tratado foi o instrumento usado pelos Aliados da Grande Guerra para garantir que os alemães pudessem ser controlados através da opressão econômica, influência geográfica e monitoramento das forças armadas, tudo isso objetivando futuras pretensões militares de uma Alemanha derrotada e humilhada em 1918, contudo não vamos analisar os motivos da entrada ou derrota alemã na Grande Guerra, tendo em vista que nosso objetivo é estudar a correlação povo alemão e nazismo. Vejamos alguns pontos:

  • Alsácia e Lorena, seriam cedidos a França (área 14.522 km², 1.815.000 habitantes, 1905).
  • Parte leste da Alta Silésia para a Polônia (área 3.214 km², 965.000 habitantes) apesar do plebiscito ter apontado que 60% população preferia ficar sob domínio da Alemanha.
  • As cidades alemãs de Eupen e Malmedy para a Bélgica.
  • A região de Soldau da Prússia Oriental a Polônia (área 492 km²).
  • Parte setentrional da Prússia Ocidental, Klaipeda, sob o controle francês, depois transferida para a Lituânia
  • Na parte oriental da Prússia Ocidental e na parte sul da Prússia Oriental Warmia e Masuria pequenas partes para a Polônia.
  • A província de Sarre para o comando da Liga das Nações por 15 anos.
  • A cidade de Danzig (hoje Gdansk, Polônia com o delta do Rio Vístula foi transformado na Freie Stadt Danzig (Cidade Livre de Danzing sobre o controle da Liga das Nações (área 1893 km², 408.000 habitantes, 1929)
  • Com o tratado o exército Alemanha foi restrito a 100.000 soldados, não sendo permitido tanques ou artilharia pesada. Já a marinha foi restrita a 15.000 marinheiros, com a proibição de submarinos enquanto a esquadra foi limitada a seis navios de guerra (de menos que 10.000 toneladas), seis cruzadores e 12 contratorpedeiros. Já a aeronáutica alemã (Luftwaffe) foi proibida de funcionar.
  • Também cede aos franceses o direito de explorar as minas de carvão do Sarre por 15 anos. É proibida ainda de manter a Marinha e a aviação militar, e seu Exército fica limitado a 100 mil homens. Por fim, é forçada a pagar uma indenização de US$ 33 bilhões (calculados em 1921). O Império Austro-Húngaro é desmembrado e surgem Tchecoslováquia, Hungria, Polônia e Iugoslávia.

 

Essas e outras condições que foram impostas principalmente pelo temor francês de que a Alemanha pudesse empreender uma nova campanha sobre seu território. Se pensarmos em uma pessoa que morou nesse país e passa na década de vinte, sob essas circunstâncias econômicas, evidente que a grande parte da população vivia em extrema pobreza com poucas oportunidades.

 

Nenhum gabinete formado pelo Presidente Paul von Hindenburg conseguiu conciliar os interesses internacionais sobre a fiscalização alemã e as necessidades produtivas e econômicas para com o povo, o próprio Hindeburgo tinha um política internacional de aproximação com a Liga da Nações.  Depois da Quebra da Bolsa de Valores de Nova York em 1929 a situação só piorou, com isso o cenário político e a descrença total em um governo que quebrasse as amarras internacionais, foi o ingrediente mais que propício para a chegada de um partido que teve pouca expressão  desde a sua fundação em 1922, e teve um alto índice de rejeição por parte da população, pelo menos até a eleição de 1930, ainda com o povo alemão sofrendo com a crise de 29, mas pelas circunstâncias o partido nazista teve êxito e projetou-se, forçando uma aliança entre o Presidente Hindenburg e o líder eloquente desse partido, chamado Adolf Hitler, nesse momento da história da Alemanha, Hitler assumiu o poder por vias legais. Para a maioria do povo alemão isso foi uma tentativa política desesperada, já que o povo não participou da construção do governo, mas foi um instrumento da consequência de um desdobramento eleitoral a chega de Hitler ao poder.

 

Mesmo assim, Hitler não fez feio. Os primeiros anos do seu governo foram baseado na reestruturação econômica, como a estatização da indústria de base, o aumento na capacidade produtiva e medidas de congelamento de preços. Todas as mudanças, evidentemente, causaram impactos significativos na vida da população, e Hitler passou a ter bons índices de popularidade, contudo para os economistas, inclusive os atuais, afirmavam que não há um crescimento duradouro com o controle total do Estado sobre os diversos segmentos da indústria e comercio. Os índices econômicos melhoram significativamente, a taxa de desemprego cai vertiginosamente (muito embora o governo de Hitler alterasse a métrica de medição do desemprego), e o governo passa a atuar de forma muito eficiente na propaganda política, que seria a marca registrada do Terceiro Reich. É inegável que o governo nazista inicialmente não tinha nenhum apoio popular real, pelo menos na condução do país, e depois de alguns anos se estabeleceu como um governo do povo. A prova disso foi na morte de Hindenburg em 1934, ele assumiu sem qualquer oposição política ou popular o cargo de Führer do III Reich. É possível que qualquer um que de nós que vivêssemos na Alemanha nesse período aclamasse Hitler como Líder Supremo da Alemanha sem pensar duas vezes.

 

Em Breve: A Alemanha Foi Uma Nação Vilã? Parte II

O POVO ALEMÃO E O INÍCIO DA SEGUNDA GUERRA

 

 

Os Fantasmas da Segunda Guerra…

O fotógrafo russo Sergey Larenkov realiza um trabalho magnífico transformando imagens históricas Segunda Guerra Mundial no efeito impressinante com as de hoje. Aproveitem!

 

A PEDIDOS O LINK PARA O SITE DO FOTÓGRAFO: http://sergey-larenkov.livejournal.com/

 

Segunda Guerra – As Fotos e Seus Detalhes Históricos – Parte III

Continuando a Série…

As tropas do desfile 101st Airborne para uma cerimônia de medalha em junho de 1944 20. Estava em frente a seus homens o major-general Maxwell D. Taylor, comandante da 101 Airborne. Atrás dele, entre outros está o Major Maginnis, administrador militar da cidade junto com o Prefeito Sr. Joret que assumiu depois da morte do doutor Caillard, morto em 06 de junho de 1944.

Em pé da esquerda para a direita em frente ao Maj Gen Maxwell está:

Brig. Gen. Anthony C. McAuliffe, Artilharia 101

Tenente Julian L. Ewell, 501 PIR

Tenente George Kraft, G/502nd PIR

Desconhecimento / 4, 327 GIR

Tenente Robert E. Wright, Médico, 501 PIR

Soldado Walter H. Sanderson, D/502nd PIR (Morto em Ação)

Soldado David C. Gifford, D/502nd PIR (Morto em Ação)

Sargento Bruno E Schroeder, HQ/506th PIR

Sargento Harry Clawson, H/506th PIR (Morto em Ação)

Sargento Frederic Bahlau, H/506th PIR (ele iria receber outra Estrela de Prata, durante a Segunda Guerra Mundial)

Howard R. Johnson 501 PIR

Cidade de Caretan foi um dos objetivos da 101 no Dia D. Muitos edifícios foram destruídos como mostra a foto.

O carregador se prepara para a próxima rodada com a fumaça ainda culatra desta peça de artilharia M3 105mm, após o comando do canhoneiro nº 1. Ele segura a corda na outra mão que vai disparar a peça quando ordenada. O Artilheiro de joelhos à sua frente irá definir o canhão para a elevação necessária. O M3 obuseiro 105 milímetros foi emitido para as companhias de canhão de regimentos de infantaria do Exército dos EUA, bem como a infantaria pára-quedista. Estes homens não estão vestindo com uniformes e botas da infantaria pára-quedista para que possamos presumir que eles são os primeiros. Possivelmente membros do 8 IR, 12 ou 22.

Soldado da Polícia do Exército direciona o tráfego em Caretan protegido por um abrigo de sacos de areia

Tropas do Airborne 101 (possivelmente a Companhia Médica Airborne 326 descendo Rue Holgate, Carentan.  Na parte traseira é uma Kfz Sanitätskraftwagen 31 capturados dos alemães e colocados no serviço como uma ambulância. Foto tirada no 12-14 de junho de 1944.

Estes membros da unidade 101 Airborne através do cruzamento da Rua Holgate e RN13, Carentan em um Kubelwagen liberado das forças armadas alemãs. O registro do Kubelwagen é WL 333 369. WL = Wehrmacht-Luftwaffe, a unidade da Luftwaffe importante na área era o 6º Fallschirm Regimento Jäger comandada por Von Der Heydte. A unidade pára-quedista alemã defendeu Carentan antes de serem derrotadas pela 101. As outras tropas descansando fora do café-restaurante Désiré Ingouf carregam as marcas do capacete do GIR 327 (Glider Regimento de Infantaria)

Outro ângulo na próxima imagem, ambos tomados no dia 12 de junho de 1944.

Outro ângulo da mesma encruzilhada a partir da imagem anterior, desta vez com um AT 57 milímetros rebocado.

Nesta foto no dia 12 de junho, provavelmente, as tropas do movimento 101st Airborne em direção ao cruzamento com a Estrada Nacional 13.

Há certa distância no canto superior direito, podemos ver Barneville e as águas da praia do Canal Inglês. No dia 18 de junho de 1944 às 05:00 a cidade foi libertada dos alemães pelo 3 º Batalhão, Regimento de Infantaria 60, 9 ª Divisão de Infantaria apoiada por tanques do  Btn Tk 746 e TD 899 (SP). Isto foi significativo por duas razões, primeiro porque completou o isolamento da Península de Cotentin do resto da França prendendo a guarnição alemã em Cherbourg e foi exatamente quatro anos desde que os alemães capturaram a cidade em 1940.

Usando uma máquina de lavar construída a partir de um motor de carro e um fogão a carvão, dois engenheiros EUA provam que não há limite para o que pode ser conseguido usando o conteúdo de um depósito de sucata.

Nas imediações do Chambois os corpos de dois soldados alemães estão nos destroços de seus veículos destruídos. Não é claro o registro sobre o ataque, que pode ter sido pegos em um ataque aéreo ou atacados no chão. Os papéis espalhados tem, no entanto, sugerido uma certa quantidade de saques já realizados. O caminhão à esquerda é um Opel Blitz, o tipo mas comum de caminhões leves utilizadas pelas forças armadas alemãs na Segunda Guerra Mundial.

Nesta foto tirada perto Bruyères-Charmois-devant nos membros Vosges da Equipe de Combate do famoso Regimento 442 são transportados em caminhões GMC para uma nova localização. O 442 foi a única unidade do Exército de EUA permitida para ter em suas fileiras americanos descendentes de japoneses. Eles lutaram na Europa como parte do 36 Divisão de Infantaria com grande distinção.

GIs são vistos pendurados em destroços. No horizonte é o USS Augusta (CA-31) carro-chefe da Naval força tarefa ocidental TF 122 do contra-almirante Alan G. Kirk a bordo está o General Bradley. O USS Augusta estava fora setor Fox, praia de Omaha. Esta foto foi tirada sno etor Easy Red, em Colleville Mer.

Alemães andam entre as ruínas de Fort du Roule, Cherboug com as mãos erguidas. A entrada para o túnel que eles estão saindo pode ser visto pelas ruínas à esquerda. 300 alemães foram capturados a partir dos abrigos sob o forte na noite de 26 de junho. Os abrigos foram túneis escavados nos penhascos. A área caiu depois que ele foi atacados por equipes de demolição do 2º Bn/314th IR da Divisão de Infantaria dos EUA 79.

Mesmo local da foto anterior mais de 60 anos depois

Major-General José Lawton Hakes, comandante do VII Corpo EUA recebe a rendição de Cherbourg de Generalleutnant Karl Wilhelm von Schlieben e Walter Konteradmiral Hennecke. General von Schlieben passou o resto da guerra, em “Island Farm” POW acampamento, depois de ter sido transportado para o Reino Unido em LST-312.

Sob uma bandeira branca tropas alemães liderados por Karl Wilhelm von Generalleutnant Schlieben, com casaco e capacete para trás, de costas para a entrega da câmera para as forças americanas. 800 tropas alemãs neste ponto desconhecido entregue ao Capitão Preston ‘comandando uma companhia do Bn 2 da Inf 39. Rgt, 9 Inf. Div.

 

Imagens de Momentos Críticos

Alguns momentos que nos colocam em posição de reflexão:

 Momento Crítico: O que a tripulação de uma aeronave sob essas condições pensa?

Momento Crítico: O bombardeamento sistemático das cidades normadas era imprescindível para a conquista dos territórios ocupados pelos alemãs?

Momento Crítico: O FIM – Vidas sacrificadas na juventude.

Momento Crítico: O Encontro de Dois Fronts – Nesse momento nenhum desses homens suspeitaria que o representação do cenário político mundial 40 anos depois da guerra estivesse relacionadas a essas duas nações.

Momento Crítico – A Queda – O que fazer nessa situação?

Momento Crítico – Iwo Jima – Para os militares, o terreno para a guerra perfeita, sem civis, e uma força atacante poderosa contra uma força defensiva pronta para morrer.

Momento Crítico: Quando não há mais homens!

Momento Crítico: Até os mais valentes morrem…E outros valentes choram…

Momento Crítico: A Rendição é a incerteza dos Campos de Prisioneiros.

Momento Crítico: A díficil vida da tripulação de um submarino alemão

Momento Crítico: Dois contra um Tanque russo!

Momento Crítico: Onde estava a Igreja de Roma?

Momento Crítico: Uma Igreja Neutra?

Momento Crítico: A vida por um foi…

Momento Crítico: O instante do combate

Momento Crítico: Prisioneiro alemão em Stalingrado – Valeu o esforço de guerra?

Momento Crítico: A muralha do atlântico vista do lado alemão…Como isso estava no Dia D?

Momento Crítico: Mesmo ferido comandando homens.

Momento Crítico: A Morte rápida…

Momento Crítico: Preparar…

Momento Crítico: …Atirar!

Momento Crítico: Soldado ao lado segura o companheiro…

Momento Crítico: SEM COMENTÁRIOS.