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Archive for 10/09/2011

Observações do BLOG Sobre o Post do “Massacre de Katyn”

 Amigos

 Temos recebido muitos emails em apoio e outros contra a publicação: Especial: O Massacre de Katyn – Relatório da Wehrmacht (Exército Alemão) Parte I

Alguns inclusive citando para o blog http://comunidadestalin.blogspot.com, a quem coloco um link para essa respeitada comunidade.

Mas cabem aqui algumas observações:

  • O post publicado se refere a um relatório alemão divulgado em 1943 e foi transcrito como informado pela fonte;
  • O post deixa claro que é um material de origem alemã e, portanto cabe retratação sobre as informações contidas;
  • Nenhum pesquisador sério irá tomar como base apenas um relatório da Wehrmacht para determinar os acontecimentos de Katyn;
  • Algumas pessoas foram convidadas, por email inclusive, que são sabidamente contrários ao relatório para realizar uma defesa do ponto de vista dos soviéticos, mas apenas recebemos emails e comentários sobre a publicação. Infelizmente ninguém se pronuciou para publicação;

O BLOG tem um espaço aberto a qualquer pessoa que, de forma responsável, se expresse contra ou a favor de qualquer fato ocorrido em qualquer tempo. Desde que, para tanto, não fira o código de ética que rege a pesquisa histórica.

 

Vivemos em um país democrático, onde a liberdade de expressão está bem definida e qualificada na Constituição que rege o Estado brasileiro.

Ratificando: No Post não expressei a minha opinião sobre “O Massacre de Katye”, pois estarei escrevendo um artigo e publicando posteriormente.

Atenciosamente,

 Francisco Miranda

Historiador

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Fotos & Detalhes Históricos – Especial FEB – Parte III

Nossa geração lutará, não por nós! Mas pelos que ficaram em Pistóia! Pelos que aqui permaneceram à margem da História…Para que os mortos na Itália tenham o sacríficio reconhecido e os que voltaram possam descansar, sabendo que seu legado será mantido. Essa será a nossa Guerra! Nosso presente para as próximas gerações.

Continuamos a terceira parte da série Fotos e detalhes históricos – Especial FEB.

As Imagens aqui postadas são de Reprodução Proibida! Fazem parte de um acervo pessoal. Qualquer cópia sem a autorização dos seus proprietários estará sujeito às sanções previstas em lei

A Cobra Segue Fumando!!

 

“O Quebra Quebra” – A Segunda Guerra Chega ao Recife

A 15 agosto de 1942 cinco navios brasileiros eram afundados, quase simultaneamente, entre a Bahia e Sergipe: o Baependi, o Araraquara, o Anibal Benévolo, o Itagiba e o Araras. Chegavam às nossas praias alguns botes salva-vidas com náufragos do Baependi1. Era grande a comoção popular, todos revoltados com aqueles atos de agressão e com as inúmeras mortes, mais de oitocentos, deles resultantes. Grupos exaltados saíam às ruas e começaram a depredar os estabelecimentos comerciais cujos donos fossem alemães, japoneses ou italianos.

Antes de eminência de sérios conflitos, algumas casas comerciais fechavam suas portas e nós, estudantes, éramos dispensados pelos diretores dos colégios, com recomendações expressas para nos dirigirmos as resistências e não ficarmos nas ruas. O que quase ninguém fazia, tal a nossa curiosidade em testemunhar aqueles atos de represália e que tanto aguçaram nosso patriotismo ferido já em tantos ocasiões..

Esse episódio ficou conhecido no Recife como “o quebra-quebra”, sendo inúmeras as casas depredadas, algumas por puro vandalismo, sacudindo-se, pelas suas portas e janelas, sofisticadas máquinas de escrever, dispendiosas máquinas fotográficas e outros utensílios que se quebravam nas calçadas, onde eram, ainda, pisoteadas pela multidão enfurecida; noutras, havia a evidente finalidade do saque, pessoas carregando consigo pares de sapatos, canetas Parker e armações de óculos, principalmente daquelas que estavam tão em moda, a dos belos e vistosos óculos Ray-Ban.

Alguns, os que participaram daquele movimento por motivos apenas patrióticos, visando pura e simplesmente a indenização dos nossos navios, lançavam material obtido nos postos de recolhimento, aumentando cada vez mais as “pirâmides” que iriam contribuir para o soerguimento da nossa Marinha.

Vi pessoalmente – quando, após as aulas do Liceu Pernambucano, eu me dirigia para a Soledade2, para pegar o bondinho da Tramways – uma turba incontrolável a invadir o prédio da Fretelli Vita, na Soledade, a depredá-lo, a lançar pedras (uma delas quebrando seu velho e bonito relógio, o nosso Big Bem, que diariamente nos advertia quanto ao horário de chegada no colégio), e lembro-me até que, numa de suas janelas, um provável funcionário balançava uma enorme bandeira brasileira, como a dizer que aquela era uma empresa, apesar de sua origem italiana, de pessoas que nada tinham a ver com a guerra e que contribuíam, talvez mais do que muitos brasileiros, para o progresso de nossa cidade e que, como tal, deveria ser preservada.

Na Sorveteria Gemba, na Praça Joaquina Nabuco, soubéramos depois, lançaram-se gás sulfúrico e depredaram-se suas instalações, o que obrigou a permanecer fechada por um longo período. Depredações semelhantes sofreram a Casa Vanthuil, a Herman Stoltz (na Marquês de Olinda quase em frente a associação comercial), o Regulador da Marinha, a Gino Luchesi, a Joalharia Louvre, a Sloper, a Casa Lohner e tantas outras, saindo os invasores, segundo testemunhas oculares com caixas e mais caixas de sapatos e com uma quantidade tal de canetas, relógios e armações de óculos que daria para abastecer várias lojas por anos a fio…

Os populares, exaltados, se dirigiam para a Praça de República, onde, da sacada do Palácio, o interventor Agamenon Magalhães dizia palavras (“prefiro erra com o povo a acertar sem ele”) que eram interpretadas como de apoio ao movimento popular e eram acolhidas com aplausos, ensurdecedores. Na pracinha do Diário usariam da palavra, entre outros, o professor Luiz de Goes, Edgar Fernandes, Potiguar Matos, do curso pré-jurídico, o professor Barreto Campelo, da Faculdade de Direito, e Thomas Édison, Faculdade de Medicina. Cantando o Hino Nacional e o Hino de Pernambuco, exibindo bandeiras brasileiras e carregando objetos recolhidos nas lojas depredadas, os populares se dirigiam, pela (rua) Princesa Izabel, para a Faculdade de Direito, onde ainda falaria outros oradores.

1. Não foi encontrado por esse BLOG qualquer outra fonte que afirme que chegaram a Recife botes com sobreviventes do Baependi. Os sobreviventes chegaram à região do Mosqueiro e Areia Branca no Estado de Sergipe, conforme depoimento do Capitão Lauro Moutinho dos Reis, um dos militares sobreviventes do naufrágio.
2. Rua da Soledade – No bairro da Boa Vista – Recife. Uma das mais tradicionais da cidade

Extraído do Livro: Recife e Segunda Guerra Mundial – Rostand Paraíso – Comunicarte, 1995 – Recife-PE.

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U-507 Documentário e História Brasileira

As palavras do Almirante Karl Doenitz que foram escritas em louvor aos atos perpetrados por seus obstinados subordinados na guerra de corso submarina, obviamente não correspondem com a realidade e nem poderia ser de outra maneira, já que a guerra submarina tende a se deteriorar rapidamente, porque uma de suas funções, é a de matar não somente marinheiros e destruir navios, mas a vontade moral de um país de continuar a luta. Embora o Atlântico Sul tenha sido um teatro secundário para as operações submarinas do Eixo e assim pouco interesse desperta entre os pesquisadores internacionais, mas não sabem eles que as ações dos submarinos nos deixaram marcas profundas e indeléveis. Por exemplo: os torpedeamentos dos navios mercantes Baependi, Araraquara, Anibal Benevolo, Itagiba e Arará ocorreram entre 15 e 17 de agosto e se constituíram num dos episódios mais dramáticos da História Contemporânea do Brasil.

O U-507 trata do afundamento de quatro navios brasileiros na costa de Sergipe durante a segunda guerra mundial. O documentário privilegia o ponto de vista dos moradores da região do Mosqueiro e Areia Branca, áreas de Aracaju que mais tiveram contato com o acontecimento. Além disso, o U-507 faz uso de animações para revelar ao público esse fato marcante da história de Sergipe e do Brasil.

Com direção de Rubens Carvalho, o documentário começou a ser produzido em dezembro de 2007 e foi finalizado em julho de 2008.

Fontes:

 

 

http://www.naufragiosdobrasil.com.br

http://u507.wordpress.com/

Veículos Experimentais da Segunda Guerra

 

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