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As Comunicações na Segunda Guerra
Aparelho Celular? Não, mas a comunicação rádio frenquência já existia e foi largamente usada na Segunda Guerra, contudo os velhos pombos não deixaram de ser empregados, um modo fácil e eficiente de comunicação, principalmente para unidades isoladas. Vamos vislumbrar um pouco mais com os equipamentos mais modernos que a Segunda Guerra presenciou.
- Fios telefônicos que seriam usadas na linha de frente
- Sargento Testa Arquivos de Áudio
- Sargento Técnico explica recepção básica para um soldado
- Treinamento de telegráfo, também usado na guerra
- Soldados criam uma base de comunicações
- Operando uma central de campo
- Soldados expande a rede
- Soldado utiliza um walkie-talkie, aparelho inovador na guerra
- Um transmissor
- Um trasmissor aberto
- O Bom, Seguro e Velho Pombo de Comunicações
- Um operador de rádio recebe mensagem de uma estação de controle
- Plantão de operadores de rádio
- Sargento de Comunicações em uma estação base
- Pilotos tem aula de comunicações
- Uma Operadora da Força Aérea realiza treinamentos de campo
- Dois membros da Signal Corps realizam testes para operar uma base de campo
- Um Operador de Rádio de Controle por Relés como observador em contato direto com o posto de comando de Artilharia
- Soldado recebe mensagem em um posto de observação comuflada
- Outro Transmissor
- Outro Pombo de Comunicação – O Momento do voo
- Uma base móvel comuflada
- Operador d Rádio durante manobras
- Recebendo Mensangens em campo de operação
- Uma central de linha de frente
A alimentação da FEB nos campos da Itália
Artigo enviado pelo nosso amigo e colaborador Rigoberto Souza Júnior sobre a alimentação da tropa brasileira na Itália.
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Às vezes imaginamos como os nossos Pracinhas se alimentavam durante o período em que enfrentaram as agruras da guerra, além do impiedoso inverno europeu no final de 1944, uma situação completamente inusitada para a maioria dos nossos soldados.
Ao contrário do que se pode pensar a alimentação distribuída ao contingente da FEB, foi orientada por médicos e cientistas americanos, pois a saúde dos nossos soldados eram tido como fator preponderante para o sucesso nos combates que iriam ser travados com um exército profissional, que já tinha enfrentado muitas outras batalhas.
A alimentação distribuída à Força Expedicionária Brasileira era quase toda de origem norte americana, o que no início trouxe algumas reclamações, não só por parte dos praças, como também pelo oficialato, que invariavelmente que sentiam falta da dupla feijão e farinha de mandioca, achavam pouca a quantidade de arros que era servida, não gostavam do molho de tomate, nem do milho, nem dos temperos utilizados, nem tampouco dos frios e embutidos, que os americanos adoravam, e que não eram comuns em nossa alimentação. Grande parte dos alimentos vinham desidratados, como abóbora, batata, cenoura, ovo, e o café era sem cafeína, mas em compensação os doces oferecidos eram maravilhosos, frutas em calda, além de termos sempre galinha ou peru, servidos quentes.
Com a passar dos dias, os nossos soldados passaram a ficar mais corados, e se fortaleciam a olhos vistos, seus corpos ficavam visivelmente mais fortes, apesar do trabalho árduo que foram impostos pelas batalhas, pelas noites sem dormir nas patrulhas constantes.
De acordo com a estação do ano, a alimentação era mais ou menos calórica, visando não deixar que os soldados ficassem ou fracos demais, nem engordassem o que dificultaria seu deslocamento naquele terreno tão acidentado. No inverno por exemplo, notava-se que recebiam uma quantidade maior de queijo e manteiga e, nos ataques eram empregadas um tipo de ração que um indivíduo pudesse transportar, que fosse leve e que ele mesmo pudesse preparar.
Dentre estes princípios, eram fornecidas à nossa tropa quatro tipos de ração: “Tipo K”, “Tipo C”, a “Tipo 10 por 1” e a “Ração quente”, que eram assim constituídas:
1 – Ração K que era subdividida em 3 caixas: uma para o café da manhã, outra para almoço e outra para o jantar, e cada caixa tinha aproximadamente o tamanho de um tijolo (daqueles antigos, sem furos), e que para exemplificar continha: Bife de carne de porco, 6 biscoitos, sopa de vegetais desidratados, uma barra de chocolate(aproximadamente 60 gramas), dois chicletes, três cigarros, seis fósforos e papel higiênico. Pelo seu pouco peso, esta ração era utilizada nos ataques pois o soldado a carregava com extrema facilidade, e servia para um dia completo de alimentação.
2 – Ração C que se constituía de duas latas por indivíduo, sendo uma mais leve, contendo por exemplo: quatro bolachas, dois cubos de açúcar, quatro caramelos de leite , cinco gramas de café em pó, papel higiênico, cigarro, desinfetante para água(para combater a cólera), fósforos e chicletes.
A outra lata, com alimentação mais rica em calorias, poderia conter carne de porco com feijão branco, carne com macarrão, ou galinha com batata, etc. Esta ração era empregada para alimentar as tropas em locais de difícil acesso, em virtude das péssimas condições das estradas, devido à topografia do terreno ou por se localizar sob observação da tropa inimiga.
3 – Ração 10 por 1 era um conjunto de alimentos para um dia de comida, para ser consumida por 10 pessoas, e era constituída por um certo número de pacotes e latas que vinha num pequeno caixote de madeira, que poderia ser assim repartida:
Suco de laranja Suco de grape-fruit
Bife Carne e arroz
Milho Tomate
Biscoitos Biscoitos
Doce Caramelos de leite
Café Chocolate em pó
Açúcar Açúcar
Pudim de ameixa Doce de leite
Além destes itens, ambas possuíam também: quatro cigarros, seis fósforos, desinfetante para água, papel higiênico e dois chicletes.
Outra informação importante que deve-se frisar é que sempre que possível a alimentação fornecida à tropa era quente, como a que foi servida logo que foi possível após o ataque em que a FEB conquistou o tão famigerado Monte Castelo.



























