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71 ANOS DA MAIOR OPERAÇÃO ANFÍBIA DO SÉCULO 20 – O Dia D!
Mais um data para que possamos lembrar. A Operação Overlord teve início no distante 06 de junho de 1944.
Separamos alguns dos principais artigos que o BLOG já publicou sobre a Dia D, em um vasto acervo de fotografias e análise da operação.
A operação, perdoe-nos os adeptos da República Soviética, é a que mais aguça o interesse de alguns aficionados pela Segunda Guerra Mundial. Deixando de lado a ideologia, escrevemos tanto sobre esse tema, mas mesmo assim parece que o tema não se esgota. Disponibilizamos alguns links de todos os artigos sobre o Dia D, e não são poucos! São 47 Artigos tratando diretamente os eventos do dia 05 e 06 de junho de 1944, data que marca o início das operações aerotransportadas e, posteriormente, os desembarques nas praias normandas. Acompanhada com os artigos, estão disponíveis algumas centenas de fotografias que, diga-se de passagem, estão entre as preferidas. As fotografias que consideramos imperdíveis para quem gosta da operação.
Rommel e o Dia D – Preparação
Os Loucos Condenados do Dia D
Os Feridos e Mortos em Omaha – Dia D
Bombardeios Imprecisos, prenúncio do massacre – Omaha/Dia D
Dia D – A Operação que Mais Consumiu Recursos Materias e Humanos!
Dia D e a Normandia: O Preço Pela Liberdade!
O Dia D – IN LOCO
A Hora H do Dia D – Parte II
Os Alemães e o Dia D.
Os Melhores Registros Fotográficos do Dia D – Homenagem a Robert Capa
Dia D – Especial 69 Anos – Destruição e Morte Vinda dos Céus
Eis O Dia D, Ainda Chama Atenção
O GOOGLE MAPS do Dia D!!
Bunker – As Fortificações do Dia D e Outras
O Dia D – Defensores e Atacantes
Dia D – Análise, Fatos e Fotos
E o Brasil, Como Viu o Dia D?
Omaha – Dia D – General Cota – O Comandante no Setor DOG WHITE
O Dia D no LEGO – Muito Legal!
O Fracasso da Defesa no Dia D
Dossiê – A Morte do General Pratt no Dia D – Parte I
O Dia D – Visto por um ângulo Diferente
Dia D – Visto por Outro Ângulo
DIA D – Mais Um Ângulo Diferente, a do Soldado – A Mais Difícil – Parte I
DIA D – Mais Um Ângulo Diferente, a do Soldado – A Mais Difícil – Parte II
DIA D – Mais Um Ângulo Diferente, a dos Alemães – Parte Final
O Dia D, depois do Dia D!
Os Civis No Dia D e depois do Dia D!
O Que Sobrou do Dia D? Cidades Destruídas
A Marinha de Guerra dos Aliados no Dia D.
As Consequências do Dia D para a População da Normandia
06 de Junho de 1944 – 67 Anos do Dia D
Muito bem. Vamos! – A Ordem do Dia D – Especial – Parte II
05 de Junho 1944 – DIA D 67 Anos – Especial – Parte I
Os Páraquedistas no Dia D – Parte I
Dia D – Relatos de Omaha – Parte III – Os Erros em Omaha
No Dia D – Hitler Dorme do Ponto
Dia D – Relatos de Omaha – Parte III – Quem fez a diferença
Dia D – Relatos de Omaha – Parte II
Dia D – Relatos de Omaha – Parte I
Depois do Dia D
Prisioneiros de Guerra do Dia D!
Fortificações Destruídas no Dia D
Erros do Dia D?
Desastre em DIEPPE – O Dia D que fracassou!
Fotos & Versões do Dia D
Operações Militares na Normandia!
Antes e Depois – Especial Normandia
Morte…Seja Em Combate ou Não, É Triste!
Cain matou Abel…
Primeira narrativa bíblica de um homicídio traz em sua concepção a descrição do assassinato. Uma retórica humana que estaria presente no decurso do tempo, a morte não natural, o homicídio perpetrado por outro semelhante. Cain, o irmão invejoso e traiçoeiro, leva a cabo todo seu ódio contra sua parentela, tirando-lhe a vida. O assassino e o assassinado; o homicida em sua primeira versão.
Na história da humanidade as guerras travadas forjaram o que conhecemos hoje de mundo moderno. Não obstante aos preceitos amorais que levaram Cain a matar seu irmão, sangue de incontáveis homens foram jorrados pela terra que Deus criou desde aquele episódio. Impérios foram criados, tiveram seu apogeu e desfaleceram com a mesma violência com que foram criados. Chegamos até o segundo milênio da era cristã, ainda contabilizando os homicídios como parte do nosso cotidiano da era evoluída.
Uma coisa não mudou. Matar não é algo natural, muito embora seja corriqueiro. Não é natural nem mesmo para as guerras e conflitos (estranho?). Pelo menos esse é o senso comum que permeia a mente humana. Evidentemente isso não se aplica a alguém que não tem qualquer apreço pela vida, mata sem remoço, pois trata-se de um psicopata, sociopata ou portador de qualquer outra patologia mental. Mas ainda assim, matar por matar não é natural. Em uma guerra matar no front, na linha de combate, faz parte do que os militares chamam de “contingência de guerra”. Não há como não acontecer. Inevitável para qualquer soldado integrante de um combate. Mas, todos atenuam o fato dessa contingência, com o preceito do “matar para não morrer” e é a condição mental que se estabelece para tornar a morte algo, aceitável.
Lembrei de alguns relatos de nossos soldados integrantes da Força Expedicionária Brasileira, durante a Segunda Guerra Mundial nos campos de batalha da Itália. Os relatos são de veteranos que mataram alemães. Mesmo no ardor do combate, muitos se lamentaram por terem ceifado a vida de outros homens. Estes relatos estão registrados na excelente obra do professor Cesar Campiani Maximiano, Barbados, sujos e fadigados. Soldados Brasileiros na Segunda Guerra Mundial:
“(…) Juntos, examinaram os cadáveres. Os estilhaços da granada haviam mutilado horrivelmente o rosto de um dos inimigos. O sangue que escorria da fronte do alemão misturou-se com a lama pegajosa que, lentamente, ia aderindo ao seu uniforme. Os olhos esgazeados do soldado abatido, num misto de espanto e ira, traduziam a surpresa e a impotência daquele que fora abatido pelo gaúcho. Poços de uma água avermelhada e barrenta formaram-se em torno dos corpos. O cenário, antes que trágico, era repulsivo e deprimente.
– E agora sargento? – indagou Moura – Nós não temos que enterrar os alemães não?
Djalma não respondeu. Continuava a olhar fixamente os cadáveres. Uma tremenda ânsia de vômito o dominava, ao mesmo tempo que seus olhos se enchiam de lágrimas ao pensar que jovens vidas havia sido ceifadas através de sua mão armada” . (CAMPIANI, 2010, Pag. 201)
“Dos nossos, Gil era o único abalado. Caminhava pensativo, casmurro, sem dizer nada. Estava triste por ter morto um sargento alemão. (…) Lamentou para mim, dizendo com ar desolado: – Matei um homem. – Eu respondi: – Não adianta pensar nisso: era ele ou tu, thê. Guerra é guerra! Não estamos aqui pra bonito. Tu serás promovido. Na certa! Quem sabe, thê, ganharás uma medalha! – Ele retrucou sério, arregalando os olhos: – É um mundo cruel, incoerente e desumano. Quem mata na paz vai pra cadeia. É uma assassino. Quem mata na guerra ganha medalha. É um herói. Deus me perdoe, pois matei um semelhante a quem não conhecia”. (CAMPIANI, 2010, Pag. 203)
“(…) ao verificar seus documentos, encontramos uma fotografia que chamou a nossa atenção, porque era de três meninas loirinhas, parecidas com as meninas de Santa Catarina. Como tinha algo escrito, demos a um soldado que era filho de alemão para ler. Ele traduziu para nós – ‘Papai, estamos rezando para que essa guerra acabe, pois não suportamos mais as saudades que sentimos do senhor. Beijos de SUAS FILHAS’
– Coitadinhas – pensei -, mais verão o pai!…” (CAMPIANI, 2010, Pag. 204)
Mesmo a coragem, a honra, a lealdade e o amor pátrio podem mitigar o flagelo humano da perda violenta da vida.