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Kharkov na Ucrânia: Um lugar sem paz!
Existem alguns lugares que não podem ter suas histórias contadas sem dor, sem sofrimento e sem sangue. A segunda maior cidade da Ucrânia é um desses lugares. Os últimos 200 anos nessa região foram testemunhas de todo tipo de provações e privações diante de invasões e domínios estrangeiros.
Durante a Segunda Guerra Mundial, Kharkov foi palco de quatro grandes campanhas militares de 1941 a 1943. Todo seu território tomado pela Alemanha de Hitler e depois retomado pelos soviéticos, deixaram milhares de mortos, civis e militares. Após o conflito, veio a dominação soviética e novas privações. Mesmo por algumas décadas vivendo em relativa paz, em 2022 torna-se alvo da Rússia. Tentativa de tropas russas tomarem a cidade fracassaram, mas as linhas inimigas estão, atualmente, no raio de 20km da cidade, isso há 04 anos de guerra. Não há paz! Uma cidade que protagoniza guerras modernas na essência da palavra!
Medicina Militar – O que fez a Diferença na Campanha dos Aliados
Durante a Segunda Guerra Mundial o mundo presenciou uma revolução que impactou no curso da guerra. A Medicina Militar não apenas sofreu uma revolução com novos métodos e tratamento, mas também estrutural e de emprego. Hospitais militares ficavam a poucos quilômetros da linha de frente, com isso, o tempo de atendimento aos feridos nos combates permitiu o aumento da taxa de sobrevivência para os casos menos complexos. A organização e o emprego eficiente, aliado as novas formas de tratamento, como transfusão de sangue e uso de penicilina, aumentaram significativamente as chances de sobrevivência aos feridos em combate. Era a medicina militar evoluindo para mudar o curso da guerra. Mas não apenas isso. A estrutura hospitalar de atendimento também mudou.
Os hospitais militares americanos eram divididos em três categorias: Hospital de Campanha (Field Hospital), sua localização permitia um atendimento rápido, com distâncias entre 3 a 5km da linha de frente, tratando os casos intensivos mais urgentes, buscando estabilizar o paciente. Hospital de Evacuação (Evacuation Hospital), localizado de 15 a 50km de distância, realizava procedimentos cirúrgicos mais complexos. Hospital de Retaguarda (General Hospital), localizado nos grandes centros, tratava casos mais complexos e reabilitação. Mais de 59 mil enfermeiras atuaram nesses centros médicos.
Durante a Operação Overlord, o Dia D, o 5º Hospital Geral, comandado pelo Tenente-Coronel Robert M. Zollinger, desembarcou no dia 09 de julho e foi instalado próximo da cidade francesa de Carentan. Essa localização, possibilitou o avanço das tropas pelo interior francês. A importância de manter linhas de suprimentos e atendimento rápido, bem como o uso de novas tecnologias nos procedimentos médicos, seria um dos pilares da reconquista do território Europeu ocupado pelos alemães.
Nesta fotografia é possível identificar mais duas oficiais enfermeiras preparando ataduras para serem usadas. Esse processo e o controle de qualidade eficiente era uma marca dos centros médicos. Em seguida, o diretor do Hospital, Tenente Coronel Zollinger que era cirurgião, observando uma intervenção cirúrgica. E, por último, um equipe verificando o equipamento para transfusão de sangue foi outro avanço. Pela primeira vez o sangue foi colhido e armazenado para salvar vidas dos soldados em campanha.



















