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Berlim…Pobre Berlim! Destruição, apenas Destruição
Berlim sempre foi uma das cidades mais importantes da Europa, berço de intelectuais, artistas e estadistas, cidade que viu nascer e morrer grandes ícones da história da humanidade. A Berlim planejada por Hitler tinha como plano ser a mais importante cidade que o mundo jamais vira; um centro cosmopolita futurista e modelo para a população selecionada segundo o entendimento nazista. Sem problemas de transporte, saneada, herborizada e totalmente planeja para ser a mais destacada cidade do III Reich. Pelo menos esse era o sonho do Fürher.
Em abril de 1945 os berlinenses iniciavam a parte final de um martírio que começou com os grandes bombardeios a partir de 1943. Com racionamento de alimento, transporte, combustível e serviço básicos a cidade estava muito longe de oferecer o mínimo necessário a seus cidadãos. E com a chegada da “Besta Vermelha” (termo utilizado pelos nazistas para classificar o Exército Vermelho), as coisas iriam piorar e muito para seus habitantes, que tentavam desesperadamente deixar a cidade, buscavam se entregar aos americanos, com medo da notória violência que as forças soviéticas tomavam as cidades germânicas. Dos 900 mil defensores mais de 450 mil perderam suas vidas em uma guerra de defesa desesperada. Mulheres, crianças e idosos sofreram amargamente com toda sorte de destruição que se aproximava. Pessoas se agrupavam em subsolos na tentativa de se esconder do furor das tropas, os mortos já não eram mais enterrados, e a cidade cheirava a morte. Até os últimos momentos alguns focos de resistência nazistas matavam aqueles que se recusavam a lutar contra “os vermelhos”, mas o que fazer? Naquela altura o pensamento era apenas um, sobreviver!
No final da guerra a cidade estava destruída e seus habitantes com todo o tipo de restrição que se pode imaginar. E a Grande Cidade idealizada pelos nazistas jazia sobre os escombros da velha e cansada de guerra Berlim.
A Batalha por Berlim – I Parte
A batalha por Berlim foi talvez a batalha mais feroz da Segunda Grande Guerra. Os invasores russos em grande número, com armas pesadas e um ódio amargo com a Alemanha. Os defensores: alguns remanescentes tristes de uma outrora temida força armada alemã, mas agora dependia de velhos e meninos armados principalmente com Panzerfaust.
A luta foi amarga. Os alemães estavam lutando por suas vidas e poucos por ideologia. Nesses dias coisas brutais aconteceram nos últimos dias de abril, em Berlim de 1945.
O capítulo final do Terceiro Reich começou em 16 de abril de 1945, quando Stalin desencadeou o poder brutal de 20 exércitos, 6.300 tanques e 8.500 aeronaves, com o objetivo de esmagar a resistência em Berlim. Por acordo prévio, os exércitos aliados (posicionados a aproximadamente 120km a oeste) interrompeu seu avanço sobre a cidade a fim de dar aos soviéticos uma área livre. As forças alemãs bastante debilitada, colocou tudo que pode para defender e repelir os ataques russos, mas acabou sucumbindo à força esmagadora do exército vermelho. Em 24 de abril, o exército russo cercou a cidade lentamente, apertando o seu domínio sobre os defensores nazistas restantes. A luta foi de rua em rua, de casa em casa, as tropas russas abriam caminho em direção a chancelaria de Hitler no centro da cidade.
Dentro do bunker subterrâneo Hitler viveu amargurado em suas últimas horas. Casou com sua amante de longa data e, em seguida, cometeu suicídio. Acabara o Terceiro Reich de Mil anos.
Dorethea Von Scheanenfluegel tinha 29 anos de idade e morava com a mãe em Berlim. Ela juntamente com seus vizinhos estavam no apartamento para aguardar o fim que se aproximava – a única esperança era que os Aliados ocidentais chegassem antes dos russos.
“Sexta-feira, 20 de abril, o rádio anunciou que Hitler tinha saído de seu bunker à prova de bomba para conversar com meninos de 14 a 16 anos de idade, que se ofereceram voluntariamente para morrerem em defesa da cidade. Que mentira! Estes meninos não eram voluntários, mas não tinha escolha, porque os meninos que foram encontrados escondidos eram enforcados como traidores pela SS, como um aviso de que, quem não teve coragem de lutar tinha que morrer. Quando não havia mais árvores para enforcamento, começaram a usar os postes de luz. Eles estava pendurados por toda parte, militares, civis, homes, mulheres, cidadãos comuns, que tinha sido executados por fanáticos seguidores de Hitler”.
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