A Alemanha Contra A URSS – Aliados e Inimigos…
Quando Hitler lançou a Operação Barbarossa não imaginou o quanto esse ato iria ser preponderante para sua queda. O Fürher tinha a convicção que o bolchevismo era uma praga maligna que deveria ser extirpado da humanidade, esse sentimento de ódio e repúdio fica claro quando são lidos em sua obra Mein Kapfe. O pacto de não agressão foi uma estratégia política para consolidar falsas esperanças soviéticas à paz que não foi o objetivo do líder alemão. Em contrapartida é de se esperar que um regime liderado por Stálin se alinhasse com os anseios totalitários da Alemanha nazista e sua política de expansão na divisão geográfica da influência dos dois países. Para o velho Stálin seria uma conquista sem precedente e, melhor, sem qualquer sangue derramado, pois as áreas de influência foram negociadas antes mesmo da invasão à Polônia.
A União Soviética mantinha relações diplomáticas com a Alemanha de forma bastante cautelosa antes de 1939, tanto que o Ministro das Relações Exteriores do Reich Ribbentrop praticamente iniciou as conversas sobre o tratado de não agressão quase de forma velada, e posteriormente, depois que o acordo fora firmado, Ribbentrop retorna com pompas de Chefe de Estado na Russia, mas até mesmo o próprio Ministro alemão era contra a invasão da URSS.
Com a invasão levada a cabo pela Alemanha contra os territórios soviéticos, foi uma surpresa geral para o mundo, tanto quanto fora o tratado entre as duas nações. Hitler esperava uma vitória nos mesmos moldes do avanço contra a França, mas nesse caso, milhares de quilômetros teriam que ser percorridos e com linhas suprimentos cada vez mais distantes e perigosamente vulneráveis. As primeiras semanas foram arrasadoras e tornava Hitler mais confiante.
Leningrado é cercado, a capital soviética aguarda uma invasão em larga escala, Hitler resolve mudar de objetivo à revelia dos seus generais, Stalingrado é o alvo certo…Ou derrota certo!
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As raízes dos muitos ódios na cabeça do ditador nazista permanecem como um mistério que talvez nunca venha a ser desvendado, embora nessa tarefa muitos dos considerados especialistas tenham feito suas tentativas, mas a psicologia e a psicanálise não são ciências exatas e todas as interpretações a respeito das atitudes do Líder nazista sofrem a inevitável influência do ódio que despertou em todos que sofreram as consequências de seus atos, alguns deles foram compreensíveis outros não.
O pacto com a União Soviética foi sem dúvida alguma uma necessidade para os dois países na época, a Polônia caiu, eles agora faziam fronteira, era necessário alguma segurança, a Alemanha estava no apogeu da força a URSS ainda tentando se organizar militarmente, seria desmoralizada pela Finlândia, mas tinha recursos e exercito numeroso e tinha a vantagem que a Alemanha não tinha, de não estar em guerra com ninguém, muitos historiadores apontam o motivo da quebra do pacto com a URSS, como a impossibilidade de Hitler chegar a um entendimento e a um acordo com a Inglaterra de Churchill que via uma Alemanha forte perigosa para os interesses Britânicos, pouco depois das tentativas de acordo veio a militar como todos sabemos também fracassou, a Inglaterra pareceu então inacessível, a diminuta Kriegsmarine não poderia bloqueá-la eficazmente, e os submarinos embora eficientes eram poucos, ao ditador então pareceu uma boa ideia liquidar com as esperanças da Inglaterra de chegar a um acordo com Stalin contra Hitler aonde ele tivesse que travar uma perigosa guerra de duas frentes, ao meu ver há mais do que logica no pensamento do Alemão, pois muitos esquecem que Stalin tinha um pacto de não agressão com o Japão e que ele quando sentiu-se mais forte repudiou o pacto e atacou o Japão, justamente quando o Japão tentava usar sua diplomacia com a URSS para conseguir acordo aceitável para o fim da guerra, portanto nunca poderemos dizer que as suspeitas de Hitler contra a Rússia eram infundadas, sua invasão é que foi mal conduzida por ele próprio e acabou fracassando.
Quanto a Ribbentrop provavelmente foi influenciado pelo seu embaixador na URSS, Schullenburg, que estava convencido que em circunstância alguma a Russia atacaria a Alemanha, como estava o embaixador Japonês no dia que assinou o seu pacto, Ribbentrop como ministro tinha seu objetivo em foco tentar evitar mais problemas para a Alemanha do que ela já conseguira com a guerra contra a Inglaterra, ele fracassou miseravelmente quando Hitler atacou a Rússia e pior ainda quando sem preparação alguma declarou guerra aos EUA, afundando de vez a diplomacia germânica.
Depois que a ofensiva fora lançada as perspectivas para os oficiais da Wermarcht pareciam brilhantes o exercito Alemão avançava mais rápido do que a URSS podia formar linhas defensivas, mas aí entrou em cena o maior aliado de Stalin que ao contrário do que todos pensão não foi o inverno mas sim Hitler, que começou a modificar a direção da ofensiva para todos os lados menos para Moscou, ao Estado-Maior Alemão era evidente que a perda da capital, representaria ou um enfraquecimento fatal ou a destruição total das forças Russas engajadas, mas a oportunidade surgida na fase inicial do ataque se perdeu a URSS atordoada começou a se recompor e a usar sua superioridade numérica com eficácia na defensiva e as forças Alemãs começaram a ter perdas que não podia recompletar, logo atacar tornou-se quase impossível como demostraria a resistência em Stalingrado e a derrota uma possibilidade que foi muito bem explorada por Zukov no seu contra-ataque, depois viriam as catástrofes da Operação Cidadela, e operação Bragation que destruiria o grupo de exércitos centro da Alemanha, tudo porque o líder Alemão não suportava a ideia de ceder terreno agora para recupera-lo depois no contra-ataque, e para defender Berlim ele não tinha mais nada e perdeu tudo!
M.M