Os Aviões da Segunda Guerra – A Morte e a Tecnologia Lado a Lado!
Não! Não há como negar que o desenvolvimento da aeronáutica foi a outro patamar depois da Segunda Guerra Mundial. Não há precedente para determinar o quão importante os aviões foram para as nações envolvidas nesse conflito. Frases como a do velho Churchil: “Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos”, só foi possível graças aos pilotos e seus aviões, que defenderam a Inglaterra contra o terror vindo dos céus, algo impensado se voltarmos apenas cinquenta anos antes do conflito. Nesse contexto podemos afirmar que foi assustadoramente maravilhoso o desenvolvimento dessas máquinas. Expressões como “Superioridade Aérea”, “Bombardeios Aéreos”, “Força Aérea”…Passaram a ter um peso importante na estratégia militar dos países.
Por fim, não podemos negar que recebemos como herança o avanço tecnológico de uma área que avançou sobre o custo de milhões de vidas, mas, infelizmente, assim caminha a humanidade…Assim voa a humanidade.
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– Há muito tempo quando mais jovem eu acompanhado de um amigo em minha casa contemplava extasiado alguns dos meus livros que tratavam a respeito dos aviões da II guerra mundial, o interesse dele sempre recaiu nos aviões modernos de caça, ele certamente encarava minha predileção como um anacronismo tecnológico nunca se interessando por ela. Mas de repente vendo meu interesse exagerado em alguns dos aviões ele não resistiu em comentar.
– Seus primeiros comentários diziam respeito às limitações técnicas desses aviões, que segundo ele não conseguiam desenvolver mais de trezentos quilômetros por hora, das grandes limitações do seu alcance e poucas armas que podiam carregar, além das totais limitações dos bombardeiros da época, olhei condescendente para ele e diagnostiquei o sintoma daqueles que se deixam enganar por deduções equivocadas que nada tem a ver com a realidade, mas sim com imaginação, comecei a falar dos aviões da época.
– Você sabia que os aviões evoluíram vertiginosamente, no período de apenas 20 anos do final da I guerra para a segunda guerra, deixando a condição de biplanos frágeis, desajeitados e pouco armados, para monoplanos com qualidades opostas a essas, e que permaneceram em constantes aperfeiçoamentos até o fim da guerra.
– Por exemplo, para citar o famoso caça Alemão Bf – 109 na sua primeira versão a B-1, possuía desempenho máximo de 470 Km/h e uma altitude máxima de 8 100 m, após varias versões a final Bf – 109, K4 conseguia um desempenho de 729 Km/h e uma altitude máxima de 12 500 m. Sendo que uma variante final do Fw-190 o Ta-152 possuía desempenho de 755 Km/h e altitude de 15 000 m.
– Quanto a necessidade de tecnologia aérea revolucionária, que desse vantagem decisiva para o lado que a possuísse, ela esteve muito bem representada na nova geração de aviões a jato da Luftwafen, entre vários protótipos o que conseguiu status operacional e levou o terror aos caças e tripulações de bombardeiros aliados, com sua simples aproximação e barulho característico dos aviões a jato (Desconhecido na época) provocava tanto terror que há informação de tripulações que saltavam de seus aviões ainda intactos, e claro que me refiro ao Me-262 na sua versão de caça A – 1a Schwalbe, (Andorinha) com velocidade de 870 Km/h e armamento de 4 canhões Mk 108, de 30 mm no nariz, só não conseguiu mudar as coisas por que foi mal administrado entre outras adversidades que enfrentou.
– Já o que penso ser o melhor caça americano o P 51 Mustang possuía uma variante com desempenho de 792 Km/h e altitude de 12 770 m, um avião que chegou na fase intermediaria da guerra, com um chassis primoroso mas motor americano fraco foi rejeitado de inicio pelos Yankes que o enviaram para a Inglaterra que lhes equipou com o excelente motor Merlin o mesmo do Spitifire, o avião virou um matador em potencial, superior ao Bf-109 e ao Zero Japonês, os americanos então o produziram em massa com o motor Merlin produzido sobre licença nos EUA.
– E como não falar daquela que sem dúvida viria a ser tornar uma das mais eficazes armas da II guerra mundial, levando em consideração todas as devastações que provocou a Superfortaleza B-29, nas suas missões de destruição contra as cidades Alemãs e japonesas, revelou-se um sucesso, o Eixo não tinha nada parecido em termos de alcance e eficácia destrutiva, por fim revelou-se a arma mais destruidora da II guerra mundial, pois era o único avião do seu tempo capaz de levar em segurança a pesada bomba atômica até seu alvo, falamos muito da bomba, mas nos esquecemos que ela era ineficaz sem algo que a transportasse a seu alvo e coube ao B-29 apelidado Enola Gay, essa missão histórica.
– Enquanto isso a pesquisa aliada prosseguia, tentando igualar às coisas a Inglaterra apresentou a sua limitada versão a jato o Gloster G-41 Meteor com desempenho inicial fraco de 660 km, era um avião que apesar do desempenho limitado prometia muito, para as próximas versões que viriam e não decepcionou, em 1945 uma versão Mk4 estabeleceu o recorde mundial de 975 Km/h melhorando-o no ano seguinte para 991 Km/h.
– Os EUA estavam com sua produção de excelentes caças a pistão a toda, e seu numero fazia diferença em todos os teatros em que estivessem envolvidos e inicialmente deu pouca atenção ao desenvolvimento de tipos experimentais, eles não poderiam ser de outro tipo que não jatos seguindo a tendência tecnológica imposta pelos Alemães, o seu primeiro foi o Bell P-59 A Airacomet, com péssimo desempenho, mas isso não importava muito, o que importava era que os EUA tinha a tecnologia para em breve desenvolver excelentes aviões a jato num futuro próximo.
– Por fim perguntei se tudo aquilo que ele falava empolgado da grande superioridade técnica dos aviões modernos já fora confirmado alguma vez em combates numa guerra mundial ou não passavam de dados técnicos para serem lidos e admirados por aficionados como ele, perguntei-lhe quantas dessas maravilhas tecnológicas haviam entrado em produção e finalmente obsoletos saídos de linha sem que jamais tivessem conhecido um duelo aéreo que não fosse simulado.
– A partir desse momento ele passou a refletir sobre o seu desprezo por esses monstros aéreos sagrados do passado, ele passou a ler varias obras sobre o assunto de inicio tenho certeza para provocar outra discursão e dessa vez instruído refutar minhas afirmação, mas a prática teve o efeito de torna-lo um apaixonado do assunto, junto a paixão que sempre permaneceu pelos modernos.
– Portanto não custa ter mais respeito pelas coisas das quais podemos afirmar, eles não fizeram parte da historia, mas fizeram historia, a palavra veterano evoca nos sábios a experiência mesclada com o conhecimento, nos tolos o sinônimo de coisa velha, portanto sejamos sábios e respeitosos.
– Assim espero ter conseguido prestar o meu tributo a essas armas incríveis da II guerra.