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A Blitzkrieg|: Nova Doutrina que Assustou o Mundo!
Na década de 20, um veterano da Grande Guerra assume o comando do Reichswehr (Defesa Nacional), denominação dada ao Exército pelas imposições do Tratado de Versalhes e passa a comandar um contingente de apenas 4 mil oficiais e 96 mil praças. Como comandante do Exército Alemão nesse período difícil, o General Von Seeckt foi o primeiro militar a conceber alguns conceitos que entrariam para história alguns anos depois. Ele vislumbrou que as guerras futuras seriam decididas segundo o grau de mobilidade da tropa durante uma batalha. Estavam lançados os pilares fundamentais da Blitzkrieg! Além disso, Seeckt também defendia o profissionalismo das tropas, em contrapartida a enormes contingentes de recrutas com pouca ou nenhuma formação militar. Fatos que foram determinantes para as vitórias arrasadoras em 1940 durante a invasão alemã na França. Muito embora Seeckt não entendesse um ponto de vista fundamental para a BlitzKrieg, que era o emprego maciço de blindados e da força aérea para consolidar posições durante uma ofensiva, juntamente com a infantaria. Ele ainda acreditava na Cavalaria Hipomóvel, fato que não o qualificou como o principal criador dessa nova doutrina de combate que assustou o mundo com suas vitórias esmagadoras no decorrer da Segunda Guerra. Coube ao General Heinz Guderian conceber o emprego tático de blindados nas propostas de mobilidade no combate levantadas por Seeckt .
O emprego dessa nova doutrina possibilitou a criação de uma força expressivamente mais evoluída, em termos de combate, mesmo com o efetivo menor, porém mais qualificado, equipado e com mais apoio logístico do que o inimigo. Esses foram os fatores determinantes para as vitórias da Alemanha entre os anos 1939 a 1942.
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Espalhados aos Quatro Ventos – O Desperdício de Paraquedistas Aliados.
Vamos publicar uma série oriunda da tradução do livro The Guinness Book of Air Force Blunders do autor Geoffrey Regan. Os créditos da tradução são de A. Raguenet, um exímio tradutor e participante do WebKits que é um verdadeiro celeiro de especialistas da Segunda Guerra Mundial.
Desde já agradeço imensamente a autorização para publicação da tradução.
As tropas pára-quedistas sempre estiveram entre a elite dos exércitos modernos. Elas são frequentemente convocadas a arriscar as suas vidas antes mesmo de encontrar o inimigo, pulando de um avião e caindo – talvez em uma escuridão absoluta – por milhares de pés (metros) até o chão, balançando sob os velames sem poder reagir por minutos e à mercê de um inimigo que pode escolher a melhor hora para acabar com elas. Tais homens merecem, pelo menos, a certeza de que, caso venham a encarar a morte de forma prematura, pelo menos ela não virá a partir da mãos dos seus próprios companheiros. Porém, as operações aero-transportadas aliadas na Sicília em julho de 1943 privaram a milhares destes soldados de elite até mesmo deste consolo. Um grande número deles foi desperdiçado pelos próprios colegas, pelos próprios pilotos e pelos seus aliados. Seu triste e sombrio final remete a um dos mais vergonhosos exemplos de fogo amigo nos céus. Seus assassinos – já que nenhuma outra palavra descreve de forma mais apropriada o que aconteceu durante esta operação aero-transportada – eram muitos. A histeria em massa que lhes custou as vidas colocou em questão o profissionalismo dos militares americanos – de todas as patentes.
Durante a preparação para a Operação Husky – a invasão anglo-americana da Sicília a partir do norte da África comandada por Patton e Montgomery – os planejadores conceberam quatro ataques em separado feitos por tropas aero-transportadas saltando sobre a Sicília à noite tanto por pára-quedas quanto pousando com planadores. A primeira leva ia ser liderada pela 1ª Brigada Aérea Britânica sob o comando do Brigadeiro Hicks a qual iria pousar na Sicília com planadores Waco e Horsa rebocados na sua maioria absoluta por transportes C-47 ‘Dakota’ americanos. Uma vez em terra, eles deveriam ocupar uma ponte estratégica e manter a posição até que as tropas do exército britânico pudessem se deslocar de suas cabeças de praia. Em seguida, pára-quedistas americanos do 505º Regimento do Coronel James Gavin seriam transportados por 266 C-47 e lançados em 4 zonas ao norte de Gela. Sua função seria de conter qualquer contra-ataque alemão que se desenrolasse contra as cabeças de praia do 7º Exército do General Patton. Na noite seguinte a terceira e quarta investida seriam feitas. Primeiro, mais C-47 trariam o 504º Regimento do Coronel Reuben Tucker de modo a reforçar as tropas de Gavin em Gela enquanto que a leva final seria composta da parte mais experiente das tropas aerotransportadas, a 1ª Brigada de Pára-quedistas Britânica comandada pelo Brigadeiro Lathbury cuja função seria de capturar a importante ponte Primasole.
Crédito: A. Raguenet
C O N T I N U A…


















































