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Tanques: A Ponta de Lança da Alemanha na Segunda Guerra
Durante a Grande Guerra os Tanques de Guerra eram grotescos e bizarros, com pouca mobilidade e nada confiável. Mas durante o período entre guerras, com avanço da tecnologia bélica, os tanques de combates passam a ser a ponta de lança de uma nova doutrina de guerra que tomava forma. Nenhum Exército poderia ignorar isso, pelo menos não deveria.
Através de alemães como Von Seeckt e Guderian que iniciaram a introdução e a doutrina de utilização de Tanques em conjunto com a infantaria, a Alemanha assombrou os especialistas militares à época. Enquanto a França importava cavalos e se vangloriava de ter os melhores “Pombos-Correios” da Europa, a Cavalaria Mecanizada tomava forma e se estabelecia como principal arma bélica das conquistas da Alemanha no início da Segunda Guerra Mundial.
Segue a galeria de Tanques que lutaram nos diversos Fronts da Segunda Guerra Mundial, dos mais conhecidos aos mais estranhos.
Segunda Guerra Mundial: Perguntas Complicadas & Suas Respostas!
Esse BLOG, desde o momento que decidi enveredar para sua construção, tinha em mente que deveria expor a Segunda Guerra Mundial sem a estupidez da explicação pelo prisma ideológico, digo estupidez não com a arrogância de ser o dono da verdade, pelo contrário, mas tendo como objetivo expor apenas o FATO, despido das interpretações pessoais para embasar uma ou outra corrente de interpretação dos acontecimentos, ou seja, defender apenas aquilo que tem embasamento histórico, independente se esse Fato exalta um Derrotado do conflito e diminui um Vencedor, ou vice-versa.
Contudo, sempre sou inquirido sobre determinados acontecimentos que exige uma posição. Ou pelo menos, exige argumentos que possam agradar uma ou outra interpretação. Por exemplo, Os Bombardeios Aliados sobre as cidades alemães foram crimes de guerra? É possível negar o Holocausto, ou pelo menos diminuí-lo em números? E os bons resultados do Nacional Socialismo no pré-guerra, são sustentáveis? Todas essas perguntas exigem argumentos prós e contra, mas, como diria uma dos maiores medievalistas do século XX, Edward Carr: “Cabe ao Historiador trazer à luz os argumentos que ele entende sejam necessários para a compreensão do Fato Histórico”. Portanto, o Historiador possui na sua raiz profissional a obrigação de expor para seus contemporâneos todos os argumentos necessários ao entendimento do fato, e, pode sim, ser uma visão diferente da VERSÃO OFICIAL.
Bem, então resolvi postar perguntas que são enviadas para mim, que geralmente, respondo por email.
Se você quiser pode enviar perguntas para: blogchicomiranda@gmail.com
Terei o maio prazer em responder, pelo menos tentar!
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Vamos começar pelas perguntas enviadas por Paulo Roberto de Oliveira:
Francisco com sempre seus artigos são sensacionais!! Parabéns mais uma vez, agora me diga lá, veja se pode me ajudar…tenho algumas dúvidas há anos:
Pode ser que eu esteja desatualizado, se for caso desculpe-me.
1-Qual foi a área em Km2 em que se desenvolveu a Segunda Guerra (Europa e Africa do Norte) ou seja o palco das invasões da Alemanha Nazista?
Chico Miranda – Eduardo, levando em consideração o Teatro de Operações da Europa que, a depender do estágio da guerra, se subdividiu em vários outros teatros de operações, portanto, se pensarmos em fase, por exemplo: “A Guerra de Mentira”, que iniciou com a invasão da Polônia em setembro de 1939 até o início da ofensiva contra os Países Baixos em maio do ano seguinte, sem levar em consideração os países que foram “anexados” ideologicamente por Hitler. Só nesse quadro temos boa parte do território europeu.
Com o fim da “Guerra de Mentira”, teve iniciou a Campanha contra a França e a ofensiva aérea contra a Grã-Bretanha, aumentou a extensão geográfica das ações. Sem falar na Batalha do Atlântico, sendo o mais atuante o Norte e o de menor importância o Atlântico Sul, pois é exigível considerar a perda de 30 mil alemães que morreram em ação nas operações de UBoot nos oceanos.
Sem contar com as Tropas de Ocupação, para cada país invadido havia tropas de choque, significativo contingente administrativo e governos militares instituídos.
Para os dois Teatros citados na pergunta, há vários fatores além da extensão territorial que podem torna a resposta, meramente por quilômetros quadrados, ainda mais imprecisa.
Para ajudar no entendimento, em termos militares, são importantes três concepções. A primeira é o tamanho da Linha Ofensiva que um determinado Exército irá atuar, falo da Linha Ofensiva, já que creio que o seu foco é a atuação da Alemanha que esteve inicialmente nesta condição. A extensão dessa Linha é um dos principais fatores que determina o tamanho da Força Invasora, no caso da Invasão a Polônia, por exemplo, foram empregadas cerca de 53 Divisões alemãs, baseada na extensão territorial e na força do Exército polonês. O segundo fator para um plano de invasão, que é o tamanho da penetração territorial, ou seja, a extensão de deslocamento das tropas dentro do território ocupado e sua estimativa de avanço, que determina o terceiro parâmetro, o planejamento da Linha de Suprimentos, necessários para manutenção das Unidades Combatentes na Linha de Frente. Todos esses fatores são determinantes para um Teatro de Guerra e podem sofrer variação no decorrer da Campanha. Portanto a extensão em quilômetros quadrados, como já disse anteriormente, pode ser uma dado irreal.
Para tentar explicar melhor o argumento vamos ver algumas observações desses teatros de operações.
Na Operação Barbarossa os três grandes Exércitos, Norte, Centro e Sul, tinham missões específicas para invasão de cidades estratégicas. Esses Exércitos foram formados e dotados de arsenal bélico, levando em consideração o poder do Exército Vermelho (subestimado?) e a extensão territorial, não das fronteiras da União Soviética que iria atuar a Wermarcht, mas a soma das Linhas das operações de ocupação desses Exércitos. Como a guerra com a URSS se prolongou, as Linhas de Suprimento ficavam cada vez mais vulneráveis, pois dependiam de transporte férreo ou grandes deslocamentos de comboios de veículos ou de tração animal, suscetíveis ao conhecimento do inimigo, portanto a ataques terrestres e aéreos de uma Força Aérea cambaleante, mas ainda atuante.
Acrescento isso a dois outros fatores, a saber:
1. Indecisão na estratégia final da Ofensiva – Hitler resolve não mais entrar em Moscou e se dirige ao Cáucaso. Acertada ou não, mas toda uma logística inicialmente planejada teve que ser alterada. O moral da tropa, que já lutava havia meses, realizando exaustivos deslocamentos diários, com objetivos traçados e quando estava há alguns quilômetros do desses objetivos, tiveram que iniciar um novo deslocamento para o oriente.
2. Linha de Manutenção – citado por ninguém menos que Guderian. Nas ofensivas de 1940 contra a França, as Linha de Manutenção seguiam mais próximas das Linhas Ofensivas, o resultado disso é que viaturas e equipamentos bélicos poderiam parar, seja pela ação do inimigo, seja por defeito, e o conserto era realizado logo atrás das linhas e, estaria em condições de combate pouco tempo depois. Na campanha russa não houve a preocupação de manter essa Linha de Manutenção, fato que foi apontado por Guderian como um dos fatores para a derrota da Alemanha nesta Campanha.
Quando se trata do Teatro de Operações da África, que ocorreram em cinco territórios na África do Norte: desertos da líbia e egípcio, Marrocos, Argélia e Tunísia. Inicialmente Rommel tinha uma missão específica, dominar Gibraltrar e Suez e avançar para o Cáucaso, ou seja, uma Linha Ofensiva definida. Mas a partir de 1942 os ingleses, com a ajuda dos americanos, conseguem impedir Rommel. A Raposa do Deserto e o Montgomery passam um período lutando nos desertos entre ofensivas e contra-ofensivas, ou seja, o mesmo território foi conquistado e perdido mais de uma vez pelos Exércitos. Portanto, a extensão territorial das Operações não se limita apenas a extensão territorial das regiões geográficas que serviram de cenários das batalhas.
2-Porque só se comenta que os soldados alemães ficavam “atordoados” com a tal distancia Berlim-Moscou ( pouco mais de 2.000 km) não é isso? Bem como com a “vastidão” do tamanho da area sovietica anexada?
Para essa sua pergunta, vou colocar o link que, no me entendimento, contém a resposta:
O que Esperava o Soldado alemão na Campanha Russa?
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TODOS estão convidados a corrigir e/ou acrescentar a essa modesta argumentação
Posteriormente publicarei as demais perguntas e respostas.
A Blitzkrieg|: Nova Doutrina que Assustou o Mundo!
Na década de 20, um veterano da Grande Guerra assume o comando do Reichswehr (Defesa Nacional), denominação dada ao Exército pelas imposições do Tratado de Versalhes e passa a comandar um contingente de apenas 4 mil oficiais e 96 mil praças. Como comandante do Exército Alemão nesse período difícil, o General Von Seeckt foi o primeiro militar a conceber alguns conceitos que entrariam para história alguns anos depois. Ele vislumbrou que as guerras futuras seriam decididas segundo o grau de mobilidade da tropa durante uma batalha. Estavam lançados os pilares fundamentais da Blitzkrieg! Além disso, Seeckt também defendia o profissionalismo das tropas, em contrapartida a enormes contingentes de recrutas com pouca ou nenhuma formação militar. Fatos que foram determinantes para as vitórias arrasadoras em 1940 durante a invasão alemã na França. Muito embora Seeckt não entendesse um ponto de vista fundamental para a BlitzKrieg, que era o emprego maciço de blindados e da força aérea para consolidar posições durante uma ofensiva, juntamente com a infantaria. Ele ainda acreditava na Cavalaria Hipomóvel, fato que não o qualificou como o principal criador dessa nova doutrina de combate que assustou o mundo com suas vitórias esmagadoras no decorrer da Segunda Guerra. Coube ao General Heinz Guderian conceber o emprego tático de blindados nas propostas de mobilidade no combate levantadas por Seeckt .
O emprego dessa nova doutrina possibilitou a criação de uma força expressivamente mais evoluída, em termos de combate, mesmo com o efetivo menor, porém mais qualificado, equipado e com mais apoio logístico do que o inimigo. Esses foram os fatores determinantes para as vitórias da Alemanha entre os anos 1939 a 1942.
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Análise Histórica Fotográfica da Segunda Guerra – Parte 01
Vamos realizar pequenas e rápidas análises fotográficas da Segunda Guerra para compor um cenário total. Não vamos obedecer uma ordem cronológica dos eventos, vamos apenas detalhar as fotos sem uma ordem de apreciação. O objetivo e entender cada situação que é mostrada da fotografia.
A foto arremata para uma reflexão sobre os esforços das baterias antiaéreas que foram exigidas exatamente de acordo com a direção da guerra. Inicialmente usada ao extremo na defesa dos céus de Londres em uma defesa desesperada, e posteriormente utilizada na defesa da Alemanha em uma tentativa de diminuir os estragos causados pelos bombardeios intermináveis.
O transporte de tropas americanas para compor o primeiro escalão dos desembarques na África. Os Estados Unidos realizava o primeiro contato com tropas do Exército fora do pacífico, e muito se esperava dos americanos, principalmente os ingleses, já que tinham como prioridade o fim das atividades de Rommel nesse front, seria o primeiro êxito real de tropas aliadas contra a Alemanha.
Um soldado ferido em combate da África e recolhido a hospitais de campanha não tinha seu sofrimento encerrado, depois de tratado. Havia ainda a precariedade das condições materiais e as dificuldades climáticas.
Durante todas aquelas campanhas, os alemães e italianos tiveram 620.000 mortos, enquanto os ingleses perderam 220.000 homens, e as mortes norte-americanas na Tunísia foram de mais de 18.500 homens. A vitória dos Aliados na África do Norte destruiu, ou neutralizou, cerca de 900.000 soldados alemães e italianos, abrindo uma segunda frente contra o Eixo, além de permitir a invasão da Sicília e da parte continental da Itália em meados de 1943, além de aniquilar a ameaça do Eixo aos campos de petróleo do Oriente Médio e às linhas de abastecimento para a Ásia e a África. Isso foi extremamente importante para o desenrolar da Segunda Guerra Mundial.
Depois das tentativas de paz com os o Japão, os Estados Unidos foram surpreendidos pelos ataques a Pearl Harbor e consequentemente iniciar sua campanha no Teatro de Operações do Pacífico, contudo as operações militares começavam a se equivaler entre duas nações cujo poderio naval eram semelhantes nesse período.
Depois que Batalha sobre a Inglaterra perdeu o ímpeto, a saída mais lógica para Hitler era realizar um bloquei naval contra a Inglaterra com o objetivo de minar economicamente o inimigo, para tanto era necessário que as operações de UBoots fossem intensificadas, principalmente no Atlântico Norte que era a rota natural dos suprimentos oriundo dos Estados Unidos.
Um soldado que lutou nas pequenas ilhas do pacífico foi participante de uma dos conflitos mais duros da história das guerras. Os combates eram desgastantes e intensos e o isolacionismo das tropas tinham um efeito devastador no moral da tropa. Muitos permaneceram meses estacionados em ilhas que nada tinham a oferecer exceto privações.
O ímpeto combativo do soldado japonês era muito diferente do pensamento que se fazia deles antes da guerra. Considerado pelo comando militar americano como um soldado desnutrido, sem preparo e intelectualmente inferior, quando iniciou os primeiros combates toda a mística cai por terra. O soldado japonês estava disposto a lutar até a morte pelo seu imperador, um exemplo era o índice de rendição era quase zero entre as tropas de infantaria, e infligiam baixas explodindo granadas quando todos esperavam a rendição.
As tropas alemãs deixaram o mundo perplexo com as conquistas rápidas e devastadoras sobre os Países Baixos e França. Esse novo exército utilizavam técnicas concebidas no período entre-guerras mas que só existiam nas teorias de von Seeckt e no disposição de Guderian de utilizar blindados para moaobras estratégicas de tropas. O mundo prendia a respiração para ver os próximos passos de uma Alemanha de força militar muito superior a visão expansionistas da Grande Guerra.
Hitler em sua casa, conhecida com Berghof, local de encontro da cúpula nazista e onde ele recebeu chefe de Estados, inclusive o Primeiro Ministro Chamberlain. Hitler comprou essa casa com o dinheiro da venda de seu livro, Mein Kampf.




















































































