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Rommel e o Dia D – Preparação

Não há como negar. Uma dos principais motivos de preocupação para o Comando Supremo Aliado para o Dia D atendia pelo nome de Erwin Rommel. A designação de Rommel para  cuidar da defesas estáticas alemãs na França foi determinante para as dificuldades que os Aliados encontrariam a partir de 06 de junho de 1944. Diga-se de passagem, que as coisas não ficaram pior pelo simples fato de Rommel não ter o pleno domínio das unidades diretamente empregadas no litoral normando. Evidentemente acrescenta-se a divergência dele e Rundstedt discordarem de tipo de estratégia que seria utilizada assim que a invasão iniciasse. Sendo que ele apostava tudo na defesa das praias, com as unidades panzers contra-atacando imediatamente antes que a cabeça-de-praia inimiga fosse formada, enquanto que Rundstedt acreditava que o melhor era preservar as unidades blindadas no litoral, longe da artilharia marítima aliada.

Em fevereiro de 1944 Rommel começou a inspecionar a Fortaleza Europa. Como resultado de sua inspeção, o aumento significativo das fortificações, minas, obstáculos e do poderio bélico nas regiões mais desguarnecidas, teoricamente menos provável para um desembarque, mas no local onde ele aconteceria quatro meses depois. Empregou além de tropas a população civil da França. Estava decidido a cumprir sua missão, mesmo que ele mesmo não mais acreditasse nela.

Espalhados aos Quatro Ventos – O Desperdício de Paraquedistas Aliados.

Vamos publicar uma série oriunda da tradução do livro The Guinness Book of Air Force Blunders do autor Geoffrey Regan. Os créditos da tradução são de A. Raguenet, um exímio tradutor e participante do WebKits que é um verdadeiro celeiro de especialistas da Segunda Guerra Mundial.

Desde já agradeço imensamente a autorização para publicação da tradução.

Parte 1

As tropas pára-quedistas sempre estiveram entre a elite dos exércitos modernos. Elas são frequentemente convocadas a arriscar as suas vidas antes mesmo de encontrar o inimigo, pulando de um avião e caindo – talvez em uma escuridão absoluta – por milhares de pés (metros) até o chão, balançando sob os velames sem poder reagir por minutos e à mercê de um inimigo que pode escolher a melhor hora para acabar com elas. Tais homens merecem, pelo menos, a certeza de que, caso venham a encarar a morte de forma prematura, pelo menos ela não virá a partir da mãos dos seus próprios companheiros. Porém, as operações aero-transportadas aliadas na Sicília em julho de 1943 privaram a milhares destes soldados de elite até mesmo deste consolo. Um grande número deles foi desperdiçado pelos próprios colegas, pelos próprios pilotos e pelos seus aliados. Seu triste e sombrio final remete a um dos mais vergonhosos exemplos de fogo amigo nos céus. Seus assassinos – já que nenhuma outra palavra descreve de forma mais apropriada o que aconteceu durante esta operação aero-transportada – eram muitos. A histeria em massa que lhes custou as vidas colocou em questão o profissionalismo dos militares americanos – de todas as patentes.

Durante a preparação para a Operação Husky – a invasão anglo-americana da Sicília a partir do norte da África comandada por Patton e Montgomery – os planejadores conceberam quatro ataques em separado feitos por tropas aero-transportadas saltando sobre a Sicília à noite tanto por pára-quedas quanto pousando com planadores. A primeira leva ia ser liderada pela 1ª Brigada Aérea Britânica sob o comando do Brigadeiro Hicks a qual iria pousar na Sicília com planadores Waco e Horsa rebocados na sua maioria absoluta por transportes C-47 ‘Dakota’ americanos. Uma vez em terra, eles deveriam ocupar uma ponte estratégica e manter a posição até que as tropas do exército britânico pudessem se deslocar de suas cabeças de praia. Em seguida, pára-quedistas americanos do 505º Regimento do Coronel James Gavin seriam transportados por 266 C-47 e lançados em 4 zonas ao norte de Gela. Sua função seria de conter qualquer contra-ataque alemão que se desenrolasse contra as cabeças de praia do 7º Exército do General Patton. Na noite seguinte a terceira e quarta investida seriam feitas. Primeiro, mais C-47 trariam o 504º Regimento do Coronel Reuben Tucker de modo a reforçar as tropas de Gavin em Gela enquanto que a leva final seria composta da parte mais experiente das tropas aerotransportadas, a 1ª Brigada de Pára-quedistas Britânica comandada pelo Brigadeiro Lathbury cuja função seria de capturar a importante ponte Primasole.

Crédito: A. Raguenet

C O N T I N U A