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Especial Pearl Harbor – 70 Anos – Estoura a Guerra
No dia 28 de novembro Roosevelt manteve uma reunião com seu gabinete, na qual ficou resolvido que o Presidente enviaria uma mensagem final de advertência ao Imperador Hiroíto.
No entanto, os acontecimentos se precipitavam. No dia 3 de dezembro os serviços de inteligência da Marinha interceptaram uma mensagem de Tóquio ordenando à embaixada japonesa em Washington que destruísse seus códigos secretos. Dois dias depois Nomura informava que havia cumprido a ordem. A guerra já era inevitável. Nessas circunstâncias Roosevelt decidiu que se enviasse a nota a Hiroíto. O documento não fazia mais que enumerar as proposições americanas que os japoneses já haviam recusado.
Era o dia 6 de dezembro de 1941. O embaixador britânico fez chegar ao governo americano informações do Almirantado que duas grandes frotas japonesas tinham sido avistadas ao sul da península da Indochina. De acordo com seu rumo e velocidade chegariam no dia seguinte à Malásia. Ao cair da noite, uma nova mensagem japonesa foi interceptada. Era a nota final cuja entrega daria automaticamente início às hostilidades. Pouco depois das 21 horas, os serviços “Magia” tinham decifrado 13 dos 14 artigos do documento, e foram levados imediatamente à Casa Branca. O Presidente Roosevelt, ao terminar a leitura, exclamou com voz emocionada: – Isto significa a guerra!
O drama chegou assim ao seu fim. Nas primeiras horas da manhã de 7 de dezembro, Roosevelt recebeu a cópia decifrada do último artigo da nota japonesa. o governo de Tóquio anunciava simplesmente que todas as possibilidades de acordo tinham terminado. Pouco depois os serviços “Magia” interceptaram uma nova mensagem, na qual dava ordens ao Embaixador Nomura para apresentar o documento decisivo ao Secretário de Estado Hull às 13 horas de Washington (essa hora correspondia às 7:30 da manhã no Havaí, momento fixado para o ataque a Pearl Harbor).
Tomando conhecimento desta última comunicação, o General Marshall resolveu enviar sem demora um sinal de alerta ao General Short, chefe das forças do Exército em Pearl Harbor e às guarnições americanas no extremo Oriente e no Caribe. Dizia: “Os japoneses apresentam às 13 horas de hoje o que constitui um ultimato. Receberam igualmente ordens de destruir imediatamente suas máquinas de cifrar. Não sabemos que significado preciso pode ter a hora fixada, mas esteja de alerta. Participe esta comunicação às autoridades navais – Marshall”.
Este telegrama foi cifrado às 11h58 de Washington e enviado a São Francisco, de onde foi retransmitido ao Havaí. No entanto, quando chegou finalmente nas mãos do General Short já era muito tarde. Seis horas antes, os aviões japoneses haviam levado a cabo seu surpreendente e devastador ataque contra a frota ancorada em Pearl Harbor.
A última entrevista
Pouco depois da uma da tarde do dia 7 de dezembro de 1941, uma urgente mensagem por rádio foi recebida no Departamento da Marinha, em Washington. A comunicação retransmitida pela base naval de São Francisco provinha de Pearl Harbor e era a dramática notícia de que os japoneses acabavam de atacar Pearl Harbor. A mensagem, emitida sem o emprego de código algum, dizia: “Ataque aéreo, Pearl Harbor. Não foi uma simulação”. Quando recebeu a comunicação, o Secretário da Marinha, Knox, telefonou imediatamente para a Casa Branca e comunicou a Roosevelt a terrível notícia. O Presidente mandou chamar o Secretário de Estado Hull. Este chegou à Casa Branca às 14h05. O Presidente, após colocá-lo a par das novidades, ordenou que sustasse a entrevista que havia solicitado aos enviados japoneses Nomura e Kurusu, mas sem fazê-los saber o que havia ocorrido. Devia, simplesmente, mostrar-se frio e receber de suas mãos o ultimato japonês que havia sido interceptado e decifrado pelos serviços de inteligência americanos horas antes. Hull foi imediatamente para o Departamento de Estado e às 14h20 recebeu em seu gabinete o Embaixador Nomura e o enviado especial Saburu Kurusu. Estes haviam chegado, contrariando as instruções recebidas do seu governo, uma hora depois do previsto. Havia-se perdido um tempo precioso. Uma hora antes da chegada dos emissários japoneses, as primeiras bombas haviam caído sobre Pearl Harbor. Ao encontra-se com Hull, o Almirante Nomura entregou-lhe a nota dizendo-lhe: “Deram-me instruções de entregar-lhe esta resposta às 13 horas”. Hull, grave, respondeu: “Por que devia-me entregar às 13 horas?” “Não sei porque!” O Secretário de Estado, bruscamente, tomou a nota e disse, amargamente: “Nunca, nestes últimos nove meses pronunciei uma palavra que não fosse certa. Jamais vi um documento tão cheio de falsidades e distorções”. Assim terminou a entrevista. Minutos depois, ao chegar à sua embaixada, Nomura recebeu a notícia: Aviões japoneses sobre Pearl Harbor! A guerra começava…
Fonte: http://adluna.sites.uol.com.br/
Adolfo Luna Neto – É filho do segundo-sargento Adolfo Luna Filho, portanto nada mais justo do que publicar a pesquisa do filho de um Guerreiro da FEB.





















