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A Marinha de Guerra dos Aliados no Dia D.

A Marinha Real Britânica e a Marinha Americana tiveram um papel fundamental na maior operação anfíbia da Segunda Guerra Mundial, transportar e apoiar com fogo naval um contingente de mais de meio milhão de homens nos primeiros dias da Operação Overlord. E para tal operação, todo tipo de embarcação foi utilizada, desde Destroier até outras embarcações menores como CLI, CLVP, LCT e LCM, todas essas letrinhas representavam o transporte de tropas e de material, além de carros de combate e toda a logística de guerra necessária à tomada de posições fortemente defendidas. As cabeças-de-praia só poderiam ocorrer se a Marinha Americana e Inglesa pudessem bombardear pontos estratégicos específicos e dá apoio total aos setores de desembarque de tropas. Contudo problemas acorreram, principalmente na praia chamada Omahar, quando a U.S Navy despejou projéteis de 12 e 14 polegadas sobre topos de penhascos e por cima de casas matas que praticamente ficaram intactas nas primeiras ondas de desembarque, o que aumentou enormemente a resistência na tomada dessa praia.  Mas o pior ainda estava por vir, quando começou os desembarques a Marinha não poderia mais ajudar as tropas, pois corria o risco de atingir as suas próprias tropas. Sobre isso escreve o W.J. Marshall, comandante do destroier Satterlee:

“Era extremamente vexatório e deprimente permanecer ocioso a algumas centenas de metros das praias e observar as tropas, carros de combate, barcos de desembarques e veículos motorizados sendo pesadamente bombardeados e não poder disparar um tiro para ajuda-los, só porque não tínhamos informações sobre em quem atirar e éramos incapazes de detectar a fonte de fogo inimigo”. Stephen E. Ambrose – O Dia D – 06 junho 1944.