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Posts Tagged ‘Dunquerque’

Força Expedicionária Britânica – Esperança e Morte no mesmo Exército

Em 03 de setembro de 1939, a Grã-Bretanha declarou guerra à Alemanha nazista. Desde os primeiros dias de setembro, uma Força Expedicionária Britânica, desembarcaram na França e se instalaram a leste de Lille. Começaram um longo período de espera naquilo que ficou conhecida como “Guerra de Mentira”.
Em 10 de maio de 1940, a inatividade se encerrou com a invasão pelo exército alemão na Holanda, Bélgica e Luxemburgo. Em resposta, as unidades francesas e britânicas, entraram na Bélgica para contra-atacar a ofensiva alemã. Em 14 de maio de 1940, o avanço de tanques alemães na região de Sedan e Dinant iniciam um movimento que determinariam a derrota dos exércitos aliados. A partir de 20 de maio, o inimigo avança território adentro, apesar da resistência feroz, as cidades francesas caem uma após a outra. Em 26 de maio de 1940 Operação Dínamo, que consiste na retirada de forças aliadas de Dunquerque, um campo entrincheirado. Em 04 de junho, mais de 300 000 soldados foram reembarcaram para a Inglaterra, era o fim da Força Expedicionária Britânica. Este sucesso inesperado, permitiria a Inglaterra continuar na luta.
Correspondentes de guerra da SCA fotografaram o cotidiano dos soldados britânicos em solo francês em seus quartéis.

Outras imagens, utilizadas pela propaganda alemã, mostram o que sobrou das forças inimigas que seguem o progresso até derrotar das unidades aliadas por completo.

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Blindado Hotchkiss H-39 – A Última Lembrança de Dunquerque!

Foi encontrado um blindado Hotchkiss H-35 sem torre que reapareceu na costa francesa. Ele foi descoberto em Camiers, uma cidade situada entre Boulogne-sur-Mer e Le Touquet (Pas-de-Calais, norte da França, perto da Bélgica). Este tanque, provavelmente participou do ataque a Dunkerque, que aconteceu em maio-junho de 1940. O fato de estar sem a torre pode ser explicado por ele ter sido usado como uma posição defensiva, mas isso não está confirmado. A cidade de Camiers está disposta a recuperar o tanque e, talvez, usá-lo para um monumento. É o nono Hotchkiss H-39 remanescente da Segunda Guerra.

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O Que Fez Hitler Parar o Ataque em Dunquerquer? Parte II

Estamos analisando, a partir dos relatos de Liddell Heart, os motivos que levaram Hitler a ordenar a suspenção da ofensiva contra o Corpo Expedicionário Britânico e o restante das Forças Francesas estacionadas na cidade de Dunquerque.  No primeiro POST, Heart relata um encontro entre Hitler e Rundtedt na cidade de Charleville, na manhã do dia 24 de maio de 1940, quando nesta ocasião o general Rundtedt argumenta com Hitler sobre a necessidade de se diminuir o ímpeto da ofensiva. As informações estavam baseadas na biografia de guerra de Churchill que teve acesso aos diários de guerra de Rundtedt, coisa que o próprio Liddell tenta refutar.

O Que Fez Hitler Parar o Ataque em Dunquerquer? Parte I

Vamos continuar nossa analise sob a ponto de vista de Liddell Hear:

[…]

“Não há nada aqui, contudo, que mostre Rundtedt tomando a iniciativa de propor a ordem de interromper o movimento. O máximo que essa anotação meio vaga, do diário, mostra é que Rundtedt, ao analisar a situação, exprimiu ansiedades que concordavam com o ponto de vista de Hitler. Embora isto seja significativo, não é o bastante para justificar a rejeição pelo historiador do testemunho de todos os oficiais envolvidos de que a ordem definitiva partira do próprio Hitler e viera do seu Quarte-General. Além disso, as declarações deles são confirmadas por um registro contemporâneo mais explícito do diário que Halder mantinha no O.K.H.

O estudo deste registro em conjunção com às outras evidências torna a sequência dos acontecimentos mais clara. Após transposição do Mosa, a ideia original de Halder fora que o Grupo de Exército de Rundtedt deveria seguir na direção sudoeste. Seu eixo de progressão passaria por Compiègne e iria até o baixo Sena, perto de Rouen (embora Halder desprezasse a oportunidade de, após chegar a Compiègne, virar para o sudeste, na direção geral de Paris). A progressão seria “em escalão”, com os exércitos da esquerdas recuados, de tal sorte que quando avançassem protegeriam automaticamente o vizinho da direita de uma ataque de flanco. No decurso do movimento,  o exército de Kluge no setor direito seria transferido para o Grupo de Exércitos de Block, a fim de ajuda-lo a completar o engajamento dos exércitos aliados da Bélgica.”

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O Que Fez Hitler Parar o Ataque em Dunquerquer? Parte I

Hitler, diferentemente do que os críticos possam imaginar, ele foi sim um estrategista astuto, quem afirma é ninguém menos do Linddell Hart, Oficial do Exército inglês e um dos historiadores mais respeitados do seu tempo. Considerando essa observação de Liddell, então quais os motivos que levaram Hitler a suspender a ofensiva contra as tropas britânicas e francesas em Dunquerque quando tudo convergia para o fim da Força Expedicionária Britânica juntamente com o restante do cambaleante Exército francês. Vamos debater essa situação em alguns posts. Inicialmente vou publicar a visão do historiador Liddell Hart que logo depois que acabou a guerra realizou entrevistas com os principais generais de Hitler e publicou um livro O outro lado da colina, uma fantástica e importante obra. Mas vamos para a primeira parte:

A “Ordem de Alto” diante de Dunquerque

Um dos grandes enigmas da guerra é a origem da ordem que deteve as forças blindadas alemãs às portas de Dunquerque – o último porto de fuga que restara para o Exército Britânico.

A primeira versão que tive a esse respeito, logo após a guerra, foi do ajudante de Brauchitsch (Walther von Brauchitsch – Comandante-em-Chefe da Wehrmacht), o general Siewert. Ele mostrou-se convicto de que os blindados tinham sido detidos por ordem pessoal de Hitler; contou-me também como Brauchitsch e Halder (Comandante do Alto Comando Alemão – O.K.H) se opuseram à ordem e tentaram cancelá-la – uma declaração que é confirmada pelos registros oficiais. Depois, o marechal-de-campo von Rundstedt e o general Blumentritt contaram-me suas respectivas versões de como a ordem chegou ao Grupo de Exércitos “A” – transmitidas pelo telefone pelo coronel von Greiffenberg do O.K.H., que deu a entender se contrário ao ponto de vista de Halder. Blumentritt disse que ele próprio atendeu o telefone.

Mas Churchill, em sua recente história da guerra, diz que a imobilização dos blindados “deve-se à iniciativa não de Hitler mas de Rundstedt”. Ele baseia sua conclusão no que o diário de guerra do Grupo de Exército “A” registra a respeito da discussão que teve lugar quando Hitler visitou o QG de Rundstedt em Charleville, na manhã do dia 24 de maio.

O peso que Churchill confere a esse solitário indício pode parecer um tanto excessivo ao historiador que sabe como são compilados os diários de guerra e que teve experiência com seus erros frequentes. Em geral, são conservados em dia pelos oficiais mais modernos, que não estiveram presentes às discussões cruciais, e nos períodos de grande atividade e cansaço, tanto o registro quanto sua conferência tendem a inadequados. Qualquer prova ou afirmativa precisa ser considerada cuidadosamente, se não tem o apoio de outras evidências, e mais ainda em um caso como este, em que o registro de modo algum é tão claro quanto a conclusão que Churchill extraiu dele. O sumário que fez do registro contém os seguintes pontos:

“À meia-noite do dia 23 chegaram ordens de Brauchitsch no O.K.H.,… para o último ato” da ‘batalha envolvida’

“Na manhã seguinte Hitler visitou Rundstedt, que ponderou como ele que seus blindados, que tinham ido tão longe e tão depressa, estava com o efetivo muito reduzido e precisavam de uma pausa para se reorganizar e recuperar o equilíbrio para o golpe final…Além disso, Rundstedt previu a possibilidade de ataques partindo do norte e do sul contra suas forças tão dispersas…Hitler ‘concordou inteiramente’ que o ataque a lestede Arras devia ser levado a efeito pela infantaria e que as formações móveis continuassem a manter a linha Lens-Bethune-Aire-St.Omer-Gravalines a fim de interceptar as forças inimigas sob pressão do Grupo de Exércitos ‘B’ no nordeste. Ele insistiu também na enorme importância de conservas as forças blindadas para operações futuras”.

Continua 08/11/2012

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