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As Idas e Vindas dos Ingleses na Segunda Guerra Mundial
Quando a França caiu em 1940 e a Alemanha passa a desferir pesados bombardeios sobre Londres, o mundo não acreditava na resistência inglesa por muito tempo. Todos sabiam que as forças alemãs iriam a qualquer momento cruzar o Canal e desembarcar suas tropas nas terras do Rei George VI. Era uma questão de tempo.
Contudo, a heroica resistência inglesa e o apoio dos Estados Unidos para furar o bloqueio naval, aliado a incompetência da Luftwaffen de não conseguir superioridade aérea sobre a Grã-Bretanha, foram determinantes para que a Alemanha se voltasse para o seu inimigo natural, a União Soviética.
Em 1941, a guerra entra em uma nova fase, Hitler é compelido pela Itália para o norte da África. Nasce o mito da Raposa do Deserto, que não resiste à entrada americana na guerra. Os Aliados passam para a ofensiva. A Itália cai. Recursos e homens se voltam para a Europa. É o Dia D tomando forma.
Mais do que uma simples campanha, a retomada da França significava o reavivamento do brio inglês. Quando meio-milhão de soldados ingleses e franceses foram expulso da Europa Continental de forma melancólica abalou o moral da pátria inglesa, por isso, a simples hipótese de retomar a campanha perdida em 1940, levou vários veteranos da Força Expedicionária Britânica ao delírio.
Na campanha da Normandia coube aos Estados Unidos o comando das operações. Mas as divisões inglesas não se importavam, elas queriam uma revanche contra o exército alemão, pela humilhação sofrida naquele mesmo terreno. E eles avançaram!
Depois da Companha da Normandia, queriam mais! Queriam chegar a Berlim antes do natal. Nasce a Operação Market Garden. É neste ponto que o melhor soldado inglês, Monty, se desfez do sonho de acabar com um inimigo que quase destruiu sua terra. Os alemães ainda tinham forças. A prova maior foi ofensiva no inverno de 1944.
No final das contas, a Inglaterra viu de tudo na Segunda Guerra Mundial. De inimigos declarados serem aliados; e de aliados virarem inimigos. Derrotas e morte de soldados e civis eram uma contingência de guerra que os ingleses sabiam exatamente oferecer.
Força Expedicionária Britânica – Esperança e Morte no mesmo Exército
Em 03 de setembro de 1939, a Grã-Bretanha declarou guerra à Alemanha nazista. Desde os primeiros dias de setembro, uma Força Expedicionária Britânica, desembarcaram na França e se instalaram a leste de Lille. Começaram um longo período de espera naquilo que ficou conhecida como “Guerra de Mentira”.
Em 10 de maio de 1940, a inatividade se encerrou com a invasão pelo exército alemão na Holanda, Bélgica e Luxemburgo. Em resposta, as unidades francesas e britânicas, entraram na Bélgica para contra-atacar a ofensiva alemã. Em 14 de maio de 1940, o avanço de tanques alemães na região de Sedan e Dinant iniciam um movimento que determinariam a derrota dos exércitos aliados. A partir de 20 de maio, o inimigo avança território adentro, apesar da resistência feroz, as cidades francesas caem uma após a outra. Em 26 de maio de 1940 Operação Dínamo, que consiste na retirada de forças aliadas de Dunquerque, um campo entrincheirado. Em 04 de junho, mais de 300 000 soldados foram reembarcaram para a Inglaterra, era o fim da Força Expedicionária Britânica. Este sucesso inesperado, permitiria a Inglaterra continuar na luta.
Correspondentes de guerra da SCA fotografaram o cotidiano dos soldados britânicos em solo francês em seus quartéis.
Outras imagens, utilizadas pela propaganda alemã, mostram o que sobrou das forças inimigas que seguem o progresso até derrotar das unidades aliadas por completo.
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