Archive
Heinrich Severloh – “A Besta de Omaha” – Final
Exceto Hein Severloh (seta vermelha), apenas o cabo Louis Kwiatkowski disparou uma arma MG 42, na praia (seta azul), mas só às 12h15. O fogo das duas metralhadoras já eram visíveis a uma grande distância. Isso permitiu que as suas posições fossem facilmente reconhecidos. O destroier americano Frankfort bombardeou as posições de Severloh, que desde as 12h00 só tinha munição traçante, vinha cada vez mais próximo o bombardeio naval acerta seu bunker que resistia. Severloh continua atirando…
Só às 15h30 quando os soldados inimigos estavam sendo abatidos a uma distância de apenas 50 metros do Observatório de artilharia, o tenente Frerking deu ordens para que o último homem se retirasse até as nove horas da base WN 62. Estima-se que dos 300 metros de extensão da praia, mais de 3.000 soldados tinham perdido a vida ali. Às 06h30 massas de mortos e feridos, se formavam próximos a Muralha… Adolf Schiller, um soldado de um Posto de Observação ficou profundamente chocado e avaliava superficialmente:
“Os corpos estavam quase três metros de altura…”
Vista aérea da Força Aérea dos EUA a partir de 5.000 metros, do dia 06 de 1944 às 12h30:
A foto mostra a metade inferior do local de desembarque, inclinação de 50 metros do litoral, no centro da defesa WN62 (borda verde). Na metade superior do mar, que estava com a maré cheia nesse horário, os corpos dos soldados mortos já flutuavam na praia. No canto superior esquerdo da fotografia observa-se uma barragem de fogo de artilharia no setor da primeira Bateria, que era liderado pelo Tenente Frerking, localizada pelo círculo vemelho. Um grande número de embarcações de desembarque estavma próximo a área 62 WN na praia (do lado esquerdo momento, existem apenas duas LCTs, que transportavam alguns tanques). Hein Severloh atirava com sua MG 42 nas embarcações de desembarque (área de incêndio, de cor vermelha em que a massa de soldados americanos deitado na praia compõem uma linha escura). A grande quantidade de sangue derramado, o mar ficou descolorido.
Heinrich Severloh caiu durante a noite de 6 para o dia 7 Junho, duas vezes ferido levemente. Foi preso pelos americanos. Felizmente para ele, a algumas centenas de metros atrás da costa, e por isso os americanos nunca souberam realmente que ele era, porque, como disse Severloh:
“Se eles soubessem quem eu era e que havia massacrado as suas tropas, eles teriam imediatamente finalizado o trabalho em mim…”
Foi transferido para os Estados Unidos como prisioneiro de guerra. Em 22 de Maio 1947 foi libertado e retornou para casa.
Heinrich Severloh – “A Besta de Omaha”!
Primeiro deixe-me explicar que sou contra o título do post. Mas coloquei propositadamente para que possamos entender uma outra visão da incrível história que vamos contar agora. Primeiro vamos falar que um jovem que, lutando por seu país e defendendo os interesses de sua pátria, aos 21 anos de idade derrubou, segundo algumas estimativas (exageradas creio eu!), aproximadamente 3.000 mil inimigos. A questão é que esse soldado era ALEMÃO e derrubou americanos. Esse título foi dado a ele nos anos 50 quando a história veio a público e ele se tornou conhecido. Mas se ele fosse americano? Ele seria um MONSTRO ou um HERÓI?
A verdade é que esse cidadão viveu toda a sua vida com essas mortes sobre seus ombros. Monstro ou Herói a existência dele se tornou pesada com as vidas perdidas naquela praia no dia 06 de junho 1944. Por isso quem pode julgá-lo? Ninguém! Nem mesmo a História.
Então vamos entender o pouco mais desse soldado alemão:
Severloh nasceu em 1923 em Metzingen, distrito de Celle. Décimo primeiro filho de um fazendeiro local, teve o aval do seu pai para entrar para o Exército com 19 anos. A Alemanha já estava em guerra havia 03 anos. Toda a produção, economia e a vida alemã estavam severamente abaladas pelos resultados na Frente Oriental, era o apocalipse da Alemanha se aproximando. Mas nada intimidou o jovem Heinrich Severloh e ele seguiu para se engajar na guerra.
O inverno russo era uma brutal intimidação e seus superiores cruéis. Severloh parecia está com seu destino selado. Mas o destino reservava algo diferente para esse jovem cabo, um papel que entraria para a História da Segunda Guerra Mundial, envolvida em uma das mais sangrentas batalhas para libertação da Europa.
Severloh pertencia à frente russa com o que sobrou da 321ª Divisão de Infantaria, no final de outubro de 1943. Com a reestruturação e uma crise de amidalite, o Cabo Severloh foi transferido para a 352ª Divisão para defender a Normandia. Após a formação da divisão, ele passou a compor uma bateria estacionada em praia que ficou conhecida pelo codinome “Omaha”, um dos principais pontos da invasão para a Operação Overlord, era o Dia D.
Na madrugada de uma sexta-feira de junho de 1944, a invasão aliada a Normandia começou. Hein Severloh, de serviço na noite anterior como um companheiro da bateria no centro de controle de incêndio no ninho resistência 62.
“Foi um horizonte negro de navios”, disse Hein Severloh, “foi assustador, horrível … Eu me ajoelhei na minha posição e orei. Então, pouco antes das cinco da manhã começou a barragem terrível de artilharia naval. – 30 minutos … “
Sob o fogo do pesado bombardeio naval 34.142 soldados norte-americanos se aproximou por terra na seção Omaha Beach, em suas 16 defesas costeiras na manhã apenas 308 soldados alemães estavam nas posições…
Às 6h30m chega às primeiras ondas de desembarque. Inicialmente estavam se aproximando do setor da WN 62, onde estava o cabo Severloh que começou a atirar …
Com uma MG 42 de alta cadência, Severloh começou a atirar nos soldados quando eles deixavam a sua embarcação. Ele só usava seu fuzil quando os soldados se separavam, na tentativa de se proteger, escolhendo os alvos.
Com fuzis e metralhadoras, o Cabo Hein Severloh atirou por longas nove horas, em toda a área de desembarque de Omaha entre os setores Eyse Red e Fox Green.
Contudo a situação piorava! No decurso da manhã um bombardeio pesado dos navios e mais soldados se dirigiam para a área do bunker. O chefe da primeira Bateria, tenente Frerking, no pequeno abrigo de observação da artilharia percebeu que o fogo e a avanço continuava em frente ao WN 62. Ao meio-dia, o ímpeto da resistência diminuía, Frerking tentou várias vezes com seus superiores uma ordem de retirada. O Tenente Frerking permaneceu com seus únicos seis soldados no WN 62, incluindo Hein Severloh, e sua metralhadora.
Continua amanhã…





































