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Iwo Jima – A Batalha Estratégica e Sangrenta do Pacífico

Não meus amigos, me perdoem os antiamericanos, mas não podemos negar que os Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial cumpriu seu papel de nação gigante. Assim como o povo soviético cumpriu sei dever com a Guerra Patriótica declarada por Stálin, os americanos conseguiram unir capacidade industrial bélica com soldados acima da média em termos físicos. A prova disso foi a Operação Detachment, mais conhecida como Batalha de Iwo Jima. Os recursos empregados em fevereiro de 1945 eram impressionantes se analisados a partir da Operação Overlord, o Dia D, e Operação Marketing Garden, desencadeadas em junho e setembro do ano anterior. Essa Operação empregou uma força de 70 mil homens contra 20 mil defensores na batalha que é classificada pelos militares como sendo o campo de batalha perfeito, sem civis e com alto poder de fogo atacante e defesas estrategicamente estruturadas para resistir um longo período.

O Tenente-general Tadamichi Kuribayashi sabia o que estava por vir, foi adido militar nos Estados Unidos, e conhecia a poder bélico do inimigo. Por isso tratou de fortificar a pequena ilha vulcânica através de emaranhado de túneis e bunkes com extensão de 27 km. Mas sua missão era árdua e ele sabia qual seria o resultado, para tanto, determinou que para cada soldado japonês morto, dez soldados inimigos deveriam cair.

Quando no dia 19 de fevereiro de 1945, os primeiros navios inimigos começaram a disparar contra a ilha, os soldados japoneses não acreditaram na quantidade de embarcações e aviões que se dirigiam contra as posições japonesas. Mas eles estavam prontos para morrer lutando.

Os americanos facilmente desembarcaram, encontrando pouca resistência nas praias, fazia parte do plano de Kuribayashi, atacar as tropas invasoras a partir do momento que eles estivessem avançando para o interior da Ilha com fogos de armas automáticas, artilharia e morteiros a partir do Monte Suribachi e outras elevações da Ilha. Também patrulhas que eram enviadas para ataca as tropas americanas que se deslocavam por túneis, e depois do ataque retraiam rapidamente.

A estratégia japonesa estendeu o conflito e tornou a batalha a mais sangrenta do Teatro do Pacífico com mais de 7 mil americanos mortos e 19 mil feridos. Apenas em 26 de março, ou seja, mais de um mês depois de iniciado o ataque, as forças japonesas foram praticamente aniquiladas do território de Iwo Jima. Dos 22 mil soldados japoneses que defendiam a ilha, apenas 200 foram feitos prisioneiros, e aproximadamente 21.800 foram mortos na desesperada e sangrenta Batalha.

Iwo Jima é considerada como uma das mais terríveis batalhadas da Segunda Guerra. Uma pequena e estratégica Ilha se tornou o bastião de resistência do Império do Sol Nascente, mas também era fundamental para que os americanos pudessem bombardear toda a Ilha principal do Japão.

Infelizmente caíram naquela ilha quase 30 mil homens, e expressa exatamente o que é a Guerra, sacrifícios de vida por pontos pequenos territórios, mas militarmente estratégicos. Uma pena.

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Okinawa – A Última e Dolorosa Conquista do Pacífico

Após a Batalha por Iwo Jima o caminho para a segunda maior ilha do Japão estava aberta, Okinawa. O Décimo Exército Americano invadem em 01 de abril de 1945 e encontra ligeira oposição inicial. Todavia, ataques kamikazes maciços são lançados contra a frota de invasão em 6/7 de abril. No segundo dia, um ataque naval, liderado pelo imenso encouraçado Yamato, é interceptado por um porta-aviões americano. O Yamato, três destroieres e um cruzador leve são afundados. Os cinco destroieres sobreviventes escapam, mas a perda do Yamato após as perdas em Leyte torna a marinha japonesa irrelevante.

Em 09 de abril até o final do mês, os americanos continuam a atacar a linha defensiva de Shuri no sul da ilha, encontrando fanática resistência em seu avanço. A guarnição japonesa é progressivamente dividida em três bolsões, que são destruídos até o fim de junho. Pela primeira vez os soldados japoneses começam a se render, sugerindo que o moral está se esvaindo. Não obstante, o número de soldados que combate até a morte, assim como o número de baixas americanas em Iwo Jima e Okinawa, levantam questões sobre o custo de um assalto final ao Japão.

Fonte: História da Segunda Guerra Mundial – David Jordan

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Sobre a Batalha de Okinawa, a história de um povo, a banalização do mal e a insustentável busca pela paz numa base militar.

Fonte: http://okinawabrasil.wordpress.com/

Quando se está em Okinawa, mal se pode imaginar o que este povo, seus mares e cavernas viram acontecer por aqui. Digo povo, mares e cavernas, porque poucas construções sobraram para contar essa história.
A Batalha de Okinawa foi talvez a mais sangrenta em terra que se passou no eixo do pacífico durante a Segunda Guerra Mundial. No Brasil, pouco sabemos sobre ela. Segundo escrito nos livros do colégio e nas apostilas do cursinho, o Japão, também fortemente influenciado por uma política imperialista e fascista, foi aliado da Alemanha e da Itália durante a II Guerra.

Foi no mês de abril de 1945 que a já empobrecida ilha de Okinawa foi invadida pelos Estados Unidos da América.
Com sua superioridade militar as tropas americanas rapidamente causaram um grande estrago na pequena ilha e o já enfraquecido exército japonês teve que recuar para o sul de Okinawa.

Neste processo, a cidade foi praticamente inteira destruída. Como muitas casas por aqui eram feitas de madeira e palha, em pouco tempo, Okinawa se tornou um grande incêndio e a destruição em cidade. Durante a batalha, que durou pouco mais de dois meses, o exército japonês teve mais de 100.000 baixas, o americano mais de 12.000. Mas, claro, quem sofreu mais com essa história foram os civis. Mais de 150.000 okinawanos perderam suas vidas.

Com suas casas destruídas e com a guerra (literalmente) pegando fogo, os okinawanos que sobreviviam aos ataques americanos tinham que se refugiar nas cavernas da ilha ou nos túmulos (ohaka) típicos de Okinawa (ainda preciso escrever sobre o ohaka).
No entanto, com o agravamento da situação e com o abandono das tropas japonesas pelo próprio governo japonês, a população local passou a temer não só os americanos, mas também o exército japonês. Com a escassez de alimentos, os soldados japoneses não só roubavam a pouca comida que estes sobreviventes conseguiam, mas também obrigavam-lhes a cometer suicídios coletivos e coisas do tipo.

Não são poucas as histórias de pessoas que viram seus entes queridos morrerem de fome ou malária, ou mesmo os que tiveram que conviver (ou seria con-morrer) com os corpos em decomposição dentro destas cavernas.

Iwo Jima – Uma das Batalhas Mais Sangrentas da História

A Operação Detachment, nome dado pelo Comando das Operações do Pacífico a invasão a praia vulcânica de Iwo Jima, foi travada entre os meses de fevereiro e março de 1945. A operação tinha como principal objetivo consegue o controle dos Aliados dos campos de pouso da ilha, dando a possibilidade para ser utilizada como base de bombardeios no ataque a Ilha principal do Japão.

A Ilha esteve sob preparação defensiva desde 08 de junho de 1944, quando assumiu o Comando das tropas na ilha o general Tadamichi Kuribayashi  e o total de tropas japonesas ficou em torno de 22 mil homens quando no início do ataques, destes apenas 200 foram feitos prisioneiros. Kuribayashi   determinou a construção de mais de 60 quilometros de túneis que se estendia por toda a ilha. Em uma mudança de tática sempre empregada pelos japoneses, não realizou grande resistência nas praias, pelo contrário, deixou que as tropas americanas desembarcassem para oferecer uma resistência voraz no interior.

Do lado americano foram utilizados Fuzileiros Navais com experiência nesse tipo de combate. Em 7 de Outubro de 1944, o almirante Chester Nimitz e a sua equipe publicaram um estudo para planejamento preliminar, que claramente listava os objetivos da Operação Detachment. O principal motivo da missão da operação era o de manter pressão militar contra o Japão e o de estender o controle norte-americano ao Pacífico Oeste. Nas mãos norte-americanas, Iwo Jima poderia ser convertida numa base da qual poderiam ser lançados ataques aéreos contra as ilhas principais do Japão, proteger base nas Marianas, apoiar forças navais, conduzir operações de reconhecimento, e fornecer escolta através de caças a operações de longa distância. Três tarefas especialmente visionadas no estudo eram: a redução da força naval e aérea, e industrial no Japão; a destruição da força naval e aérea japonesa nas Ilhas Bonin, e a captura, ocupação, e subsequente defesa de Iwo Jima.

Às 02:00 da manhã de 19 de Fevereiro, navios de guerra assinalaram o início do Dia D. Em breve 100 bombardeiros atacaram a ilha, em seguida outra rajada de artilharia naval. Às 08:30, os primeiros dos eventuais 30.000 fuzileiros da , e divisão de fuzileiros, sobre a V Corporação Anfíbia, desembarcaram na ilha Japonesa de Iwo Jima, e a batalha pela ilha começou.

Os fuzileiros foram recebidos com fogo pesado proveniente da montanha de Suribachi, ao sul da ilha, e combateram em péssimo terreno; cinza vulcânica áspera que não permitia nenhum movimento seguro ou escavação de uma trincheira. Não obstante, por essa noite a montanha tinha sido cercada e 30.000 fuzileiros navais tinham desembarcado. Aproximadamente 40.000 mais estavam por vir.

O movimento acima de Suribachi foi combatido por cada metro. A artilharia era ineficaz contra os Japoneses, mas os atiradores, lança-chamas e granadas limpavam os bunkers. Finalmente, a 23 de Fevereiro, o cume foi alcançado. O fotógrafo Joe Rosenthal da Associated Press tirou a famosa foto “Raising the Flag on Iwo Jima” (Hasteando a Bandeira em Iwo Jima) da bandeira estado-unidense sendo colocada no cume da montanha.

Com a área de desembarque segura, mais Fuzileiros e equipamento pesado chegaram à costa e a invasão procedeu para norte, para capturar as bases aéreas e o resto da ilha. Com a sua bravura habitual, muitos soldados Japoneses combateram até à morte. De mais de 21.800 defensores, apenas 200 foram feitos prisioneiros.

As forças Aliadas sofreram mais de 26.000 baixas, com mais de 7.000 mortos. Mais de um quarto das Medalhas de Honra que foram atribuídas a fuzileiros durante a Segunda Guerra Mundial foram dadas pela sua conduta em Iwo Jima.

A ilha de Iwo Jima foi declarada segura em 26 de Março de 1945.

A marinha americana atribuiu o nome de USS Iwo Jima a vários barcos.

O memorial da Corporação da Marinha, nos arredores de Washington, guarda o nome de todos os fuzileiros na estátua da famosa fotografia.