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Hitler: Uma Visão Diferente!

Deixando de lado os pensamentos da figura vil de Hitler pós-guerra e analisando a figura política do estadista alemão do início da década de 30, vamos perceber o fascínio que esse austríaco exercia sobre as pessoas. Não me refiro apenas aos discursos extremistas que enxertavam esperança na mente dos alemães quando nada mais parecia funcionar no país. O que podemos observar é que Hitler criou de forma proposital a figura idiomática de um verdadeiro “Messias salvador”, sem família, sem pretensões pessoais, apenas com único objetivo de liderar a nação ariana para a conquista do Lebensraum  (Espaço Vital). Para tanto contou com o mestre referenciado até os dias de hoje como o inventor da propaganda moderna. Joseph Goebbels foi seu vassalo até o limite da vida. Hitler contou com toda a nova forma de vender sua imagem, e conseguiu com isso uma nova guerra, dando forma a um novo mundo.

Para mostrar uma visão diferente desse austríaco que mudou a história da humanidade de forma pouco louvável, algumas fotografias que mostram as facetas do ditador.

Berlim, A Última Fronteira – Parte II

Sempre que penso na Batalha de Berlim, em abril de 1945, não consigo deixar de analisar duas perspectivas.

Primeiro, a da população civil. O que fazer? O que se ouvia da Besta Vermelha que destruía e matava tudo e todos no leste, causava um medo terrível, um desespero. Por isso, muitos migraram para sul com o objetivo de se entregar a forças ocidentais. E levavam o que podiam, o que tinham condições de carregar em carroças e animais de tração, afinal, combustível era um luxo impensado. Essa mesma população de Berlim estava exaurida pelo bombardeios sistemáticos, pelo desabastecimento, pela falta de estruturas públicas básicas. Claro, em comparação com outras cidades destruídas e ocupadas, nada de extraordinário. Há muito ninguém mais acreditava naquela guerra, quase todos os berlinenses perderam parentes nos diversos fronts que a nação alemã lutou. A Lebensraum (Espaço Vital), tanto difundida nas doutrinas nazistas, para uma população alemã pura, se tornou um paradoxo a partir do 21 de abril, quando as forças soviéticas chegam a cidade e nenhum alemão sairia da cidade até tudo ter acabado.

 A segunda foram os soldados restantes que defenderam Berlim e lutaram até o fim. Sem nominar unidades militares ou comandantes, mas pontuando apenas soldados inexperientes recrutados entre crianças que nunca tiveram formação militar ou veteranos mutilados com velhos soldados da Primeira Guerra. Muitos, obrigados a lutar ou a morrerem enforcados. E não foram os poucos que foram dependurados em postes para intimidar aqueles que ousassem não defender o último bastião nazista.

E assim. milhares de homens, mulheres e crianças tiveram que conviver por anos, não apenas com a derrota, mas com as consequências do resultado de uma guerra que, na sua maioria, eles não entendiam e não participaram.