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A Política de Repressão da Alemanha nos Territórios Ocupados

Quando se analisa os motivos da Alemanha perder a guerra sempre observamos várias teorias e motivações. Argumentos que explicam a partir da perspectiva estratégica militar, das decisões políticas do regime e até mesmo dos erros pessoais de Hitler. Pouco ou quase nenhum valor é dado para a política de ocupação implementada pela Alemanha nazista. Cada território ocupado havia uma máquina repressão que se instalava, e isso era extremamente custoso para os dominadores. Não por acaso, vários Polizeibattaillon foram criados para ordenar a nação ocupada.

Países como Bélgica, Holanda e França, foram obrigados a manter um governo militar alemão instalado, e mesmo que a França tivesse no sul um Estado sob a administração francesa, na prática era subordinada ao governo militar central e pouca autonomia era dado a administração local. Em muitas regiões da União Soviética os alemães foram recebidos como libertadores, mas a apatia não durou muito. Assim que a repressão iniciou e os movimentos de libertação iniciaram (partisans), os alemães responderam com mais violência. E isso não há como negar, historicamente não há margem para discussões, pois a política externa sob as nações ocupadas era tipicamente de julgo.

Nações como a Polônia estavam sob uma ocupação policial constante. Grande contingentes policiais identificavam, monitoravam e prendiam qualquer um, em qualquer lugar do dia e da noite. Não apenas judeus e outras minorias, mas qualquer um que demonstrasse qualquer ação suspeita.

Mas tudo tem o seu preço. A Alemanha mobilizou milhões de soldados para manter sua máquina repressiva em atividade nos territórios ocupados. Não permitiam que nada não passasse pelo crivo do governo alemão.

No final da contas, Hitler utilizou a guerra para dominar nações, e não soube mantê-las a não ser pelo uso dos mesmos métodos. E isso deve ser observando também para avaliar os motivos da sua queda.

Segue abaixo, uma sequência de fotos que mostrar exatamente o registro de uma ação policial repressiva da SS. Tudo muito bem documentado…

Alemães: Aclamados como Libertadores, mas não por muito tempo…

Falando de uma questão controversa, que sempre levanta discussão quanto à veracidade do fato. É verdade que os alemães foram aclamados como libertadores em alguns países como União Soviética, Polônia, Tchecoslováquia e outros? E que, inicialmente, houve uma convivência pacífica entre dominantes e dominados?

A resposta é sim para quase todos esses países, mas principalmente da União Soviética, nas regiões que outrora fizeram parte da Prússia Oriental, de origens germânicas. Esses povos que estavam sob o julgo de Stálin, e não adianta dizer que não era julgo! Receberam as tropas alemãs com o entusiasmo e a alegria da liberdade. Esse fato se repetiu por várias cidades, principalmente aquelas mais castigadas pela repressão política do regime de Moscou.

Com relação a outros países, como os Países Baixos, a política que se introdução era de dar certa autonomia administrativa, mas sem perder o esforço econômico na guerra, ou seja, em outras palavras, envio de ativos e de bens e serviços em prol de Berlim, por isso, sempre houvera medidas impopulares que deixavam o clima tenso entre as forças de ocupação e os nativos.

Eis um dos erros apontados para a queda do Reich, sua política de ocupação. Em várias cidades onde o Exército Alemão foi recebido como libertadores, com o passar do tempo e a implementação de uma política tão repreensiva, excessivamente violenta e de exploração econômica, tornou possível a formação de cidadãos que viriam a lutar pela expulsão em definitivo dos alemães, conhecidos como partisans.

Não houve qualquer tipo de tentativa de aproximação ou de benevolência entre Berlim e os países ocupados, pelo contrário, demonstração de poder era comum entre os representantes de Hitler, suscitando ódio e medo. As tropas de ocupação eram autorizadas a confiscar, tributar, julgar e condenar da forma como bem entenderem para a manutenção do poder pela força, sendo esse cenário insustentável por um período muito longo.

Se o sistema de Hitler fosse voltado para conquistar um aliado e não mais um inimigo velado nos territórios já dominados pela força, talvez a história da guerra fosse outra.

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