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Visita do Comandante do Navio-Patrulha Graúna
A atual diretoria da Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira – Regional Pernambuco tem vislumbrado alguns acontecimentos que nos enchem de esperança em uma mudança de cultura de nossa população. Um desses testemunhos foi a visita do Tenente-Capitão Santos Silva, da Marinha do Brasil. Foi com grande satisfação que a diretoria da FEB e o Comandante do Navio-Patrulha Graúna se encontraram em sua sede-centro, para uma agradável tarde de conversas e a alegria de poder ouvir dos próprios veteranos da FEB as experiências vividas no Teatro de Operações da Itália. O encontro foi uma cordial retribuição do Tenente-Capitão, que tal bem recebeu na semana passada os veteranos e seus familiares na embarcação.
Estiverem presentes também todos os diretores da associação, que tiveram a oportunidade de ratificar as ligações entre a FEB e a Marinha do Brasil, que propiciou patrulhamento do contingente dos escalões da FEB que deixou o Brasil para lutar na Itália. O Veterano Ribeiro pôde relembrar um momento especial, quando seu retorno da Itália, seu navio encontrou a escolta brasileira em uma parada em Portugal, e naquele momento recebeu a continência dos marinheiros brasileiro perfilados no convés. Para ele, ficou registrado em sua memória esse fato e o carinho pela Marinha do seu país, que o emociona até os dias de hoje.
O Comandante Santos Silva presenteou a associação com um Quadro do Navio Patrulha Graúna que será colocado no Hall de Honra da sede da nossa Regional.
Agradecemos a Marinha do Brasil pelos sacrifícios de esforços, material e vidas durante a Segunda Guerra Mundial que tornou possível ao Exército Brasileiro o deslocamento de um contingente de mais de 25 mil homens, deixando ainda para a nossa Marinha a primeira linha de defesa de nossas terras, a partir do vasto Atlântico Sul, enquanto seus melhores soldados combatiam em terras estrangeiras.
Precisamos de mais jovens para disseminar os sacrifícios que nossas Forças Armadas fizeram para defender nossos ideais, jovens como o Comandante do Graúna. Se conseguirmos esse objetivo, esse país será mais digno de suas futuras gerações.
Visita ao Navio-Patrulha Graúna – Ligação Histórica
Uma coisa que o nosso povo não sabe? Enquanto dormimos na tranquilidade de nossos lares, não fazemos ideia de que existem homens velando pela nossa segurança. Isso ficou evidente quando o Brasil declarou guerra a Alemanha e a Itália em 22 de agosto de 1942. Quando a Marinha de Tamandaré teve que, apesar de seus opacos recursos à época, realizar patrulhas e comboios para garantir a segurança no Atlântico Sul.
E cumpriu com sua missão, impondo-se ao inimigo e garantindo a paz na navegação brasileira.
Neste mesmo espírito e com o mesmo vigor daqueles anos de guerra, o Navio-Patrulha Graúna realiza missões de patrulhamento por toda a costa do nordeste brasileiro, velando o sono dos brasileiros. O Graúna é parte integrante da nossa Marinha de Guerra, que defende um litoral com 7.367 Km de extensão.
Comandado por um jovem Oficial, o Capitão-Tenente Sérgio dos Santos Silva, a embarcação é baseada em Natal, e chega ao Recife para mais uma missão.
O Capitão-Tenente Santos Silva demonstrou não apenas o zelo pela sua Marinha, mas também algo que deve fazer parte da cultura do povo que ele defende. O reconhecimento pela História do seu país. Com esse espírito, o Comandante recebeu a visita dos integrantes da Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira – Regional Pernambuco. Estiveram presentes o Presidente da ANVFEB-PE Veterano Alberides de Lima Passos, Veterano Josias Bezerra Melo e o Veterano Rigoberto Souza, acompanhados de suas respectivas famílias. Além do vice-presidente da associação o senhor Rigoberto de Souza Júnior. Em uma tarde especial, o comandante foi presenteado com um Quadro demonstrando o Roteiro da Força Expedicionária Brasileira na Campanha da Itália. Essa visita ocorreu exatamente no dia 11 de junho, data comemorativa aos 148 anos da Batalha Naval do Riachuelo. Portanto nada mais significativo do que ter a História da Força Expedicionária Brasileira sendo lembrada pelos herdeiros do Almirante Barroso, em uma data de especial.
Quando brasileiros se identificam através dos esforços comuns de amor e dedicação a nação, isso deve ser motivo de orgulho para seu povo, mesmo que a grande maioria não saiba a existência daqueles que velam pelo sono dos nossos filhos, nas fronteiras e nos mares. Eles não esperam reconhecimento ou honras, pois fazem isso por amor ao seu país. Eles são nossas SENTINELAS.
Informações Adicionais:
Nome : Navio Patrulha Graúna
Classe: navio patrulha classe Grajaú
Deslocamento : 230 ton
Calado médio : 2,4m
Boca : 7,5m
Comprimento :46,5m
Velocidade de cruzeiro : 10 nos
Máxima velocidade 22 nos
Tripulação : 30 militares
Propulsão : 2 motores de combustão interna de 2540 Hp cada um
Armamento : 1 (um) canhão de 40 mm e duas metralhadoras de 20mm
O navio foi incorporado a marinha do Brasil em 15 de novembro de 1994.
O navio possui a missão de realizar patrulhas em águas juridicionais brasileiras a fim de contribuir para o controle da área marítima. E adição o navio também pode ser empregado em ações de superfície e operações de salvamento
Em paralelo o navio também realiza reabastecimento no mar, inspeções navais e operações aéreas, sendo assim um navio bastante versátil e flexível.
Os Navios Brasileiros Torpedeados – Quarta Parte
O Embaixador brasileiro nos Estados Unidos,Carlos martins, enviou um telegrama ao Lóide Brasileiro informando que o seu Navio”Cairu”, de 7.152 toneladas e que levava 75 tripulantes e 10 passageiros, havia sido torpedeado nas costas do Atlântico, e que dos que estavam embarcados, morreram 47 tripulantes e 6 passageiros dentre eles o seu comandante José Moreira Pequeno.
Este era um navio de construção norte americana, e considerado um dos mais bonitos mercantes brasileiros e, na ocasião do seu torpedeamento levava em seus compartimentos de cargas, borracha, algodão,mamona e cristais de mica, dentre outros. Os alemães estavam perfeitamente informados de tudo sobre os nossos navios e agiam deliberadamente.
O comandante Moreira Pequeno estava enfermo, com 39 graus de febre, quando após o impacto do torpedo, o pânico foi estabelecido, e ele deixou sua cabine com aparente tranquilidade, e esta atitude fez restabelecer a calma entre os seus comandados, e eles baixassem as quatro baleeiras e se afastassem rapidamente do navio. De repente, viram submergir dois submarinos, e o U-94 lançou mais um torpedo, enquanto se comunicavam por sinais luminosos e, como o “Cairu” ainda não havia afundado, o Capitão alemão Otto Ites decidiu lançar mais um torpedo, mas a câmara frigorífica explodiu, partindo a embarcação ao meio, às 17 horas do dia 10 de Março de 1942.
Finalmente o U-94 aproximou-se da baleeira nº 1 cerca de 30 metros, e um dos oficiais falando em inglês, pediu a confirmação dos dados que já possuía sobre tonelagem, carga e até o nome do comandante.
No dia 1º de Maio de 1942, enquanto se dirigia do Recife para Nova Iorque, e se encontrava próximo à Ilha de Trindade recebeu o impacto de um torpedo lançado pelo submarino U-162, que estava sob comando do capitão Jurgen Wattemberg . O nosso comandante Raul Francisco Diegoli, apesar de possuir uma peça de artilharia na popa e manter permanente vigilância, nada pode fazer, uma vez que o torpedo foi lançado com o submarino submerso. A casa de máquinas foi atingida e o navio afundou rapidamente, mas ainda houve tempo de fazer um pedido de socorro pelo rádio, e destruir documentos. Quando os náufragos se encontravam a cerca de 800 metros do navio, viram o U-162 que passou a bombardear e metralhar o “Cairu”.
O comandante Francisco Diegoli havia, por sua conta e risco, modificado a rota que lhe havia sido indicada, por achá-la muito afastada da terra e da proteção das bases navais e aéreas brasileiras e estrangeiras. Por esta insubordinação, sofreu inquérito e foi punido e, enquanto durasse a guerra, ficou proibido de assumir o comando ou imediatice de qualquer navio mercante de longo curso ou em navios de cabotagem. Neste afundamento, perdemos sete dos 72 que compunham a guarnição desta embarcação.
No dia 18 de Maio, às 18h50min, o Navio “Comandante Lira” enquanto navegava do Porto do Recife, com destino a New Orleans, ao largo da Ilha de Fernando de Noronha, foi atingido por um torpedo que partiu do submarino italiano “Barbarigo”, que também o acertou com tiros de canhão, além de incendiá-lo. O comandante de longo curso Severino Sotero de Oliveira, agiu com cautela e desprendimento, só ordenando o abandono da embarcação quando este já se encontrava em chamas. Sua atitude não foi compreendida pelas autoridades pois, graças à pronta intervenção de unidades aeronavais norte americanas, pôde ser salvo e rebocado até o Proto de Fortaleza.
Posteriormente, estudando-se melhor as condições da ordem de abandonar navio, dada pelo comandante Sotero, as mesmas autoridades que o haviam punido, anularam a punição. Na ocasião, o Navio “Comandante Lira” navegava com uma tripulação de 48 homens, um sargento e três marinheiros que guarneciam o canhão de bordo.
Artigo enviado pelo Pesquisador Rigoberto Souza Júnior.
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