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Os Navios Brasileiros Torpedeados – Quarta Parte

            O Embaixador brasileiro nos Estados Unidos,Carlos martins, enviou um telegrama ao Lóide Brasileiro informando que o seu Navio”Cairu”, de 7.152 toneladas e que levava 75 tripulantes e 10 passageiros, havia sido torpedeado nas costas do Atlântico, e que dos que estavam embarcados, morreram 47 tripulantes e 6 passageiros dentre eles o seu comandante José Moreira Pequeno.

            Este era um navio de construção norte americana, e considerado um dos mais bonitos mercantes brasileiros e, na ocasião do seu torpedeamento levava em seus compartimentos de cargas, borracha, algodão,mamona e cristais de mica, dentre outros. Os alemães estavam perfeitamente informados de tudo sobre os nossos navios e agiam deliberadamente.

            O comandante Moreira Pequeno estava enfermo, com 39 graus de febre, quando após o impacto do torpedo, o pânico foi estabelecido, e ele deixou sua cabine com aparente tranquilidade, e esta atitude fez restabelecer a calma entre os seus comandados, e eles baixassem as  quatro baleeiras e se afastassem rapidamente do navio. De repente, viram submergir dois submarinos, e o U-94 lançou mais um torpedo, enquanto se comunicavam por sinais luminosos e, como o “Cairu” ainda não havia afundado, o Capitão alemão Otto Ites decidiu lançar mais um torpedo, mas a câmara frigorífica explodiu, partindo a embarcação ao meio, às  17 horas do dia 10 de Março de 1942.

            Finalmente o U-94 aproximou-se da baleeira nº 1 cerca de 30  metros, e um dos oficiais falando em inglês, pediu a confirmação dos dados que já possuía sobre tonelagem, carga e até o nome do comandante.

            No dia 1º de Maio de 1942, enquanto se dirigia do Recife para Nova Iorque, e se encontrava próximo à Ilha de Trindade recebeu o impacto de um torpedo lançado pelo submarino U-162, que estava sob comando do capitão Jurgen Wattemberg . O nosso comandante Raul Francisco Diegoli, apesar de possuir uma peça de artilharia na popa e manter permanente vigilância, nada pode fazer, uma vez que o torpedo foi lançado com o submarino submerso. A casa de máquinas foi atingida e o navio afundou rapidamente, mas ainda houve tempo de fazer um pedido de socorro pelo rádio, e destruir documentos. Quando os náufragos se encontravam a cerca de 800 metros do navio, viram o U-162 que passou a bombardear e metralhar o “Cairu”.

            O comandante Francisco Diegoli havia, por sua conta e risco, modificado a rota que lhe havia sido indicada, por achá-la muito afastada da terra e da proteção das bases navais e aéreas brasileiras e estrangeiras. Por esta insubordinação, sofreu inquérito e foi punido e, enquanto durasse a guerra, ficou proibido de assumir o comando ou imediatice de qualquer navio mercante de longo curso ou em navios de cabotagem. Neste afundamento, perdemos sete dos 72 que compunham a guarnição desta embarcação.

 

            No dia 18 de Maio, às 18h50min, o Navio “Comandante Lira” enquanto navegava do Porto do Recife, com destino a New Orleans, ao largo da Ilha de Fernando de Noronha, foi atingido por um torpedo que partiu do submarino italiano “Barbarigo”, que também o acertou com tiros de canhão, além de incendiá-lo. O comandante de longo curso Severino Sotero de Oliveira, agiu com cautela e desprendimento, só ordenando o abandono da embarcação quando este já se encontrava em chamas. Sua atitude não foi compreendida pelas autoridades pois, graças à pronta intervenção de unidades aeronavais norte americanas, pôde ser salvo e rebocado até o Proto de Fortaleza.

            Posteriormente, estudando-se melhor as condições da ordem de abandonar navio, dada pelo comandante Sotero, as mesmas autoridades que o haviam punido, anularam a punição. Na ocasião, o Navio “Comandante Lira” navegava com uma tripulação de 48 homens, um sargento e três marinheiros que guarneciam o canhão de bordo.

Artigo enviado pelo Pesquisador Rigoberto Souza Júnior.

Apelo Popular

 

Recife: 475 de História – Permita-me Apresentar Minha Cidade.

Permita-me apresentar a minha cidade, Recife. Cidade que vive o presente, mas permanece com os pés no passado. Andar em suas ruas é contemplar o ar provinciano do final do século XIX e início do XX. Nesta cidade, onde o pioneirismo faz parte da cultura popular e do sangue nordestino que corre na veia dos bravos recifenses. Somos a cidade das revoluções, somos berço dos revoltosos de 1817, somos herdeiros do sangue derramado da República de 1824 e de todas as revoltas e revoluções do século passado. Somos bravos e guerreiros, que com olhos orgulhosos, lembram monumentos que permearam a paisagem de nossa cidade e que já não existem mais, a Igreja do Corpo Santo, Portal de Santo Antônio e tantos outros, derrubados por filhos ingratos que não entenderam que a beleza de nossa cidade é a preservação de sua história.

Assim como participamos com grandes efetivos reunidos na atual Praça do Arsenal, na década de 70 do século XIX, para lutamos bravamente na Guerra do Paraguai, também exercermos um papel importante durante a Segunda Guerra, pois éramos o centro das operações do Atlântico Norte. Aqui chegavam os náufragos dos afundamentos dos navios atacados pelos submarinos nazistas. Provemos quebra-quebra, indignados com os teutônicos e italianos, abrigamos aliados e eles construíram Hospitais, Centro de Comunicações, Aeroportos e influenciaram a nossa cultura profundamente. Como não poderia deixar de ser, mais uma vez, seus filhos não fugiram à luta. Fizemos parte da Força Expedicionária que lutou nos campos da Itália e choramos por 12 bravos pernambucanos que perderam sua vida no conflito.

Hoje Recife completa 475 anos e ainda somos referência em muitos aspectos, mesmo com problemas crônicos, típico dos grandes centros urbanos, despontamos na área de Tecnologia, área Médica e de serviços. Continuamos fortes e determinados.

Vamos caminhar de forma lenta e organizada para o futuro, mas sem deixar de honrar e preservar nosso passado que é rico e construído com suor e sangue de um povo guerreiro.

* Fotos Gentilmente cedidas por email pelo Dr. Mário Messias.

Atual Conde da Boa Vista

Local onde foi construída a atual Av. Dantas Barreto, ruas, casas e igreja foram destruídas

Teatro Santa Isabel. Com um trem se aproximando do lado direito

Avenida Guararapes na Década de 40.

Embarque da Força Expedicionária Brasileira

Artigo enviado pelo pesquisador Rigoberto Souza Júnior.

O embarque da FEB se processou da seguinte maneira:1º Escalão, embarcado no Porto do Rio de Janeiro em 02/07/1944 e desembarcado em Nápoles, no dia 16/07/1944, com um efetivo de 5.075 homens, inclusive 304 oficiais; 2º e 3º escalões, embarcados em 22/09/1944, com um efetivo de 10.375 homens, inclusive 686 oficiais; 4º escalão, embarcado em 23/11/1944, com um efetivo de 4.691 homens, inclusive 285 oficiais e 5º e último escalão, embarcado em 08/02/1945 e desembarcado em 22/02/1945, com um efetivo de 5.082 homens, inclusive 247 oficiais.

            Foram ainda transportados por via aérea, 44 médicos e 67 enfermeiras, totalizando 25.334 participantes da Campanha da Itália.

            Considerando a possibilidade de ataques por submarinos alemães, a travessia do Atlântico e do Mediterrâneo, foi cercada de um rigoroso dispositivo de segurança, do qual participou também , a valorosa Marinha brasileira.

            O transporte foi feito pelos navios americanos “General Mann” e “General Meigs”, comboiados por destróiers da nossa Marinha e navios de combate americanas até o Estreito de Gilbraltar. Essa medidas de segurança foram completadas com as bombas de profundidade dos nossos destróiers, com o próprio armamento dos transportes de guerra e o contínuo funcionamento do radar e dos aviões existentes nos cruzadores americanos da escolta. Apesar de todo este aparato de segurança, eram diários os exercícios de alarme para abandono de navio e obrigatório o uso permanente de coletes salva-vidas, as regras de segurança impuseram também, o escurecimento

 do navio durante a noite.

            A partir do Estreito de Gibraltar, a escolta foi feita somente por navios americanos e ingleses, dispondo inclusive, de permanente cobertura aérea.

            A entrada do “General Mann” no mediterrâneo, se revestiu de grande solenidade, tendo o Comandante do navio, o Capitão Paul Maguire, dirigiu à FEB, uma entusiástica saudação, ao qual extraiu-se este trecho: “ Brasileiros! Sois a primeira força sul americana que deixou seu continente para combater em ultramar, com destino ao Teatro de Guerra Europeu, constituindo um novo Exército de homens livres que se vem a juntar a tantos outros na luta pela liberdade dos povos oprimidos. Quem poderá avaliar da suprema importância que podereis representar nos campos de batalha? Não a primeira vez na História, que a adição de alguns homens, em determinado setor de luta, fizesse pender definitivamente para eles o fiel da balança e os louros da vitória”.

            Em resposta assim se expressou o General mascarenhas de Morais: – “Senhor Comandante! Conduzistes as primeiras tropas terrestres sul americanas através do Atlântico; ides fazê-las penetrar no Mediterrâneo e depois entregá-las ao Teatro de Guerra no Sul da Europa. A minha Pátria está vivendo assim, o ciclo da grande e gloriosa Pátria de Washington. Colonizados e vitalizados pela civilização europeia, somos as Nações do Hemisfério Ocidental mais identificadas na defesa do patrimônio da Humanidade em terras americanas e, em muito em breve, nos campos de batalha da Europa. E esta identidade de destino de dois povos unidos por tão alevantada aliança, traduz-se no entrelaçamento de nossa bandeiras no Mediterrâneo, no próprio berço da civilização cristã, que hoje engrandece os Estados Unidos e o Brasil. Unidos na América e sobre as águas do Atlântico, seremos na Europa também irmãos do mesmo ideal”.

            A primeira missão da Marinha Brasileira chegara ao fim comboiando o 1º Escalão até o Estreito de Gibraltar. Nesta ocasião o General Mascarenhas de Morais transmitiu a seguinte mensagem telegráfica ao Capitão de Mar e Guerra Antônio Alves de Câmara Júnior, Comandante da Frota brasileira: “ – Em nome dos brasileiros que partem para a linha de frente, a fim de continuar o glorioso trabalho de nossa Marinha na defesa de nossa soberania, apresento minhas despedidas: gratíssimo pela vossa proteção contra os submarinos”.

            Em seguida, recebeu o General Mascarenhas de Morais a seguinte resposta: “Os representantes da Marinha do Brasil tiveram a grande honra em comboiar vossa Forças e fazem votos de todo o sucesso para maior glória das Armas brasileiras.”

            Em todos os escalões, estabeleceu-se as mesmas medidas de segurança durante a viagem

marítima.

O Transporte

A Incrível História dos Homens-Torpedo italianos – Parte II

A Incrível História dos Homens-Torpedo italianos – Parte I

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Certa madrugada, com a sentinela espanhola dormindo um sono pesado de conhaque, fêz-se a abertura de uma porta no casco do navio, abrindo para o compartimento da proa, abaixo da linha d’água normal. A porta abria para dentro—e fechava tão bem que só mesmo um mergulhador poderia dar por ela. Quando o navio voltou à nivelação normal, o compartimento da proa alagou, mas o porão ficou seco.
O plano era pendurar torpedos-humanos em polias no compartimento da proa. Nas noites de ataque, poderiam ser lançados à água, passando pela porta feita no casco.
Inicialmente, porém, os torpedos tiveram de ser trazidos da Itália. Dêsse modo, os italianos disseram aos espanhóis :
—Temos de reparar as máquinas do navio para nos prepararmos para a vitória.
Se os espanhóis se houvessem mostrado curiosos sobre os caixotes de «tubos para caldeira» que chegaram em caminhão da Itália, teriam descoberto em cada um deles um torpedo-humano de 6,70 m de comprimento.
Diversos ataques foram lançados do Olterra. O primeiro, na noite de 7 de dezembro de 1942, custou a vida a Visintini e seu companheiro. Todas as noites a Marinha Inglesa fazia disseminar, a pequenos intervalos de tempo, cargas explosivas nas águas do porto. Uma dessas cargas matou os dois torpedeiros. Seus corpos foram encontrados duas semanas depois dentro do porto de Gibraltar. Mas o segredo do Olterra continuou inviolado.
Só em maio de 1943 os italianos conseguiram trazer «maquinaria» suficiente para que o Olterra reiniciasse seus ataques. Desta vez abandonaram a esperança de penetrar no porto de Gibraltar, passando a escolher como objetivo navios ancorados ao largo. Na noite de 7 de maio três torpedos-humanos, partindo do Olterra, efetuaram um novo ataque e regressaram sem baixas. Dois cargueiros aliados foram pesadamente danificados, um terceiro perdeu-se inteiramente.
Outro ataque vindo do Olterra teve lugar a 3 de agosto de 1943, dirigido pelo comandante Ernesto Notari. Sob o objetivo—o navio norte-americano Harrison Grey Otis, tipo Liberty, de 7.000 toneladas—Notari encontrou um novo dispositivo de defesa, arame farpado pendente na escuridão. Seu auxiliar era o sub-oficial Giannoli, um substituto de última hora. Relativamente bisonho, Giannoli deixou escapar o cabo que deveria ser passado de um para outro dos frisos laterais e a cabeça do torpedo teve de ser diretamente pinçada à quilha. Enquanto isso se fazia, o torpedo começou a subir. Notari abriu demais as válvulas de emersão e o torpedo mergulhou sem controle. Com os pulmões estourando, a cabeça rébentando, Notan lutava com os controles, enquanto a agulha do indicador de profundidade ia passando do limite de 34 metros—três vezes a profundidade normal de treinamento.
Tão rápido como mergulhara, o torpedo disparou para a superfície. Notari pensou espatifar a cabeça de encontro ao fundo do navio ou estraçalhar a roupa de borracha nos arames farpados, mas, com um forte ruído peculiar, o torpedo rompeu a água e se encontrava a um metro de distância do navio.
Semi-inconsciente, incapaz de pensar ou de agir, Notari permaneceu tombado sobre os botões de controle, aguardando gritos ou tiros. Nada aconteceu. Lentamente, readquiriu a capacidade de raciocínio. O motor só funcionava à velocidade máxima, e, a essa velocidade, mergulhar era impossível.
Optou pela única possibilidade de salvação que lhe restava—a retirada a toda velocidade pela superfície, numa extensão de cerca de quatro milhas, esperando que a qualquer momento a viva fosforescência da água em sua esteira pusesse um barco-patrulha no seu encalço.
Então aconteceu um milagre. Um cardume de golfinhos fez-lhe companhia até Algeciras, brincando e proporcionando-lhe assim um perfeito disfarce para a sua esteira e um regresso seguro ao Olterra.
Nesse ínterim, Giannoli, arrancado de seu assento no torpedo pela velocidade do mergulho, mantinha-se à tona, do outro lado do navio, pensando que Notari se tivesse afogado. Nadou para a popa, desvencilhou-se do equipamento respiratório e do invólucro de borracha e, durante duas horas, deixou-se ficar agarrado ao leme, gelando na água por dentro do macacão de lã.
Quando, pelos seus cálculos, seus companheiros já deviam estar de volta ao Olterra e, portanto, se aproximava o momento da explosão da ogiva de combate que ele próprio havia fixado, nadou ao longo do navio e gritou por socorro.
Foi içado para bordo. A notícia de sua captura foi imediatamente radiografada para o Comando Naval, que, sem perda de tempo, enviou uma lancha-patrulha, com um tripulante mergulhador, ao Harrison Grey Otis, para recolher o prisioneiro e examinar o navio. A lancha foi atada junto ao costado.
Já Giannoli tinha sido levado para a lancha e o suboficial Bell, o mergulhador, estava metendo o pé na água, quando a carga de 230 quilos explodiu do outro lado do navio.
A explosão abriu um enorme rombo na casa das máquinas. Um estilhaço, atravessando toda a largura do navio, matou o marinheiro que guardava Giannoli junto à roda do leme.
Minutos depois dessa explosão, a ogiva de combate do aspirante Cella partia em dois o navio-tanque norueguês Thorshovdi, espalhando pela baía grandes manchas de óleo grosso. A terceira bomba avariou seriamente o Stanridge, navio inglês de 6 mil toneladas. Os três navios afundaram em água rasa.’
Com exceção de Giannoli, todos os italianos regressaram sãos e salvos ao Olterra, partindo no dia seguinte para a Itália.
Os GRUPOS de assalto italianos não limitaram suas atividades à área de Gibraltar. Em 1941, três torpedos-humanos italianos penetraram no porto de Alexandria e, graças à ação dos seis homens que os tripulavam, alterou-se do dia para a noite o equilíbrio do poder naval no Mediterrâneo oriental, ficando os Aliados em inferioridade.
Às três horas da madrugada do dia 19 de dezembro, dois italianos—o Tenente de La Penne e o suboficial Bianchi—foram vistos nadando ao longo do navio de combate Valiant, que se encontrava no porto, juntamente com seu companheiro de classe, o Queen Elizabeth. Os dois homens foram içados para bordo, mas nenhum deles respondeu às perguntas que lhes foram feitas. O Comandante Morgan (mais tarde Vice-Almirante Sir Charles Morgan) ordenou sua detenção no porão do navio, no ponto em que imaginava que houvessem colocado uma ogiva de combate. Por espaço de duas horas e meia os italianos permaneceram calados.
Às 5 e 45, o Tenente de La Penne pediu para falar ao comandante. Disse:
—Quero preveni-lo de que seu navio vai sofrer uma explosão em poucos minutos.
Não quis dizer mais nada. O comandante Morgan deu ordens para que a tripulação subisse ao convés e mandou fechar as portas de vedamento d’água. Às 6 horas e 4 minutos uma forte explosão pôs o Valiant fora de ação. Não houve baixas a lamentar.
Quase simultaneamente a casa das máquinas do Queen Elizabeíh foi avariada e inundada por outra explosão de igual violência. Um navio-tanque ancorado perto perdeu a popa e as hélices.
Em 1944, depois do armistício italiano, o Tenente de La Penne ingressou nas unidades de assalto dos Aliados e tomou parte, com distinção e nobreza, num ataque combinado anglo-italiano aos navios do porto de Spezia, sob domínio alemão. Um cruzador e um submarino foram afundados. O Almirante Morgan pretendeu obter para o Tenente de La Penne uma condecoração britânica, mas a Itália estava ainda em guerra com a Inglaterra e a condecoração foi recusada.
EM MARÇO de 1945 o Príncipe Regente da Itália foi a Taranto inspecionar as unidades navais italianas que serviam junto aos Aliados, e distribuiu condecorações. O Tenente de La Penne adiantou-se para receber a medalha de ouro concedida por sua bravura no ataque ao Valiant. O Príncipe Umberto voltou-se para o Almirante Morgan:
—Venha aqui, Morgan, disse. Isto lhe compete.
O Almirante Morgan tomou a medalha e colocou-a no peito do homem que três anos antes pusera fora de ação o navio sob seu comando.

Batalha Naval – O momento do Ataque

 Potências lutaram pelo domínio dos mares durante a Segunda Guerra e diferentemente dos combates em terra, no caso, muitos vencedores dos combates socorriam os derrotados, ou em outros casos, deixava-os a sorte de uma morte certa em alto mar. Segue alguns exemplos desses últimos momentos

Pinturas de Embarcações Soviéticas

Lindos quadros pintados por diversos artistas soviéticos que retratam a Marinha Soviética:

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