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Mulheres e Crianças Primeiro? Na Segunda Guerra Nem pensar!

Enganou-se quem acreditava que a máxima “mulheres e crianças primeiro…” seria levado à cabo durante a Segunda Guerra Mundial como ordem de  salvação para a morte certa. Não demorou muito para que essa frase nada significasse para o conflito. Pelo contrário, as mulheres e crianças estiveram sim envolvidas diretamente no conflito, seja como um combatente regular, partisans  ou no mínimo uma vitima da guerra que atingiu a todos os habitante da Europa. Não por acaso, essa retórica ainda não é válida até hoje. Nos conflitos pós-Segunda Guerra a mulheres e crianças sempre encabeçavam as listas nos mesmos moldes já descritos.

O que podemos tirar como lição? Não aprendemos como nossos erros. Aqueles que devemos proteger são primeiros a padecer quando a insanidade é generalizada.

Ficam os registros fotográficos dos exemplos do passado, sejam eles bons ou ruins:

Dia Internacional da Mulher: Especial Mulheres na Segunda Guerra

Um especial com todos os posts e publicações da participação do sexo feminino na Segunda Guerra Mundial.

As mulheres lutaram, sofreram, foram perseguidas, mortas, mas foram guerreiras e, acreditem, foram decisivas para o resultado da guerra.

Série: As Maiores Snipes da Segunda Guerra

Mulheres na Seguda Guerra – O fim do Sexo Frágil – Parte I

Mulheres na Seguda Guerra – O Fim do Sexo Frágil – Parte II

Após A Libertação – A Vingança

Lebensborn – A Fábrica de Crianças Arianas do III Reich

O Turismo Militar Durante a Segunda Guerra: Integração Cultural

Antes mesmo de falar em globalização a Segunda Guerra proporcionou uma integração cultural inimaginável. Houve um deslocamento forçado de milhões de soldados de diversos países que enfrentam o flagelo da guerra ou que participaram diretamente do conflito, tais como o Brasil e Estados Unidos. Nesse aspecto, cidades italianas, francesas, belgas, polonesas, tchecas, holandesas e tantas outras que foram ocupadas pelos alemães e, posteriormente, libertadas pelos Aliados, tiveram a chance de respirar economicamente oferecendo serviços e depois faturando com o turismo de guerra. Exemplo desse tipo de atividade econômica eram os “Passes Livres”, que eram oferecidos aos soldados para um breve descanso em cidades como Paris e Veneza. Outro aspecto importante foi o envolvimento entre os militares e as mulheres dos países locais, fenômeno também verificado por ocasião da ocupação alemã. Não foram poucos os casos de italianas que deixaram seu país para se casarem no Brasil. Na França há casos de americanos que não retornaram mais para a América. Já a relação entre as forças de ocupação e os homens locais nem sempre eram amistosas, na verdade, entre as diversas tropas de países diferentes sempre houve brigas e quebra-quebra. Essa integração, inimaginável antes da guerra, tornou a Segunda Guerra um dos primeiros eventos da História a permitir a integração de culturas.

Dia Internacional da Mulher – MARIA QUITÉRIA

 

Hoje, Dia Internacional da Mulher, presto a minha homenagem à mulher brasileira. De todas as mulheres do mundo, vocês certamente são as mais bonitas, inteligentes, sensíveis, amigas e companheiras. 
E para marcar a data, nada melhor do que recordar uma heroína da nossa história, esquecida como todos os nossos verdadeiros heróis nacionais. Vejam que mulher maravilhosa!

Sérgio Pinto Monteiro – 2º Ten R/2 Art
Presidente do CNOR

MARIA QUITÉRIA

Maria Quitéria de Jesus Medeiros nasceu no ano de 1792 em São José de Itapororocas, atual Feira de Santana, na antiga Província da Bahia, e ficou conhecida como a mulher-soldado por seus feitos de bravura na campanha da independência do Brasil.
Filha de Gonçalo Alves de Almeida e Quitéria Maria de Jesus, Maria Quitéria levava a vida como todas as mulheres da época e estava noiva quando, em 1821 e 1822, a Bahia se rebelava contra o domínio português. Embora sem uma educação formal, uma vez que à época as escolas eram poucas e restritas aos grandes centros urbanos, Maria Quitéria aprendera a montar, a caçar e a usar armas de fogo.
Em janeiro de 1822 transferiram-se para Salvador as tropas portuguesas, sob o comando do Governador das Armas Inácio Luís Madeira de Melo, registrando-se em fevereiro o martírio de Soror Joana Angélica, no Convento da Lapa, naquela Capital.
Em 25 de junho, a Câmara Municipal da Vila de Cachoeira aclamou o príncipe-regente D. Pedro como “Regente Perpétuo” do Brasil. Por essa razão, em julho, uma canhoneira portuguesa, fundeada na barra do rio Paraguaçu, alvejou Cachoeira, reduto dos baianos que clamavam pela Independência. A 6 de setembro, instalou-se na vila o Conselho Interino do Governo da Província, que defendia o movimento pró-independência da Bahia, enviando emissários a toda a Província em busca de adesões, recursos e voluntários para formação de um “Exército Libertador”.
Envolvida no ideal de liberdade que movia seus conterrâneos e atendendo aos pedidos da Junta Conciliadora de Defesa que convocou os habitantes da região para combater os portugueses, Maria Quitéria tomou a decisão de abandonar sua família. Depois de fugir de casa, e tendo em vista que mulheres não eram aceitas em diversas atividades, inclusive nas juntas militares, teve a idéia de se vestir de homem com um uniforme emprestado do cunhado. Assim, pôde juntar-se inicialmente ao Corpo de Artilharia e, posteriormente, ao de Caçadores, com o nome de guerra de soldado Medeiros. Seguiu, então, para onde o Major José Antonio da Silva Castro (avô do poeta Castro Alves) organizava o Batalhão dos Periquitos – assim pejorativamente chamado em razão da pouco usual cor verde do uniforme e em referência à ave típica do país. Em 29 de outubro de 1822, lutou pela defesa da Ilha de Maré, e depois se dirigiu a Itapoã. Ainda em combate, Maria Quitéria teve a sua verdadeira identidade revelada. No entanto, obteve também reconhecimento: o General Pedro Labatut, enviado por D. Pedro I para o comando geral da resistência, conferiu-lhe as honras de 1º Cadete e o Conselho Interino forneceu-lhe dois saiotes no modelo escocês, que foram sobrepostos ao seu uniforme, com capacete e penacho, para diferenciá-la dos demais militares, bem como uma espada e acessórios. Finalmente, ela não mais precisava mais se fazer passar por homem.
No fim do ano de 1822, Maria Quitéria, foi admitida ao Batalhão dos Voluntários de D. Pedro I, tornando-se, desse modo, oficialmente, a primeira mulher a assentar praça numa unidade militar, em terras brasileiras.
Maria Quitéria lutou também pela defesa da foz do Paraguaçu: o seu entusiasmo contaminou outras mulheres. Centenas delas seguiram o seu exemplo e passaram a integrar a Companhia Feminina, criada pelo Exército e comandada por ela. Em Foz do Paraguaçu, Maria Quitéria e suas companheiras, com água até o peito, conseguiram o feito heróico de, atacando uma nau portuguesa, impedir o desembarque de reforços às tropas inimigas.
Em fevereiro de 1823, participaria ainda com ímpeto da luta, atacando uma trincheira inimiga e capturando prisioneiros que levou para o acampamento da tropa.
Depois de violentos combates, quando os conflitos se já se aproximavam do centro de Salvador, os colonizadores portugueses organizaram a fuga. Na madrugada do dia dois de julho, Madeira de Melo, comandante português, embarcou 6 mil soldados, 4 mil marinheiros e 2 mil funcionários, em 84 navios e zarpou rumo a Portugal. No mesmo dia de 2 de julho de 1823, ao meio dia, as tropas brasileiras entraram em Salvador. À sua frente, a heroína Maria Quitéria. Estava selada a unidade nacional e o fim da opressão portuguesa.
Sua personalidade chamou a atenção da escritora inglesa Mary Graham : ”Maria de Jesus é analfabeta, mas muito viva. Tem inteligência clara e percepção aguda. Penso que se a educassem, ela se tornaria uma personalidade notável. Nada se observa de masculino nos seus modos. Antes, os possui gentis e amáveis” ((Journal of a Voyage to Brazil).
Em reconhecimento à sua bravura, Maria Quitéria foi recebida no dia 20 de agosto daquele ano pelo Imperador D Pedro I, que a condecorou, com o seguinte pronunciamento:
“Querendo conceder a D. Maria Quitéria de Jesus o distintivo que assinala os Serviços Militares que com denodo raro, entre as mais do seu sexo, prestara à Causa da Independência deste Império, na porfiosa restauração da Capital da Bahia, hei de permitir-lhe o uso da insígnia de Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro.”
Além de receber a comenda, ela foi promovida a Alferes de Linha (hoje Tenente). Consolidada a independência do Brasil, Maria Quitéria retomou sua vida particular e casou-se com Gabriel Pereira, com quem teve uma filha, Luísa.
Morreu aos 61 anos de idade, viúva e sem bens, praticamente esquecida pela história, como quase todos os verdadeiros heróis brasileiros Os seus restos mortais estão sepultados na Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento e Sant’Ana, no bairro de Nazaré, em Salvador.
No ano do centenário de sua morte – 21 de agosto de 1953 – o então Ministro da Guerra determinou que em todos os estabelecimentos, repartições e unidades do Exército fosse inaugurado o retrato da insigne patriota. Já em 28 de junho de 1996, Maria Quitéria de Jesus Medeiros, por decreto do Presidente da República, passou a ser reconhecida como o Patrono do Quadro Complementar de Oficiais do Exército Brasileiro.
O famoso bairro de Ipanema, no Rio de Janeiro, tem uma rua que, anteriormente intitulada Otávio Silva, teve seu nome alterado para Maria Quitéria em 1922, em memória dos feitos da heroína da independência.

Maria Quitéria

 

As Mulheres do Exército Vermelho.

Evidentemente não é possível desprezar a força combativa de mulheres soviética frente a Grande Guerra Patriótica. O valor das mulheres dessa nação, em todas as áreas de atuação das forças soviéticas, desde o soldado de infantaria até a marinha de guerra soviética há a presença contundente da mulher soviética.