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Rússia, 1941. Uma Guerra Sem Louros – Parte XXIII

 É pessoal, chegamos ao fim desta série traduzida pelo linguista ARaquenet, publicado inicialmente na WebKits e gentilmente cedido para o BLOG Chico Miranda. Portanto apreciem a última publicação da fidelidade dos fatos no Front Russo.

Parte 23

Uma forte desintegração ética era o resultado das atrocidades as quais causavam um impacto negativo sobre o componente moral do poder de luta no front leste. Ideais, mesmo aqueles voltados para os fins ideológicos do Nacional Socialismo estavam comprometidos. O exército cristão que invadiu a Rússia estava se comportando da mesma maneira que os Cavaleiros Teutônicos do século XIII, retratados no filme Alexander Nevsky do diretor Einsenstein. Este causou uma forte impressão nas platéias dos cinemas de uma nação soviética ameaçada e oprimida. Paradoxalmente, tal comportamento diluía o poder de luta uma vez que a brutalidade apoiada oficialmente pelo Estado promovia o questionamento sobre a natureza fundamental e solidária do ser humano que, por sua vez, levava ao questionamento sobre os motivos. E isto tudo afetava a força de vontade. Ao mesmo tempo, o componente moral do inimigo ficava fortalecido. Tais indignações aumentavam massivamente a resolução em resistir. E o soldado alemão começou a perceber que, com a falta de um sucesso garantido, pela primeira vez nesta guerra sua própria sobrevivência estava em jogo. Ao mesmo tempo, o soldado russo sabia que ele não tinha outro recurso a não ser lutar até o fim. Era um beco sem saída.

O Unteroffizier Harald Dommerotsky, servindo em uma unidade da Luftwaffe perto de Toropez, era uma testemunha das “execuções quase que diárias de partisans por enforcamento pelos serviços de segurança da SS.” Enormes multidões – predominante russas – se juntavam. Ele comentou: “Pode ser uma característica humana esta predileção de sempre estar presente quando um de nós é apagado.” Ele continua ao afirmar que não fazia diferença “se fosse inimigo ou algum deles.” Enforcamentos públicos em Zhitmonir na maioria das vezes acabavam em aplausos quando os caminhões aceleravam e deixavam as vítimas pateticamente penduradas no meio da praça central. Uma testemunha descreveu como mulheres ucranianas, com roupas típicas, seguravam suas crianças acima das cabeças para que pudessem ver enquanto que espectadores da Wehrmacht berravam ‘devagar, devagar!” de modo que pudessem tirar as melhores fotos.

Em Toropez uma enorme forca foi construída. Caminhões se aproximavam, cada um com quatro partisans em pé na parte de trás. Os laços eram colocados em volta dos seus pescoços e os caminhões arrancavam. Dommerotsky se lembra de uma ocasião em que apenas três dos quatro corpos ficaram balançando na ponta das cordas. Uma vítima estava esparramado no chão devido à corda arrebentada. “Isso não faz diferença” comentou um sargento da Luftwaffe enquanto que a vítima foi recolocada no caminhão e empurrada de novo. A mesma coisa aconteceu. Insistentes, seus carrascos repetiram o processo macabro e mesmo assim a vítima caiu no chão, ainda viva.

“Meu amigo, ao meu lado, comentou: ‘É julgamento de Deus’. Eu também não conseguia entender e apenas respondi: ‘Agora eles provavelmente vão deixá-lo ir’.”

Eles não deixaram. Na quarta vez o caminhão acelerou e a corda se manteve esticada em volta do pescoço da vítima. Ele mexia as pernas enquanto que a fumaça do escapamento se dispersava. “Não houve nenhuma lamentação nem lamúria” lembrou-se Dommerotsky. “Estava um silêncio sinistro.”

Essa que era a Kein Blumenkrieg – uma guerra sem louros (O que o autor expressa aqui é o fato de que nos primeiros conflitos da Segunda Guerra Mundial, as vitórias alemãs – Polônia e França – eram comemoradas com o desfile da tropa vitoriosa com o consequente arremessar de flores e louros pela multidão simbolizando as conquistas – N. do T.).

F I M

O Papa Pio XII e o Regime Nazista!

Engraçado como a História se repete de forma quase subliminar. O mundo inteiro acompanhou a eleição do Cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, agora Papa Francisco (particularmente uma excelente escolha). Logo que iniciou o seu papado, o Bispo de Roma passou a receber criticas sobre sua conivência em relação ao regime militar que governou a Argentina de 1966 até 1983. Como líder da congregação jesuíta, o então padre Bergoglio não fez oposição à repressão militar que se acentuava naquele período.

Essa não é a primeira vez na história que um Papa é criticado por sua atuação perante um regime totalitário. Claro, em aspectos e circunstâncias diferentes, mas que no final das contas, objetivam analisar a posição de um dos símbolos de referência moral do cristianismo, o Papa.

Pio XII foi nomeado para seu pontificado em abril de 1939. O então secretário do Vaticano, o Cardeal Pacelli, nome do futuro Papa Pio XII, era um diplomata e negociador. Durante o período da guerra e após o conflito foi duramente criticado por sua postura em relação ao Nacional Socialismo, quando passou a ser taxado de o “Papa de Hitler”. Pacelli não é acusado apenas de omissão, mas de se envolver diretamente com os objetivos alemães na Europa, já que ele declarava que o comunismo ateísta era inimigo da igreja, portanto o nazismo Alemão, que inicialmente era inimigo declarado das terras de Stálin, surgiu possível aliada da Santa Sé. Uma dessas acusações feitas contra o Papa fora a deportação de judeus para campos de concentração na Eslováquia, que era governado por um Padre Católico. Em 1943 judeus italianos foram também deportados na “janela do papa”, sem que este proferisse qualquer defesa, mesmo com o incentivo do embaixador alemão.  Essas são apenas algumas de tantas outras acusações que foram feitas ao Papa Pio XII, por alguns pesquisadores, entre eles o católico John Cornwell.

Mas é necessário critério na composição de uma visão distorcida do Papa Pio XII. Nenhum registro consolidar a existência de qualquer apoio do Bispo de Roma com Hitler, pelo contrário, sempre houve oposição velada ao regime. Por que velada? As declarações do Papa tinham um grande peso e, por isso, podiam surgir represarias contra católicos nos territórios ocupados. Chegou um momento da guerra que o próprio Pio XII se tornou refém de Hitler. Trava-se de um Chefe de Estado sem um Exército, como a máxima do ateu Stálin: “O Papa? Quantas Divisões ele comanda?”.

O mundo passava por uma crise de valores e tudo era relativo, inclusive a fé!  Neste período o que realmente importava era o poder bélico. Portanto, por mais atributos morais que revestem a figura de um Papa, nada é válido perante o poder e ganância das conquistas das nações.

Assim como o Papa Francisco, Pio XXI deve ser julgado com parcimônia e através de uma justa análise histórica, sem qualquer predisposição em uma possível condenação.

Suástica – Um Símbolo que Representa Um Regime!

Não há outro símbolo que cause tanto medo e perplexidade ao longo do século XX. A suástica, simbologia máxima do nazismo alemão não é um invenção do nacional socialismo, pelo contrário, é um símbolo que foi usado por século em vários povos e nações, tais como celtas, chineses, malteses e povos islâmicos. Contudo foi na Alemanha que a suástica entrou para história como símbolo da crueldade do regime, portanto temido e odiado por gerações.

Nos anos anteriores a guerra a suástica era usada largamente mundo a fora, inclusive usado em aviões aliados durante a I Guerra Mundial e em muitos produtos consumidos no ocidente e no oriente  – fotos de exemplos de utilização da suástica,

Atualmente muitos grupos radicais e racistas adotam a suástica, mas não sabem a origem ou a mensagem que o símbolo representa

Registro Fotográfico da Guerra Civil Americana – Explicando algo Importante!

Um contexto que gosto de interpretar, tanto a Segunda Guerra, quanto outros eventos anteriores, é exatamente o senso comum em relação à segregação racial. Enquanto falamos do genocídio do regime nazista, o movimento em relação à separação de raças superiores e inferiores era algo anterior ao nacional socialismo, à bem da verdade, os judeus sofrem perseguição há séculos, os negros americanos, ainda nos dias atuais, resistem entrar em bairros “brancos” e em algumas cidades americanas. A Guerra Civil Americana é exemplo de um povo dividido pela ideologia de segregação racial.

Hitler não inventou nada de novo, o que ele fez foi executar em escala industrial o pensamento de boa parte do mundo daquele período histórico! E nesse momento ele deve ser condenado, não pela ideia, mas pelos meios empregados.

Vejamos a continuação do registro fotográfico da Guerra Civil Americana