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Bombardeio Sobre Tóquio: Triste e Esquecido – Parte II

PARTE 2

Em 1937, quando o Japão bombardeou “homens, mulheres e crianças indefesas” nas cidades chinesas, Franklin Roosevelt, presidente dos EUA, chamou tal ação como “cruel” e disse que “era repugnante aos corações de cada homem e mulher civilizados.” Em 1939, a Alemanha chocou o mundo ao bombardear Varsóvia. Então, em 1940, a Luftwaffe bombardeou Roterdã, Londres e Coventry. Roosevelt “de novo apelou que todos os lados evitassem o bombardeamento de civis e continuou ‘lembrando com orgulho que os Estados Unidos continuamente tem assumido a liderança no desejo de que tal prática inumana seja proibida’.” O Ministério de Relações Exteriores britânico condenou tais “métodos inumanos usados pela Alemanha em outros países” e declarou que “O Governo de Sua Majestade deixa bem claro que não faz parte de sua política bombardear alvos não-militares, independente de qual seja a política do Governo Alemão.”

Mesmo assim, quando os americanos e os ingleses entraram na guerra aérea de forma integral, eles provaram ter poucos escrúpulos sobre a matança de civis alemães e japoneses.

Em 8 de julho de 1940, o primeiro-ministro Winston Churchill escreveu: “Quando eu olho em volta e vejo como podemos ganhar essa guerra, eu percebo que há apenas um caminho seguro e esse é o ataque completamente devastador e exterminador feito por bombardeiros pesados desse país contra a pátria nazista.” Apesar disso, a habilidade de uma aeronave viajar centenas de milhas por hora e localizar com precisão algo pequeno como uma fábrica ou depósitos de munição se provou impossível. “Um relatório arrepiante de agosto de 1941 mostrou que apenas uma bomba em cinco caiu a uma distância de um raio de cinco milhas (8 km) do alvo em questão.” Então, se a Real Força Aérea (Royal Air Force – RAF) não podia bombardear os alvos que queria, eles iriam bombardear aqueles que podia.

C O N T I N U A

Traduzido Por A.Reguenet

Os Jovens Pilotos da RAF e o Destino da Inglaterra

No auge da Batalha da Inglaterra o primeiro ministro inglês Winston Churchill proferiu a seguinte frase, que entraria para a História: “Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos”. Ele se referia aos jovens pilotos da Royal Air Force (RAF), que tinha como missão principal naquela fase da guerra, a interceptação de bombardeiros alemães que aterrorizavam Londres dia e noite. O número de baixas entre os pilotos da RAF chegou a 90%, mas muitos jovens ingressaram em escolas de pilotos improvisadas em campos de aviação espalhados pelo interior da ilha, com o objetivo de defender sua terra que em 1940-41 se encontrava isolada no continente europeu.

O Marechal Herman Goring prometeu a Hitler uma vitória rápida e esmagadora em pouco tempo, por isso, Hitler iniciou a fase de preparação para a Operação Leão-Marinho, aguardando a superioridade aérea total sobre os céus ingleses. Göring subestimou completamente o poder de reação inglês que, com o mesmo entusiasmo que ouvia os discursos do seu primeiro ministro, lutavam para expulsar a Luftwaffe de seu território. A Invasão nunca fora executada, nunca saiu do planejamento, e o fanfarrão Göring começou a se distanciar do Fürher com suas promessas mirabolantes e irreais.

O mérito desses jovens marcou toda aquela geração. Esse feito seria utilizado pela RAF para atribuir o devido valor heroico que impediu que suas terras entrassem para a lista de conquistas nazistas. E o ímpeto combativo desses aviadores, que culminou com esse primeiro revés alemão, fez com que Hitler voltasse suas atenções para a Grande Mãe-Rússia, que era seu obscuro objetivo desde que assumiu o poder.

Fonte: http://webkits.infopop.cc/eve/forums/a/cfrm/f/379600941