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Posts Tagged ‘estudo histórico FEB’

68 anos se passaram…

Há 68 anos a Força Expedicionária Brasileira, entrava efetivamente na 2ª Guerra Mundial, quando o General Mark Clark, decidiu que a tropa brasileira, constituída por um Grupamento Tático, sob o Comando do General Zenóbio, ficasse subordinada ao 4º Corpo do V Exército Americano a partir do dia 13 de Setembro de 1944.

            Este Grupamento Tático foi batizado de Destacamento FEB, sendo assim constituído:

  • 6º Regimento de Infantaria
  • II/1º Regimento de Obuses Auto Rebocável (R.O.Au.R)
  • 1 Cia de Engenharia do 9º Batalhão de Engenharia
  • Pelotão da Cia de Transmissões
  • Cia de Evacuação e Pelotão de Tratamento do 1º Batalhão de Saúde
  • Pelotão da Companhia de Intendência
  • Pelotão de Polícia do Exército
  • Pelotão de Sepultamento

            Neste mesmo dia, ficou determinado que este destacamento se deslocasse para a Região de Ospedaleto(situada ao sul da cidade de Pisa), movimentação feita rapidamente, num percurso de 50 km a partir da cidade de Vada. E, ao final do dia recebeu a seguinte ordem do 4º Corpo:

–        Substituir os elementos do II/370º Regimento de Infantaria americano às 19 horas de 15 de Setembro de 1944

–        Substituir 0 434º Grupo de Artilharia Antiaérea americano às 19 do mesmo dia

–        Manter contato com o inimigo e sondar o dispositivo por meio de vigorosa ação de patrulhas

–        No caso do inimigo retirar-se, persegui-lo mediante ordem, e

–        Manter contato com a 1ª Divisão Blindada, situada à leste.

            Em consequência destas ordem o 6º regimento de Infantaria deslocou-se para Vecchiano e o II Grupo deslocou-se para Monte Bastioni, sendo que, nesta movimentação dois Batalhões do  6º RI fizeram o percurso motorizado, enquanto o III, com menos sorte o fez à pe.

            Por volta da meia noite do dia 15 para 16 de Setembro a tropa substituiu a tropa americana, que já não mantinha contato com o inimigo. A zona de Operações do Destamento FEB, se iniciava no paralelo de Vecchiano e à frente, se limitava a oeste pelo Lago de Massaciucoli(onde constantemente, grupos de soldados alemães em pequena embarcações, hostilizavam a nossa tropa) e a leste pelo Rio Serchio, no sopé dos Apeninos.

            As patrulhas lançadas no decorrer desta noite, não encontraram o inimigo, apesar de ter atingido a transversal via Bertini – Ponte Vignole, o que mostrou o pleno conhecimento da situação pelo general Mark Clark, que em seu discurso à nossa tropa, falou que os alemães não eram super-homens, tanto que já estavam aos poucos sendo batidos de suas posições, mas que seria mais salutar à nossa tropa experimentar aos poucos os combates, pois era uma tropa inexperiente.

            O Regimento Ipiranga avançou cautelosamente para o Norte com 2 Batalhões em primeiro escalão e, a inexperiência da tropa, a artilharia inimiga com seus morteiros, os campos minados e o terreno desconhecido, tornaram esta progressão bastante lenta e enervante para nossos soldados. Apesar de tudo, antes de escurecer, a Infantaria Brasileira apoderou-se da cidade de Massarosa. Neste mesmo dia, às 14:22 horas, a 1ª/II grupo de Artilharia lançou o primeiro projétil sobre o inimigo( o estojo desta projétil encontra-se no Museu de Exército).

            Nesta posição, a tropa brasileira foi informada por uma patrulha americana, que nas imediações havia uma incursão terrestre alemã, informação que foi repassada ao P.C., e para várias instalações, mas foram recebidas com displicência pelos Oficiais.

            O General Alemão Rommel, diz em suas memórias, que sua experiência adquirida durante a 1ª Guerra Mundial lhe ensinou duas coisas importantíssimas:

–        O primeiro ataque nunca é esperado por tropas inexperientes

–        Nunca repita o mesmo golpe, em um curto espaço de tempo sobre a mesma tropa.

            A Força Expedicionária Brasileira, soube superar todas as adversidades encontradas no Teatro de Operações da Itália e demonstrou que apesar de ser formada das classes mais simples de nossa sociedade, era muito valorosa, além de mostrar que o homem brasileiro tem muito brio.

            Este post é dedicado a todos os Pracinhas que lutaram na 2ª Guerra Mundial.

            “Conspira contra sua própria grandeza, o povo que não cultiva seus feitos heroicos”

Artigo enviado pelo Pesquisador Rigoberto Souza