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Especial: O Massacre de Katyn – Relatório da Wehrmacht (Exército Alemão) Parte I
O Historiador não deve, e não pode se deixar levar por influências pessoais quanto o objeto da pesquisa. Pelo menos é a síntese do pensamento teórico científico de historiadores como Carr, Legoff, Braudel e tantos outros nomes consagrados dessa ciência.
Na prática isso é um exercício árduo de profissionalismo para os historiadores. O que dizer de um judeu defendendo o revisionismo do holocausto? Sim existe! O que dizer de um Stalinista realizando uma pesquisa sobre Katyn? Todas as pesquisas que realizamos é imperativo uma orientação neutra dos acontecimentos, deixando de lado as tendências religiosas, filosóficas ou qualquer tipo de influência que possa ser determinante no resultado final da pesquisa.
E Katyn é uma delas. Por mais socialista, comunista ou adepto do stalinismo não podemos deixar levar em consideração um relatório publicado pela Alemanha Nazista em 1943 sobre o chamado “Massacre de Katyn”, onde toda a nata de oficiais do exército polonês foi executada em 1940 durante a ocupação da Polônia por forças soviéticas da NKVD, que posteriormente seria chamada de KGB. Nem que seja para refutá-lo e desacreditá-lo, contudo se não há argumentos consistentes para tal, é necessário que pesquisadores possam mudar a sua linha de pensamento.
A URSS e a Alemanha, ligados através de uma cláusula secreta de divisão do território polonês, por ocasião da assinatura do Pacto Molotov–Ribbentrop – Pacto de não agressão germano-soviética. Nesse tratado os dois países iriam invadir a Polônia e dividir seu território, além de determinar áreas de influências nos países vizinhos, basicamente foi à mesma política que a URSS utilizou quando negociou “os países comunistas” com os aliados ocidentais no pós-conflito.
Vamos publicar uma série que, do ponto de vista da pesquisa é muito interessante, mas cabe a cada pesquisador (seja ele historiador ou não), determinar a relevância de uma afirmação.
Boa pesquisa.
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Em 1943 as autoridades alemãs publicaram um relatório especial, sob o título: “A Declaração oficial sobre o assassinato em massa em Katyn, preparado e editado pelo Gabinete de Comunicação alemão com base em provas documentais, por ordem do Ministério do Exterior alemão.” [ Amthches material zum Massenmord van Katyn. Im Auftrage aea Auswartigen Amtes auf Grund urkundlichen Beweismaterials zusammengestellt, bearbeitet und von der Deutschen herauagegeben mjormationastelle” Berlim-1943.]
Este volume de 330 páginas começa com uma pequena secção introdutória intitulada “Esboço Geral”, seguido pela “prova documental”, dividido em cinco capítulos.
Esboço geral
O “Esquema Geral”, de seis páginas, dá um resumo do caso todo. As primeiras frases apresentam o crime de Katyn, em linhas gerais. Segue-se o desdobramento do evento em ordem cronológica, começando com a descoberta dos túmulos e a exumação de 4.143 corpos. O número total de vítimas polacas enterrados na Floresta de Katyn é estimado em 10.000-12.000. A essência da Declaração oficial soviética, emitido em resposta às revelações alemãs, é então dada, e a conclusão final é que o crime poderia ter sido cometido pelos bolcheviques. O terceiro parágrafo mostra o desenvolvimento das relações polaco-soviéticas e, finalmente, apresentam a atitude da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos em relação ao conflito polaco-soviético.
O número de oficiais de várias patentes:
02 – Generais
12 – Coronéis
50 – Tenente-coronéis
165 – Majors
440 – Capitães
542 – Tenentes
930 – Segundo Tenentes
02 – Pagadores
08 – Diretores
Identificados como oficiais 101
Identificado como “de uniforme” 1440
Oficiais médicos 146
Veterinários 10
capelães 01
221 civis
Apenas nomes identificados 21
50 não identificado

























