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Recife e Seus Estrangeiros na Segunda Guerra Mundial
Enquanto Natal recebia um contingente considerável de americanos, por ser uma impontante via aérea para os Aliados, Recife serviu de Base para 4ª Frota Naval, responsável pelas Operações Marítimas de defesa e escolta de comboios no Teatro de Operações do Atlântico Sul durante todo o decurso da guerra. O Governo de Agamenon Magalhães cedeu um edifício comercial, recém construído, para acomodar todo o QG da 4ª Frota Naval.
Os pernambucanos viram chegar a sua, ainda provinciana capital, centenas de estrangeiros que estavam em trânsito ou estacionados em Recife. Eles participavam da vida social e eram incetivados a desfrutarem da hospitalidade pernambucana. Restaurantes importantes a época, como o Restaurante Leite, recebia marinheiros prontos a se alegrarem e a gasteram seus doláres na companhia das pernambucanas. Essa quantidade de dinheiro estrangeiro circulando, causou um inflacionamento de vários produtos e serviços, como por exemplo, os preços dos aluguéis aumentaram consideravelmente, principalmente em pensões próximos ao Porto do Recife. Outra curiosidade é que os bares e prostíbulos locais, tinham dois cardápios, um em inglês e outro em português, alguns mais refinados e exigentes não mais aceitavam “locais” como clientes, atendiam apenas a estrangeiros e só recebiam em moedas estrangeiras.
A 4ª Frota permaneceu em atividade até 1946, quando foi desativada, e com isso, o comércio nos arredores do Porto do Recife entrou em declínio e por muitas décadas foi conhecido por ser o maior centro de prostituição do Estado, com alto índice de criminalidade. Na década de 90 foi reestruturada e recebeu incentivos para se transformar em um Polo de Tecnologia do país e receber várias empresas de tecnologia, formando o Porto Digital.
Os impactos sociais e econômicos da presença dos estrageiros ainda deve ser objeto de estudo, pois Recife deixou de ter a influência francesa, para ser uma cidade que respirava a cultura americana, passando a se despedir com um BYE!
Recife – Um Olhar Provinciano do Século XIX
Recife sempre foi uma cidade que se destacou no cenário brasileiro, seja pela sua cultura, seja pela sua economia. Por diversas épocas sempre estivemos na vanguarda das revoluções, das agitações políticas, dos avanços e também dos atrasos do nosso país. E apesar das intepéries da história, sempre tivemos um ar de cidade provinciana que mantivemos até o século passado, e que, infelizmente, os nossos governantes lutaram para caracterizar a cidade com o manto utópico da modernidade, e hoje, só podemos contemplar a vida das gerações passadas. Então, com esse objetivo, vamos mostrar abaixo fotos da cidade do Recife na segunda metade do século XIX, e refletirmos sobre as transformações de nossas cidades, já que Recife é apenas um exemplo, entre outras cidades brasileiras, da corrida por uma modernidade travestida de miséria e de desorganização social.
- Antigo Farol do Recife
Farol da Barra do Recife, inaugurado a primeiro de fevereiro de 1822, demolido com as obras de prolongamento do porto.
Casario do bairro do Recife visto da torre Malakoff. Vemos as ruas da Guia e do Observatório, que desemboca no cais do Apolo. Em primeiro plano o largo dos Voluntários da Pátria, atual praça Artur Oscar. Ao longe a ponte Provisória onde hoje está a ponte Buarque de Macedo que leva ao campo das Princesas, atual praça da República, e mais além, o cais da rua da Aurora e a Assembléia.










