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Recife Precisa de Respeito!

Sou recifense. Cresci e testemunhei as mudanças de minha cidade. Presenciei o quanto ela teima, quase que naturalmente, a se manter bela, mesmo com a insistência de alguns governantes em “modernizá-la”, ignorando seus contornos acolhedores. Recife é muito maior que as expressões culturais, ricas expressões, diga-se de passagem. Ela brilha não apenas no Carnaval. Ela brilha o ano inteiro. Cidade que tem em sua história a pluralidade de nomes, de Maurícia; dos mascates; dos arrecifes, são as provais irrefutáveis das transformações de nossa cidade. Apesar do tempo, nunca deixou de lado seu belo jeito de cidade elegante e acolhedora.

De certo, muitos irão pensar e refletir sobre seus problemas; de certo que eles existem. Mas qual o grande centro que não os tem?  O verdadeiro filho dessa Terra enxerga a cidade como se olhasse para a mulher amada, pois pensa que suas qualidades são o suficiente para fazê-lo esquecer de qualquer defeito. O coração sempre bate mais forte quando estamos olhando para ela.

Portanto, políticos e homens públicos, respeitem esta cidade!

Recife – Um Olhar Provinciano do Século XIX

 Recife sempre foi uma cidade que se destacou no cenário brasileiro,  seja pela sua cultura, seja pela sua economia. Por diversas épocas sempre estivemos na vanguarda das revoluções, das agitações políticas, dos avanços e também dos atrasos do nosso país. E apesar das intepéries da história, sempre tivemos um ar de cidade provinciana que mantivemos até o século passado, e que, infelizmente, os nossos governantes lutaram para caracterizar a cidade com o manto utópico da modernidade, e hoje, só podemos contemplar a vida das gerações passadas. Então, com esse objetivo, vamos mostrar abaixo fotos da cidade do Recife na segunda metade do século XIX, e refletirmos sobre as transformações de nossas cidades, já que Recife é apenas um exemplo, entre outras cidades brasileiras, da corrida por uma modernidade travestida de miséria e de desorganização social.

 Antigo Farol do Recife

Antigo Farol do Recife

 Farol da Barra do Recife, inaugurado a primeiro de fevereiro de 1822, demolido com as obras de prolongamento do porto.

A Mais Antiga Foto do Recife

A Mais Antiga Foto do Recife

A mais antiga foto conhecida do Recife.Tirada do alto do farol, vemos em primeiro plano parte do forte do Picão, à esquerda os veleiros fundeados e, à direita, a cidade.
 
Augusto Stahl c.1858

Augusto Stahl c.1858

 
Os arrecifes formam uma proteção natural ao porto da cidade do Recife.Na foto, tirada do alto do forte do Picão, vê-se navios fundeados no estuário,o cais da Lingueta, o prédio da Associação Comercial e, mais à direita, o arsenal da Marinha e a torre Malakoff.
Marc Ferrez 1875
Marc Ferrez 1875

Vista dos arrecifes e porto do Recife tirada do alto do farol da Barra. Em primeiro plano o forte do Picão, construído em 1614, chamado pelos holandeses de Castelo do Mar.Também denominado Farol da Lage e forte de S. Francisco da Barra. Demolido em 1910. Ao fundo veleiros fundeados no Mosqueiro, a torre de Malakoff, no arsenal da Marinha e a Lingueta.

Vista de uma parte da cidade do Pernambuco tirada do Recife.O cais do Trapiche,
a Lingueta e o prédio da Associação Comercial.

 Magnífica vista do casario do bairro do Recife. Vê-se o Hotel d’Europe, e o Grande Hotel de l’Univers, no cais do arsenal da Marinha.
 

Destaque para o estaleiro onde há um navio em construção e, ao fundo, a torre de Malakoff que servia de observatório e que é o único remanescente, hoje, do antigo arsenal.

Casario do bairro do Recife visto da torre Malakoff. Vemos as ruas da Guia e do Observatório, que desemboca no cais do Apolo. Em primeiro plano o largo dos Voluntários da Pátria, atual praça Artur Oscar. Ao longe a ponte Provisória onde hoje está a ponte Buarque de Macedo que leva  ao campo das Princesas, atual praça da República, e mais além, o cais da rua da Aurora e a Assembléia.

Antiga Ponte Sete de Setembro, atual Maurício de Nassau, o arco da Conceição, a Alfândega e a Igreja da Madre de Deus.

A rua da Cruz, uma das mais típicas do velho Recife, em 1870, rebatizada para rua do Bom Jesus. Ao fundo o chafariz da ‘Água da Encanação’, solenemente inaugurado em 1846.

Cais do Ramos ou do Colégio então rebatizado cais 22 de Novembro, vendo-se à esquerda o prédio e torre da igreja do Espírito Santo. Próximo a Ponte Velha do Recife.

GILBERTO FERREZ, foi viabilizada através da lei n° 7505, com
A edição, VELHAS FOTOGRAFIAS PERNAMBUCANAS, de