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Posts Tagged ‘ii guerra mundial’

O Primeiro Milhão a Gente Nunca Esquece!

Hoje o BLOG CHICO MIRANDA passa a fase adulta, se é que isso existe. Hoje ultrapassamos a marca de 1 milhão de acessos. Isso pode ser apenas um número, mas junto com esse milhão, estão 678 publicações, 12.426 fotos, 1469 Comentários de 588 pessoas diferentes.

Tenho certeza que esse BLOG tem sido um instrumento de reflexão, de estudo e até de descobertas para mim e para aqueles que acreditam na seriedade com que tento conduzir esse trabalho. Deixou de ser um espaço virtual para ser mais um filho, que alimento, de forma cuidadosa, para que seu crescimento seja baseado em verdades e fatos históricos, e esse pequeno e jovem “filho” está ficando mais velho, e tenho certeza que crescerá ainda mais, me recompensado com novos laços de amizade por esse país a fora.

E esse BLOG não seria possível, se não contasse com a ajuda de amigos sinceros que enviaram conteúdo, escreveram artigos, divulgaram, colocaram links em seus sites e espaços. Não irei citar nomes, pois a lista cresceu bastante desde de que ultrapassamos os 500 mil há apenas 04 meses atrás. A TODOS os amigos meus sinceros agradecimentos.

Para tentar recompensar aqueles que seguem esse espaço, irei começar a refazer o caminho inverso do BLOG, como se contasse a história dele, vamos, durante toda essa semana, disponibilizar os links das primeiras publicações até a mais recente. Contanto um pouco a história dos posts e curiosidades sobre os comentários e outros detalhes. Muita gente envia email perguntando sobre determinados assuntos que já foram publicados, então é um oportunidade de acompanhar tudo que esse BLOG já publicou.

A TODOS MAIS UMA VEZ, OBRIGADO!

Perseguição a Clubes de Futebol durante a II Guerra Mundial

Um dos primeiros assuntos que me despertou o interesse que não estava relacionado com ações militares

O dia em que o nazismo matou um craque*

Recife Era Assim…

Minha primeira publicação sobre minha cidade natal.

Fotografia de Guerra

Hitler era mesmo o vilão?

Esse foi o post mais polêmico. Quase cem comentários sobre o artigo e uma discussão acalorada sobre o tema. O Artigo tem por objetivo desconstruir a ideia de que todos as nações Aliadas estavam empenhadas com a liberdade dos povos. Ilusão, muitas apenas mudaram de ditadores, quando Hitler caiu com a Alemanha

Os Vilões eram apenas os Nazistas e Japoneses?

Com a mesma tônica, tentando argumentar que na Segunda Guerra Mundial não há mocinhos e bandidos, há morte e destruição, a mais desgraçada da condição humana.

Fotos & Versões do Dia D

Primeira abordagem sobre o Dia D. Não queria tratar o Dia D com aquela ladanhia exaustiva que encontramos em muitos relatos sobre o tema. Queria abordar com visões difentes, perspectivas

Morre um Herói – Major Richard Winters

Quando publiquei a morte do Major Winters recebi algumas dezenas de emails pedindo confirmação, mais detalhes, mais fotos ou seja, muitos pareciam não acreditar que um senhor de mais 90 anos poderia morrer assim, de uma hora para outra. Mas isso prova que o mito ficou! Tirando o esteriótipo do soldado americano invencível, encontramos um grande soldado, sofreu com sua tropa, lutou, sofreu traumas de guerra e entrou para história da Segunda Guerra.

 

Desastre em DIEPPE – O Dia D que fracassou!

DIEPPE, uma batalha que talvez ainda tenha muito a dizer sobre a condição e o desespero britânico naquele momento da guerra. Se tivesse obtido êxito, talvez estivesse exaltando seus idealizadores, mas como fracassou, seus nomes são esquecidos. Exaltamos os sucessos infelizmente(?)

Pelotão de Sepultamento – A Difícil Missão de Enterrar um Combatente

Não foram poucos os casos que os mortos nos ataques a Monte Castello e nas patrulhas subsequentes dos meses de dezembro e janeiro de 44 e 45 respectivamente, foram deixados no local onde caíram, sendo resgatados depois dos ataques de fevereiro de 45, alguns só puderam ser sepultados depois da guerra. Infelizmente essa tarefa árdua era uma atividade do Pelotão de Sepultamento, comandado pelo 1º Tenente Lafayette Vargas Moreira Brasiliano, estando ligado ao Serviço de Intendência da Divisão Brasileira. Esses soldados tiveram que enfrentar além da discriminação dentro da própria tropa, a dura missão de identificar e sepultar brasileiros com o respeito devido. Segue uma pequena explicação da obra do Joaquim Xavier da Silveira, A FEB por um Soldado.

 “O serviço de intendência tinha ainda entre as suas obrigações uma bem dura: sepultar os soldados mortos, serviço feito pelo Pelotão de Sepultamento. No começo a atividade foi difícil, mas aos pouco essa unidade foi conquistando respeito e admiração pela dedicação com que realizava a tarefa. Os primeiros mortos foram sepultados nos cemitérios de Tarquinia, Follorica e Vada. Quando a FEB foi lutar no Vale do Reno, instalou-se um cemitério em Pistóia, para onde  foram removidos os corpos enterrados em outros cemitérios, lá permanecendo até seu translado definitivo para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial, no Rio de Janeiro.

Assim que caía morto, o soldado brasileiro era transportado pelos companheiros para os postos de coleta. O pessoal do Pelotão de Sepultamento fazia a identificação, anotava os dados necessários e levava o corpo até a cova no cemitério militar. Cada soldado tinha pendurado em seu pescoço duas chapas metálicas de identificação. O pessoal do Pelotão destacava essas placas, colocando uma entre os dentes do combatente morto e a outra na cruz de madeira que marcava a cova.

O serviço de sepultamento era realizado muitas vezes em condições penosas e perigosas. Com a vitória em Monte Castello, o Pelotão de Sepultamento foi remover os cadáveres dos que tinham caído nos ataques anteriores. Isso foi feito ainda sob fogo do inimigo, que jogava granadas na região. Havia minas ainda não desativadas e, sobretudo as boody-traps armadas embaixo de corpos. Essa armadilha exigia de cada um prévio e cuidadoso exame. Os corpos, já em estado de decomposição, eram carregados em padiolas até o ponto em que pudessem ser transportados de jeep. Foi sem dúvida uma tarefa dura que o pessoal do Pelotão de Sepultamento executou com correção e, sobretudo, dignidade, pois a cada morto eram prestadas honrarias fúnebres.”

Fonte: Siveira, Joaquim Xavier da. A FEB por um soldado – Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército Ed.; Rio de Janeiro Editora Expressão e Cultura – Exped Ltda, 2001

“Conspira contra a sua própria grandeza, o povo que não cultiva seus feitos heróicos”

Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial no Aterro do Flamengo