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Almirante Graf Spee: O Nome De Uma Curiosidade Histórica!

Muitas vezes a história é repleta de curiosidades que até assustam. Interessante observar como fatos da história se relacionam de tal maneira que nos deixam perplexos diante das circunstâncias.

Em 1914, morreu o Almirante da Marinha imperial alemã Maximilian Johannes Maria Hubert Reichsgraf von Spee. Ele destruiu uma esquadra da Marinha Britânica no costa do Chile em 01 de novembro de 1914. Essa vitória alemã causou impacto no moral da Marinha de Sua Majestade. Para esquecer essa vexatória derrota, foi organizada uma força para atacar e destruir a frota do Almirante Spee. O confronto aconteceu no dia 08 de dezembro próximo das Ilhas Folksland ou Malvinas. A Batalha das Malvinas (marítima), terminou com a derrota da Alemanha e a morte do Almirante, juntamente com seus dois filhos, oficias sob seu comando.

Quase 30 anos depois, em 30 de junho de 1934, foi lançado no mar o encouraçado Almirante Graf Spee, em homenagem ao herói da Grande Guerra.

Em 13 de dezembro de 1939, iniciava uma nova aventura do nome Spee pelo mesmo Atlântico Sul que perpetuou seu dignitário. O encouraçado Gref Spee , comandado pelo jovem capitão Hans Langsdorff, lutou bravamente contra três navios ingleses, HMS Ajax, HMNZS Achilles e HMS Exeter. Depois de horas de combates duros e confusos, o encouraçado alemão danificado, buscou refúgio no Porto Montevidéu.

O comandante Langsdorff foi intimado pelo governo uruguaio a deixar o porto, porém os três navios ingleses aguardavam o Graf Spee para um combate final. Em inferioridade numérica, com o navio danificado e com ordens de Adolf Hitler de não o deixar ser capturado pelos ingleses, Langsdorff desembarcou sua tripulação e fez com que o couraçado fosse pelos ares e afundasse completamente, isso sob olhares da imprensa local e estrangeira que registrou o fato. Após isso, o comandante Langsdorff suicidou-se alguns dias depois envolto na bandeira de combate alemã.

Terminava assim mais uma estranha e curiosa História do nome “Spee” no Atlântico Sul.

1939 – O Ano Que Mudou o Século XX – Invasão da Polônia

Em agosto de 1939, a Alemanha nazista e a União Soviética assinaram um tratado de não-agressão – uma semana depois, a Alemanha invadiu a Polônia e a Segunda Guerra Mundial começou. O primeiro ataque da guerra ocorreu em 01 de setembro de 1939, com aviões alemães atacando a cidade polonesa de Wielun, matando cerca de 1.200 pessoas. Cinco minutos depois, o encouraçado alemão Schleswig-Holstein abriu fogo em um depósito em Westerplatte na Cidade Livre de Danzig. Em poucos dias, o Reino Unido e a França declararam guerra à Alemanha e começou a mobilizar os seus exércitos e a preparar seus civis. Em 17 de setembro, a União Soviética invadiu a Polônia pelo leste. Forças polonesas se rendem no início de outubro, depois de perder cerca de 65.000 tropas e muitos milhares de civis.

Visão da Polônia

Uma cidade polonesa intacta a partir do cockpit de um avião bombardeiro médio alemão, provavelmente um Heinkel He 111 P, em 1939. (Biblioteca do Congresso Americano).

O Mito da Cavalaria Polonesa.

Em 1939, o exército polonês ainda mantinha muitos esquadrões de cavalaria, que serviram muito bem na Guerra Polaco-Soviética em 1921. Um mito surgiu sobre a cavalaria polonesa levando cargas desesperadas contra os tanques dos nazistas que avançavam, colocando cavaleiros contra veículos blindados. Na verdade as unidades de cavalaria encontravam divisões blindadas ocasionalmente, mas seus alvos eram a infantaria, e seus ataques foram muitas vezes eficazes. A Propaganda Nazista e soviética ajudaram a alimentar o mito da cavalaria nobre. Esta foto é de um esquadrão de cavalaria polonesa em manobras em algum lugar na Polônia, em 29 de abril de 1939.(AP Photo).

Correspondente

Associated Press correspondente Alvin Steinkopf da Cidade Livre de Danzig – na época, um semiautônoma cidade-estado ligada à Polônia. Steinkopf estava relatando a situação tensa na Danzig à América, em 11 de julho de 1939. Alemanha vinha exigindo a incorporação de Danzing para o Terceiro Reich durante meses, e parecia estar preparando uma ação militar.(AP Photo).

Não-Agressão

Premier soviético Josef Stalin (segundo à direita), sorrisos, enquanto o ministro do Exterior soviético Vyacheslav Molotov (sentado), assina o pacto de não agressão com o ministro das Relações Exteriores Reich Joachim von Ribbentrop (terceiro da direita), em Moscou, em 23 de agosto de 1939. O homem à esquerda é ministro da Defesa soviético Adjunto e Chefe do Estado Maior, Marechal Boris Shaposhnikov. O pacto de não-agressão incluía um protocolo secreto dividindo a Europa Oriental em esferas de influência no caso de um conflito. O pacto agora garantia que as tropas de Hitler não teriam de enfrentar resistência dos soviéticos se eles invadiram a Polônia.(AP Photo / Arquivo).

Primeiro Ataque

Dois dias depois que a Alemanha assinou o pacto de não agressão com a URSS, Grã-Bretanha entrou em uma aliança militar com a Polônia, em 25 de agosto de 1939. Esta foto mostra a cena uma semana depois, no dia 01 de setembro de 1939, uma das primeiras operações militares de invasão alemã da Polônia, é o início da Segunda Guerra Mundial. Aqui, o encouraçado alemão Schleswig-Holstein bombardeia um depósito militar polonês em Westerplatte na Cidade Livre de Danzig. Simultaneamente, a Força Aérea Alemã (Luftwaffe), e tropas terrestres (Wehrmacht) estavam atacando diversos outros alvos poloneses.(AP Photo).

Desembarques

Soldados alemães depois do desembarque de unidades alemãs do encouraçado Schleswig-Holstein, em 07 de setembro de 1939. Menos de 200 soldados poloneses defenderam a pequena península, mas seguraram os alemães durante sete dias. (AP Photo).

Ataque Aéreo

Vista aérea de bombas explodindo durante um bombardeio alemão na Polônia, em setembro de 1939(LOC).

Por Terra

Dois tanques da Divisão SS-Leibstandarte Adolf Hitler atravessam o rio Bzura durante a invasão alemã da Polônia em setembro de 1939. A Batalha de Bzura, a maior de toda a campanha, durou mais de uma semana, terminando com as forças alemãs capturando a maior parte ocidental da Polônia.(LOC / Klaus Weill).

Parada

Soldados da SS-Leibstandarte Adolf Hitler Divisão, descansando em uma vala ao lado de uma estrada a caminho de Pabianice, durante a invasão da Polônia em 1939.(LOC / Klaus Weill).

Avanço

Guardas alemães avançando são mostrados em uma cidade polonesa que está debaixo de fogo durante a invasão, setembro de 1939.(AP Photo)

Infantaria em Varsóvia

Infantaria alemã avança cautelosamente nos arredores de Varsóvia, na Polônia em 16 de setembro de 1939.(AP Photo).

Prisioneiros Civis

Vários prisioneiros de guerra civil, com os braços levantados, caminham ao longo de uma estrada durante a invasão alemã da Polônia, em setembro de 1939.(LOC).

O Rei

Rei George VI da Inglaterra realiza transmissões para a nação britânica na primeira noite da guerra, em 3 de setembro de 1939, em Londres.(AP Photo).

O Início

Um conflito que terminaria com o lançamento de duas bombas nucleares começou com uma proclamação lida em voz alta por um pregoeiro. Agindo Crier Town e Saltbearer da Cidade de Londres, lê a proclamação de guerra, em Londres, em 04 de setembro de 1939.(AP Photo / Putnam).

Os Diplomatas

Uma multidão lê as manchetes dos jornais, “Chuvas de Bombas em Varsóvia”, fora do edifício do Departamento de Estado dos EUA, onde os diplomatas realizam uma conferência sobre as condições de guerra na Europa, em 1 de setembro de 1939.(AP Photo).

Primeiro Afundamento

Em 17 de setembro de 1939, o HMS Courageous da Marinha Britânica foi atingido por torpedos do submarino alemão U-29, e afundou em 20 minutos. O Courageous, foi atacado enquanto realizava uma patrulha anti-submarino ao largo da costa da Irlanda, foi perseguido durante horas por U-29, que lançou três torpedos quando viu uma abertura. Dois dos torpedos atingiram o navio a bombordo, afundando-o com a perda de 518 de seus 1.259 tripulantes.(AP Photo).

Devastação

A cena de devastação vista na rua Ordynacka, em Varsóvia, Polônia em 06 de março de 1940. A carcaça de um cavalo morto está na rua entre enormes pilhas de escombros. Enquanto Varsóvia estava sob bombardeios quase constante durante a invasão, em apenas um dia, 25 de setembro de 1939, cerca de 1.150 missões de bombardeio foram efetuadas por aeronaves alemãs contra Varsóvia, caindo mais de 550 toneladas de bombas de alto impacto explosivo e incendiária sobre a cidade.

Desolação

Um garato polonês retorna ao local de sua casa

O Trem

Um trem blindado polonês danificado com cisternas capturadas durante a invasão da Polônia em setembro de 1939.(LOC / Klaus Weill).

Soldados alemães, feito prisioneiros pelo exército polonês durante a invasão nazista, são mostrados enquanto estavam sendo mantidos em cativeiro em Varsóvia, em 02 de outubro de 1939.(AP Photo).

O afundamento do Bismark sob a visão do Capitão de Mar e Guerra Russel Grenfell

Em meados de Maio de 1941 a guerra mostrava-se desfavorável aos ingleses, lutando praticamento sozinhos por quase um ano contra as potências do Eixo, que até o momento ganhava a guerra, enquanto a  Royal Navy sofria pesadas baixas, e o comando alemão atacava a esquadra inglesa com submarinos, aviões  e também com navios.

            Chegavam ao alto comando Inglês que haviam sido vistas duas grandes unidades navais alemãs, que estavam sendo comboiadas por 11 navios mercantes, que navegavam a toda força para o norte, no Kattegart, e uma desta embarcações era o famoso encouraçado Bismark. Os ingleses se perguntavam o que iriam fazer estes navios inimigos?  Apenas acompanhavam os navios mercantes, ou aproveitariam este fato para entrar em mar aberto, hipótese que os ingleses achavam mais plausível, e nisto basearam todos só seus planos de ação. Esta decisão exigia uma estrita vigilância de todas as saídas do Mar do Norte, através das quais os alemães poderiam chegar ao Atlântico, o que exigiria um número muito grande de navios.

            O Comandante da Esquadra Inglesa Sir Jonh Tovey dispunha de dois encouraçados( o King George V e o Prince of Wales), dois cruzadores( o Hood e o Repulse), e um porta aviões( o Victorious) para lutar com o Bismark, que era maior que qualquer dos encouraçados ingleses, e possuía como armamento principal oito canhões de 15 polegadas e era tanto ou mais veloz que qualquer uma das unidades navais inglesas. Os navios britânicos não tinham a mesma qualidade das naus alemãs. O Repulse que 25 anos de uso, tinha dois canhões menos que o Bismark, sua blindagem era fraca e pouca capacidade de combustível. O Hood, embora poderoso já estava em serviço a mais de 20 anos e o Prince of Wales, era novo demais e estava a apenas 3 semanas que suas torres de artilharia haviam sido instaladas, não havendo nem tempo para treinar sua tripulação para situações de batalha e seus motores não haviam sido devidamente amaciados. Além destes o Victorious estava nas mesmas condições, e acabara os pilotos da reserva acabavam de fazer seus primeiros pousos na sua plataforma, restando ao Almirante Tovey apenas o King George V para enfrentar o Bismark.

            A Marinha Inglesa resolveu repartir seus navios pesados em duas forças, visando fechar as saídas para o Atlântico, o Hood e o Prince of Wales iriam para o norte e o sua nau capitânia, o King George V,  o Victorious e o Repulse iriam para o sul cobrir as passagens até as Ilhas Feroé, faltando apenas resolver qual o momento oportuno para mandar as esquadras para o mar, já que o suprimento de combustível iria desempenhar papel decisivo no êxito ou fracasso desta caçada em uma área tão extensa, com centena de milhas.

            No dia 21 de Maio, às 1:15, um piloto que fazia um voo de reconhecimento na costa da Noruega, fotografou duas naves em um fiorde perto de Bergen, sendo um deles rapidamente como sendo o Bismark e o outro seria um cruzador que foi identificado como o Prinz Eugen. Por volta da meia noite o Comandante Tovey como não havia recebido mais notícias da localização do Bismark mandou o Hood e sua força para o norte. Já no dia seguinte, as condições climáticas não foram propícias para operações aéreas o que levou o Comandante inglês a mandar sua esquadra, juntamente com o cruzador Norfolk prestar ajuda ao Suffolk, que já estava em missão de patrulha no Estreito da Dinamarca. Após 3 dias de vigília, por volta das 19 horas do dia 23 de Maio o Comandante R.M Ellis, que estava no passadiço do Suffolk avistou O Bismark e o Prince Eugen, acerca de 14 quilômetros de distância, estando a perigo de ser atingido pelo fogo inimigo, pois seus canhões tinham alcance de 40.000 metros, e rapidamente adentrou o nevoeiro e irradio sinal de inimigo à vista. Escondido no nevoeiro deixou o Bismark passar e foi navegando em seu encalço dele.

            Ao receber estas informações, o Comandante Phillips do Norfolk navegou rapidamente em direção aos inimigos, e às 20:30 horas e rompeu o nevoeiro quase em frente ao Bismark, que estava alerta e atirou 3 salvas de tiros com seus canhões de 15 polegadas que o enquadraram  e outro tiro caiu em sua esteira, levando-o a fazer uma manobra brusca para se esconder na densa névoa, vigiando o navio alemão de bem longe, numa posição segura. Por outro lado, a esquadra do Vice Almirante Holland, composta pel  Hood, o Prince of Wales e seis contratorpedeiros, singravam a pleno vapor para cercar as naus alemãs e, às 5:30 da manhã do dia 24 de Maio foram avistados e o Almirante mandou toda a frota se acercar deles, postando todos os oficiais e suas guarnições nas estações de combate pouco depois da meia noite.

            Quando a distância s e reduziu à 25 quilômetros o Hood e o Prince de Wales abriram fogo contra o Bismark, que respondeu imediatamente, sendo seguido pelo Prinz Eugen, e por um breve espaço de tempo, notou-se que o fogo foi direcionado ao Hood, e logo em seguida um enorme incêndio se propagou próximo ao grande mastro em direção à popa, lançando  labaredas à uma grande altura, parecendo que pulsava, pois ora as chamas subiam e em seguida baixavam. De repente uma grande explosão dividiu o Hood em dois partindo o seu casco, onde ao longe pode-se ver a proa e a  popa erguendo entre as ondas, desaparecendo em menos de dois minutos por completo. Agora o Prince of Wales era enquadrado pelos canhões inimigos, onde os canhões de 15 polegadas eram seguidas por tiros dos canhões de 8 polegadas do Prinz Eugen, com um intervalos de 10 a 15 segundos, levantando tanta água que era praticamente impossível verificar onde caíam os tiros dados pelo navio inglês. Em meio aos caos uma granada de 15 polegadas atingiu a ponte de comando, reduzindo-a a escombros matando toda os que ali estavam, com exceção apenas do Comandante J.C. Leach e do sinaleiro chefe, e para piorar a situação, por ser uma embarcação muito nova, vários problemas mecânicos começaram a aparecer, atrapalhando o funcionamento das torres, e constantemente falhava um ou outro canhão. Ele continuo sendo atingido e dois tiros perfurando bem na linha de flutuação, inundando-o com cerca de 500 toneladas de água, então ele mudou de rumo e abandonou o campo de batalha protegido por uma cortina de fumaça.

            Por sua vez o Bismark não dava sinais de ter sido avariado, mas se podia notar um grande rolo de fumaça negra que saía de sua chaminé após o combate, como se tivesse sido sacudido fortemente, e toda fuligem das suas caldeiras tivesse se soltado de uma só vez.

            Após o combate a análise da Marinha Inglesa é que defeitos na fabricação do Hood levou à sua destruição tão rapidamente, além de que o fogo do Bismark foi brilhante, sendo muito superior ao que poderia fazer os navios ingleses e depois do afundamento do Hood , tornou-se imprescindível a destruição desta nave alemã, que deixava um rastro de óleo embora estivesse navegando a toda força, aparentemente incólume.

            A força H do Vice Almirante Sir James Somerville, formada pelo cruzador de Batalha Renown, o porta aviões Ark Royal, o cruzador Shefield e seis contratorpedeiros, que se encontravam em Gibraltar, e que tinha por missão manter a esquadra italiana no sul do Mediterrâneo, fechando a saída para o oceano, trazendo toda a força H para o combate contra o Bismark. O encouraçado Ramillies que estava a centenas de milhas em pleno Atlântico e o encouraçado Ramillies que estava a cerca de 1.500 milhas da costa da Irlanda foram destacados tiveram a mesma ordem de dirigir-se para o combate naval.

            Apenas seis horas após o afundamento do Hood, mais dois encouraçados, um cruzador de batalha, um porta aviões, três cruzadores e nove contratorpedeiros, foram juntar-se a força de perseguição, promovendo uma concentração que não tinha paralelo em embates navais. Tanto o Norfolk quanto o Sufollk continuavam a seguir no encalço do Bismark, acompanhados pelo Prince of Wales e ao  longe pelo King George V, e mais atrás o porta aviões Victorious e o cruzador Repulse.

            Durante boa parte do dia o tempo clareou e os cruzadores mantiveram o inimigo em uma distância de 15 a 18 milhas, porém de repente um forte nevoeiro se acercou, e o navio alemão desapareceu por entre a chuva fina que caía naquele momento, se tornando invisível aos radares que tinha um alcance de 13 milhas. Por volta das 18 horas, este radar começou a revelar que que esta distância diminuía rapidamente e o comandante do Sufollk evitando uma emboscada mudou o rumo de sua embarcação, e ao dar meia volta viu o Bismark romper na sua frente, que usou toda a sua artilharia, e o Comandante Ellis mandou lançar uma cortina de fumaça, conseguindo ocultar-se atrás dela.

            Esta manobra feita pelo Bismark, foi executada unicamente para despistar a esquadra inglesa da retirada do Prinz Eugen, que foi obrigado a afastar-se, para ir reabastecer de combustível em um navio petroleiro, enquanto o encouraçado alemão afastava-se à grande velocidade. Para tentar frustar esta fuga do Bismark, o comando inglês sabia que a única maneira seria enviar um ataque aéreo partindo do porta aviões Victorious, pois se conseguissem acertar alguns torpedos no seu casco a velocidade teria que ser reduzida. O ataque aconteceu por volta das 18 horas, com todas as aeronaves portando torpedos, e ao final soube-se que apenas um atingiu o alvo, não alterando o plano de  fuga do Bismark.

            Na madrugada do dia 25 de Maio por volta das 3 da manhã, o Suffolk perdeu contato com o Bismark por aproximadamente 30 horas, até que os aviões do Comando Costeiro avistaram novamente o navio alemão no meio da manhã do dia 26 , e este desvio executado em direção ao Mar do Norte distanciou a esquadra inglesa do seu alvo, se postando muito atrás e se ele continuasse rumando à França seria impossível de alcançá-lo, já que esta marcha forçada consumia muito combustível, o que forçaria os navios ingleses a buscar algum  porto de reabastecimento, portanto era mister fazer a nau alemã a reduzir sua velocidade, e isto só seria possível fazendo uso de torpedeamento por parte da Força Aérea Inglesa. Quando o rádio trouxe a notícia do avistamento do Bismark, 15 aviões partiram do Ark Royal com a missão de torpedear o Bismark, sendo avisado que não haveria mais nenhum navio naquela área, não sabendo eles que o Sheffield havia sido encarregado de seguir a sua esteira, e os aviões que voavam através de chuva e cerração ao localizar um navio lançaram o ataque, e quando o Comandante Larcom captou no radar a aproximação, ordenou velocidade máxima, mudando o rumo para confundir os pilotos, sem disparar um único tiro, enquanto sua tripulação olhavam os torpedos caindo ao mar. A grande sorte foi que os torpedos estavam armados com espoletas automáticas e a maioria deles detonaram ao tocar com a supefície do mar, restando apenas seis ou sete que com muita habilidade a tripulação conseguiu se esquivar, fazendo com que todos passassem sem o tocar.

            No mesmo dia, após este ataque frustado todos os aviões estavam do Ark Royal estavam novamente municiados para um novo ataque, e notava-se que os pilotos estavam dispostos a não cometer nenhum erro, quando às 19 horas partiram e cerca de 40 minutos depois foram avisados pelo comandante do Sheffield que o inimigo encontrava-se a cerca de 12 milhas à proa, e pouco tempo depois começou o bombardeio, onde avistavam-se numerosas explosões de granadas no ar, com resposta do fogo antiaéreo que aos poucos foi diminuindo, e em pouco tempo a tripulação começou a avistar os aviões retornando, e passando tão perto que se podia ver o sorriso nos rostos dos pilotos que acenavam positivamente para os que estavam no passadiço do Sheffield( um destes aviões ao retornar foram contados 127 buracos na fuselagem do mesmo).

            As informações davam conta que a nau alemã, havia dado meia volta e dirigia-se em direção ao Mar do Norte, e que havia sido atingido, executando dois círculos completos e que agora estava parado de todo.

            No dia seguinte(27 de Maio), por volta das 8 da manhã o Norfollk avistou o Bismark a cerca de 8 milhas, avisando sua posição ao King George V e ao Rodney, que pouca mais de maeia hora depois iniciou um ataque com seus canhões de 16 polegadas, seguindo-se os disparos do King George V, permanecendo o Bismark calado durante dois minutos entrou em ação, respondendo ao ataque, mas em seguida o Norfollk e o cruzador Dorsetshire, se uniram nesta cruzada, diminuindo consideravelmente o poder de fogo alemão, castigando o Bismark de modo que muitos dos seus canhões só disparavam esporadicamente, onde podia-se notar que dois dos seus canhões de proa estavam abaixados ao máximo como se tivessem problemas mecânicos que não os deixavam levantar.

            A esta altura a velocidade do Bismark estava muito reduzida e por volta das 10 da manhã ele estava reduzido a uma ruína, onde podia-se notar que seu mastro tombara e sua chaminé desaparecera por completo e que no seu interior o fogo consumia tudo em um grande incêndio. Os ingleses estavam resolvidos a afundá-lo antes que a Força Aérea Alemã surgisse, com seus aviões de longo alcance que podiam estar rastreando o esteira do navio alemão, além dos seus submarinos que por alguma razão ainda não haviam aparecido em sua ajuda.

            O Comandante Rodney estava disparando tiros com seus nove canhões de 16 polegadas, que atingiram o seu casco, além de acertar um torpedo à meia nau, e o Norfollk acradita que também acertou mais um torpedo, e às 10 da manhã Sir Jonh Tovey a bordo do King George V ordenou que o Rodney se posicionasse para atingi-lo na popa, enquanto o Dorsetshire lançou dois torpedos que atingiram o Bismark à esquerda do passadiço fazendo-o explodir, e depois deu a volta e lançou mais outro torpedo que também atingiu o alvo.

            O Bismark, sempre com sua bandeira içada adernou  silenciosamente, virando de quilha para cima e afundou desaparecendo nas ondas. Tinha acabado a grande caçada, o Bismark deixara de existir após uma dolorosa batalha contra uma grande esquadra, e agora o que se via eram centenas de homens, cujas cabeças se viam no mar, onde 110 destes valorosos soldado foram resgatados pelo cruzador Dorsetshire e o contra torpedeiro Maori, que tiveram que afastar-se quando foram avistados os periscópios dos submarinos alemães foram avistados.

 Fonte:”História Secreta da Última Guerra”- Seleções Reader’s Digest  –   “The Bismark Episode” 1948 de Russell Grenfell

 Cedido pelo Pesquisador Rigoberto de Souza Júnior  – Secretário Ad-Hoc – ANVFEB-PE