Archive
Por Falar em Copa do Mundo…
O Brasil vive o clima da Copa do Mundo com o início dos jogos da Copa das Confederações. Mas não podemos deixar de perceber as manifestações contrárias aos gastos para sediar o mundial. Portanto, lembremos que competições dessa magnitude foram utilizadas como propaganda para os regimes de seus respectivos países. Basta lembrar a Copa do Mundo de 1934, realizada da Itália e as Olimpíadas da Alemanha em 1936. Duas competições que foram utilizadas como vitrine para seus regimes políticos.
Especificamente sobre a Copa do Mundo de 1934, Benedito Mussoline aproveitou a oportunidade e fez de tudo para consagrar a Itália campeã do torneio mundial. Juízes tiveram audiência com o ditador antes dos jogos e os adversários da Itália tiveram penaltys não marcados, gols anulados e expulsões. Inclusive alguns árbitros foram expulsos dos seus países, como é o caso do belga Louis Baert e do suíço René Mercet.
O Brasil apanhou da Espanha por 3×1 e voltou para casa. Enquanto que a final ficou por conta da e Tchecoslováquia, disputada no Estádio Nacional do PNF (Partido Nacional Fascista), assistida por 50 mil italianos e o velho ditador Mussoline.
E para quem gosta de Futebol e História, segue o link do excelente BLOG do meu amigo Roberto:
http://robertoblogdo.blogspot.com.br/
A Revolta dos Vencedores! Os Partigianis Italianos!
Sargento Rigoberto relatou certa vez que os maiores horrores que ele viu na guerra foram testemunhadas após o cessar fogo na Itália. Evidentemente parece soar estranho para quem passou quase um ano na linha de frente e viu sua Unidade atuar nas principais batalhas da Força Expedicionária Brasileira. Mas não é tão surpreendente quando se observa o furor do povo italiano para por fim aquele período de dor e tristeza. Mussoline conseguiu, entre outras coisas, envolver a Itália na Guerra Civil Espanhola, levar o Exército a uma fatídica campanha no Norte da África e enviar Exércitos para apoiar a Alemanha na campanha de inverno na União Soviética. Tudo isso deixou os italianos com os nervos a flor da pele! Quando o regime cai e a Alemanha ocupa de fato os territórios italianos, revelasse a opressão do dominador. A Itália é um dos países que sentiu a guerra de perto. Pobreza, morte e destruição faziam parte do cotidiano dos italianos.
Quando a FEB chega à Itália, todos os pracinhas relatam unanimemente que se impressionavam com a destruição das cidades onde passavam, exatamente assim é a guerra, não permite que ninguém escape de suas consequências. Pessoas vivendo em cavernas, mulheres se prostituindo por qualquer alimento, crianças e velhos morrendo de inanição, esse era o quadro da população civil da outrora alegre Itália.
Quando a Alemanha se rende, chega a hora do acerto de contas, e os Partigiani queriam se vigar. Não por acaso, tropas alemães capturadas sofriam espancamento e morte, mas o pior estava reservado para os “traidores da pátria”, ou seja, os homens e mulheres que colaboravam com o regime de ocupação. Para estes, não bastava apenas a violência dos espancamentos ou a morte, mas a humilhação! Para as mulheres a violência era seguida da execração pública! Todos viravam as costas enquanto os cabelos eram raspados e suas roupas rasgadas! Se tivessem filhos de soldados alemães, eram banidas da cidade com a criança, tendo que perambular pelas estradas sem qualquer tipo de ajuda, pois quem ajudasse estava sujeita ao rigor da justiça dos vencedores.
A Alemanha e a Campanha na Itália.
Em 1943 a Alemanha tinha perdido parte do seu poder combativo com todos os Fronts abertos. Eles lutavam concomitantemente na Itália e União Soviética, além de possuírem tropas de ocupação na França, Países Baixos e em várias outras repúblicas da Europa, em muitos casos lutando violentamente contra os movimentos de Resistências desses países. Hitler que criticara em seu livro os dois fronts abertos pelo Kaiser, agora lutava em muitos mais.
Um dos inúmeros questionamentos que se faz sobre as atitudes de Hitler era a insistência e esforço do Fürher em manter o Dulce do poder na Itália. Seria muito mais viável para a Alemanha abrir mão de parte dos territórios italianos e a manutenção de uma linha de defesa que protegesse a fronteira alemã. Mas o Líder nazista preferiu dedicar esforços para manter todo o território da Itália, mesmo quando Mussoline não tinha qualquer condição de liderar o seu país.
A Itália nunca valera o esforço de mantê-la. Não justificava o desperdício de material e vidas humanas que lutaram valentemente desde a queda de Messina até o avanço sobre o Vale do Pó. Essas e outras atitudes de Hitler são questionáveis e fazem parte da mística sobre as suas ações durante a Segunda Guerra Mundial.
A Propaganda Fascista na Segunda Guerra Mundial
A Itália foi um fardo para as pretensões de Hitler, inclusive sendo um dos fatores que contribuíram com a sua derrota final. Mussoline idealizou um regime fascista que conquistou não apenas a Itália, mas serviu de base para o doutrinamento de outros países, a exemplo o Estado Novo de Vargas, mas a Itália era muito menos poderosa do que a propaganda Fascista vendia. As conquistas na África foram voláteis e sem consistência estratégica, e quando invadiram a Grécia sofreram um revés inadmissível para um dos principais membros do Eixo. Hitler intervém, mas sobre o custo de adiar a invasão a URSS, e pior, sendo obrigado a abrir uma frente que ele não queria; nasce a Afrika Korps com o melhor que a Alemanha tinha até aquele momento.
Segue abaixo as propagandas que o regime fascista usou com instrumento de persuasão contra sua população e tropas inimigas.
































































































