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Os Melhores Registros Fotográficos do Dia D – Homenagem a Robert Capa

Robert Capa foi um dos maiores correspondentes de guerra de todos os tempos, esteve cobrindo todos os conflitos na primeira metade do século XX. O húngaro de nome Endre Ernő Friedmann, nascido em Budapeste em 1913, adotou o nome de Robert Capa depois do avanço da Alemanha sobre a Europa.

Ficou famoso quando acompanhou os desembarques na Normandia durante a Operação Overlord, o Dia D. Capa deixou a praia de Omaha Beach e retornou rapidamente para Inglaterra para revelar as fotografias realizada nos desembarques. Infelizmente, durante o processo de revelação, o técnico responsável acabou queimando quase todas as fotografias, sobrando apenas algumas. Quase todo o trabalho e o esforço de Capa tinha sido em vão.

Ele Morreu na guerra da Indochina em 25 de maio de 1954 ao pisar em uma mina terrestre. Seu corpo foi encontrado com as pernas dilaceradas. A câmera permanecia entre suas mãos.

O Comando Supremo Aliado realizou um vasto registro, tanto do Dia D quanto das operações posteriores, alguns desses registros só vieram a tona anos depois do conflito.

Em homenagem ao fotógrafo Robert Capa segue os melhores registros do Dia D.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Robert_Capa

Análise Histórica e Fotográfica da Segunda Guerra – Parte VII

A superioridade aérea é algo completamente necessário para uma ofensiva em larga dimensão. Não por acaso, Hitler só tentaria uma invasão a Inglaterra quando a superioridade aérea fosse da Luftwaffe, o que jamais se concretizou. Depois de perder o poderio sobre os céus da Inglaterra e, posteriormente perder presença nos céus da França, a Luftwaffe estava longe de ser a mesma que participou ativamente da Blitzkrieg nas primeiras fases da Segunda Guerra. Em 1944 e 1945 se resumiu a defesa de seu próprio país. Seus bombardeiros e caças não mais eram temidos e jaziam abatidos nos rincões dos chãos dos países outrora conquistados.

Muito se fala nos paraquedistas americanos da 89ª e 101ª Divisão Aerotransportadas, mas a Divisão mais castigada na tomada da Europa foi sem dúvida a 1ª Divisão Britânica Aerotransportada. Essa Divisão de Elite foi praticamente massacrada durante a execução da Operação Market Garden, perdendo 7500 paraquedistas.

Os Red Devils tiveram pouca sorte desde o princípio da operação, pois a região de Arnhem era defendida ferozmente por baterias antiaéreas alemães, fazendo com que as tropas saltassem muito longe de seus objetivos. A Divisão foi quase totalmente massacrada durante a contraofensiva para defender a Ponte do Rio Reno.

A utilização de planadores entrou para a História das Guerras no Dia D, já que fora usado largamente para o desembarque das tropas aerotransportadas. Esse tipo de transporte, extremamente silencioso, mas mortal quando pousava em terreno acidentado ou em árvores de grande parte, causou enormes baixas. Inclusive o General Pratt, único oficial General que morreu durante a Operação Overlord, por está “protegida” demais, ou seja, chapas de aço colocados abaixo do seu jeep impediram que o Planador da classe CG-4A , caiu violentamente contra o solo, mesmo com todos os esforços do seu piloto, o Tenente-Coronel C. Michael “Mike” Murphy  que não pôde evitar que o General Pratt quebrasse o pescoço na descida.

O Planador

 

Na há registros da noite do dia 05 de junho de 1944, quando iniciou o plano de invasão da Europa com as chega nos céus da Normandia das Divisões Aerotransportadas. Uma coisa é certa, todas as lembranças que são registradas falam sobre a grande quantidade de fogo antiaéreo que foi despejado contras os C-47 com as tropas paraquedistas, não por acaso, muitas semanas depois do Dia D eram possível ainda ver as chamas dos aviões que foram abatidos no inferno da noite do dia 05.

Uma informação importante para qualquer pessoa que estuda a Operação Overlord é saber o que pensavam os defensores sobre como e onde seria a inevitável Invasão da Europa. Rundstedt e Rommel eram os chefes diretos encarregados da Defesa, mas mesmo eles não concordavam como proceder no caso da invasão. Rommel acreditava piamente que os ataques deveriam ser repelidos ainda nos primeiras horas da invasão, evitando que qualquer cabeço-de-praia fosse estabelecida de forma definitiva, para tanto era necessário trazer as Divisões Panzers disponíveis para mais próximo do litoral. Rundstedt, por sua vez, achava que o ataque deveria ser repelido a partir de um forte contra-ataque vindo do interior, para tanto os carros de combate estariam pronto para o emprego, mas bem mais afastados no interior, longe dos bombardeios da Marinha Aliada. No final das contas nenhum das opções foram efetivamente executadas.