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Rússia, 1941. Uma Guerra Sem Louros – Parte XIV
O resultado era a desumanização. “Muitos alemães optaram por não olhar para tais acontecimentos” admitiu o tenente de pioneiros Paul Stresemann. “Se eu soubesse tudo o que estava acontecendo… eu provavelmente teria saído correndo.”. Stresemann argumenta que, apesar de todo o sofrimento, “eu posso dizer que, durante todo o meu tempo de serviço no exército, não vi uma simples atrocidade.”.
As próprias circunstâncias estavam causando condições intoleráveis. “É claro que, quando um número tão grande de prisioneiros é feito na Rússia, obviamente haverá um certo caos na alimentação, etc. já que tudo estava virado em uma terrível bagunça.”. Knappe achava que os “prisioneiros pareciam apáticos e sem expressão. Seus uniformes simples criavam a impressão de uma enorme massa opaca e desinteressante.”. Benno Zeiser recuou diante do horror provocado pela negligência institucionalizada:
“Assim que nós rapidamente demos passagem para aquela nuvem nauseante que os cercava, o que vimos nos deixou paralisado e imóveis e acabamos esquecendo daquele cheiro nojento. Eram eles realmente seres humanos, aquelas figuras marrom-acizentadas, aquelas sombras se arrastando em nossa direção, tropeçando e cambaleando, formas em movimento no seu último suspiro, criaturas que obedeciam às ordens de marchar apenas por causa de uma última centelha de vontade de viver?”.
Soldados tendem a não se prender por demais diante de visões perturbadoras e as tropas alemães não eram exceção já que estavam mais preocupadas com a necessidade de sobrevivência. O tenente Paul Stresemann alegou que “eu não fazia ideia que tantos daqueles pobres diabos acabariam passando fome ou morrendo no ocidente depois de terem ido embora marchando por vários e vários quilômetros e em longas colunas.”. Siegfried Knappe explicou: “era uma situação terrível, mas não era pelo fato de que eles foram ignorados – era simplesmente porque não existia a possibilidade de alimentá-los em tal número e ainda alimentar as nossas próprias tropas.”.
Ele está enganado. Tal política era deliberada. A desculpa inconsistente utilizada era de que a União Soviética não havia ratificado o acordo da Convenção de Genebra em 1929 com relação aos prisioneiros. Porém, a Alemanha estava vinculada à lei internacional que abrangia todos os países e a qual demandava um tratamento humanitário dos prisioneiros de guerra na ausência de um acordo padronizado entre as partes. E tanto o Terceiro Reich quanto a União Soviética haviam ratificado o Acordo de Genebra em 1929 com relação aos feridos obrigando um tratamento específico para os enfermos e feridos.
C O N T I N U A
- As ferrovias passam a ser cruciais para o transporte de reforços, armamentos e suprimentos.
- Carregado com material e armamento, nosso comandante está preocupado em manter nosso linha de suprimento.
- fotos fazem os soldados sorrirem.
- Missão reparar a estrada para os veículos do regimento
- Soldados e oficiais ouvem as notícias do Alto Comando Alemão. Estamos sempre querendo saber como estão o avanço das outras tropas
- Soldado russo morto em ação em 1941. Foi só um grupo avançado, esperamos encontrar mais resistência
- Pertences do oficial soviético de 1941. Não demorou muito até os soldados tentarem aproveitar algum coisa
- Reforços foram vítimas do fogo de metralhadora. Isso nos deixa tristes pois muitos nem tiveram a chance de se defender.
- Descanso da marcha, bebida refrescante. As marchas sempre são longas de desgastantes, ficamos dias em movimento, atravessamos campos e estradas, o medo faz parte do nosso dia, mas a certeza da vitória também nos acompanha, nosso comandante sempre nos lembra isso. 1941
- Prisioneiros de guerra russos no Quartel General
- Comandante do Batalhão Krauze do III/506 (no centro), Voigtlander capitão (à direita) e Tenente Meinel (à esquerda) discutem plano de ações, julho de 1941.
- De artilharia de apoio na marcha, na Letônia
- Coluna de infantaria em marcha, Letônia.
- Quando iniciou a operação logo percebemos que na floresta também havia civis refugiados. Eles passaram semanas dentro dos pântanos russos
- Na área havia defesas russas preparadas com comunicação
- Área defendida por um unidade russa. Foram os primeiros combates para tomada da região e consolidação da posição.
- Os pântanos de Volchov são quase inespugnáveis.
- Começamos a capturar prisioneiros russo na investida.
- Tinhamos posições de comunicações avançadas
Rússia, 1941. Uma Guerra Sem Louros – Parte VIII
“De repente os russos começaram a atirar contra nós” conta o soldado Michael Beer. Rajadas de armas automáticas e de metralhadoras varriam através dos grupos separados de prisioneiros alemães amarrados e seminus. Karl Jäger, conduzido pela estrada no sentido norte, de início ficou surpreso com o tiroteio que acontecia entre os grupos que vinham atrás. Segundo ele, “O pânico se instaurou logo após os primeiros tiros e então eu consegui fugir.”. Granadas de mão foram lançadas entre os grupos compostos de sub-oficiais e oficiais que tinham sido separados para um tratamento especial. Eles sofreram ferimentos graves.
Na manhã seguinte, soldados e tanques da 25ª Divisão (alemã) fizeram um pente fino pelo campo: 153 corpos seminus foram encontrados, suas peles brancas e pálidas fazendo um contraste patético contra um fundo de verde exuberante. Um grupo de 14 soldados teve os órgãos genitais arrancados. Entre os corpos estava o de Hermann Heiss, gravemente ferido. Ele foi reconfortado pelos soldados alemães. Olhando em volta em uma cena de completa devastação, ele viu “que a cabeça do meu camarada” que tinha urrado de dor “estava completamente aberta (…) A maioria dos soldados estava morta” ou acabaram morrendo devido aos ferimentos. Apenas 12 sobreviveram.
Caminhões abertos foram trazidos e os corpos seminus empilhados até em cima. Eles formavam uma mistura de membros emaranhados e grotescamente enrijecidos devido ao rigor mortis. A luz do sol reluzia nas tachas das botas espalhadas por sobre os lados dos caminhões que tiveram as suas abas abaixadas de modo a poder acomodá-los. Um cemitério militar foi criado na parte externa da igreja em Broniki. Pode-se imaginar o efeito causado aos soldados da 25ª Divisão, obrigados a limpar a cena do massacre. Em silêncio eles prometeram vingar a morte de seus companheiros.
Durante os estágios iniciais da campanha, as mutilações nos olhos e nos órgãos genitais dos prisioneiros alemães eram infligidos com tal freqüência que acabaram por aumentar ainda mais o desconforto diante da perspectiva de uma possível captura pelo inimigo. A rapidez da Blitzkrieg por muitas vezes cobrava seu preço em razão dos avanços imprudentes de modo que prisioneiros de guerra não eram apenas um fenômeno russo. Mais de 9.000 alemães foram dados como desaparecidos em julho, 7.830 em agosto, e perto de 4.900 em setembro de 1941. Embora mais tarde a taxa de mortalidade dos alemães capturados pelos russos viesse a cair, mesmo assim ainda nesse estágio entre 90 e 95% morreriam nas mãos dos seus captores. Esses números são insignificantes se comparados com o destino dos milhões de prisioneiros soviéticos, porém eram suficientes para criar um receio considerável entre os soldados alemães. Um relatório da 26ª Divisão (russa) datada em 13 de julho de 1941 mencionou que 400 inimigos foram deixados mortos no campo de batalha a oeste de Slastjena e “uns 80 alemães se renderam e foram executados.”. Um outro relatório – também capturado – de uma companhia apresentado pelo capitão Gediejew em 30 de agosto fazia referência aos inimigos mortos, aos canhões e morteiros capturados e a “15 feridos que foram fuzilados.”.
C O N T I N U A
- 06 – O exército alemão estava mal preparado para o rigoroso inverno russo em 1941
- Russia, Moscou – Inverno 1941: Bem equipado contra o frio, soldados ciberianos marcham para o front
- Arma de apoio a Infantaria na posição de tiro perto do rio Narva, agosto de 1941. Estamos avançando e o inverno passa a ser uma preocupação de todos.
- Foi dado ordens para guardar nossas posições e com o inverno russo encontramos outro inimigo
- A tomada da cidade de Chudovo foi custosa para o regimento, pela primeira vez tivemos que construir um cemitério para os nossos mortos. O inverno e as baixas começam a deixar-nos abatidos e nesse momento o moral não está bom.
- Com o fim do inverno a lama transforma qualquer deslocamento em um exercício quase insuportável. Só à cavalo é possível se deslocar.
- Local de agrupamento de tropas inimigas durante o inverno na área Volchov. 1942.
- O inverno se foi, mas o problema agora é a lama causada pela neve derretida. Um tanque russo capturado será reaproveitado pelo regimento.
- Utilizando granada. Infantaria alemã.
- Sepulturas Bolscheviks no campo de batalha de Uman (Ucrânia), onde na primeira semana de agosto 25 divisões foram destruídas. Mais de 103.000 prisioneiros foram levados, entre eles os comandantes do 6º e do 12º Exército. 317 veículos blindados, 858 pistolas, 242 armas antitanque e canhões antiaéreos, 5250 caminhões e 12 trens.
Rússia, 1941. Uma Guerra Sem Louros – Parte VII
PARTE 7
“Se eu fosse atacado, como foram os russos atacados pela “hordas germânicas” (e para eles nós éramos apenas “hordas fascistas” – comportamento justificado em parte por nós mesmos), então eu teria lutado até o fim.”
Em 1º de julho de 1941, nove dias após o início da campanha, 180 soldados alemães entre artilheiros e infantes pertencentes ao 35º Regimento e ao 119º Regimento foram capturados durante um contra-ataque repentino na estrada entre Klewan e Broniki na Ucrânia. Eles pertenciam a duas formações de infantaria motorizada as quais inadvertidamente se depararam contra uma força soviética superior composta de 1 divisão mais a metade de outra e foram prontamente dominados. Os prisioneiros, a maioria composta de feridos, foram conduzidos para um campo ao longo de uma estrada e ordenados para que se despissem. O Gefreiter Karl Jäger começou a apressadamente a tirar a sua túnica além de “ser obrigado a entregar todos objetos valiosos incluindo tudo que tínhamos em nossos bolsos.”. Nesta fase inicial após a captura, os prisioneiros geralmente obedeciam pois estavam ainda em estado de choque e preocupados com as suas vidas. Os soldados feridos tiveram dificuldades para se despirem. Jäger se lembra de um sub-oficial conhecido, Gefreiter Kurz, lutando para tirar o cinto devido à sua mão ferida. Para o seu horror, Jäger viu “ele ser apunhalado por trás, na nuca, de modo que a baioneta saiu pelo pescoço.”. Impressionados, os outros soldados desesperadamente removeram as suas túnicas. Outro soldado, ferido gravemente, foi chutado e espancado na cabeça com as coronhas dos rifles. Completamente intimidados, os prisioneiros alemães foram sendo encaminhados para o norte da estrada em grupos de 12 a 15 homens. Muitos estavam seminus e “outros completamente nus” lembra Jäger. O Oberschütze Wilhelm Metzger disse: “os russos (…) levavam tudo o que tínhamos: anéis, relógios, sacos de dinheiro, insígnias dos uniformes, e então eles começaram a pegar nossas jaquetas, camisas, sapatos e meias.”. O soldado Hermann Heiss teve as suas mãos amarradas para trás de maneira bem tosca como a maioria dos soldados. Eles então foram forçados pelos soldados russos a deitarem sobre um campo verdejante de trevos. Heiss descreveu quando:
“Um soldado russo me apunhalou no peito com sua baioneta. Neste momento eu me virei. Eu então fui apunhalado por sete vezes nas costas. Eu não me mexia. Evidentemente que os russos acharam que eu estava morto (…) Eu podia ouvir os gritos de dor dos meus companheiros e então eu desmaiei.”
Expressão da Miséria Humana: Prisioneiros de Guerra
Condição indesejada de qualquer combatente, cair nas mãos do inimigo. Um Prisioneiro de Guerra (POW) é algo que os Exércitos tiveram que conviver em grande escala na Segunda Guerra Mundial, e até os dias de hoje geram criticas pela política adota por algumas nações em relação às condições que esse soldado ficou prisioneiro. Não por acaso, desde a Grande Guerra, já havia extrema preocupação com a condição de POW, tanto que a Terceira Convenção de Genebra, realizada em 1929, deliberou especificamente sobre o tratamento dispensado a Prisioneiros de Guerra. O direito a uma condição mínima, com uma alimentação mínima, foram algumas das decisões da Convenção.
Nada disso impediu que Prisioneiros de Guerra fossem mortos, humilhados ou colocando em uma situação de miséria total. E engana-se quem acredita que os alemães foram os únicos a praticarem atrocidades contra seus prisioneiros. Os russos e os americanos deixaram muito a deseja no quesito humanidade em relação aos inimigos capturados, sendo que o primeiro executaram milhares de alemães durante a campanha contra Berlim.
Mas nada se compara ao Teatro de Operações do Pacífico, apesar de menor em termos de operações, produziu bizarrices incomparáveis, tais como a norma da U.S. Navy, que proibiu a coleção de partes de corpos de inimigos, prática corriqueira entre os integrantes da Marinha americana. Em contrapartida, os japoneses foram acusados, nas Filipinas, de marchas forçadas de mais de 100 km sem qualquer alimentação, a chamada Marcha da Morte. Isso, sem falar das atrocidades cometidas contra os chineses.
No final das contas, o tratamento aos Prisioneiros de Guerra, nada mais é do que a mais perfeita expressão do que a Segunda Guerra representou para a humanidade, desprezo pela vida e decadência de valores básicos para a paz.
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Avião Russo da Segunda Guerra Encontrado!
Resgatado outro avião da Segunda Guerra em um Lago próximo à cidade de Severomorsk na região de Murmansk, na Rússia. Trata-se de um IL-2 Sturmovik. O resgate aconteceu em 21 de junho de 2012 por uma equipe conhecida como ‘Ícaro’ da cidade de Zaozersk.
O IL-2 fez parte do 46º Regimento de Assalto Aéreo Esquadrão do Norte e fez um pouso de emergência no Lago coberto por gelo em 25 de novembro de 1943. Era parte de um grupo de 16 IL-2s que faziam um ataque a um campo de aviação alemã em Luostari. 25 Me-109 contra-atacaram e 11 aviões russos foram abatidos e contra 23 alemães destruídos em terra e no ar.
Era apenas a terceira missão do piloto Valentine Skopintsev, e a segunda para o seu artilheiro, Vladimir Humenny. Durante a batalha Skopintsev destruíram dois aviões em terra e seu artilheiro abateu um Me-109 que estava seguindo eles.
Com a cauda praticamente destruída por tiros de metralhadora quando o motor parou, o piloto optou por abandonar a aeronave no lago coberto de gelo. Ambos feridos, com Skopintsev tendo que resgatar Vladimir Humenny da posição onde se encontrava como artilheiro na traseira do avião. Felizmente eles conseguiram se salvar a tempo, quando o gelo cedeu sob o peso de 4 toneladas e afundou para o fundo do lago, onde permaneceria por quase 70 anos.
Tanto a tripulação voou em outras missões como piloto e artilheiro até o final da guerra. Skopintsev foi condecorado com a Ordem da Bandeira Vermelha, além da Ordem dos Nakhimov 2 ª Classe. Serviu como piloto até 1947 e morreu em 1996. Não há informações sobre Humenny.
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Tanque Russo usado pelo Alemães encontrado depois de 56 anos
Em 14 de setembro de 2000, uma escavadeira Komatsu puxou um tanque abandonado russo da Segunda Guerra Mundial de seu túmulo conservado sob o fundo de um lago perto de Johvi, Estônia. O tanque soviético T34-76A descansava no fundo do lago há 56 anos. O tanque tinha sido capturado e usado pelos alemães durante a batalha, e quando o combustível começou a vazar, eles soltaram-no deliberadamente dirigindo até um lago onde ele afundou e lá permaneceu até o ano de 2000.
A escavadeira Komatsu tem o poder e tração necessária para puxar o tanque. O trator está puxando a partir de uma elevação o tanque, o que e requer mais esforço.
Com a ajuda de seus cavalos de potência, o T-34 é lentamente liberado de seu túmulo. O esforço continua, e a cruz alemã do tanque na torre já pode ser vista enquanto o tanque vai emergindo. Quando um exército captura e utiliza um tanque inimigo os captores pintam seus próprios símbolos no veículo para que seja reconhecido pelo seu próprio lado e não ficar sob fogo amigo.
Quase a metade do tanque agora está fora do lago. A cúpula da torre está aberta. A comunidade local ajuda a limpar as raízes da árvore que impedia o progresso.
Agora o tanque está livre de toda a raiz da árvore que o segurava, e o T-34 é arrastado para fora.
O tanque está completo agora e sendo transportado para fora. Está intacto, nenhum dano aparente foi causado. É como se o tanque fosse armazenado em uma cápsula do tempo. Ela aparece exatamente como na última vez que esteve em combate na Segunda Guerra Mundial.
Muito sujo, mas o tanque está 100% completo após 56 anos no lago. É incrível como o tanque foi tão bem preservado no pântano.
A tintura ainda está conservada e com pouco ou nenhuma ferrugem. Até mesmo os simbolos pintados ainda são claramente visíveis e não apresentam grande deterioração ao longo dos anos .
Apesar de suja, a munição do tanque ainda estava intacta. Estas munições serão retirados e eliminadas pelo exército dada sua condição perigosa
A HISTÓRIA
De fevereiro a setembro de 1944, pesadas batalhas foram travadas na estreita faixa de 50 km de largura na frente de Narva na parte noroeste da Estônia. Mais de 100 mil homens foram mortos e 300 mil foram feridos. Durante batalhas no verão de 1944, o tanque foi capturado do exército soviético e usado pelo exército alemão. (Esta é a razão das cores alemãs pintada na parte externa do tanque.) Em 19 de setembro de 1944, tropas alemãs iniciaram uma retirada organizada ao longo da frente de Narva. Suspeita-se que o tanque foi então conduzido propositadamente para dentro do lago, sendo abandonado quando os seus captores abandonaram a área.
Naquela época, um menino local caminhado pela pelo lago Matasjarv notou rastros de tanque que levam até o lago, mas não chegando a lugar nenhum. Por dois meses ele viu bolhas de ar saírem do lago. Isso lhe deu motivos para acreditar que devia haver um veículo, no fundo do lago. Alguns anos atrás, ele contou a história para o líder de um clube local de história da guerra “Otsing”. Juntamente com outros membros do clube, o Sr. Igor Shedunov iniciou pesquisas e mergulhos no fundo do lago. A uma profundidade de 7 metros, eles descobriram o tanque descansando sob uma camada de três metros de turfa.
Entusiastas do clube, sob a liderança do Sr. Shedunov, decidiram puxar o tanque para fora. Em setembro de 2000 eles se voltaram para o Sr. Aleksander Borovkovthe, gerente do AS Eesti Polevkivi, para alugar da empresa Komatsu D375A-2 bulldozer. A operação de resgate começou às 09:00 e foi concluída às 15:00, com diversas paradas técnicas. O peso do tanque em conjunto com a declividade, fez uma operação resgate que exigiu muito esforço. O D375A-2 da operação com força e estilo. O peso do tanque armado foi de cerca de 30 toneladas, por isso a força de tração necessária para recuperá-lo foi semelhante. A exigência principal para a escavadeira de 68 toneladas era ter peso suficiente para não deslizar enquanto a subindo da colina.
Após o tanque vir à tona, acabou por ser um tanque ‘troféu’, que tinha sido capturado pelo exército alemão no curso da batalha em Sinimäed, seis meses antes de ser afundado no lago. Juntas, 116 munições foram encontradas a bordo. Surpreendentemente, o tanque estava em boas condições, sem ferrugem, e todos os sistemas em condições de funcionamento.
Esta é uma máquina muito rara ainda mais considerando que lutou tanto pela Rússia quanto pela Alemanha.
Um exemplo de foto da época de um tanque inimigo capturado e utilizado pelas tropas alemãs
Fonte:
































































































































































