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Voluntário da Waffen SS, Com Muito Orgulho!!
Entrevista realizada pelo jornalista inglês Laurence Rees a um membro belga da Tropas SS que lutou nos campos de Batalha da Russia, e que durante a guerra perdeu um olho e um braço e mesmo assim retornou para seu Batalhão até o final da guerra. Segue esse impressionante relato:
Na cultura popular, a associação entre a Alemanha e nazismo é explícita. O que nem todo mundo se lembra é de que as ideias nazistas e fascistas foram além das fronteiras alemãs e agradavam a muitas pessoas de outras nacionalidades. Sem dúvida, o integrante da SS mais fanático que conhece era um belga.
Jacques Leroy foi criado em Bache, na Valônia, a porção da Bélgica de colonização francesa. Na juventude, Leroy se tornou partidário das visões fascistas do belga Léon Degrelle, líder do movimento rexista. Sendo um simpatizante de ideias racista e perfil profundamente anticomunista, não é surpresa que Jacques Leroy tenha se voluntariado a participar da luta contra Stalin em uma divisão especial da SS, com sede na Valônia.
“O objetivo ideológico da Waffen SS era treinar homens – homens de elite”, disse Leroy. “Tais ideais não são mais apreciados na sociedade multipluralista atual, mas, na época, inspiravam homens a treinar em situações extremas, sempre servindo a seu país”. A motivação era uma só: “era uma guerra contra a Rússia, contra os comunistas e bolcheviques, e essa era a grande razão.”
Uma vez na tropa, Leroy e alguns outros voluntários da Waffen SS foram transferidos para o front leste, onde o belga se mostrou um lutador bravio e destemido: “estávamos sempre prontos para empunhar as armas, ficávamos escondidos atrás de árvores, lutávamos corpo a corpo”. A dedicação era tamanha que, em reconhecimento a sua notória coragem, ele recebeu várias condecorações de batalha.
Bem antes disso, no entanto, na neve da floresta de Teklino, no oeste da Ucrânia, em 1943, o batalhão que Jacques Leroy defendia enfrentava um grupo do Exército Vermelho muito mais numeroso que o dele. “As consequências foram realmente terríveis. Perdemos 60% dos nossos homens. Dois ou três tanques Panzer estavam lá para nos defender, mas não conseguiram entrar na floresta.”
É medida que recordava dos tempos antigos de combate, o ex-militar belga ia ficando cada vez mais animado: “Lutamos com leões. Atacamos e fomos conquistando uma posição atrás da outra!”
Mas logo, o velho combatente revelou que a sorte não esteve do seu lado por todo o tempo. “Eu estava ajoelhado atrás de uma bétula – uma dessas árvores bem finas – e, de repente, senti algo parecido com um choque elétrico. Larguei minha arma e, imediatamente, vi sangue, gostas vermelha pingando no branco da neve. Era o meu olho que tinha sido atingido por uma bala. Meu olho havia sido aniquilado. E eu estava com mais três balas no ombro.”
Estirado na neve, sangrando, Leroy só foi salvo porque dois de seus camaradas o carregaram a um hospital do campo de batalha. Não houve salvação para o olho. Os cirurgiões tampouco conseguiram salvar o braço.
E agora bem uma parte do relato desse belga aficionado pelo nazismo que considero extraordinário. Depois de recuperar-se do ataque, mesmo mutilado e cego de uma Leory volta à sua Unidade. Por quê?
“Para não cair na mediocridade e para não abandonar os meus camaradas!”, Leroy respondeu “Sim, eu tinha perdido um braço e um olho, mas quando se é jovem, a gente não se deixa afetar pelos problemas na mesma maneira que as pessoas mais velhas se afetam. Voltei, acima de tudo, para não cair no comodismo. Não suportaria ficar sem fazer nada, à toa, sem um objetivo na vida (…), às vezes, a gente precisa pensar, precisa ter um objetivo.”
Confesso que passou pela minha cabeça que, ironicamente, existia um enorme aparelho de televisão naquela casa onde estive, a casa em que Leroy passou sua velhice. Penso que ele, provavelmente, nesta fase da vida, passava, sim, muito tempo assistindo à programação.
Em minha visita, Leroy negou com muita ênfase ter visto qualquer atrocidade ser cometida contra os judeus: “Nunca, nunca, nunca! Nunca vi uma cena daquelas, é por isso que não acredito, não acredito!”.
Aproveitei para dizer a ele sobre a existência de provas fotográficas de cadáveres em campos de concentração nazistas, ele respondeu: “E você acredita mesmo que aquelas fotos são de verdade?”.
Leroy morreu poucos dias depois da nossa entrevista. Tenho certeza de que foi para o túmulo mantendo sua convicção até o fim. Morreu como um ex-integrante fanático da SS, que negava a realidade do Holocausto e que gritava com a TV cada vez que ela lhe falava o contrário.
- Jacques Leroy
Blitzkrieg – A Guerra do Exército Alemão
Quando o conflito iniciou em 1939 ainda havia estava impregnada a boa e velha doutrina da guerra estática com deficiência de mobilização e táticas de avanço. A maioria dos exércitos utilizava cavalos em larga escala, a exemplo a França que realizou campanhas para trazer esse tipo de animal de suas colônias e de outros países, e em 39 havia mais 200 mil cavalos disponíveis para o início da guerra. Quando a Polônia foi atacada e no seguinte a própria França invadida, o que se viu foi uma nova doutrina militar baseada no que os alemães chamavam de Blitzkrieg (Guerra-Relâmpago), que consistia basicamente no emprego sistemático de tropas com alto poder de mobilização, blindados e apoio aéreo sistemático. As cidades caiam uma após a outra com soldados de manga arregaçadas e alto poder de foto individual nunca vistos antes. O resultado disso? Menos de um ano depois da guerra praticamente toda a Europa estava sob o domínio nazista.
Essa nova doutrina mudou a forma de se fazer guerra, e angariou admiradores pelo mundo inteiro, inclusive aqui no Brasil, chamados de Germanófilos. Essa admiração se transformou em voluntários e formou um exército de estrangeiros dentro do exército alemão.
Segunda Guerra – As Fotos e Seus Detalhes Históricos.
1. Visualizada através de um bunker alemão dinamitado, podemos ver LST-392 descarregando sua carga em Cherbourg. À esquerda um caminhão Dodge WC-51. No Dia D este LST pertencia a divisão 70, participou da segunda onda em Omaha Beach, setor Fox Green. Ele transportou elementos do 17ª Bn Ops Signal, Bn 509 MP, Companhias de Carros Blindados (tropas de reconhecimento) do 503 e parte do 320 Batalhão Barrage de Balão em um total de 65 veículos e 229 homens que embarcaram de Falmouth.
2. Em 18 de julho de 1944, um jovem soldado alemão rende-se sob uma bandeira branca para as tropas dos EUA da Força-Tarefa Cota fora de São Lo
3. Uma cena de devastação na área de Schnellboote construída pelos alemães para proteger uma base naval do ataque aéreo aliado. O bunker de concreto foi atingido por algo com enorme poder, o suficiente para deslocar o bloco de concreto em cima dela que deve ter pesado muitas toneladas. À esquerda estão dois carros civis que ficaram ao serviço alemão, bem como um caminhão da Wermacht.
4. Os danos causados na base Naval Cherbourg, a partir desta foto tirada de uma aeronave voando a 400 pés.
5. Tenente (mais tarde capitão) Nonet Raisen retorna para sua esposa em agosto de 1944. Raisen fugiu da França para juntar-se De Gaulle – França Livre – e voltou com a 2ª Divisão de Blindados do francês Leclerc
6. Capacetes e papéis deixados no chão em um campo que foi usado para coletar alemães prisioneiros de guerra antes de ser levado para os campos de prisioneiros. Na área de Falaise. Os capacetes são aqueles emitidos para as unidades de pára-quedistas alemães. Apenas visível no canto superior esquerdo é um Sd.Kfz abandonado. Artilharia Principal.
7. Tropas canadenses Dundas e Highlanders desembarcando do LCI 299 no Setor White, Juno Beach debaixo de fogo em 06 de junho de 1944
8. Dois habitantes assistem a um Bulldozer canadense abrindo caminho através Rue de Bayeux, Caen. A maioria dos danos nessa área de Caen foi causada durante uma incursão por três grupos de bombardeiros B26 USAAF em 8 de julho de 1944 às 08:00.
9. Alemães prisioneiros de guerra sob guarda na rue des Fossés Plissons, Domfront. Note o raro uniforme “mancha camuflada” usada por tropas dos EUA. Conhecido oficialmente como “duplo herringbone de sarja camuflagem de selva” é mais comumente visto nos Marines, no teatro do Pacífico. Foi emitido por um período muito curto de tempo para duas unidades da segunda Divisão Blindada EUA e Engenheiros do 17º Batalhão de Engenharia. e os 41 Regimento de Infantaria. Foi retirado no prazo de duas semanas devido a sua semelhança com um uniforme utilizado por tropas Waffen SS.
10. Comboio alemão destruído pelo poder aéreo aliado tático entre Carrouges e Rânes. Dois comboios similares foram atacados na região entre 12 e 14 de agosto de 1944, resultando na destruição parcial ou completa dos grupos.
11. Ruínas da rue des Barbacanes, Domfront após bombardeio maciço dos Aliados.
12. 03 enfermeiras atendem um soldado em uma maca. À direita é Anne-Marie BRANET à esquerda é Michette De VALENCE.
13. 02 Mulheres carregam seus pertences para baixo a rue Paul-Doumer arruinada, Domfront.
14. Um caminhão Chevrolet CMP puxa uma arma 40mm Bofors AA através da cidade destruída, sob a direção de um Corpo Provost canadense homem da polícia militar. Aqui no Brasil seria um soldado da PE (Polícia do Exército).
15. Este Jeep e M3 Half-Track provavelmente foi capturado pelos alemães e depois usado na defesa de Mortain, onde foram apanhados pelo fogo de artilharia aliada. Também capturados e voltados contra os seus antigos donos estava uma arma anti-tanque de 3 polegadas. O M3 foi possivelmente usado para o transporte de tropas.
16. GI com uma câmera perto deste bunker. Em pé na frente da porta arma de um bunker ocupado teria sido muito imprudente, então podemos suspeitar que os alemães estavam muito longe!
17. A estação em ruínas em Saint Lo com os restos da cidade no fundo. 95% de Saint Lo foi destruído na luta
18. As tropas americanas escombros de uma vila de Saint Sauveur le Vicomte, note a garagem Renault em segundo plano.
19. Em primeiro plano um Panzer IV com uma arma Flak 88m para trás.
20. A P47 Thunderbolt provavelmente do Grupo de Caça 371 em chamas. Note que as bombas anti-pessoal fragmentação sob a asa, e as lâminas de propulsão dobradas. Podemos presumir que o acidente ocorreu na decolagem, já que o motor estava funcionando e a carga da bomba ainda estava a bordo. O outro compartimento de bombas deve ter ficado bem aquecido neste momento, para não mencionar as centenas de munições .50 na asa em chamas, sublinhando a natureza perigosa dos acidentes operacionais.
Tanques Sherman do 12º Regimento de Caçadores d’Afrique (RCA) na concentração após a vinda para o front em primeiro de agosto 1944. A unidade estava em ação no dia 7 de modo que esta fotografia pode ser colocado entre essas datas. Concentrando blindados dessa maneira foi uma prova da supremacia dos aliados do ar, e teria sido impensável para os alemães, que foram incapazes de mover grandes formações durante o dia sem convidar um enorme ataque aéreo. Uma unidade semelhante alemão seria dispersa e camuflada. O tanque de 29 “Maurienne”, na foto, comandada pelo sargento Martin foi destruído em ação em 03 de janeiro de 1945. A sua retaguarda está o Tank 28 “” Tarentaise “comandada pelo sargento Bizard foi perdido no 12 de agosto de 1944.







































































