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Baterias de Costa e a Guerra Estática da Alemanha

Quando a França caiu em 23 de junho de 1940, a Alemanha subjugava grande parte da Europa Continental. Os domínios do Reich chegavam ao auge e um Exército de ocupação seria crucial para a manutenção do domínio alemão. Esse Exército, deveria, além de manter o controle interno dos inimigos do Reich, também deveria estar preparados para um possível ataque das nações inimigas. Quando a frente oriental foi aberta e uma nova fase da guerra se voltava para uma possível invasão da França, ergueu-se a mais conhecida fortificação estática da Segunda Guerra Mundial, a Muralha do Atlântico. Um conjunto de fortificações que se estendiam dos Países Baixos até as costas normandas. A propaganda de Goebbels classificava a Muralha com instransponível e inexorável. Mas não resistiu a primeira inspeção de Rommel. Que a chamou de enganação, e só servia de propaganda.

A Wehrmacht, no final de 1943, estava agora atrás da Muralha fazendo uma guerra estática, parecido com as trincheiras da Grande Guerra, aguardando um movimento do inimigo. Ou melhor, o próprio sistema de defesa estático da Alemanha era tão complicado quanto a diversidade de unidades militares estacionadas pela França. As Baterias Costeiras estavam subordinadas a Kriegsmarine , mas até iniciar os desembarques de tropas inimigas, a partir deste momento, a subordinação passaria a Wehrmacht, que deveria impedir exatamente a consolidação de pressionar o inimigo de volta para o mar.

Essa complicação de subordinação também se dava para as unidades Panzers que só podiam ser acionadas por ordem direta de Hitler, ou seja, Rommel deveria contra-atacar, mas sem contar com as Unidades de Blindados, exceto se solicitasse em tempo para que eles fossem deslocados.

Um dos grandes fatores de preocupação para Rundstedt  e Rommel era o poderio naval dos aliados, por isso as fortificações costeiras foram construídas com uma proteção de concreto reforçado e dispostos de tal forma que resistissem a projéteis diretamente. Essas Baterias de Costas estavam prontas para atacar embarcações e tropas que chegasse às praias por elas protegidas. A proteção funcionou no Dia D. A maioria dos que lutaram nos Bunkers e Fortificações nas praias que desembarcaram inimigos, estavam vivos depois dos bombardeios navais e aéreos. Estavam surdos, mas vivos!

Vamos verificar como estas baterias funcionavam e o que restou delas no Dia D.

Eu Sou a Poderosa Artilharia!

A poderosa Artilharia foi exponencialmente desenvolvida na Segunda Guerra Mundial. Canhões de calibres cada vez maiores foram utilizadas não apenas contra tropas militares como também para destruições de cidades, a exemplo do canhão Gustav com seus estratosféricos 1344 toneladas que abriu fogo contra a cidade de Sebastopol.  Esse canhão é considerado o maior já construído. Esse monstro tinha 6 metros de altura e 43 metros de comprimento. Uma equipe de 500 homens, comandada por um Major-General, precisava que quase três dias inteiros para montar e preparar para atirar.

A artilharia sempre foi o terror das tropas inimigas, pelo menos isso é que registra os médicos que trataram os traumas de guerra. A imagem de um bombardeio total com corpos de companheiros mutilados e mortos chocava o combatente.

Por esses e outros motivos a canção da Artilharia brasileira inicia com a afirmação idiomática: “EU SOU A PODEROSA ARTILHARIA!”

Eu Sou a Poderosa Artilharia…

 Aos meus amigos e verdadeiros soldado brasileiros, Coronel Lima Gil, Major Adler, Tenente Monteiro, Tenente Cid e outros grandes Artilheiros, segue uma crônica de um dos mais respeitados infantes que já passaram pelas fileiras do Exército Brasileiro em homenagem a Poderosa Artilharia!

Nossa Artilharia

O emprego do observador avançado na artilharia, isto é, um tenente dessa arama junto aos comandantes de Companhias de Fuzileiros, fez com que nossos da arma irmã sentissem mais de perto o valor do Infante. A criação das Companhias de Obuses nos Regimentos de Infantaria e seu emprego pelos próprios infantes, provaram que, para estes a rigor, não há grandes segredos na técnica do tiro de Artilharia.

A bravura com que suportou o Capitão Raul, oficial de ligação da Artilharia junto ao nosso Batalhão, ante o cerrado bombardeio inimigo ao Posto de Comando de combate do batalhão, quando do nosso primeiro ataque a Monte Castello; a bravura com que os observadores avançados de Artilharia sempre se portaram dos comandantes das Companhias de Fuzileiros deste Batalhão, quando dos nossos ataques, mostraram-nos perfeitamente que nossos artilheiros são tão bravos quantos os mais bravos infantes. O próprio convívio continuado de infantas e artilheiros. Em todas as fases do combate, uniram-nos sensivelmente.

Por outro lado a justa simpatia de que se gozava o comandante da Artilharia Divisionária, o General Cordeiro da Farias, no meio dos infantes, muito concorreu para que essa união se tornasse definitiva. Para nós, essa união foi sempre dos maiores benefícios que essa guerra trouxe para o nosso Exército Brasileiro.

Vejamos uma justificativa do que dissemos: Certo dia, nosso Batalhão ocupava o setor Morro dell Oro x Roca Pitigliana, quando o comando do Regimento nos informou constar que o inimigo se havia retirado e, como consequência, o comando da nosso Divisão ordenava mandássemos imediatamente patrulhas ocupar as posições inimigas e aí aguardaram ordens, talvez para prosseguirem. Essas patrulhas deviam partir imediatamente.

Eram 9 horas. Em fase missão recebida, o comando do Batalhão resolveu enviar 2 patrulhas: a principal a cargo da 1ª Companhia e uma outra, apenas para distrair do inimigo, a cargo da 3ª Companhia. A principal, com efetivo de uma pelotão de Fuzileiro, uma seção de metralhadoras leves, 3 sapadores devia progredir na direção de “Oratório dello Sassone” e procurar atingir o Morro “Della Vedetta”; a outra com dois grupos sob o comando de uma oficial devia progredir na direção de Cá de Giansimone e procurar atingir a localidade de Pietra Colora. O Batalhão contava com o apoio do Grupo de Artilharia do Coronel Da Camine  de seus próprios fogos, inclusive três metralhadoras de calibre .50, sob o comando do bravo tenente Carlos Pinto, e um canhão 57, do não menos bravo tenente Paiva.

O  comandante do Batalhão ai se deslocando para a morro Dell’Oro onde coordenaria pessoalmente o movimento da patrulhas, quando surge no Posto de Comando do Batalhão o ulistre ortopedista da FEB, professor Caio Amaral, que vinha à frente, dizia ele, “para que não regressasse ao Brasil sem ver a guerra”. O comandante do Batalhão informou o que se estava passando e convidou-o para ir à frente, ver a guerra mais de perto. E lá se foram! Com eles foi também o Dr. Camara. No Morro Dell’Oro encontraram o destemido capitão Everaldo, comandante da 1ª Companhia. Mais ou menos às 10 horas partiram as patrulhas: a da 1ª sob o comando do tenente Oliveira Lima e a da 3ª sob comando do tenente Romeu. Essa, ao atingir a região de Bordigone, encontrou um emaranhado de minas. Aí se detém pra retirá-las e recebe forte rajadas de metralhadoras. A da 1ª Companhia, ao atingir Oratório dela Sassone, é recebida com rajadas de metralhadoras pela esquerda. O inimigo, ante a ameaça de ser envolvido, tenta se retirar. Os 3 primeiros que surgem são mortos pelos próprios sapadores. Estavam acompanhando tudo pelo rádio. O capitão Everaldo incentivou o tenente Oliveira Lima para que prosseguisse e deixasse alguns elementos a fim de vasculhar Mela.

Quando o pelotão progride mais alguns metros, tentando galgar um espigão existente entre o Oratório Della Sassone e Geleto, é detido por tiros que partem de diversas direções, de frente e dos flancos. Dividimos essas resistências entre os nossos morteiros 81 e o grupo de Artilharia que nos apoiava.

Nessa altura, nem o Dr; Caio Amaral escapou: já estava funcionando direitinho como agente de transmissão, por sinal otimamente. Agora o próprio comandante do batalhão incentivava o tenente para que progredisse sob o apoio de fogos que lhe estava sendo dado, para que, pelo menos, mandasse buscar os documentos dos mortos inimigos. O tenente respondeu que o pelotão encontrara em toda a frente rede de minas, e que não podia usar suas armas automáticas porque se enterravam na neve.

O comandante do Batalhão e o capitão Everaldo prosseguiam incentivando o Pelotão: que aos sapadores tirassem as minas e que o conjunto prosseguisse sob o apoio de fogos que lhe seria renovado.

 Estavam os sapadores empenhados em sua missão, quando vimos nitidamente rebentar no ar, na altura das linhas inimigas um foguete de fumaça amarelo. Já era nosso conhecido: era o sinal de contra-ataque inimigo.

E o fogo inimigo recrudesceu. Já não eram só as metralhadoras, também vinham granadas de morteiros.

Compreendemos a situação. Devíamos fazer retroceder a patrulha. Mas como, se ela estava com seu itinerário de regresso cortado por ajustados fogos de metralhadoras inimigas?

 Nossos recursos de fogos estavam todos empenhados, inclusive 57 e as metralhadoras de calibre .50. Não tínhamos como bater Cá de Giansimone, de onde devia partir o contra-ataque inimigo, nem como neutralizar as últimas metralhadoras inimigas que se tinham revelado.

Mas, era para nós uma questão de honra salvar nossa Patrulha! Toda sim! Para que não ficasse como jamais ficou, um só homem do nosso Batalhão em mãos inimigas!

 Comunicamos o fato ao Regimento; pedimos mais artilharia: demos os pontos a bater.

A hora combinada vimos um colar de fogos se sobrepor às resistências inimigas.

As balas traçantes do canhão 57 e das metralhadoras cortavam o espaço. Por sobre nossas cabeças era um sibilar sem fim! Eram nossos bravos artilheiros que vinham nos ajudar e salvar nossos homens. De quando em vez ouvia-se um sibilar mais forte: era o 155 do Grupo Escola do Rio que batia, com uma precisão de tiro ao alvo, a localidade de Cá de Giansimone.

E nós, infantes, sentimos que o apoio que nos era dados pela nossa valorosa artilharia não era apenas uma “missão cumprida”, tecnicamente perfeita. Não! Os seus tiros levavam o influxo dos corações dos artilheiros que vinham colaborando com seus irmãos infantes na causa comum da defesa da nossa Pátria.

Fonte: Coronel Olívio Gondim de Uzêda – Crônicas de Guerra

 

 

 

A Artilharia da Força Expedicionária Brasileira

       Quando a 2ª guerra mundial começou, o Exército Brasileiro acabara de receber da Alemanha uma primeira remessa de peças de artilharia de 75 mm fabricada pela Krupp, que na sua época era o que havia de mais moderno em matéria de Artilharia de Campanha. O novo sistema biflecha permitia aumentar o seu movimento em direção cerca de 10 vezes mais, o número variável de cargas dava-lhe maior facilidade de manuseio e, o seu carregamento semiautomático aumenta em muito a sua capacidade de tiro. O restante do pedido ficou retido no porto de Lisboa proibido de prosseguir viagem por pressão do governo da Inglaterra.

             Com a entrada no Brasil na guerra, recebemos obuses de 105 e 155 tracionados a motor e que já apresentavam sobre o material alemão algumas novidades, sendo mais evidentes a utilização de trajetórias curvas, o aumento do calibre e o fato de serem auto rebocados. Nessa época, a variação da nomenclatura militar já motivava alegres comentários por parte de nossa tropa e, como os Regimentos organizados se chamavam ROAuR(Regimento de Obuses Auto Rebocáveis), foram apelidados de Auauau( os praças diziam: “Pertenço ao 1º ou 2º Auauau).

             A Divisão de Infantaria Expedicionária, que se preparava na cidade do Rio de Janeiro comportou logo logo uma Artilharia Divisionária constituída por três grupos de 105 mm e um de 155 mm. Vale ressalvar que o choque entre novas e velhas ideias surgiram, mas rapidamente a doutrina americana predominou.

             Com o embarque do 1º escalão da Força Expedicionária Brasileira, seguiu o II/1º ROAuR, sob o comando do competente Coronel da Camino, tendo como oficial de operações o Major Ramiro Gorreta Júnior. Do seu aquartelamento em Campinho, seguiu a pé para a estação ferroviária de Madureira, onde embarcou em direção ao Porto do Rio de Janeiro.

             Chegando na cidade de Nápoles(Itália), ficou acampada na cidade de Bagnoli e pouco tempo depois seguiu por rodovia e via férrea para a milenar cidade de Tarquínia, onde recebeu seu material e armamento. Da cidade de Tarquínia, deslocou-se em caminhões para a cidade de Vada, em marcha noturna.

             Neste novo acampamento, um grande parreiral em época de colheita, iniciou intensos preparativos para estar em condições de apoiar o 6º RI, que seria em breve lançado à luta. De toda a sua dotação, só não recebeu nesta oportunidade, seus L-4(aviões de ligação e observação).

            No dia 13 de Setembro de 1944 deslocou-se par a cidade de Ospedaleto, estando próximo o batismo de fogo. No dia 15 de Setembro entrou em posição na Região de Monte Bastione, em apoio ao 6º RI, e às 14:22 horas do dia 16,lançou o primeiro obus contra o inimigo. Foi um momento de grande emoção para todos, quando o barulho do canhão assinalou a abertura das hostilidades.

            O fato das operações iniciais da FEB terem se caracterizado por ser uma autêntica marcha para o combate, a 1ª Bateria realizou um lance no dia 17 de Setembro, a fim de assegurar a continuidade do apoio, ocupando posição na Região de Le Corti. Em seguida o grupo deslocou-se em direção a V. Lippi, C. D’Babano e Torcigliano, e durante o este mês foram utilizdas 3.182 granadas.

            Aos primeiros dias do mês de Outubro de 1944, enquanto a 2ª Bateria permaneceu apoiando as ações do 6º RI, a maioria do grupamento seguiu para a Região de Pietrasanta para reforçar a Artilharia que apoiava a 92ª Divisão Americana(conhecida como Cabeça de Búfalo, que era constituída apenas por negros), que em vão, tentava prosseguir no setor costeiro.

            Da cidade de Pietrasanta o grupo retornou para apoiar a tropa brasileira, ocupando posição ao Norte de Borgo a Mozzano, na Região de Cardozo. Durante este deslocamento, através de uma picada que era desaconselhada a sua utilização por parte dos oficiais que fizeram o reconhecimento do terreno, que nosso material ficou dois dias atolado na lama.

            O chuvoso mês de Outubro terminou com o grupo na cidade de Fornacci di Barga, apoiando a Infantaria Brasileira na conquista da cidade de Lama di Sotto. O contra ataque alemão, visando proteger a posição chave de Castelnuovo di Garfagnana, encerrou o ciclo operacional de Destacamento Brasileiro no Vale do Sercchio. O mês de Outubro consumiu 6.630 tiros.

            No dia 5 de Novembro de 1944, o Grupo já se encontrava no novo setor do Reno, ocupando seu PC em um sobrado nas proximidades da ponte de Silla, que foi impiedosamente martela pela artilharia inimiga. Neste sobrado, que apresentava numerosos buracos feitos por granadas, o Posto de Comando sofreu um grande ataque de metralhadora  de um avião inglês, levando um motorista americano a falecer.

            Desde o dia 1º de Novembro de 1944, o Grupo passou ao controle da Divisão de Infantaria Divisionária, e no dia 15  foi incorporado à AD/1E. Os outros três grupos de Artilharia, chegados com o 2º e 3º escalões da FEB, entraram em ação beneficiando-se da experiência do II/1º ROAuR.

            Do relatório do Grupo, mandado confeccionar pelo S3, o Major Ramiro Gorreta Júnior, pode-se extrair os seguintes dados:

            “O II/1º ROAuR cumpriu, de 15 de Setembro a 31 de Outubro de 1944, cerca de 1500 missões de tiro, sendo que 847 delas com observação terrestre, 21 com observação aérea, e 683 não observadas.

            Estas missões se repartiram em regulações, tropas, inquietações, metralhadoras, morteiros, baterias, propaganda, pontos fortes, postos de comando, postos de observação, veículos, tiros de cegar, áreas de bivaque, pontos de reabastecimento, pontes, tiros de deter, barragem defensiva, barragem fixa, bombardeio fixo, preparação de contra ataques”.

        Os artilheiros do V Exército Americano nos advertiram das manhas inimigas, que procurava atingir a retaguarda dos infantes em progressão, para fazer crer que eles estavam sendo atingidos por fogo amigo.

             A  Artilharia da Força Expedicionária Brasileira, sob o comando do General Osvaldo Cordeiro de Farias, somente começou a atuar como Artilharia Divisionária nas ações do Vale do Rio Reno e da Ofensiva da Primavera, apoiando o bravo infante da defensiva gelada, na demolição das linhas inimigas e na fulminante perseguição ao sul do Rio Pó. Fica claro que os riscos corridos pelos artilheiros foram incomparavelmente menores que os dos infantes das companhias de fuzileiros, mas foi um trabalhoso e duro, igualmente importante para a vitória ante o inimigo.

             Enquanto o pé de poeira dormia velado pelos sentinelas, o artilheiro estava a postos, martelando sem cessar os pontos assinalados pelo infante, quase sempre assustado e nervoso nos fox-hole.

            “A  Artilharia é a Arma da vigília”

 

            É à noite que ela se remunicia, que se desloca, que  prepara as posições, que estende seu manto protetor sobre a Rainha da Armas.

             No dia 15 de Novembro de 1944, o comandante da Artilharia Divisionária, jubilosamente anunciou a sua entrada em ação:

            “Nossa  Artilharia, com a maioria dos seus meios, entra hoje em linha. Esta data deve, por todos nós, ficar perfeitamente assinalada, porque representa a objetivação do nosso grande desejo de sermos efetivos combatentes para a feitura de um mundo melhor e mais justo.

            O estágio de treinamento na Itália foi dispensado e devemos caracterizar este fato, porque é ele o prêmio do nosso esforço no Brasil de preparação para a guerra.”.

             Abaixo, transcrevemos o item relativo à Artilharia numa das ações da FEB – 3º Ataque ao Monte Castelo:

ARTILHARIA

  1. 1.      Missão
  • ações em proveito do dispositivo de ataque ao Monte Castelo e do dispositivo de defesa dos subsetores Leste e Oeste.
  • participação eventual na contrabateria a executar pela Artilharia do IV Corpo.

  1. 2.      Repartição
  • apoio direto

                     Ao I/1º RI – I grupo

                     Ao III/11º RI – II grupo

            Aos Subsetores Leste e Oeste – III grupo

  • ação de conjunto – IV grupo
  • reforço – A artilharia do IV Corpo reforçará as ações em proveito do ataque.

                        3.  Fogos

  • preparação do ataque terá por fim a neutralização das posições alemãs, particularmente as de Monte Castelo e permitir a melhoria de base de partida, com duração de 40 minutos.
  • apoio imediato entendimento entre os comandantes de grupos e batalhões apoiados e desencadeamento a  pedido.
  • proteção conquista o objetivo intermédio do Grupamento: de H até + 15 sobre Monte Castelo, Della Caselina e Cota 1036.
  • conquista do objetivo final: de H 1 até H 1 + 15 em La Serra e Cota 1036.
  • e H ! até H 1 + 30 no Morro de La Torracia e Salciccia
  • de deter após conquista de 01 após conquista de 02 face aos subsetores Leste e Oeste.

            “Este post é dedicado ao Veterano Manoel Clementino de Morais(In Memoriam) e ao Cel  Art Ernesto de Lima Gil”

           

Manoel Clementino de Morais(In Memoriam)

 

Cel Art Ernesto de Lima Gil

Segunda Guerra – As Fotos e Seus Detalhes Históricos.

LST - Participou do Dia D

LST - Participou do Dia D

1. Visualizada através de um bunker alemão dinamitado, podemos ver LST-392 descarregando sua carga em Cherbourg. À esquerda um caminhão Dodge WC-51. No Dia D este LST pertencia a divisão 70, participou da segunda onda em Omaha Beach, setor Fox Green. Ele transportou elementos do 17ª Bn Ops Signal, Bn 509 MP, Companhias de Carros Blindados (tropas de reconhecimento) do  503  e parte do 320 Batalhão Barrage de Balão em um total de 65 veículos e 229 homens que embarcaram de Falmouth.

Rendição

Rendição

2. Em 18 de julho de 1944, um jovem soldado alemão rende-se sob uma bandeira branca para as tropas dos EUA da Força-Tarefa Cota fora de São Lo

 

Base Naval Alemã na França

3. Uma cena de devastação na área de Schnellboote construída pelos alemães para proteger uma base naval do ataque aéreo aliado. O bunker de concreto foi atingido por algo com enorme poder, o suficiente para deslocar o bloco de concreto em cima dela que deve ter pesado muitas toneladas. À esquerda estão dois carros civis que ficaram ao serviço alemão, bem como um caminhão da Wermacht.

Vista Aérea

4. Os danos causados ​​na base Naval Cherbourg, a partir desta foto tirada de uma aeronave voando a 400 pés.

5. Tenente (mais tarde capitão) Nonet Raisen retorna para sua esposa em agosto de 1944. Raisen fugiu da França para juntar-se De Gaulle  – França Livre –  e voltou com a 2ª Divisão de Blindados do francês Leclerc

Campo de Prisioneiros Provisório

6. Capacetes e papéis deixados no chão em um campo que foi usado para coletar alemães prisioneiros de guerra antes de ser levado para os campos de prisioneiros. Na área de Falaise. Os capacetes são aqueles emitidos para as unidades de pára-quedistas alemães. Apenas visível no canto superior esquerdo é um Sd.Kfz abandonado. Artilharia Principal.

7. Tropas canadenses Dundas e Highlanders desembarcando do LCI 299 no Setor White, Juno Beach debaixo de fogo em 06 de junho de 1944

Devastação

8. Dois habitantes assistem a um Bulldozer canadense abrindo caminho através Rue de Bayeux, Caen. A maioria dos danos nessa área de Caen foi causada durante uma incursão por três grupos de bombardeiros B26 USAAF em 8 de julho de 1944 às 08:00.

 

Raridade

9. Alemães prisioneiros de guerra sob guarda na rue des Fossés Plissons, Domfront. Note o raro uniforme “mancha camuflada” usada por tropas dos EUA. Conhecido oficialmente como “duplo herringbone de sarja camuflagem de selva” é mais comumente visto nos Marines, no teatro do Pacífico. Foi emitido por um período muito curto de tempo para duas unidades da segunda Divisão Blindada EUA e Engenheiros do 17º Batalhão de Engenharia. e os 41 Regimento de Infantaria. Foi retirado no prazo de duas semanas devido a sua semelhança com um uniforme utilizado por tropas Waffen SS.

Ataque Aéreo

10. Comboio alemão destruído pelo poder aéreo aliado tático entre Carrouges e Rânes. Dois comboios similares foram atacados na região entre 12 e 14 de agosto de 1944, resultando na destruição parcial ou completa dos grupos.

Mais Destruição

11. Ruínas da rue des Barbacanes, Domfront após bombardeio maciço dos Aliados.

Socorro

12.  03 enfermeiras atendem um soldado em uma maca. À direita é Anne-Marie BRANET à esquerda é Michette De VALENCE.

Civis sem Casa

13. 02 Mulheres carregam seus pertences para baixo a rue Paul-Doumer arruinada, Domfront.

Soldado da MP

14. Um caminhão Chevrolet CMP puxa uma arma 40mm Bofors AA através da cidade destruída, sob a direção de um Corpo Provost canadense homem da polícia militar. Aqui no Brasil seria um soldado da PE (Polícia do Exército).

Detalhes

15.  Este Jeep e M3 Half-Track provavelmente foi capturado pelos alemães e depois usado na defesa de Mortain, onde foram apanhados pelo fogo de artilharia aliada. Também capturados e voltados contra os seus antigos donos estava uma arma anti-tanque de 3 polegadas. O M3 foi possivelmente usado para o transporte de tropas.

Bunker

16. GI com uma câmera perto deste bunker. Em pé na frente da porta arma de um bunker ocupado teria sido muito imprudente, então podemos suspeitar que os alemães estavam muito longe!

Estação Ferroviária

17. A estação em ruínas em Saint Lo com os restos da cidade no fundo. 95% de Saint Lo foi destruído na luta

Detalhes

18. As tropas americanas escombros de uma vila de Saint Sauveur le Vicomte, note a garagem Renault em segundo plano.

Tanque com um 88

19. Em primeiro plano um Panzer IV com uma arma Flak 88m para trás.

Acidente em P47

20. A P47 Thunderbolt provavelmente do Grupo de Caça 371 em chamas. Note que as bombas anti-pessoal fragmentação sob a asa, e as lâminas de propulsão dobradas. Podemos presumir que o acidente ocorreu na decolagem, já que o motor estava funcionando e a carga da bomba ainda estava a bordo. O outro compartimento de bombas deve ter ficado bem aquecido neste momento, para não mencionar as centenas de munições .50 na asa em chamas, sublinhando a natureza perigosa dos acidentes operacionais.

Tanques Aliados

Tanques Sherman do 12º Regimento de Caçadores d’Afrique (RCA) na concentração após a vinda para o front em primeiro de agosto 1944. A unidade estava em ação no dia 7 de modo que esta fotografia pode ser colocado entre essas datas. Concentrando blindados dessa maneira foi uma prova da supremacia dos aliados do ar, e teria sido impensável para os alemães, que foram incapazes de mover grandes formações durante o dia sem convidar um enorme ataque aéreo. Uma unidade semelhante alemão seria dispersa e camuflada. O tanque de 29 “Maurienne”, na foto, comandada pelo sargento Martin foi destruído em ação em 03 de janeiro de 1945. A sua retaguarda está o Tank 28 “” Tarentaise “comandada pelo sargento Bizard foi perdido no 12 de agosto de 1944.