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Midway – O Início da Virada no Pacífico
Sabendo da possibilidade dos dois porta-aviões restantes dos Estado Unidos, o Enterprise e o Hornet, estivessem no Pacífico Sul, Yamamoto planejou o golpe final das forças navais americanas. Assim, concluiu que é possível obter uma vitória naval segura e decisiva. A frota americana estaria tão enfraquecida que envolver as embarcações restantes em combate seria o fim, em todos os sentidos, à guerra no Pacífico, favorecendo o Japão. Yamamoto propõe invadir a ilha de Midway, calculando que os americanos teriam que responder a uma ação como esta. Então, poderia enviar suas aeronaves e encouraçado para destruir o que restava do poder naval americano no Pacífico.
Infelizmente para Yamamoto, ele subestimou a determinação dos trabalhadores dos estaleiros de Pearl Harbor, que se dedicam dia e noite a reparar o avariado Yorktown, deixando-o pronto para o retorno ao mar em muito menos tempo do que qualquer um julgaria possível. Há, ainda, outra dificuldade que Yamamoto felizmente ignora: os esforços técnicos de decodificação da marinha americana possibilitam que o comandante americano, almirante Chester Nimitz, fique previamente inteirado dos planos. Assim, Nimitz envia a Força Tarefa 16, comandada pelo vice-almirante Raymond Spruance, e a Força Tarefa 17, comandada pelo vice-almirante pelo vice-almirante Frank Fletcher, para o norte de Midway. Também presente na região, esperando por uma oportunidade para, estão o Hornet e o Enterprise, especificamente enviados para enfrentar os japoneses, além o recentemente restaurado (embora ainda um tanto alquebrado) Yorktown. As embarcações, agora, esperavam por sua chance de entrar em ação.
Yamamoto reúne quatro frotas para conduzir a batalha de Midway. Uma é a força de invasão que deverá atrais os americanos para a batalha, enquanto as outras três são forças pesadas de apoio. O almirante japonês tem à sua disposição cinco porta-aviões (Akagi, Kaga, Soryuy, Junyo e Hyriu), três porta-aviões leves, 11 encouraçados e mais de 100 outras embarcações.
Em 3 de junho de 1942, aeronaves americanas partindo de Midway bombardearam as embarcações japonesas, sem grande efeito. Os danos infligidos são pequenos, mas a constância do ataque mantém os caças japoneses ocupados e impede que Yamamoto desfira ataque aéreos contra a força naval americana, que agora, acreditam os japoneses, inclui um porta-aviões adicional.
No dia seguinte, os japoneses começam o ataque a Midway com uma série de bombardeios que causam danos sérios. Os japoneses, contudo, estão preocupados com a possibilidade de um ataque de aeronave provenientes das duas forças tarefas americanas. Os americanos descobrem a localização de parte da força tarefa japonesa graças a um hidroavião PBY Catalina. Os primeiros ataque dos americanos são relativamente limitados, já que o almirante Fletcher está convencido de que há uma força japonesa na área e prefere preservar suas aeronaves para outros ataques contra o restante da frota inimiga, quando encontrado. Os dois ataques limitados não surtem efeito. O primeiro, partindo do Hornet, não encontra japoneses
Cabo Honório: A Morte de um Bravo Pernambucano
Segue abaixo texto de uma publicação muito interessante: As Fornalhas de Março – História das Eleições do Recife – Volume 1 – Ronildo Maia Leite. Ed. Bagaço.
Fazendo referência a um pernambucano morto na Itália, durante operações da Força Expedicionária Brasileira. O artigo é bem interessante, e permite fazer a analise de como as famílias pernambucanas estavam sob a pressão da guerra que lançava seus filhos nas batalhas da Itália.
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No dia em que a Folha é obrigada a anunciar o manifesto do lançamento da candidatura do brigadeiro Eduardo Gomes, ela própria excita o patriotismo do recifense, informando que, entre 15 mil, 404 morreram e 96 estavam desaparecidos.
Tomba como um herói Itália, quando procurava defender a vida dos companheiros, um pernambucano. Essa notícia ocupa todo o alto da quarta página do Jornal do Commercio e novamente levou o povo às ruas. O cabo Honório é do Pelotão de Minas e, naquela tarde, 5 de janeiro, saíra em missão de reconhecimento da área. Pressente o perigo e avança sozinho. O petardo explode sob seus pés, estraçalhando-lhe as carnes.
Proprietário de uma fábrica de calçados e cordões, Honorário Correia de Oliveira é uma homem baixo e corpulento, ombros largos e rijos. Engole em seco e enxuga as lágrimas na ponta da camisa quando recebe a carta do padre Urbano Rach. Dizia:
“Cheguei a tempo de lhe ministrar a absolvição, os santos óleos e a indulgência plenária. O nosso bravo cabo Honório descansa em paz e o Nosso Senhor lhe dê a Glória Eterna”
A notícia do Jornal do Commercio, sacode a cidade. Dezenas de pessoas organizam-se em passeata à casa 1578 da Avenida Caxangá para, mais uma vez, inteirar-se do ocorrido. Em novembro, uma semana depois do Cabo Honório ter chegado à Itália, correu o boato de sua morte. Na segunda-feira, estudantes do Colégio Americano Batista dirigiram-se à casa do comerciante. São os colegas de Honório, punhos cerrados marchando na avenida.
O barulho dos sapatos no calçamento da avenida parece com os das botas nas paradas militares: a guerra de lá, a guerra de cá, a guerra de lá, a guerra de cá…Honório (pai) recebe o repórter do Jornal do Commercio e exibe o amargo triunfo nos olhos úmidos, a última carta do filho morto. Dizia: Meu querido velhinho: em breve, a paz será restabelecida na terra e poderemos voltar ao seio das nossas famílias, portadores da vitória e da liberdade…
Naquele dia, caravanas populares caminham em direção à casa do sapateiro Honório Correia de Oliveira, pai do cabo Honório.
LEITE, Ronildo Maia. AS FORNALHAS DE MARÇO, Edições Bagaço, Recife, 2002, p. 169-170)
PS. Indicação do Sr. Francisco Bonato Pereira
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Histórico do Cabo Honorário
Id. 1G – 298025 – Classe 1923 – 11º Regimento de Infantaria.
Embarcou para a Itália em 20 de Setembro de 1944, era natural da cidade do Cabo de Santo Agostinho. Filho de Honório Corrêa de Oliveira e Antônia Aguiar de Oliveira, tendo como pessoa responsável o seu pai, residente à Avenida Caxangá nº 1578 – Recife. Faleceu em ação no dia 5 de Janeiro de 1945, em Bombiana – Itália, e foi sepultado no Cemitério Militar Brasileiro de Pistóia, na quadra A, fileira nº 8, sepultura nº 86. Foi agraciado com as Medalhas de Campanha e Cruz de Combate de 2ª Classe. No decreto que lhe concedeu esta última condecoração lê-se: “Por uma ação de feito excepcional na Campanha da Itália”.
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Infelizmente há apenas um monumento em Pernambuco que lembra os patrícios caídos em combate na Itália. Encontra-se no Parque 13 de Maio e está em total abandono. Não há qualquer referência do que se trata e seu significado, ou seja, não informa a essa geração, ou as futuras, que jovens pernambucanos morreram defendendo seu país, ou pelos menos, os interesses dele.
- Festa na Inauguração do Momumento que Homenageava os Mortos Pernambucanos na Segunda Guerra
- O Monumento hoje se encontra abandonado, sem qualquer identificação que lembre seu propósito
Conhecendo Pernambuco e Suas Histórias

Na década de 30 o Recife passou a ser uma das primeiras cidades do mundo a utilizar os bondes “Zeppelin” resistentes e com peças em alumínio. Tudo isso veio à baixo quando na eclosão da Segunda Guerra Mundial, quando o havia recionamento de matéria prima

Praça Marciel Pinheiro na década de 40 do Século XX. Em um sobrado nesta praça, morava a escritora Clarisse Lispector. Ela passou parte de sua infância no bairro da Boa Vista e estudou no Colégio Ginário Pernambucano, antes de se mudar para o Rio de Janeiro

Na Avenida Boa Viagem nº. 400 no Recife, Pernambuco, existiu uma curiosa casa no formato de navio, construída em 1940, a casa pertencia ao empresário Aldemar da Costa Carvalho com arquitetura semelhante ao navio Queen Elizabeth, com sala de reunião, quartos, suítes, salão de jogos, cinema, restaurante e até uma cabine de comando com todos os equipamentos originais de navio. A casa virou cartão postal, e foi filmada pela Metro Golden Meyer, de Hollyooh, e hospedou diplomatas e até presidentes. Foi demolida em 1981, para a construção de um edifício. Fonte:http://eduardogeneroso.blogspot.com.br

Marco Zero no Recife Antigo. Na década de 40 possuía uma giratória com uma estátua do Barão do Rio Branco. Atualmente o local está reestruturado com a estátua localizada do lado esquerdo do Marco Zero.

Ponte da Boa Vista com bonde elétrico na década de 40. No local próximo a essa ponto, existia uma outra, construída pelo holandeses em localização exata desconhecida. Pelos mapas do período acredita-se que ela ficava próximo a atual Casa da Cultura (antiga Casa de Detenção)
- Essa um foto da década de 40 do Pina, mostrando a Igreja do Pina. Para quem não conhece essa é a principal via de acesso a Boa Viagem a partir do Centro do Recife. No século XVIII e XIX essa região possuía um rio navegável que era utilizado por navios que transportavam açucar para a o mercado Europeu
- Mesma Região
- O palacete do século XIX, que pertenceu ao Dr. Augusto Frederico de Oliveira, filho do Barão de Beberibe tornou-se sede própria do Museu do Estado de Pernambuco a partir de 1940.
- Idem
- Vista da Rua Direita, atualmente Largo da Paz. A Igreja do Largo da Paz foi utilizada durante a Intetona Comunista de 1932 como Posto de Observação contra as tropas do Governo, instalada uma metralhadora na torre da igreja
- Vista aérea de Recife na década de 40
- Vista do Bairro do Recife a partir da Torre de Malakoff, que foi o primeiro observatório Astronômico da América-Latina. Ao lado está a praça do Arsenal, que no final do século tinha o nome Praça Voluntários da Pátria, pois dali saia o contingente pernambucano que iria lutar na Guerra do Paraguai
- Vista do Recife final do Século XIX
- Primeira destruição do Bairro do Recife em 1913 com o objetivo de “Modernizar” a entrada da cidade. Essa “reestruração” levou à baixo igrejas, fortes e dezenas de casas. Uma das justificativas era a “exigência do trânsito”….
- Ponte da Boa Vista com bonde elétrico na década de 40. No local próximo a essa ponto, existia uma outra, construída pelo holandeses em localização exata desconhecida. Pelos mapas do período acredita-se que ela ficava próximo a atual Casa da Cultura (antiga Casa de Detenção)
- Em 1912, passou a funcionar o curso de Ciências Jurídicas no prédio na Praça Dr. Adolfo Cirne, no Recife, depois de concluídas as obras Governo da República. O prédio construído por José de Almeida Pernambuco, ocupa uma área de 3.600 metros quadrados, no centro de uma área ajardinada e seu projeto arquitetônico, eclético, com predominância do estilo neo-clássico é de autoria do arquiteto francês Gustave Varin.
- Vista a partir do Grande Hotel, considerado no início do século passado o mais luxuoso hotel da cidade, o mesmo dispunha de cassinos e jogatinas, e era frenquentado pela Elite pernambucana. Entre as personalidades se hospedou está o então presidente francês Charlles De Gaulle, o presidente americano Eisenhower.
- Praia de Olinda antes da instalação do Quebra-mar. Local em frente ao 4º Batalhão de Polícia do Exército na década de 70.
- Visita do Imperador D. Pedro II e sua família na década de 80 do século XVIII a Pernambuco.
- Igreja Batista do Cordeiro uma das primeira igrejas evangélicas do subúrbio do Recife.
- Praça Marciel Pinheiro na década de 40 do Século XX. Em um sobrado nesta praça, morava a escritora Clarisse Lispector. Ela passou parte de sua infância no bairro da Boa Vista e estudou no Colégio Ginário Pernambucano, antes de se mudar para o Rio de Janeiro
- Ponte Maurício de Nassau. Ponte construída no período holandês, era considerada o Portão do Recife.
- Feira de Caruaru no século XIX
- Rua Nova em 1853
- Praça Dezessete
- Av. Martins de Barros. Essa avenida era considerada a do Porto. Atualmente o início é o Cai de Santa Rita.
- Vista da Ponto da Boa Vista para a Rua da Imperatriz. Observando os depósitos na margem do rio.
- Rua Marquês de Olinda. Uma das principais ruas do Recife Antigo
- Torre de Malakoff.
- Antigo Prédio da Prefeitura do Recife































































