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Archive for 01/07/2012

Midway – O Início da Virada no Pacífico

Sabendo da possibilidade dos dois porta-aviões restantes dos Estado Unidos, o Enterprise e o Hornet, estivessem no Pacífico Sul, Yamamoto planejou o golpe final das forças navais americanas. Assim, concluiu que é possível obter uma vitória naval segura e decisiva. A frota americana estaria tão enfraquecida que envolver as embarcações restantes em combate seria o fim, em todos os sentidos, à guerra no Pacífico, favorecendo o Japão. Yamamoto propõe invadir a ilha de Midway, calculando que os americanos teriam que responder a uma ação como esta. Então, poderia enviar suas aeronaves e encouraçado para destruir o que restava do poder naval americano no Pacífico.

Infelizmente para Yamamoto, ele subestimou a determinação dos trabalhadores dos estaleiros de Pearl Harbor, que se dedicam dia e noite a reparar o avariado Yorktown, deixando-o pronto para o retorno ao mar em muito menos tempo do que qualquer um julgaria possível. Há, ainda, outra dificuldade que Yamamoto felizmente ignora: os esforços técnicos de decodificação da marinha americana possibilitam que o comandante americano, almirante Chester Nimitz, fique previamente inteirado dos planos. Assim, Nimitz envia a Força Tarefa 16, comandada pelo vice-almirante  Raymond Spruance, e a Força Tarefa 17, comandada pelo vice-almirante pelo vice-almirante Frank Fletcher, para o norte de Midway. Também presente na região, esperando por uma oportunidade para, estão o Hornet e o Enterprise, especificamente enviados para enfrentar os japoneses, além o recentemente restaurado (embora ainda um tanto alquebrado) Yorktown. As embarcações, agora, esperavam por sua chance de entrar em ação.

Yamamoto reúne quatro frotas para conduzir a batalha de Midway. Uma é a força de invasão que deverá atrais os americanos para a batalha, enquanto as outras três são forças pesadas de apoio. O almirante japonês tem à sua disposição cinco porta-aviões (Akagi, Kaga, Soryuy, Junyo e Hyriu), três porta-aviões leves, 11 encouraçados e mais de 100 outras embarcações.

Em 3 de junho de 1942, aeronaves americanas partindo de Midway bombardearam as embarcações japonesas, sem grande efeito. Os danos infligidos são pequenos, mas a constância do ataque mantém os caças japoneses ocupados e impede que Yamamoto desfira ataque aéreos contra a força naval americana, que agora, acreditam os japoneses, inclui um porta-aviões adicional.

No dia seguinte, os japoneses começam o ataque a Midway com uma série de bombardeios que causam danos sérios. Os japoneses, contudo, estão preocupados com a possibilidade de um ataque de aeronave provenientes das duas forças tarefas americanas. Os americanos descobrem a localização de parte da força tarefa japonesa graças a um hidroavião PBY Catalina. Os primeiros ataque dos americanos são relativamente limitados,  já que o almirante Fletcher está convencido de que há uma força japonesa na área e prefere preservar suas aeronaves para outros ataques contra o restante da frota inimiga, quando encontrado. Os dois ataques limitados não surtem efeito. O primeiro, partindo do Hornet, não encontra japoneses

Cabo Honório: A Morte de um Bravo Pernambucano

Segue abaixo texto de uma publicação muito interessante: As Fornalhas de Março – História das Eleições do Recife – Volume 1 – Ronildo Maia Leite. Ed. Bagaço.

Fazendo referência a um pernambucano morto na Itália, durante operações da Força Expedicionária Brasileira. O artigo é bem interessante, e permite fazer a analise de como as famílias pernambucanas estavam sob a pressão da guerra que lançava seus filhos nas batalhas da Itália.

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No dia em que a Folha é obrigada a anunciar o manifesto do lançamento da candidatura do brigadeiro Eduardo Gomes, ela própria excita o patriotismo do recifense, informando que, entre 15 mil, 404 morreram e 96 estavam desaparecidos.

Tomba como um herói Itália, quando procurava defender a vida dos companheiros, um pernambucano. Essa notícia ocupa todo o alto da quarta página do Jornal do Commercio e novamente levou o povo às ruas. O cabo Honório é do Pelotão de Minas e, naquela tarde, 5 de janeiro, saíra em missão de reconhecimento da área. Pressente o perigo e avança sozinho. O petardo explode sob seus pés, estraçalhando-lhe  as carnes.

Proprietário de uma fábrica de calçados e cordões, Honorário Correia de Oliveira é uma homem baixo e corpulento, ombros largos e rijos. Engole em seco  e enxuga as lágrimas na ponta da camisa quando recebe a carta do padre Urbano Rach. Dizia:

Cheguei a tempo de lhe ministrar a absolvição, os santos óleos e a indulgência plenária. O nosso bravo cabo Honório descansa em paz e o Nosso Senhor lhe dê a Glória Eterna

A notícia do Jornal do Commercio, sacode a cidade. Dezenas de pessoas organizam-se em passeata à casa 1578 da Avenida Caxangá para, mais uma vez, inteirar-se do ocorrido. Em novembro, uma semana depois do Cabo Honório ter chegado à Itália, correu o boato de sua morte. Na segunda-feira, estudantes do Colégio Americano Batista dirigiram-se à casa do comerciante. São os colegas de Honório, punhos cerrados marchando na avenida.

O barulho dos sapatos no calçamento da avenida parece com os das botas nas paradas militares: a guerra de lá, a guerra de cá, a guerra de lá, a guerra de cá…Honório (pai) recebe o repórter do Jornal do Commercio e exibe o amargo triunfo nos olhos úmidos, a última carta do filho morto. Dizia: Meu querido velhinho: em breve, a paz será restabelecida na terra e poderemos voltar ao seio das nossas famílias, portadores da vitória e da liberdade…

Naquele dia, caravanas populares caminham em direção à casa do sapateiro Honório Correia de Oliveira, pai do cabo Honório.

LEITE, Ronildo Maia. AS FORNALHAS DE MARÇO, Edições Bagaço, Recife, 2002, p. 169-170)

PS. Indicação do Sr. Francisco Bonato Pereira

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Histórico do Cabo Honorário

Id. 1G – 298025 – Classe 1923 – 11º Regimento de Infantaria.

            Embarcou para a Itália em 20 de Setembro de 1944, era natural da cidade do Cabo de Santo     Agostinho. Filho de Honório Corrêa de Oliveira e Antônia Aguiar de Oliveira, tendo como   pessoa responsável o seu pai, residente à Avenida Caxangá nº 1578 – Recife. Faleceu em  ação no dia 5 de Janeiro de 1945, em Bombiana – Itália, e foi sepultado no Cemitério Militar   Brasileiro de Pistóia, na quadra A, fileira nº 8, sepultura nº 86. Foi agraciado com as  Medalhas de Campanha e Cruz de Combate de 2ª Classe. No decreto que lhe concedeu esta   última condecoração lê-se: “Por uma ação de feito excepcional na Campanha da Itália”.

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Infelizmente há apenas um monumento em Pernambuco que lembra os patrícios caídos em combate na Itália. Encontra-se no Parque 13 de Maio e está em total abandono. Não há qualquer referência do que se trata e seu significado, ou seja, não informa a essa geração, ou as futuras, que jovens pernambucanos morreram defendendo seu país, ou pelos menos, os interesses dele.

Festa na Inauguração do Momumento que Homenageava os Mortos Pernambucanos na Segunda Guerra

O Monumento hoje se encontra abandonado, sem qualquer identificação que lembre seu propósito

Conhecendo Pernambuco e Suas Histórias

Na década de 30 o Recife passou a ser uma das primeiras cidades do mundo a utilizar os bondes “Zeppelin” resistentes e com peças em alumínio. Tudo isso veio à baixo quando na eclosão da Segunda Guerra Mundial, quando o havia recionamento de matéria prima

Praça Marciel Pinheiro na década de 40 do Século XX. Em um sobrado nesta praça, morava a escritora Clarisse Lispector. Ela passou parte de sua infância no bairro da Boa Vista e estudou no Colégio Ginário Pernambucano, antes de se mudar para o Rio de Janeiro

 

Na Avenida Boa Viagem nº. 400 no Recife, Pernambuco, existiu uma curiosa casa no formato de navio, construída em 1940, a casa pertencia ao empresário Aldemar da Costa Carvalho com arquitetura semelhante ao navio Queen Elizabeth, com sala de reunião, quartos, suítes, salão de jogos, cinema, restaurante e até uma cabine de comando com todos os equipamentos originais de navio. A casa virou cartão postal, e foi filmada pela Metro Golden Meyer, de Hollyooh, e hospedou diplomatas e até presidentes. Foi demolida em 1981, para a construção de um edifício. Fonte:http://eduardogeneroso.blogspot.com.br

Marco Zero no Recife Antigo. Na década de 40 possuía uma giratória com uma estátua do Barão do Rio Branco. Atualmente o local está reestruturado com a estátua localizada do lado esquerdo do Marco Zero.

Ponte da Boa Vista com bonde elétrico na década de 40. No local próximo a essa ponto, existia uma outra, construída pelo holandeses em localização exata desconhecida. Pelos mapas do período acredita-se que ela ficava próximo a atual Casa da Cultura (antiga Casa de Detenção)