Archive

Archive for the ‘Mais Assuntos’ Category

MAIOR Acervo do Dia D na Internet?

 Chegando o aniversário número 70 da Operação Overlord. Evidentemente pensei em escrever um artigo sobre o tema, claro. Essa operação, me perdoe os adeptos da República Soviética, é a que mais aguça o interesse de alguns aficionados pela Segunda Guerra Mundial, graças a propaganda americana. Deixando de lado a ideologia, percebi que já escrevi tanto sobre esse tema, que talvez o que iria escrever soasse repetitivo. Então não vou escrever. Irei disponibilizar os links de todos os artigos que já escrevi sobre o Dia D, nem eu mesmo lembrava que foram tantos! São 47 Artigos tratando diretamente os eventos do dia 05 e 06 de junho de 1944, data de marca o início das operações aerotransportadas e, posteriormente, o desembarques nas praias normandas. Acompanhada com os artigos, estão disponíveis uma centena de fotografias que, diga-se de passagem, estão entre as minhas preferidas. Por sinal, estou indicando uma galeria com as fotografias que considero imperdíveis para quem gosta da operação.

 

Com relação ao “MAIOR Acervo”, pode ser que tenha outros, claro! Mas é só para chamar a atenção.

 ESPERO QUE GOSTEM!

 

Rommel e o Dia D – Preparação

http://wp.me/pSMXF-4ns

Os Loucos Condenados do Dia D

http://wp.me/pSMXF-4nX

Os Feridos e Mortos em Omaha – Dia D

http://wp.me/pSMXF-4of

Bombardeios Imprecisos, prenúncio do massacre – Omaha/Dia D

http://wp.me/pSMXF-4pi

Dia D – A Operação que Mais Consumiu Recursos Materias e Humanos!

http://wp.me/pSMXF-4qx

Dia D e a Normandia: O Preço Pela Liberdade!

http://wp.me/pSMXF-4Vx

O Dia D – IN LOCO

http://wp.me/pSMXF-5cg

A Hora H do Dia D – Parte II

http://wp.me/pSMXF-5gr

Os Alemães e o Dia D.

http://wp.me/pSMXF-5hi

Os Melhores Registros Fotográficos do Dia D – Homenagem a Robert Capa

http://wp.me/pSMXF-5l3

Dia D – Especial 69 Anos – Destruição e Morte Vinda dos Céus

http://wp.me/pSMXF-5xj

Eis O Dia D, Ainda Chama Atenção

http://wp.me/pSMXF-5Pc

O GOOGLE MAPS do Dia D!!

http://wp.me/pSMXF-5AC

Bunker – As Fortificações do Dia D e Outras

http://wp.me/pSMXF-5yF

O Dia D – Defensores e Atacantes

http://wp.me/pSMXF-3TH

Dia D – Análise, Fatos e Fotos

http://wp.me/pSMXF-3KC

E o Brasil, Como Viu o Dia D?

http://wp.me/pSMXF-C4

Omaha – Dia D – General Cota – O Comandante no Setor DOG WHITE

http://wp.me/pSMXF-CT

O Dia D no LEGO – Muito Legal!

http://wp.me/pSMXF-Dh

O Fracasso da Defesa no Dia D

http://wp.me/pSMXF-DH

Dossiê – A Morte do General Pratt no Dia D – Parte I

http://wp.me/pSMXF-Eu

O Dia D – Visto por um ângulo Diferente

http://wp.me/pSMXF-Uh

Dia D – Visto por Outro Ângulo

http://wp.me/pSMXF-ZO

DIA D – Mais Um Ângulo Diferente, a do Soldado – A Mais Difícil – Parte I

http://wp.me/pSMXF-10M

DIA D – Mais Um Ângulo Diferente, a do Soldado – A Mais Difícil – Parte II

http://wp.me/pSMXF-11v

DIA D – Mais Um Ângulo Diferente, a dos Alemães – Parte Final

http://wp.me/pSMXF-12c

O Dia D, depois do Dia D!

http://wp.me/pSMXF-224

Os Civis No Dia D e depois do Dia D!

http://wp.me/pSMXF-22F

O Que Sobrou do Dia D? Cidades Destruídas

http://wp.me/pSMXF-23o

A Marinha de Guerra dos Aliados no Dia D.

http://wp.me/pSMXF-2bp

As Consequências do Dia D para a População da Normandia

http://wp.me/pSMXF-2NU

06 de Junho de 1944 – 67 Anos do Dia D

http://wp.me/pSMXF-Bg

Muito bem. Vamos! – A Ordem do Dia D – Especial – Parte II

http://wp.me/pSMXF-At

05 de Junho 1944 – DIA D 67 Anos – Especial – Parte I

http://wp.me/pSMXF-zL

Os Páraquedistas no Dia D – Parte I

http://wp.me/pSMXF-r9

Dia D – Relatos de Omaha – Parte III – Os Erros em Omaha

http://wp.me/pSMXF-oG

No Dia D – Hitler Dorme do Ponto

http://wp.me/pSMXF-hp

Dia D – Relatos de Omaha – Parte III – Quem fez a diferença

http://wp.me/pSMXF-fp

Dia D – Relatos de Omaha – Parte II

http://wp.me/pSMXF-cE

Dia D – Relatos de Omaha – Parte I

http://wp.me/pSMXF-cC

Depois do Dia D

http://wp.me/pSMXF-98

Prisioneiros de Guerra do Dia D!

http://wp.me/pSMXF-8Q

Fortificações Destruídas no Dia D

http://wp.me/pSMXF-5w

Erros do Dia D?

http://wp.me/pSMXF-5k

Desastre em DIEPPE – O Dia D que fracassou!

http://wp.me/pSMXF-4B

Fotos & Versões do Dia D

http://wp.me/pSMXF-3e

Operações Militares na Normandia!

http://wp.me/pSMXF-5oL

Antes e Depois – Especial Normandia

http://wp.me/pSMXF-5kL

Fugindo do Assunto…Uma Excelente (e Divertida) Critica para Todos Nós!

 Pensemos no melhor estilo brasileiro. Todos nós podemos apontar que uma das principais características do nosso povo é conseguir fazer piada e rir de nossas próprias deficiências e desvirtudes.

O Porta dos Fundos é um grupo independentes de humor que consegue trazer a tona um humor tão realista e engraçado que as vezes incomoda a determinados segmentos. Sou fã do grupo liderado por Fabio Porchat, exatamente pela coragem de praticar um humor sem os pudores muitas vezes intransigentes, que torna muitos programas da própria Rede Globo, por exemplo, um enlatado de histórico já reconhecido.

 Em especial, no vídeo FOFOCA publicado esta semana, com Clarice Falcão (maravilhosa, por sinal) e os excelentes Rafael Infante e Antônio Tabet com o roteiro do Fábio Porchat  que, na minha opinião, joga na cara uma ideologia jornalística asquerosa, muito embora de consumidores vorazes.O vídeo, uma critica inteligente a mídia e ao povo que consume essa porcaria de jornalismo, se é que isso é jornalismo, deixa de lado os assuntos de interesse real do povo para direcionar para a fútil informação.

 No sentido geral, toda os instrumentos que podem ser usado para acordar esse povo para assuntos relevantes da sociedade devem ser usado indiscriminadamente contra uma rede de alienação bem estrutura e implantada, infelizmente, fortemente na cultura brasileira.

 

PARABÉNS PORTA DOS FUNDOS (#portadosfundos)

 

 

 

Piloto Russo abatido em 1942

Essa é uma das Histórias que mais impressionam na Segunda Guerra Mundial

Categories: Mais Assuntos

Montese – A Batalha mais Sangrenta do Exército Brasileiro desde a Guerra do Paraguai.

HOJE! Há 69 anos muitos brasileiros iniciaram uma jornada sem volta! Com muito, muito sangue nacional, Montese, o último entrave brasileiro na campanha da Itália, foi conquistada.

Categories: Mais Assuntos

A Revolução de 1964: Ponderações Historiográficas!

Aproveitando os 50 anos dos eventos conhecidos por uns como Golpe Militar de 64 e por outros como Contra-Golpe de 64, republicamos o Artigo do Historiador Alessandro dos Santos Rosa.

Categories: Mais Assuntos

Vietnã! Alguém Lembra os Motivos, Causas e Envolvidos?

Diferentemente do que se possa imaginar, a Segunda Guerra Mundial, para os contemporâneos deste conflito, entenderam que estavam lutando pela liberdade no mundo. Ninguém que participou deste conflito questionava a motivação da guerra. Os americanos foram atacados, os ingleses sofreram terríveis perdas e outros países justificavam sua participação simplesmente dizendo que era a guerra do bem contra o mal. Neste conflito, pelo menos para quem participou, tudo era claro.

Já a Guerra do Vietnã a coisa não foi tão fácil assim. Primeiro era uma guerra questionável. De fato, o inimigo que se lutava era muito mais do que um Exército ou uma nação vil, mas uma guerra ideológica, com o inimigo muitas vezes infiltrado entre os aliados. Era a Guerra Fria na sua versão mais pungente. Os Estados Unidos já se envolvera em conflito semelhante no início da década de 50, a Guerra da Coreia. Sabiam que uma nação dividida, uma nação separada pela ideologia e sistemas de governos diferentes poderiam produzir campos de batalha tão ou mais aterrorizante quanto as terríveis campanhas da Segunda Guerra. E eles produziram.

Refletir sobre a Guerra Vietnã é refletir sobre as consequências e dos resultados da própria Segunda Guerra Mundial. Mas do que um conflito em uma região suburbana do mundo, este evento marcaria para sempre a história da maior potência ocidental, e colocava em check a reputação das Forças Armadas mais aclamada das últimas décadas.

Como dissemos em publicações anteriores, assim como a Guerra de Inverno (1939/40) e a invasão da União Soviética, homens que lutam por seu país, em sua própria terra, sempre estarão dispostos a tudo para derrotar e expulsar o inimigo, independente de suas intenções. Depois do Vietnã, muitas outros guerras provariam isso, pois isso é o que a história ensina.

Uniformes Alemães de Hugo Boss

Para quem não lembra. Publicamos duas séries sobre Uniformes. O primeiro do Exército Alemão e o segundo os uniformes do Exército Vermelho.

Categories: Mais Assuntos

E a Tal Guerra de Inverno?

Quem poderia imaginar que um país com pouca tradição militar poderia enfrentar uma nação de larga experiência nos campos de batalha? A Guerra de Inverno foi à oportunidade perfeita para o Grande Exército do Povo se dispusesse contra um inimigo relativamente fraco, onde as demais potências iriam tremer perante a força descomunal do exército do povo soviético. Mera falácia! Os soviéticos encontraram um exército finlandês aguerrido e disposto a não entregar seus territórios para o inimigo bolchevista. Stálin esperava o controle total da Finlândia até o final de 1939, teve que se contentar com um acordo de paz que cedeu 10% do território gelado finlandês e 20% da sua capacidade industrial para à União Soviética. A Finlândia manteve a soberania e conseguiu congregar nações aliadas para sua causa.

O fracasso militar soviético na Guerra de Inverno fortaleceu a ideia de Hitler que o Exército Vermelho estaria em frangalhos depois de poucas semanas da Operação Barbarossa. Novamente, seguindo o mesmo ego de invencibilidade do georgiano Stálin, Hitler se depara com seus próprios erros estratégicos.

Moral da História? Nenhum inimigo é fraco o suficiente quando estão lutando por sua própria terra.

Parada No BLOG Chico Miranda

Meus digníssimos amigos,

  Depois de mais de dois anos postando praticamente diariamente o que considero ser minha mais prazerosa atividade de pesquisa, resolvi parar por tempo indeterminado. Gostaria de continuar, mas por razões pessoais estou direcionando meus esforços para outras atividades. Espero retornar, contudo não há data definida.

 Meus sinceros agradecimentos as mais de 2,8 milhões de visitas ao blog nos últimos dois anos. Deixo um acervo de 917 Posts com mais de 20 mil fotografias da Segunda Guerra e centenas de artigos.

Abraços,

Chico Miranda

blogchicomiranda@gmail.com 

Categories: Mais Assuntos

Fernando de Noronha – Estratégico – Parte I

Há muito tempo sabemos que a História do Brasil é muito mais do que os livros didáticos tendenciosos contam. No contexto geral, somos muitas vezes indignos de nossa própria História. Isso é uma observação muito séria. Uma boa prova disto é um fato presenciado durante o II Seminário sobre a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial que nos deixa envergonhado não apenas como um entusiasta da História de nosso país, mas principalmente como brasileiro. Sempre pontuei como menosprezada a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial, mesmo sendo uma participação pequena no contexto de uma guerra total, mas importante para nossa identidade nacional, pois os caminhos políticos e diplomáticos  escolhidos naquele período atingiram diretamente o cotidiano do cidadão comum e, muito além disso, as vidas de milhares de brasileiros que sucumbiram no mar e na Itália, sangue nacional derramado. É como se nada disso importasse para nossos “gestores educacionais”.

Contudo um caso tão gritante, novo e inusitado se apresentou para nós. A História de Fernando de Noronha. Isso mesmo, esse arquipélago que fica a 380Km da costa do Brasil é um pedaço da soberania estratégica do nosso país; parte da nossa História que não é estudada pelos brasileiros, que não chega as nossos filhos. Quem conhece Fernando de Noronha? É óbvio que todos conhecem o paraíso turístico que atrai 60 mil visitantes por ano! Mas quem conhece a História além do paraíso ecológico? Ou quem já viu algum livro didático brasileiro fornecendo informações sobre a história das ilhas? Sabe por quê? Por que Fernando de Noronha sempre foi militarizada ou reduto de indesejáveis políticos e criminosos comuns, sendo fortificada e utilizada quando o país passou a ser alvo de nações inimigas, sendo sistematicamente ocupado por portugueses, ingleses, franceses, holandeses e americanos. E qual o interesse de se estudar a formação de um arquipélago com essa característica em um sistema de ensino com forte tendência ideológica e de interesse político? A própria história do arquipélago explica os diversos momentos políticos e sociais que o Brasil passou. Durante o período da Segunda Guerra, por exemplo, Fernando de Noronha esteve no foco das negociações de cessão de bases para os americanos. O paraíso brasileiro recebeu Baterias Antiaéreas e Artilharia de Costa. O objetivo principal era a primeira defesa contra uma possível invasão ao território brasileiro. E uma base americana inteira se instalou na ilha principal. De certo um Batalhão de Caçadores também foi instalado e não foram poucos os pracinhas nordestinos que antes de compor a Força Expedicionária Brasileira atuaram no Arquipelágo incorporados ao 30º Batalhão de Caçadores.

Para que possamos lançar luz sobre a história desse território e não nos conformarmos com a omissão com que nossos “gestores educacionais” tratam nossas bens imateriais e materiais, vamos começar a divulgar amplamente uma série de estudos históricos realizados pelos pesquisadores do próprio arquipélago, entre eles a Historiadora do Distrito de Fernando de Noronha Grazielle Rodrigues do Nascimento. Esse é apenas um, entre os muitos legados deixados pelo II Seminário Nacional Sobre a Participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial. Vamos em frente que a batalha está começando e a guerra é longa e difícil…

Fonte das fotos históricas: Historiadora Grazielle Rodrigues

Um Excelente e Maravilhoso Evento

O II Seminário Nacional Sobre a Participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial encerrou as atividades do segundo dia. Os assuntos abordados até o presente momento, deixam claro o quanto ainda temos que lutar para o reconhecimento histórico da importância do saliente do nordeste para o Atlântico Sul, e com essa mesma importância está sendo evidenciada nos dias de hoje.

Professores, mestres e doutores se revezaram para expor as diversas visões historiográficas e permitiu que os participantes do Seminário pudessem entender as diversas perspectivas da nossa própria Segunda Guerra.

 O evento também contou com a participação de veteranos da Força Expedicionária Brasileira e de ex-combatentes que estiveram defendendo o litoral nordestino.

 Hoje (16/10), o espaço será para comunicações (excelentes, por sinal) e amanhã (17/10) iniciaremos as visitas aos locais remanescentes da Segunda Guerra Mundial por Recife.

O II SENAB em Recife!

 Uma luz na escuridão, é o que representa o SENAB. Não há outra analogia que possa representar tão bem a realização do II Seminário Nacional Sobre a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial. Não podemos ignorar o fato de que a população brasileira não cultua seu passado, antes, o ignora ou o menospreza. E em Recife, o período da Segunda Guerra parece não ter qualquer significado relevante. A rica história local, passando pela heróica resistência contra a ocupação holandesa do século XVII, a Guerra dos Mascates do século XVIII, Insurreição Pernambucana e a Confederação do Equador do século XIX e todas as revoltas do início do século XX, Pernambuco teve um papel de destaque ou foi co-participante desses eventos. Contudo, o período compreendido entre os anos de 1939 a 1945 passa a não ser parte integrante de uma processo histórico de destaque para o Estado.

Os impactos da Segunda Guerra Mundial são de extremo interesse para a História local. Recife, antes do período da guerra, vivia ainda um olhar provinciano, seu urbanismo, cultura e povo ainda se projetavam na cultura francesa. Não por acaso, desfilavam pelas suas ruas homens e mulheres com pesadas roupas para o clima tropical de nossa cidade. Nas faculdades, tais como a Faculdade de Direito do Recife e a Faculdade de Medicina, se destacam as obras no idioma quase obrigatório para os intelectuais, o francês. Nas escolas públicas, não havia outro idioma estrangeiro, apenas o francês.

Quando eclode a guerra e o Brasil se envolve no conflito a partir de 1942, a cidade passa a figurar como estratégica do ponto de vista militar. Cerca de 20 mil estrangeiros passam a transitar ou a trabalhar na capital pernambucana. O porto do Recife, em conjunto com outros portos do nordeste, são o Portão Principal de defesa das Américas, “se houver uma invasão do continente americano, será por lá”, declara o US Army. A cidade passa a conviver com americanos, ingleses, canadenses e outros aliados.

Se instala a Quarta Frota Naval na avenida Guararapes, um dos mais sobres endereço à época, outro edifício é cedido para os bailes promovidos pelos americanos, além de uma clube de praia em Boa Viagem.  Os recifenses presenciam a criação de hospitais, aeroportos, rádios e tantas outras ações que visavam proteger a cidade.

Economicamente a cidade convivia com os dólares trazidos pelos estrangeiros. O preço do aluguel dispara, o custo de vida sobe. É o efeito da presença americana em Pernambuco. Os primeiros prostíbulos aparecem próximo ao Porto do Recife. Não é difícil encontrar jeeps circulando pelas ruas de Recife com soldados com camisetas, calças justas e óculos escuros. Também não díficil ver uma confusão entre os militares estrangeiros e homens locais. Mas ao mesmo tempo, o recifense passa a incorporar frases americanas e a se vestir como yankees. Bye, Milk-Shake, OK são facilmente identificadas e usadas no cotidiano dos locais. A cultura americana começa a tomar forma em Pernambuco.

A Quarta Frota Naval tem por incumbência todo o trânsito no Atlântico Sul, não apenas no que diz respeito as Forças Navais, mas também os deslocamentos aéreos de patrulhamento da costa do Brasil. Submarinos são atacados e afundados, em contrapartida navios mercantes brasileiros afundam também. E o Recife presencia as vítimas chegarem as suas praias.

Essa era a Segunda Guerra para Pernambuco, importante e relevante para sua História.

II SENAB – Recife – IMPERDÍVEL

 Depois de alguns dias de folga do BLOG e depois de algumas dezenas de emails cobrando a atualização, venho com essa novidade para aqueles que querem participar do maior evento de estudos da Segunda Guerra proporcionado pelo Exército Brasileiro.

xmlsgm

  Esse evento ocorrerá de 14 à 18 de outubro no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva do Recife (CPOR/Recife) e será uma oportunidade única para estudantes de História, professores, pesquisadores e aficionados pelo assunto.

   E com muita honra, aproveito para agradecer o convite para ministrar palestra com o seguinte tema-A importância Militar de Recife em terra, no mar e no ar –  no dia 15/10 (Terça-feira) –14:30-15:00

banner-a3-versao-cephimex

Data

Atividades

14 Out 13
2ª Feira

08:00 17:00-Inscrições e Medidas Administrativas : ( 2 )
-Consolidação dos inscritos e distribuição de crachás.
-Distribuição da documentação e plaquetas de identificação.
17:00 19:00Jantar (livre ).
19:0019:30 – Solenidade de Abertura.
19:3020:15-Palestra de abertura do II SENAB: O Destacamento Misto na 2ª Guerra Mundial em Fernando de Noronha: Marieta Borges Lins e Silva ­ Coordenadora do Programa de Resgate Documental sobre Fernando de Noronha.
20:1522:00Coquetel de abertura ­ Confraternização.

15 Out 13
3ª Feira

07:00 08:00Café e deslocamentos.
08:0008:10-Abertura dos trabalhos e avisos administrativos.
08:1008:50Evolução da Política Militar Norte-americana na ocupação do Saliente Nordestino: Cel R1 André Cezar Siqueira ­ Seção de Pesquisa Histórica do CEPHiMEx.
08:5009:30-Operações Aéreas de Patrulha do Litoral: Maj Brig do Ar R1 Wilmar Terroso Freitas – INCAER.
09:3010:10-Proteção ao Tráfego Marítimo: Palestrante a cargo daDPHDM.
10:1010:30Café Cultural (vídeo institucional FEB).
10:3011:10Emprego do Exército Brasileiro no Serviço de Vigilância e Defesa do Litoral: Cel R1 Antonio Ferreira Sobrinho  Chefe da Seção de Pesquisa Histórica do CEPHiMEx.
11:1011:50A presença do Exército Brasileiro em Fernando de Noronha: TC Carlos Roberto Carvalho Daróz  Colégio Militar do Recife.
11:5012:30Ocupação e Defesa de Fernando de Noronha: TC Marcio Roberto Bezerra Morgado  Cmt do 2º GAAAE.
12:3013:00­Debates.

13:0014:00Almoço (individual).

14:0014:30A Logística do Serviço de Vigilância e Defesa da Costa Brasileira: Gen R1 Marcio Tadeu Bettega Bergo – Chefe do CEPHiMEx.
14:30-15:00A importância Militar de Recife em terra, no mar e no ar:Professor:Francisco Miranda.
15:00 15:30A Marinha Mercante na Campanha do Atlântico: Capitão-de-Longo-Curso – Francisco César Monteiro Gondar – Centro de Capitães da Marinha Mercante.
15:3016:00 Café Cultural (vídeo institucional FEB). 
16:00-16:30-Defesa, Segurança e Soberania: Fernando de Noronha na 2ª Guerra Mundial: Grazielle Rodrigues do Nascimento – Doutoranda Coordenadora do Memorial Noronhense.
16:30-17:00Fernando de Noronha: uma ilha de defesa e a defesa da ilha: Prof Dr Marcos Albuquerque – Laboratório de Arqueologia da UFPE. 
17:0017:30Campo Arqueológico de Fernando de Noronha (Acervo da 2ª Guerra Mundial): Arqueóloga Miriam Cazzetta – Gabinete de Arqueologia do Distrito Estadual de Fernando de Noronha.

17:318:00­Debates

 

18:00 ­ Jantar (livre)

16 Out 13
4ª Feira

07:00 07:30Café (individual).
08:0009:30Comunicações Livres ( 1 ). 
09:3010:00Café Cultural (vídeo institucional FEB).
10:0011:30Comunicações Livres ( 1 ).
11:3012:00-Debates.
12:0013:00Almoço (individual).
13:0017:30-Visitas às posições ocupadas pelas Organizações Militares do Exército e Postos de Vigilância na Defesa do Litoral Norte.
18:00Jantar Livre.

17 Out 13
5ª Feira

07:00 07:30-Café (individua)l.
07:3017:30-Visitas às posições ocupadas pelas Organizações Militares do Exército, Marinha e Aeronáutica na cidade do Recife e Postos de Vigilância na Defesa do Litoral Sul.

-20:0022:00Coquetel de encerramento e entrega de certificados.
-Outorga da Condecoração do Instituto dos Docentes do Magistério Militar (IDMM) ao Chefe do CEPHiMEx pelo Presidente do IDMM.
Local: Forte do Brum.

   

Observações:
(1) As comunicações não poderão exceder, na sua apresentação, 25 minutos.
(2) Modalidades de Participação (crachás):
A (AZUL)-apresentação de comunicação e visita de reconhecimento aos locais remanescentes das atividades de vigilância e defesa do litoral;
B (AMARELO)-participação como ouvinte e visita de reconhecimento aos locais remanescentes das atividades de vigilância e defesa do litoral;
C (VERMELHO)-participação como ouvinte.
D (VERDE)-Comissão Organizadora.

Segmento: Militar da Ativa ou da Reserva, Doutor, Mestre, Professor e Estudante

A História do Ataque ao Bismarck em Quadrinhos

Segue abaixo ilustração Comics da Batalha que afundou a embarcação mais famosa da Alemanha de Hitler. Os créditos do Comics são de Julian Janick.

Categories: Bismarck, Mais Assuntos

Camisa Exclusiva da Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira – PE

 Senhores,

 Muitos que acompanham a vida e os heróis da Segunda Guerra Mundial entendem o sacrifício que esses homens tiveram que deixar nos campos de batalha. Neste mesmo contexto nossos soldados lutaram, morreram e sofreram na Itália. Para não deixar que o tempo apague os sacrifícios desses homens nasceu a Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira.

 Essas associações, presentes em vários Estados, sempre estão trabalhando com todos os tipos de limitações e com o descaso histórico do país. Para minimizar esses problemas, a Regional Pernambuco da Associação da FEB, está disponibilizando CAMISAS EXCLUSIVAS DA REGIONAL. Podendo ser adquirida por encomenda com as informações abaixo:

Alberides de Lima Passos (presidente desta Regional), conforme dados que seguem:

Alberides de Lima Passos
Banco de Brasil
Agência: 3699-4
Conta Corrente nº 24.626-3
R$ 30,00 por unidade (Mais FRETE)
O Comprovante de pagamento deve ser enviado para o seguinte e-mail: anvfebpe@gmail.com, com o endereço de entrega. O prazo de entrega das mesmas é de aproximadamente 15 dias.
Agradecemos a todos por mais esta colaboração em prol de manter viva a Memória dos nossos verdadeiros Heróis.

Major Virgílio: Perdemos mais um Herói

 Com muita tristeza a Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira – Regional Pernambuco, informa que faleceu nesta madruga (15/08) o Major Virgílio Daniel de Almeida. O então sargento Virgílio integrou o 1º Regimento de Infantaria, Regimento Sampaio, e participou ativamente das principais batalhas da FEB no Teatro de Operações da Itália.

 A vida segue seu rumo normal e aqueles que lutaram pela nossa pátria e deixaram sua vida ou parte da sua juventude lutando pelo seu país. Parafraseando o Presidente Getúlio Vargas em sua Carta Testamento, estão saindo da vida e entrando para a história.

 Nesse momento de dor e perda, enviamos nossos sentimentos à família enlutada.

Que o Nosso Senhor Jesus Cristo possa guardá-lo pela sua vida de rentidão e dignidade que cabe aos mais nobres.

  Em respeito, nossa continência.

Categories: FEB, Mais Assuntos

E agora que o Gigante acordou, levantou e está nas ruas?

O povo brasileiro e sua juventude estão nas ruas com as faces pintadas e municiados com cartazes, máscaras, bandeiras do Brasil contra um governo marcado pela incompetência e de enorme descrédito político.

A opinião pública prevaleceu. Políticos que até ontem desdenhavam das manifestações espontâneas e populares, sem cunho político e partidário, sejam  governadores, prefeitos, deputados e até o último dos vereadores estão morrendo de medo pois sabem que abusaram da passividade dos brasileiros,pois ao que parece a paciência do Gigante acabou!

A mobilização política ressurge no democrático Brasil, estávamos vivendo um período de total tranquilidade e até de inércia política. A situação, confortável no poder, e a oposição, também, passiva, incapaz e incompetente nada fazia além de debates inócuos e desmedidos em plenários de políticos profissionais e de carreira que de forma alguma compreendem a conjuntura do momento e só se preocupam em se locupletarem garantindo sua permanência gravitacional em todas as esferas do poder.

Ninguém, dessa corja de meliantes travestidos de representantes do povo e da sua vontade, foi capaz de identificar as muitas reivindicações de ordem econômica, social e política e os problemas de uma economia cambaleante e inflacionaria que suga por intermédia de aviltantes impostos o pouco que recebemos para sobreviver.

A revolta não é só pelos 20 centavos, mas e sim pelos gastos que um país diz que não tinha e está gastando bilhões para a Copa do Mundo de 2014 que já chegam a cerca de R$ 28 bilhões e o governo admite que esse número possa subir ainda mais até 2014.

O Brasil é com certeza um dos países mais injustos do mundo. É uma vergonha estar gastando tanto dinheiro para esta copa do mundo e deixar os hospitais e escolas em condições precárias para não falar em muitas outras coisas.

Temos muitas outras as reivindicações e estas virão a pauta nessas manifestações populares com certeza, é só uma questão de tempo. São várias bandeiras de insatisfação, como a famigerada PEC 37, a prisão dos mensaleiros, uma urgente reforma tributária, um basta na corrupção, melhor sistema de saúde e qualidade em educação, fim do voto secreto no congresso investimento na defesa nacional, leia-se forças armadas, entre nossas primeiras exigências e elas que sejam exploradas e colocadas em pauta pois a hora é agora e quem sabe faz a hora não espera acontecer…

Mas o Gigante acordou….graças a Deus , e está atento e agora muito atuante. A oportunidade só bate uma vez na porta, não vamos perder essa. Força Brasil.

Queremos um Brasil mais  justo, mais honesto e sem corrupção!

Ruge bem alto Gigante!!!

CEL R/1 NORTON LUIS SILVA DA COSTA*

* Norton é Oficial da Reserva do Exército Brasileiro.

Portrait of a man with the brazilian flag painted on his face

Categories: Mais Assuntos

Operações Militares na Normandia!

Quando se fala em operações militares no Normandia pensa-se logo no Dia D. É certo que depois do Dia D, outros duros combates ainda estavam por vir. O dia 12 de junho e a partir do dia 20 com violentos combates que aconteceram para consolidar posições, principalmente em Caretan, Caen e as regiões circunvizinhas, formada por planícies com boa vegetação e bastantes obstáculos colocados ainda na preparação das defesas.

Muitos que tiveram a sorte de sobreviver a difícil tomada de Omaha encontraram a morte nas operações subsequentes. Enquanto as unidades paraquedistas americanas e inglesas ficaram largadas por dias em pequenas unidades de combate espalhadas por toda a Normandia.

Do lado alemão os reforços não chegaram antes do dia 12 de junho, quase uma semana depois do Dia D. Se concentraram em uma determinada região evitando o avanço aliado por algumas semanas.

Montese: Há 68 Anos Brasileiros Perdiam a Vida Por Esta Cidade!

Sabe que dia é hoje? Não é dia de Futebol! Pelo menos para História do Brasil! Tem ideia de quantos brasileiros foram mortos ou feridos há exatos 68 anos atrás? Mais de 400!! E sabe quem foram eles? Pois é!!

Montese, a mais dura das batalhas para os brasileiros!

A AGO (Ordem Geral de Operações) nº 15, de 12 de abril de 1945, do IV Corpo, determinada à 1ª DIE a seguinte missão: cobrir permanentemente o flanco esquerdo (ocidental) da 10º Divisão de Montanhas, conquistar Montese, explorando o êxito até o corte do Rio Panaro, e ficar em condições de progredir na direção Rocca-Vignola. A conquista de Montese se impunha para permitir o franco avançado da 10º Divisão de Montanha para o norte. A ação teve início às 10h15 de 15 de abril, pelo lançamento de fortes patrulhas sobre objetivos delimitados. Às 13h30 desencadeia-se o ataque propriamente dito. E às 15h o 1º/11 RI (Batalhão Major Lisboa) entrava em Montese apoiado pela 2ª Companhia do 9º Batalhão da Engenharia de Combate. Houve grande e tenaz resistência dos alemães, que à 18h ainda se mantinham em pontos de resistência dentro da cidade. A reação inimiga foi extraordinária. A limpeza total da cidade e a conquista das elevações que a dominavam foram outras verdadeiras ações de combate, que se prolongaram pelos dias 15 e 16 de abril. Para se uma ideia do que foi o combate em Montese, basta cita que sobre aquela cidade somente no dia 15 caíram 3200 granadas de vários calibres da artilharia alemã e que sobre as posições inimigas lá existentes a nossa artilharia fez 9660 disparos. A ação sobre Montese foi exclusivamente brasileira e nela tivemos 426 baixas. A partir de 19 de abril entrava a 1ª DIE francamente na exploração do êxito rumo ao vale do Rio Panaro e por ele a planície do vale do Rio Pó em extraordinário lances diários que chegaram a alcançar 80km.

Relato do Tenente Iporan

Eram 12 horas e estávamos bastante preocupados com a possibilidade de recebermos tiros pela retaguarda vindos de Montaurigola. Saímos para o ataque. Mal o pelotão transpôs em linha a crista, partiram de Montese foguetes de sinalização com estrelas vermelhas, denunciando nosso ataque.

A tropa ultrapassou os pontos mais elevados com grande rapidez, facilitada em muito pelo terreno íngreme. Após o pelotão ter vencido um terço da elevação, sua retaguarda foi batida por densa e compacta barragem de artilharia, que cortou o fio telefônico em vários ponto e colocou fora de combate um soldado da equipe de minas e outro da Saúde. No terço inferior da elevação, aproveitando-se de uma estrada carroçável, que oferecia boa proteção, o pelotão reajustou o sei dispositivo e lançou à frente o 3º Grupo de Combate (Sargento Celso Racioppi); os outros GCs apoiaram o avanço trocando tiros dispersos com as primeiras resistências inimigas, mal definidas no terreno.

O 3º Grupo, após um pequeno deslocamento, para e assinala a existência de minas. O comandante do pelotão, ao chegar no ponto assinalado pelo sargento, constatou, com satisfação, que não se tratava de um campo minado e sim de boody-trap (armadilhas) ligadas a minas antipessoais. Neutralizamos as minas, pois conhecíamos o manuseio daqueles artefatos. Mandamos o 3º G.C. continuar a progressão, ao mesmo tempo em que determinamos o avanço do 2º G.C. (Sargento José Matias Júnior), passando a marchar com este.

O grupo mais avançado começou a galgar as elevações de Montese, favorecido pelo terreno, que assemelhava-se a grandes escadas; ao chegar ao topo, o grupo foi detido por fogos oriundos das residências colocadas na frente de uma casa de grande porte. Juntamo-nos ao grupo para estudarmos a situação e constatamos que as posições inimigas estavam a cerca de 150 metros e o espaço que nos separava era formado por uma espécie de bacia, com encostas suaves e vegetação rasteira. Determinamos então ao comandante do G.C manter a posição após o avanço do 2º G.C., que seria empregado à esquerda, enquanto o primeiro G.C. (Sargento Rubens) foi puxado para a frente. Naquela oportunidade, o pelotão tinha perdido toda a ligação com a companhia e o rádio deixou de transmitir devido à distância e ondulações do terreno, e ainda não havíamos conseguido estabelecer nenhuma ligação com o pelotão de Ary Ranen, que deveria estar atuando à direita. Preocupados com a falta de comunicação, enviamos um mensageiro ao comandante da companhia dando ciência de nossa posição e da situação.

O 2º G.C. teve seu avanço sustado por fogos vindos do flanco direito da casa e de duas outras colocadas à esquerda. Sua situação era análoga ao do outro, ou seja, no topo das escadas, separados do inimigo por curtas distâncias, tendo de permeio um terreno limpo. Competia ao comandante do pelotão empregar o último grupamento, mas achamos melhor conservá-lo, pois isso poderia levar à vitória.

Depois de estudarmos detalhadamente o terreno e o inimigo, chegamos à conclusão de que atuando pela esquerda seria melhor, porque os degraus seguiam quase juntos às casas da esquerda. Depois disso, mandamos que o sargento Rubens avançasse como o último G.C.. Para ficarmos com as nossas atenções inteiramente voltadas para a ofensiva deste grupo, determinamos que o segundo-sargento auxiliar Nestor comandasse o apoio de fogos dos detidos em proveito do atacante. Inicialmente a progressão foi feita com relativa facilidade, mas, à proporção que se aproximava as casas, diminuía o seu ímpeto; constatamos, em dado momento, que o ataque estava parado. Resolvemos então impulsioná-lo; deslocamo-nos pra a frente, passando a atuar tal qual um comandante de grupo. O sargento ponderou, achando que o tenente estava fazendo “loucuras”, mas passou a atuar com mais energia e denodo, e avançamos ouvindo o pipocar das granadas de mão dos alemães, que explodiam nas proximidades.

O grupo, com o tenente à frente, quando se aproximava do topo das escadarias do terreno, a cerva de 40 metros das casas, e se preparava para tomar o dispositivo para o ataque recebeu denso bombardeio da nossa Artilharia, que envolveu juntamente com o inimigo. Num relance verificamos que não havia nenhuma baixa e bradamos “Avante às casas!!”.

O grupo atingiu as posições inimigas enquanto não havia se dissipado a fumaça da artilharia. Os alemães permaneceram no fundo de seus abrigos quando as nossas ultrapassavam as suas posições camufladas. Tentaram então reagir, mas foram postos fora de combate. O comandante de pelotão procurou imediatamente reconhecer o terreno em frente e, quando o fazia, foi metralhado de um das janelas laterais da casa grande. Não foi atingido, mas teve a calça chamuscada. Procurou então refúgio no interior da casa. Logo conseguimos restabelecer as ligações pelo rádio com o comandante da companhia, que foi informado que havíamos introduzido uma cunha na defesa adversária, porém, precisávamos de ajuda para manter a posição e que suspendessem o bombardeio que começara momentos antes.

Um úlitmo mensageiro foi enviado pelo Tenente Iporan informava o seu comandante de companhia que havia atingido o seu primeiro objetivo Montese.

Fonte:

Diário de Paisano na Segunda Guerra Mundial – Rudemar Marconi Ramos

Montese, Marco Glorioso de uma Trajetória  – Coronel Adhemar Rivermar de Almeida

Policiais do Exército: Quem São Vocês?

Somos oriundos dos MP’s da Força Expedicionária Brasileira, nascidos para atuar no Teatro de Operações da Itália, com missões específicas para escoltar, proteger e realizar o policiamento em áreas de conflito, das muitas missões que os nossos pioneiros Policiais do Exército exerceram, estavam os severos bombardeios da artilharia inimiga durante os deslocamentos de comboios, enquanto o antigo PE realizava o balizamento.

Somos oriundos desses valorosos febianos que iniciaram a tradição do Braçal PE, mesmo inscrito MP, já denotavam que se tratava de uma tropa cujo os valores e a postura não deveria ser melhor, nem pior do que ninguém, deveria ser diferente.

A guerra acabou na Itália, mas a experiência brasileira com esta tropa especial foi sentida. Fato percebido por um dos grandes generais desse nosso Exército, Comandante da Infantaria Divisionária, General Zenóbio da Costa, o mesmo que tomou Monte Castelo, Colleccio, Fornovo e Montese. Percebeu a necessidade de se formar uma Tropa de Elite de Polícia do Exército em tempos de paz. Em 1946, nasce a 1ª Companhia de Polícia do Exército – Rio de Janeiro. Logo novos pelotões, companhias e Batalhões surgiram, haja vista a utilização destas tropas em operações da garantia da Lei e da Ordem. Além do Rio de Janeiro, em 1949 São Paulo, 1950 Pernambuco e Rio Grande do Sul e Brasília em 1960, estavam lançados à formação dos cinco Batalhões de Polícia do Exército do Brasil, encerrando este ciclo com a criação 8º BPE em Paraíso, São Paulo.

No decorrer destas décadas os integrantes destas Unidades de Polícia do Exército foram sendo recrutados de Estados como Santa Catarina e Paraná, dando origem a uma tradição “os lendários catarinas”, por seu porte físico e extrema disciplina. Esses efetivos percussores dos nossos Batalhões, continuaram a tradição de disciplina, postura, respeito, honra, dignidade e principalmente amor pelo Braçal PE e tudo que ele representa para o Brasil.

A Polícia do Exército se mantém firme nas suas convicções e na sua importância para manter os Poderes Constituídos da Nação brasileira sob qualquer circunstância.

Seus Veteranos, brasileiros que adquiriram e foram forjados nos valores da Polícia do Exército durante anos, estão, agora, se reunindo em um grande movimento nacional, associações de Brasília, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina estão se alinhando para traçar objetivos nacionais. O Brasil precisa disto, de pessoas valorosas para disseminar ações de resgate do amor pelo nosso país; ações práticas que visem engrandecer o Brasil.

Isso nos anima, pois é uma contraposição de uma sociedade que se organiza para mostrar aos parasitas que ainda há cidadãos brasileiros, munidos de valores pátrios e prontos para lutarem pela bandeira verde-amarela.

 ENCONTRO NACIONAL DOS VETERANOS DA POLÍCIA DO EXÉRCITO

ENVEPEx

RECIFE/2013

ONDE?

4º BATALHÃO DE POLÍCIA DO EXÉRCITO

(PERNAMBUCO)

QUANDO?

20 a 22 de Setembro de 2013

INSCRIÇÕES A PARTIR DE 30 DE ABRIL DE 2013.

VETERANO PE – AGUARDE!

UMA VEZ PE, SEMPRE PE!!

logo