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Dia D e a Normandia: O Preço Pela Liberdade!

Se o sucesso da Operação Overlord sofreu criticas, principalmente em relação aos objetivos do primeiro dia, em especial no setor de Omaha Beach, em se tratado das consequências da população civil da Normandia as criticas foram mais que fundamentadas. Mesmo aclamando as forças Aliadas como libertadoras, a destruição indiscriminada das cidades costeiras e portos normandos, causaram milhares de baixas civis. Já no dia 05, no desembarque aerotransportado, as baterias antiaéreas e os combates das tropas, causaram vários incêndios nas cidades. Mas, nada se compararia a artilharia da marinha Aliada devastando milhares de casas no raiar do dia 06 de junho de 1944, o Dia D.

Para se ter uma ideia da estratégia utilizada pelas forças invasoras, Caen era uma dos objetivos do Dia D, considerada por Montgomery como crucial para o sucesso da invasão. A cidade não caiu no Dia D e as forças alemãs resistiram por semanas naquela localidade. Como não foi possível a conquista, simplesmente a cidade foi totalmente destruída. Um bombardeio incessante destruiu todas as construções da cidade.

Em termos militares sempre estamos nos impressionando com o Dia D, mas não devemos esquecer que a guerra consiste em perdas humanas, e muitas delas, inocentes vidas humanas. Portanto, não devemos apenas entender o contexto militar ou a bravura individual do soldado, mas também horar a memória de quem testemunhou a guerra em sua cidade, sua rua e sua casa.

Segue uma sequência de fotos selecionadas da Normandia no Dia D, e nas semanas posteriores, para que possamos entender o pouco o sofrimento de uma geração que passou anos sob o julgo de uma nação estrangeira, e teve que pagar com seu próprio sangue pela sua liberdade. Reflitamos!

Rommel e o Dia D – Preparação

Não há como negar. Uma dos principais motivos de preocupação para o Comando Supremo Aliado para o Dia D atendia pelo nome de Erwin Rommel. A designação de Rommel para  cuidar da defesas estáticas alemãs na França foi determinante para as dificuldades que os Aliados encontrariam a partir de 06 de junho de 1944. Diga-se de passagem, que as coisas não ficaram pior pelo simples fato de Rommel não ter o pleno domínio das unidades diretamente empregadas no litoral normando. Evidentemente acrescenta-se a divergência dele e Rundstedt discordarem de tipo de estratégia que seria utilizada assim que a invasão iniciasse. Sendo que ele apostava tudo na defesa das praias, com as unidades panzers contra-atacando imediatamente antes que a cabeça-de-praia inimiga fosse formada, enquanto que Rundstedt acreditava que o melhor era preservar as unidades blindadas no litoral, longe da artilharia marítima aliada.

Em fevereiro de 1944 Rommel começou a inspecionar a Fortaleza Europa. Como resultado de sua inspeção, o aumento significativo das fortificações, minas, obstáculos e do poderio bélico nas regiões mais desguarnecidas, teoricamente menos provável para um desembarque, mas no local onde ele aconteceria quatro meses depois. Empregou além de tropas a população civil da França. Estava decidido a cumprir sua missão, mesmo que ele mesmo não mais acreditasse nela.