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A Cavalaria do Brasil na 2ª guerra Mundial
Segue publicação enviada pelo pesquisador Rigoberto Souza – Vice-presidente da Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira – Regional Pernambuco.
Um modesto Esquadrão de Reconhecimento teve a honra de representar a Cavalaria de Osório nos combates enfrentados pela Força Expedicionária Brasileira no teatro de Operações da Itália. Seu pequeno efetivo, e seus reduzidos meios de combate não conseguiram ofuscar a bravura que os nossos cavalarianos tem demonstrado, desde as primeiras guerras, onde começou a florescer o espírito de nacionalidade do povo brasileiro.
A 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária teve no 1º Esquadrão de Reconhecimento, uma unidade à altura de suas responsabilidades, sendo equipado com carros blindados M-8, de fabricação americana e, que pesavam cerca de 8 toneladas, armados com um canhão de 37 mm e duas metralhadoras, sendo uma anti aérea e, tripulados por 4 homens.
A nossa Cavalaria atuou nas operações desenvolvidas ao longo do Rio Reno, do Rio Panaro e, ao longo do Vale do Pó, cujo curso transpôs até atingir o sopé dos Alpes, onde ligou-se às Forças Francesas do General Dellatre de Tassigny, que operavam a noroeste da cidade de Turim.
Entre os mais importantes feitos, destaca-se a tomada da cidade de Montese, que localizava-se nas margens do Rio Panaro, que culminou com a libertação das cidades de Rannocchio, Salto e Berttocchio, além dos combates em Murano-Sul-Panaro, que transcorreram em campos minados e, repletos de armadilhas deixados pelo Exército Alemão. Continuou a sua saga, no ataque à vanguarda inimiga na região de Fornovo-Di-Taro, atingindo seu ápice com a rendição da 148ª Divisão Panzer Alemã e, aos remanescentes da 90ª Divisão Bersaglieri Italiana em Colecchio-Fornovo.
Seria injusto deixar de vincular a atuação desta Unidade ao seu comando, que foi organizada e levada à guerra pelo Capitão Flávio Franco, ferido logo ao início da Operações, sendo substituído pelo subcomandante 1º tenente Bellarmino Jayme Ribeiro de Mendonça, que foi substituído pelo recém-promovido Capitão Plínio Pitaluga, detentor de uma excepcional inteligência, que soube unir a valentia e liderança.
Conduziu seus carros de combate pelo difícil e montanhoso terreno italiano e, levou aos seus comandados o seu espírito blindado, que não dava conselhos ao receio e, fez de cada soldado um eterno amigo. Devemos realçar o comportamento e sacrifício do Tenente Amaro Felicíssimo da Silva, subalterno do Esquadrão de Reconhecimento e, primeiro Herói da Arma Blindada do Brasil. Foi enviado em missão delicada e difícil onde, nela encontrou a morte. Em homenagem a este ato de heroísmo, o Exército Brasileiro decidiu colocar o seu nome entre os de Tiradentes e Sampaio, passando esta Unidade a chamar-se Esquadrão Tenente Amaro.
O General Mascarenhas de Morais, Comandante da FEB, ao citar o Esquadrão de reconhecimento, expressou a suas considerações ao escrever:
“ O 1º Esquadrão de Reconhecimento, confirmou nos campos de batalha da Itália, o acerto e sua escolha como participante da Força Expedicionária Brasileira e, as esplêndidas qualidades do Cavalariano Brasileiro, dirigido por quadros capazes e um Comando eficiente, enérgico e ousado.
Concorreu assim, brilhantemente, para que à nossa Pátria, fosse reservado um lugar de destaque entre as nações que velarão pela paz vindoura e a futura reconstrução de um mundo livre e feliz.”
Este post é dedicado ao Cel Pedro Anórbio de Medeiros( PAM ) e ao seu filho Cel Pedro Arnóbio de Medeiros Júnior, exemplo para a nossa Cavalaria.
- Montese – Igreja e Torre detruídas após bombardeio de 1945
- Militares brasileiros fazem varredura em Montese após combate
- Vista parcial de Montese após ataque
- Montese – vista panorâmica – anos 70
- Montese destruída pela fogo alemão e aliado
- Montese em meados do século passado
- Patrulha da FEB na região entre Montese e Fanano antes do ataque final





















