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Cavalaria Montada e Mecanizada durante a Segunda Guerra
Se alguém perguntar qual o instrumento bélico mais usado na história dos conflitos humanos? O que lhe vem a cabeça? Sem hesitar, a resposta correta para essa pergunta recai sobre um animal que o homem aprendeu a amar e a usá-lo em suas disputas, o cavalo. Esses animais são co-participantes em todos os conflitos humanos. Chamado de cavalaria, a quantidade de cavalos de uma nação determinava a seu poder e influência sobre seus vizinhos. O cavalo foi o instrumento de guerra da civilização por milênios, perdendo espaço apenas durante a Segunda Guerra Mundial.
Quando a guerra se desenhava, a França solicitou aos países amigos que lhe cedessem cavalos para compor seu Exército. Em 1939, chegaram a França mais de 200 mil cavalos oriundos de todas as partes do mundo. Os franceses esperavam um conflito aos moldes de 1914. Mesmo ciente da mística história da cavalaria montada polonesa atacando os panzers alemães.
Os cavalos perderam o poder bélico para os mecanizados criados pelo homem, mas ainda foram muitos utilizados na Segunda Guerra Mundial, principalmente quando os recursos eram escassos na segunda fase da guerra. Divisões alemães inteiras passaram a ser dotadas de cavalos para percorrer os difíceis trechos de vastos territórios.
Eles ainda permanecem com uma estreita ligação afetiva com o homem, mesmo sendo co-participante de seus conflitos nunca tiveram o devido valor pelos seus bravos serviços prestados à humanidade.
Abaixo nossa galeria mista da cavalaria da Segunda Guerra:
A Cavalaria do Brasil na 2ª guerra Mundial
Segue publicação enviada pelo pesquisador Rigoberto Souza – Vice-presidente da Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira – Regional Pernambuco.
Um modesto Esquadrão de Reconhecimento teve a honra de representar a Cavalaria de Osório nos combates enfrentados pela Força Expedicionária Brasileira no teatro de Operações da Itália. Seu pequeno efetivo, e seus reduzidos meios de combate não conseguiram ofuscar a bravura que os nossos cavalarianos tem demonstrado, desde as primeiras guerras, onde começou a florescer o espírito de nacionalidade do povo brasileiro.
A 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária teve no 1º Esquadrão de Reconhecimento, uma unidade à altura de suas responsabilidades, sendo equipado com carros blindados M-8, de fabricação americana e, que pesavam cerca de 8 toneladas, armados com um canhão de 37 mm e duas metralhadoras, sendo uma anti aérea e, tripulados por 4 homens.
A nossa Cavalaria atuou nas operações desenvolvidas ao longo do Rio Reno, do Rio Panaro e, ao longo do Vale do Pó, cujo curso transpôs até atingir o sopé dos Alpes, onde ligou-se às Forças Francesas do General Dellatre de Tassigny, que operavam a noroeste da cidade de Turim.
Entre os mais importantes feitos, destaca-se a tomada da cidade de Montese, que localizava-se nas margens do Rio Panaro, que culminou com a libertação das cidades de Rannocchio, Salto e Berttocchio, além dos combates em Murano-Sul-Panaro, que transcorreram em campos minados e, repletos de armadilhas deixados pelo Exército Alemão. Continuou a sua saga, no ataque à vanguarda inimiga na região de Fornovo-Di-Taro, atingindo seu ápice com a rendição da 148ª Divisão Panzer Alemã e, aos remanescentes da 90ª Divisão Bersaglieri Italiana em Colecchio-Fornovo.
Seria injusto deixar de vincular a atuação desta Unidade ao seu comando, que foi organizada e levada à guerra pelo Capitão Flávio Franco, ferido logo ao início da Operações, sendo substituído pelo subcomandante 1º tenente Bellarmino Jayme Ribeiro de Mendonça, que foi substituído pelo recém-promovido Capitão Plínio Pitaluga, detentor de uma excepcional inteligência, que soube unir a valentia e liderança.
Conduziu seus carros de combate pelo difícil e montanhoso terreno italiano e, levou aos seus comandados o seu espírito blindado, que não dava conselhos ao receio e, fez de cada soldado um eterno amigo. Devemos realçar o comportamento e sacrifício do Tenente Amaro Felicíssimo da Silva, subalterno do Esquadrão de Reconhecimento e, primeiro Herói da Arma Blindada do Brasil. Foi enviado em missão delicada e difícil onde, nela encontrou a morte. Em homenagem a este ato de heroísmo, o Exército Brasileiro decidiu colocar o seu nome entre os de Tiradentes e Sampaio, passando esta Unidade a chamar-se Esquadrão Tenente Amaro.
O General Mascarenhas de Morais, Comandante da FEB, ao citar o Esquadrão de reconhecimento, expressou a suas considerações ao escrever:
“ O 1º Esquadrão de Reconhecimento, confirmou nos campos de batalha da Itália, o acerto e sua escolha como participante da Força Expedicionária Brasileira e, as esplêndidas qualidades do Cavalariano Brasileiro, dirigido por quadros capazes e um Comando eficiente, enérgico e ousado.
Concorreu assim, brilhantemente, para que à nossa Pátria, fosse reservado um lugar de destaque entre as nações que velarão pela paz vindoura e a futura reconstrução de um mundo livre e feliz.”
Este post é dedicado ao Cel Pedro Anórbio de Medeiros( PAM ) e ao seu filho Cel Pedro Arnóbio de Medeiros Júnior, exemplo para a nossa Cavalaria.
- Montese – Igreja e Torre detruídas após bombardeio de 1945
- Militares brasileiros fazem varredura em Montese após combate
- Vista parcial de Montese após ataque
- Montese – vista panorâmica – anos 70
- Montese destruída pela fogo alemão e aliado
- Montese em meados do século passado
- Patrulha da FEB na região entre Montese e Fanano antes do ataque final
Homenagem aos Pernambucanos Mortos no Teatro de Operações da Itália
Uma importante homenagem a Força Expedicionária Brasileira foi realizada hoje em Pernambuco. Em uma bonita cerimônia, foi inaugurado no 10º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado – Esquadrão Forte das Cinco Pontas, o Monumento aos Pernambucanos Mortos nos campos da Itália.
O evento contou com a presença do Presidente da Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira – Regional Pernambuco, senhor Alberides de Lima Passos e do Tenente R/2 Gildo – Diretor Cultural da Associação dos Oficiais da Reserva-AORE que, acompanhados do Major André Augusto, comandante do 10º Esquadrão, realizaram o descerramento da placa alusiva que homenageia os 12 pernambucanos que perderam suas vidas no Teatro de Operações da Itália.
O evento também contou com a Guarda do Monumento, formada por uma representação do Grupamento Histórico Aspirante Francisco Mega, que tornou a solenidade ainda mais emocionante.
São iniciativas como estas que fazem jus a memória daqueles que entregaram suas vidas pelo seu país.
Os Veteranos pernambucanos da FEB agradecem os Lanceiros do 10º Esquadrão pela oportunidade de presenciar, em vida, o reconhecimento dos sacrifícios dos jovens pernambucanos em favor de um mundo melhor.
Informações Adicionais:
Os Pernambucanos da FEB mortos na Itália
A Memória dos Heróis Mortos Largado ao Esquecimento!

Os lanceiros do Recife honram, nesta data, a memória daqueles que fizeram o mais alto sacrifício em defesa da Nação Brasileira e da Democracia durante a 2ª Guerra Mundial

O Belo Monumento em Homenagem aos Pernambucanos Mortos! Com a Guarda do Grupamento Histórico Aspirante Francisco Mega
- Os lanceiros do Recife honram, nesta data, a memória daqueles que fizeram o mais alto sacrifício em defesa da Nação Brasileira e da Democracia durante a 2ª Guerra Mundial
- O Belo Monumento em Homenagem aos Pernambucanos Mortos
Ia Drag – A Primeira Batalha da Guerra do Vietnã
De 14 a 22 de novembro de 1965 o mundo assistiu perplexo a primeira grande batalha envolvendo forças americanas contra tropas de outra nação desde o cessar fogo na guerra das Coreias. Em uma operação de captura e emboscada, dois batalhões da 7ª Cavalaria e da 5ª Cavalaria, comandadas pelo então Coronel Hal Moore, empregando uma nova forma de combate, onde unidades de infantaria aerotransportadas iriam desembarcar em um determinado setor para consolidar uma posição. A mobilidade da tropa era a nova doutrina empregada nessas operações. A Batalha aconteceu a noroeste de Plei Me, nas serras do Vietnã do Sul.
Desde 1956 os Estados Unidos, percebendo o avanço do Comunismo na região, os Estados Unidos vinham apoiando e dado suporte a ações militares do Vietnã do Sul, mas sem qualquer envolvimento de tropas nos campos de batalha. Só a partir do início dos anos 60 as condições políticas e diplomáticas são agravadas, principalmente quando os vietcongues, guerrilheiros sul-vietnamitas pró-Vietnã do Norte, e que lutaram contra as tropas americanas durante todo o conflito, juntamente com tropas norte vietnamitas começaram a atacar bases americanas no Vietnã do Sul.
A Batalha de Ian Drag, apesar da suposta vitória americana, foi um desastre estratégico com sérias perdas para as Unidades Militares envolvidas, sendo um saldo total de 304 mortos e 524 feridos, enquanto a estimativa do lado das forças vietnamitas gira em torno de 554 mortos e 669 feridos – o Exército americano estima em 1519 mortos vietnamitas. Controvérsias a parte, é certo de que o suposta vitória deu uma falsa impressão que os Estados Unidos podiam perfeitamente lidar contra um inimigo diferente de todos os outros exércitos que o país já tinha enfrentado. Mas o transcorrer da batalha foi bem diferente. As tropas americanas tiveram que solicitar várias vezes a utilização de artilharia e apoio aéreo, inclusive um código pouco usado pelo Exército foi conclamado durante a Batalha: “Flecha Quebrada”, seria o código que informa a todas as unidades aéreas que uma Unidade americana estava prestes a ser massacrada, e o resultado disso é que todos os aviões disponíveis seriam lançados no socorro dessa Unidade.
Outro fato curioso é que a CIA recomendou, no calor da Batalha, que o comandante Hal Moore, fosse enviado de volta para o QG, pois era inconcebível que um Coronel fosse morto na primeira operação militar americana no Vietnã. Moore negou-se e deixar seus homens a própria sorte.
No final das contas o exército americano não estava preparado para a quantidade de baixas sofridas pelas forças, mas a suposta vitória alavancou uma guerra que se arrastou até 30 de abril de 1975, quando as tropas americanas se retiraram da Indochina.
O Tenente General Hal Moore juntamente com o jornalista Joseph L. Galloway que participou na batalha, escreveram o livro “We Were Soldiers Once…And Young” que descreve a batalha. Em 2002, Mel Gibson estrelou o filmes: “Fomos Heróis” que é baseado no livro e uma narrativa da primeira parte da Batalha de Ia Drag.
- Baixas Americanas
- Oficial morto em combate
- Muitos Feridos
- Local do Desembarque
- Nova Doutrina de Combate
- Desembarque
- Primeiro Sargento do Cel. Hal Moore
- Discurso da Batalha
- Coronel Hal Moore
- Primeiro Prisioneiro de Guerra – “Há 4 batalhões aqui loucos para matar americanos”
- Tropas se Dirigindo ao Local da Batalha
Os Tanques Mais Estranhos e Destruidores da Primeira Guerra
É fato que o avanço tecnológico de 30 anos é incrível, levando em consideração o século XX, claro! E se analisarmos do ponto de vista dos tanques de guerra é visível às transformações que aconteceram entre a utilização do Tanque Mark I para o M1. Então, para que possamos enxergar essa visão, vamos dar uma olhada nessa sequência de fotos de diversos tanques de combate da Grande Guerra, que encerraram seu ciclo de vida nesse período, mas abriu espaço para a nova Cavalaria Mecanizada que estava por vir.
- Síbolo da Paz? Que nada! Acreditem esse era o sistema de Comunicação do Tanques!


























































































































