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Bunker – As Fortificações do Dia D e Outras
A propaganda alemã divulgou a ideia de que havia construído uma barreira intransponível no litoral de toda a França iniciando na fronteira com a Espanha até a Noruega, dando-lhe o nome de Muralha do Atlântico. Durante os anos de 1942/1943 o sentimento de inexorável aumentou quando no segundo semestre de 1942 uma tentativa de desembarque em Dieppe na França foi violentamente repelida pelas unidades alemãs ali dispostas. A propaganda exultava em relação as grandes unidades de artilharia de costa disponíveis em toda a extensão da Muralha, bem como o contingente de um milhão de soldados prontos para serem colocado em ação em caso de um desembarque.
Entre as concepções de guerra estática estavam bunkers interligados e fortes o suficiente para resistirem a grandes ataques aéreos e dos fogos de artilharia vindo do mar. Essas fortificações interligadas entre si por túneis e vielas, se estendiam por toda a costa até os grandes centros urbanos e locais mais afastados, onde a artilharia alemã poderia atacar com certa segurança os possíveis desembarques.
No início de 1944, o Marechal de Campo Erwin Rommel, nomeado para a repelir uma possível investida aliada, realizou uma visita por toda a extensão da Muralha do Atlântico, constatando “inexorável” era mais um pomposo adjetivo de propaganda do que algo realmente real. E a partir de sua visita melhorias nas fortificações e nos dispositivos de defesa foram realizados para concretizar sua frase que caracterizaria o dia da invasão como “O MAIS LONGO DOS DIAS”.
Segue abaixo uma demonstração dos Bunkers erguidos pelos alemães. Na verdade arguidos pelos nativos por ordem dos alemães
O Dia D – Defensores e Atacantes
Em 1943 a única certeza que o Alto Comando Alemão tinha era que a invasão a Europa era iminente. Portanto era imperativa a manutenção das conquistas alemãs fossem defendidas a todo custo, principalmente a região norueguesa de Narvik, grande centro de produção de minério de ferro e a própria França e Bélgica principais entradas para a conquista da Alemanha.
No segundo semestre de 1944 iniciou-se a construção do que a propaganda alemã vendeu como sendo a Fortaleza Europa, um conjunto de fortificações que tinham como objetivo expurgar qualquer tentativa de invasão oriunda do mar, revivendo assim a malfadada tentativa em DIEPPE que frustrou um desembarque em 19 de agosto de 1942 e tornou-se célebre na Segunda Guerra.
Contudo o Fortaleza Europa era extensa e o desconhecimento completo do local dos desembarques forçava o amplo e custoso aparato de fortificações. Os locais mais prováveis foram os prioritariamente defendidos, sendo o mais importante o Passo do Calais, trecho mais estreito do Canal e a região da base de lançamento dos mísseis V1 e V2.
Para a região da Normandia, o General Erwin Rommel organizou assumiu parte da defesa e organizou uma considerável melhoria nas defesas, aumentando a quantidade de minas terrestres, obstáculos e inundando regiões. Mas a cadeia de comando da Wermartch em 1944 não ajudava a Raposa do Deserto. Ele não tinha o comando das Divisões Panzers da Região, inclusive a 21ª Divisão Panzer, que seria utilizada na região da Normandia para repelir um ataque em alta escala.
O General Gerd von Rundstedt, o mais velho dos generais no Teatro de Operações, mas também o mais respeitado, divergia de Rommel sobre as táticas da doutrina defensiva que deveria ser emprega. Rundstedt achava que o emprego dos blindados deveria ser realizado a partir do interior, longe do fogo da artilharia naval, de forma que um contra-ataque em grande escala tomaria as cabeças-de-praia dos aliados antes do avanço sobre o interior. Rommel acredita que os Aliados deveriam ser expulsos no desembarque, sem conquistarem qualquer avanço no terreno. No final das contas o que prevaleceu foi o fracasso de ambos. As defesas costeiras não foram suficientemente capazes de repelir o desembarque, exceto em Omaha, onde a imposição durou todo o Dia D. E o contra-ataque esperado pelos americanos não teve o ímpeto desejado pelo velho general.
Cronologia de um Massacre – Dieppe – O Dia D que fracassou!
1942 – 20 maio:
Tropas Canadenses da 2º Divisão de Infantaria começam a treinar na Ilha de Wight para Operação Rutter, um ataque anfíbio contra o porto francês de Dieppe, ocupada pela Alemanha. A Rutter fica marcada para 7 de julho.
7 de julho – O ataque é adiado por causa das más condições de tempo e mar. Debates seguiram sobre a operação, se deveria ou não ser cancelada completamente. Ao invés disso, o Vice-Almirante Mountbatten manteve o plano, sob o nome de Operação Jubilee.
19 agosto – A Operação Jubilee é lançada usando uma força de 4.962 soldados canadenses, mil soldados britânicos e 50 soldados americanos da tropa de choque transportada por 237 embarcações.
3H48 – Parte da força de desembarque tem contato com um comboio alemão horas antes do desembarque, perdendo o elemento surpresa em setores-chave ao longo de 10 milhas de front.
4H30 – Unidades canadenses promovem ataques pelos francos contra baterias e posições alemães costeiras, em Varengeville, Pourville, Puys e Berneval. Os desembarques em Varengeville e Pourville são feitos sem oposições, e em Berneval, um pequena seção do Comando Nº 3 consegue manter em silêncio as baterias, por cerca de 90 minutos. Em Puys, unidades da Royal Regiment do Canadá e da Black Watch têm sérias perdas na praia.
5H20 – O principal ataque tem início no setor central. Unidades alemãs estão agora em alerta máximo, sabedoras dos ataques pelos francos. As unidades do 14º Regimento de Tanques do Exército, do Regimento Escocês Essex, e do Royal Hamilton Light Infantary ao desembarcar são recebidos por forte fogo de metralhadoras. Os blindados desembarcam na praia 15 minutos depois, porém, 15 dos 27 veículos são abatidos ou não conseguem atravessar os bancos de cascalho e as barreiras colocadas junto ao mar.
11H00 – 14H00 – Tendo sofrido enormes perdas e feito pouco progresso, as forças Aliadas se retiram de Dieppe. Por volta das 14h00, os soldados sobreviventes são evacuados em uma operação desesperada, deixando para trás 3.367 mortos, feridos ou prisioneiros.
O QUE ACONTECIA NO MUNDO:
15 AGOSTO 1942 – Churchill e Stalin se encontram em Moscou para discutirem opções estratégicas para operação no norte da África e para abertura de um segundo Front no continente europeu.
17 AGOSTO – 12 bombardeiros americanos AF Flying Fortress destroem a ferrovia de Rouen, na França. Foi o primeiro ataque conduzido por bombardeiros americanos na guerra. Todos os aviões e tripulação retornaram ilesos para as bases na Inglaterra.
19 AGOSTO – Tropas australianas da 7 ª Divisão entram na campanha em Nova Guiné, com desembarques anfíbios em Porto Moresby.
21 AGOSTO – O líder do governo colaboracionista francês Marechal Pétain, cumprimenta as forças alemãs por derrotar as forças Aliadas no ataque a Dieppe.
22 AGOSTO – O Brasil declara guerra contra a Alemanha e Itália. A declaração se deu em consequência do afundamento de vários navios brasileiros, provocados por submarinos alemães. O Japão foi excluído dessa declaração.
- Tropas Preparadas para o desembarque







































































