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Bunker – As Fortificações do Dia D e Outras
A propaganda alemã divulgou a ideia de que havia construído uma barreira intransponível no litoral de toda a França iniciando na fronteira com a Espanha até a Noruega, dando-lhe o nome de Muralha do Atlântico. Durante os anos de 1942/1943 o sentimento de inexorável aumentou quando no segundo semestre de 1942 uma tentativa de desembarque em Dieppe na França foi violentamente repelida pelas unidades alemãs ali dispostas. A propaganda exultava em relação as grandes unidades de artilharia de costa disponíveis em toda a extensão da Muralha, bem como o contingente de um milhão de soldados prontos para serem colocado em ação em caso de um desembarque.
Entre as concepções de guerra estática estavam bunkers interligados e fortes o suficiente para resistirem a grandes ataques aéreos e dos fogos de artilharia vindo do mar. Essas fortificações interligadas entre si por túneis e vielas, se estendiam por toda a costa até os grandes centros urbanos e locais mais afastados, onde a artilharia alemã poderia atacar com certa segurança os possíveis desembarques.
No início de 1944, o Marechal de Campo Erwin Rommel, nomeado para a repelir uma possível investida aliada, realizou uma visita por toda a extensão da Muralha do Atlântico, constatando “inexorável” era mais um pomposo adjetivo de propaganda do que algo realmente real. E a partir de sua visita melhorias nas fortificações e nos dispositivos de defesa foram realizados para concretizar sua frase que caracterizaria o dia da invasão como “O MAIS LONGO DOS DIAS”.
Segue abaixo uma demonstração dos Bunkers erguidos pelos alemães. Na verdade arguidos pelos nativos por ordem dos alemães
Piloto de Avião P40 Perdido em 1942 – Avião Encontrado em 2012
Quem olhar de relance as fotos deste texto, pode até pensar que é uma grande tolice tanto material por uma aparente “sucata” no meio do nada. Mas na verdade esta é uma verdadeira cápsula do tempo na forma de um avião de caça da Segunda Guerra Mundial, descoberto em pleno deserto do Saara agora em março 2012.
A descoberta foi feita por Jakub Perka, um funcionário de uma empresa de exploração de petróleo polonesa, que atuava com a sua equipe em uma expedição na região oeste do Egito. A importância deste achado se deve principalmente pela preservação dos vestígios e legibilidade dos sinais de identificação, o que permitiu encontrar a história do avião, do piloto e dos relatórios originais da queda no deserto.
O modelo da aeronave é um Curtiss P-40 Kittyhawk III, fabricado nos Estados Unidos, mas que pertencia em 1942 ao 260º Esquadrão da RAF, a Royal Air Force, como é conhecida a força aérea da Inglaterra. Há 70 anos este caça atuava no Norte da África, durante os encarniçados combates entre tropas aliadas contra alemães e italianos por aquele pedaço esquecido do mundo.
Um Estranho Voo
Em meados de 1942, as forças aliadas no Norte da África estavam em retirada ante o avanço implacável do general alemão Erwin Rommel, o famoso estrategista que ficou conhecido como a “Raposa do Deserto” e que comandava o “Afrika Korps”.
No início da tarde do dia 28 de junho de 1942, um domingo, os Sargentos de Voo (Flight Sergeant) do 260º Esquadrão da RAF, Dennis Charles Hughmore Copping e W.L. “Shep” Sheppard tinham ordens para voar com dois P-40s que seguiriam para uma revisão. Eles partiriam da base aérea LG-100, próximo a linha de combate, até a base aérea LG-085, localizada próximo a estrada Cairo-Alexandria. Depois retornariam com dois aviões do mesmo tipo para o ponto de partida.
Nada mais que uma simples missão de traslado. Ida e volta em 30 a 40 minutos e tudo estava terminado. Mas não foi tão simples assim!
Consta no relatório existente que Sheppard estava pilotando uma aeronave que se encontrava com as asas danificadas por causa de uma batalha aérea que havia acontecido naquela mesma manhã de 28 de junho. Para fazer o avião voar, o pessoal de terra preencheu os orifícios de balas com sacos de areia e cobriu tudo com tecido. Já o P-40 de Copping teve impactos na fuselagem com estilhaços de fogo antiaéreo e ele voaria com o trem de pouso baixado, possivelmente porque o sistema hidráulico foi danificado e não podia recolher. Copping, com muito mais experiência de voo que Sheppard, seria o líder.
Na necessidade do conflito e estarem com suas máquinas aéreas prontas para novos combates, os pilotos ingleses se arriscavam em voos com estas aeronaves em estado precário. Mas alguém tinha de cumprir este tipo de missão!
Vinte minutos após a decolagem, Sheppard percebe que algo está errado. Para sua surpresa o experiente Copping segue em direção ao oeste, entrando direto para o coração deserto e em área controlada pelos inimigos, quando deveria seguir em direção leste.
No início o pensamento de Sheppard era que Copping estava tentando evitar as posições alemãs existentes nas proximidades da LG-100, já que ambos voavam com metralhadoras desativadas e não poderia se defender se fossem interceptados por combatentes inimigos.
Sheppard confere várias vezes a sua bússola e vendo que Copping não altera o curso de sua aeronave, decidiu chamar pelo rádio, quebrando o silêncio obrigatório ao voar sobre o território inimigo para escapar à detecção. Sheppard alerta seu companheiro que ele está seguindo o curso errado, mas Copping não responde. Então Sheppard, aproximou seu avião e por 15 minutos ficou acenando com as mãos, indicando que o líder estava indo na direção oposta. Naquele momento eles estavam a 35 minutos no ar e já deveriam ter chegado ao destino. Copping parecia não ter mais a mínima noção do plano de voo.
Em seu relatório posterior aos eventos, Sheppard narrou que tomou uma decisão extrema. Ele colocou seu aeroplano em frente do avião de Copping e manobrou indicando para que ele o seguisse, mas nada aconteceu. Sheppard afirmou que repetiu a mesma manobra, mas Copping novamente não alterou seu rumo e Sheppard foi forçado a deixá-lo sozinho e apontou o nariz do seu P-40 em direção leste.
Sheppard voou verificando a todo momento a sua bússola e a posição do sol, rezando para está correto. Aventurou muito perigosamente no deserto do Saara e mais viável, e até mesmo temem por suas vidas. Finalmente visualizou a Depressão Qattara, um ponto geográfico que confirmou a sua posição, lhe permitindo localizar o rio Nilo e ir para LG-100, depois de passar quase duas horas no ar.
Após o desembarque os comandantes de base perguntaram onde estava o outro P-40 e Sheppard só pode explicar o infeliz acontecimento, em seguida, foi enviado para se refrescar com um chá e seguiu para o médico. Depois de longas horas de espera, Copping não deu nenhum sinal de vida. Aquela altura seu avião já tinha esgotado todo o seu combustível e caído sobre as dunas do deserto.
Ao piloto Sheppard foi ordenado seguir o plano de voo original. Ele pegou um avião substituto e o levou ao LG-085, onde se encontrou com o Comandante Wilmot, que teve que elaborar um relatório sobre o que aconteceu com seu parceiro.
Em seguida praticamente não houve nenhum esforço para resgatar Copping, cujo caso foi imediatamente esquecido em meio ao caos vivido durante a retirada diante do avanço do Afrika Korps. Se ele tivesse sobrevivido, teria ficado muito atrás das linhas inimigas e se tivesse sido encontrado por alguém, seria pelo exército alemão.
Indícios Apontam que Copping Sobreviveu ao Acidente
As razões para a pretensa desorientação do piloto inglês provavelmente jamais serão conhecidas, mas os restos do seu avião apontam que ele sobreviveu a queda. Nas fotos podemos ver que ele era um bom piloto, pois conseguiu pousar em meio a uma região com bastante rochas e não capotou o P-40.
Depois de examinar os restos do P-40 que repousam na área conhecida pelos egípcios como Al Wadi al Jadid, percebe-se que o painel de instrumentos foi encontrado intacto.
Foram encontradas evidências de um acampamento perto da fuselagem, os restos de paraquedas teria sido aberto e utilizado como uma tenda improvisada e o rádio, juntamente com as baterias da aeronave foram retiradas. Provavelmente Copping tentou pedir ajuda, sem sucesso. Nas fotos o transmissor está na areia. Equipamentos e controles do avião foram encontrados espalhados em volta da nave no local do acidente.
A equipe de Jakub Perka afirma que pesquisou uma área de 30 quilômetros no entorno do P-40, mas o corpo do piloto não foi localizado. Acredita-se que Copping, sabendo que não seria resgatado, tentou desesperadamente fazer uma viagem de retorno impossível, perecendo ao longo do caminho, pois estava a 320 km de qualquer vestígio de civilização.
Dennis Charles Hughmore Copping era filho de Sydney Omer Copping e Adelaide Copping, nasceu em Southend-on-Sea, Essex, oeste da Inglaterra. Mesmo sem um corpo, seu nome está cerimoniosamente gravado no Painel 249, do El Alamein War Cemetery, localizado a 130 quilômetros de Alexandria, no Egito.
- Foto Satélite
- O Avião
- Painel bem conservado
- Sgt. Dennis Charles Hughmore Copping
- P-40
- Sgt. Dennis Charles Hughmore Copping
- Rádio Encontrado fora do avião
- Paraquedas utilizado como cabana
Rommel e o Dia D – Preparação
Não há como negar. Uma dos principais motivos de preocupação para o Comando Supremo Aliado para o Dia D atendia pelo nome de Erwin Rommel. A designação de Rommel para cuidar da defesas estáticas alemãs na França foi determinante para as dificuldades que os Aliados encontrariam a partir de 06 de junho de 1944. Diga-se de passagem, que as coisas não ficaram pior pelo simples fato de Rommel não ter o pleno domínio das unidades diretamente empregadas no litoral normando. Evidentemente acrescenta-se a divergência dele e Rundstedt discordarem de tipo de estratégia que seria utilizada assim que a invasão iniciasse. Sendo que ele apostava tudo na defesa das praias, com as unidades panzers contra-atacando imediatamente antes que a cabeça-de-praia inimiga fosse formada, enquanto que Rundstedt acreditava que o melhor era preservar as unidades blindadas no litoral, longe da artilharia marítima aliada.
Em fevereiro de 1944 Rommel começou a inspecionar a Fortaleza Europa. Como resultado de sua inspeção, o aumento significativo das fortificações, minas, obstáculos e do poderio bélico nas regiões mais desguarnecidas, teoricamente menos provável para um desembarque, mas no local onde ele aconteceria quatro meses depois. Empregou além de tropas a população civil da França. Estava decidido a cumprir sua missão, mesmo que ele mesmo não mais acreditasse nela.
General Rommel: Um Grande General ou Um Produto de Propaganda?
Confesso que gosto de Erwin Rommel. Mas também admito que Rommel foi um dos principais elementos de propaganda do III Reich durante os vitoriosos anos iniciais da Segunda Guerra. Quando Rommel chegou à África, os italianos estavam dispersos e perdidos, e o general alemão conseguiu formar um Exército combativo, evidentemente à custa da máquina de guerra nazista, mas esse front nunca fora referência para o Fürher, e acabou sendo um front desabastecido de suprimentos, a derrota foi inevitável. A Raposa do Deserto ficou sem comando quase todo o ano de 1943, quando foi dada a missão de cuidar da Muralha do Atlântico, e, na primeira inspeção, ficou claro o quanto a Muralha era frágil. Aconteceu o Dia D, Rommel foi ferido e enviado para casa.
No final das contas Rommel foi envolvido no atentado contra Hitler em 1945 e por isso foi forçado a cometer suicídio. O fato de ter sido morto pelo sistema que defendeu, ajudou na construção da imagem de um militar patriota e profissional, mas não nazista. Infelizmente Rommel era fascinado por Hitler e pelo Nazismo, mas no decorrer da guerra essa fascinação se transformou em decepção. Mas a imagem se perpetuou e Erwin Rommel é citado como um dos maiores generais da História. Será?
O BLOG quer saber sua opinião sobre a Raposa do Deserto.
Afrika Corps – Um Front Miserável!
Rommel desembarcou em Trípoli em 12 de fevereiro 1941. Dois dias depois, acontece o primeiro confronto em Norfilia, onde tropas britânicas e alemãs se cruzam durante manobras de reconhecimento ao longo da estrada costeira de Sirte. Mesmo com os alemães acumulando forças, os britânicos são forçados a enviar quatro divisões para a Grécia, para ajudar na defesa do país. Isso enfraquece seriamente a força britânica e, 24 de março, o Afrika Korps captura El Agheila. Uma semana depois, outro ataque a Mersa e Brega é o prenúncio de um avanço alemão que iria colocar um Exército inteiro com a fama de indestrutível e fazer de seu comandante um dos generais mais lembrados de todos os tempos. Mas depois de avanços e vitórias, a Afrika Corps sofre sem apoio logístico e vai perdendo os territórios conquistados até Rommel ser chamado de volta para a Alemanha e, consequentemente no dia 12 de maio 1943, as forças alemães restantes na África se rendem aos Aliados.
Dossiê Generais da Segunda Guerra – Erwin Rommel – Parte II
Em 12 de fevereiro de 1940, Rommel tornou-se o comandante da 7ª Divisão Panzer alemã, que foi o seu primeiro comando de operações, ele se tornaria o comandante divisional apenas durante a invasão da França e dos Países Baixos que, diga-se de passagem, não tinha nenhuma experiência durante a invasão da Polônia. Quando ele assumiu a divisão, ele ficou desapontado ao ver muitos dos seus oficiais subordinados preferirem a “vida fácil”. Uma de suas primeiras tarefas foi moldar esses oficiais para que “eles fossem capazes em todos os momentos de alcançar o que se exigia deles.” A invasão da França e dos Países Baixos começou em 10 de maio de 1940. Na Bélgica, e depois na França, seus tanques empurraram a frente impetuosamente, ignorando o risco de contra-ataques do inimigo vindos da retaguarda, porque o choque de seu rápido avanço esmagava o moral do inimigo que faziam contra-ataques calculados. Alguns comandantes criticaram a sua falta de cuidado que às vezes cortava as comunicações entre os seus blindados e o exército principal. Em uma escrita mais tarde, Rommel explicou que ele não tinha agido de forma irrefletida, mas sim, suas ações ousadas foram apenas cometidas após cuidadosas considerações.
“A minha experiência é que as decisões arrojadas dão a melhor chance de sucesso. Mas é preciso diferenciar entre ousadia tática [estratégicas] e um jogo militar. A operação ousada é aquela em que o sucesso não é uma certeza, mas que em caso de falha nos deixa com forças suficientes em mãos para lidar com qualquer situação que possa surgir. A aposta, por outro lado, é uma operação que pode levar tanto à vitória ou à completa destruição da própria força. Podem surgir situações onde o mesmo jogo pode ser justificado – como, por exemplo, quando no curso normal dos eventos a derrota é apenas uma questão de tempo, quando o ganho de tempo é, portanto, inútil e a única chance reside em uma operação de grande risco.”Durante a campanha nos Países Baixos e França, o veículo de comando usado por Rommel era uma versão modificada Panzer tanque III, e este veículo era visto frequentemente na linha de frente, às vezes, acompanhado também pelo coronel Karl Rothenburg em um tanque Panzer IV, ou realizando voos em um avião de observação Storch. Seja qual for o meio de transporte, ele sempre quis estar perto da linha de frente para que pudesse avaliar a situação. Em 14 de Maio, as suas tropas alcançaram o rio Meuse, mas parou enquanto esperava os engenheiros construírem uma ponte de barcas. Estava perto da linha de frente, Rommel chegou imediatamente a área e liderou pessoalmente uma série de tanques atravessar o rio em balsas para manter o ímpeto ofensivo; seu colega Heinz Guderian, por outro lado, esperou, dando assim as tropas francesas antes dele algum tempo para reorganizar.
Em 27 de maio de 1940, no final de uma conferência de rotina com os comandantes de blindados, seu auxiliar Karl Hanke apareceu inesperadamente, anunciando “Tinha do Führer ordens lhe conferir a Cruz do Cavaleiro”, fazendo dele o primeiro comandante da divisão a ser condecorado com a Cruz de Cavaleiro na França. Suas conexões com o Partido Nazista em Munique e Berlim, provavelmente, tiveram muito a ver com o prêmio, mas ninguém poderia argumentar contra seus sucessos. Naquela mesma noite da premiação, ele avançou em direção a Lille, um dos maiores centros industriais franceses. “Iniciar o avanço!” Ele ordenou a seus comandantes de blindados, enquanto outros queriam apenas descansar algumas horas. O ataque noturno de surpresa frustrara a retirada dos franceses e britânicos para Dunquerque, mas também trouxe essas unidades em direção a artilharia alemã, que não tinha idéia que seus blindados já tinham realizados tantos progressos. Não teve escolha, a não ser recuar ligeiramente e deixar que seus homens descansassem até a manhã seguinte. “No dia seguinte, ele tomou Lille, o que lhe valeu alguns dias de descanso”. Em 05 de junho, ele atravessou o Somme usando duas pontes que os franceses não conseguiram demolir. A partir daí, sua divisão Panzer viajou em formação por todo o interior da França, atropelando tudo em seu caminho, movendo-se 40-50 milhas por dia. No Thieulloy, ele capturou um comboio de suprimentos britânicos cheio de chocolate e frutas em conserva, mostrando que os britânicos não estavam prontos para os rápidos avanços alemães. Em Elbeuf, uma mulher francesa acenou para Rommel, convencida de que qualquer homem estrangeiro até aquela frente de batalha deveria ser britânico. Em 10 Jun, suas unidades atingiram o Canal Inglês perto de Dieppe, o Germas, sendo a primeira tropa a fazê-lo. No dia seguinte, ele rodeado de milhares de tropas britânicas e francesas à espera de serem evacuados em Saint-Valéry, que se renderam depois de um terrível bombardeio de artilharia. Após quatro dias de descanso, Rommel começou novo deslocamento. Em 16 de junho suas tropas cruzaram o rio Sena, e em 18 de junho ele empurrou 320km para capturar Cherbourg, uma grande cidade portuária francesa, que possuía uma guarnição 20 vezes maior do que números de tropas de Rommel. A captura de Cherbourg terminou a campanha para Rommel. A esta altura, tinha creditado 97.000 prisioneiros de guerra, ao custo de 42 tanques com suas tripulações.
Autor do Artigo: C. Peter Chen
Dossiê Generais da Segunda Guerra – Erwin Rommel – Parte I
Publicação de uma série sobre os principais generais que lutaram durante a Segunda Guerra Mundial. Começaremos pelo General Rommel que em uma votação no BLOG considerou-o como o MAIOR ARTICULADOR MILITAR DA SEGUNDA GUERRA.
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Artigos creditados a C. Peter Chen, Fundador do Site http://ww2db.com/index.php
Johannes Eugen Erwin Rommel nasceu em Heidenheim perto de Ulm no ducado da Suábia no Reino de Wüttemberg no sudoeste da Alemanha. Seu pai foi professor, sua mãe, Helene von Luz, era filha de um funcionário do governo local. A família Rommel não tinha qualquer ligação com os militares; e Rommel foi uma criança pálida e doente, portanto ninguém esperava que Rommel fosse se tornar um soldado. Seu interesse estava em engenharia. Na idade de 14, ele e um amigo construíram um planador, embora ele voou pouco, deve-se ter em mente que era o ano de 1906, primeiro ano de voo motorizado na Europa. Em 1907, ele se matriculou na escola Real Gymnasium. Mas incentivado por seu pai, ingressou no exército. Em 19 de julho de 1910, no posto de Fahnenjunker (aspirante a oficial), ele se tornou membro do Regimento de Infantaria-König Wilhelm I (6. Wüttembergisches) n º. 124 (ou 124 Regimento de Infantaria do Exército Wüttemberg) com base em Weingarten. Em março 1911, ele se matriculou na Escola Real de Oficiais Cadetes, em Danzig, completando os estudos em 15 de novembro. Em março 1914, ele foi incorporado a 4ª Bateria de Feld-Artillerie-Regiment Nr. 49 (quarta bateria do Regimento de Artilharia 49).
Durante a 1ª Guerra Mundial, Rommel serviu inicialmente dois anos na França. Em setembro 1914, enquanto enfrentava três soldados franceses a sós com um rifle vazio, ele foi ferido por uma bala de ricocheteando na coxa esquerda; suas ações durante esse engajamento ele ganhou a cruz de ferro segunda classe. Em janeiro 1915, ele avançou com seus homens 100 metros de arame farpado para as principais posições francesas, capturou quatro bunkers, realizando um contra-ataque a um batalhão francês e, em seguida, retirou-se antes que houvesse a reação do inimigo. Para essa ação, foi premiado com a cruz de ferro primeiro classe, e foi o primeiro homem no posto de Tenente a receber esta medalha. Ele foi ferido por estilhaços em julho 1915. Após a recuperação, ele foi nomeado como o comandante da companhia na infantaria de montanha batalhão Württembergisches Gebirgs-Bataillon. Theodor Werner, um camarada de 1915, lembrou de Rommel como “ligeiramente construído, quase colegial, inspirado por um santo zelo, sempre ávidos e ansiosos para atuar …. [E] todos se inspiravam por sua iniciativa, sua coragem, seus atos deslumbrante de galanteria. ” Com esta unidade serviu na França e Romênia, até que se feriu novamente em agosto 1917 com um ferimento de bala no braço. Após a recuperação, ele foi transferido para a Itália, e foi sua estadia na Itália, que o transformaram em um grande líder. Ele constantemente inspirava os seus homens para levar adiante os seus melhores esforços, se fosse a caminhada pela neve fresca grossa com carga completa de equipamentos em suas costas, ou escalando penhascos. Foi esta capacidade de inspirar que lhe permitiu alcançar vitórias espetaculares contra os italianos, surpreendendo o inimigo pela retaguarda e esmagando-as ainda que com uma força menor. Por exemplo, em novembro 1917 em Longarone, uma cidade no norte da Itália, que representou a chave do sistema de defesa italiano na região, e comandando uma pequena unidade enfrentaram o rio Piave raging e montaram uma armadilha que capturou 8.000 soldados italianos em um dia. Por suas realizações, incluindo Longarone, ele foi condecorado com a Medalha de Honra, a mais alta honraria militar prussiana, pelo Kaiser Wilhelm II.
Durante uma breve licença durante a guerra, Rommel visitou Danzig em novembro 1916 e se casou com Maria Lucia Mollin que ele conheceu durante seus anos na Escola Real. Ele viria a se tornar emocionalmente dependente de sua mulher forte. “Foi maravilhoso ver o quanto Erwin ficava ao seu redor”, lembra um amigo de Lucie. Ele escreveria a ela sempre que podia quando ele estava fora, inclusive durante a Segunda Guerra. As cartas, mais tarde, se tornariam material de pesquisa valioso para os biógrafos de Rommel e historiadores Segunda Guerra. O casal teve um filho, Manfred Rommel, em 24 de dezembro de 1928; Manfred Rommel mais tarde se tornou o prefeito da cidade de Stuttgart, entre 1974 e 1996.
Depois da Grande Guerra, Rommel permaneceu no pequeno exército alemão. Em 01 de outubro de 1929, sob recomendação de seu comandante de batalhão, ele foi nomeado para a Escola de Infantaria em Dresden, para a formação de novos oficiais. “Eu quero ensinar-lhes primeiro como salvar vidas …. Sede de suor, não de sangue.” Ele era um instrutor popular para os estudantes, que preencheram suas palestras para obter um vislumbre de galhardia de Rommel durante a 1ª Guerra Mundial. “Ele é uma personalidade imponente, mesmo em um ambiente de oficiais superiores …. Um líder verdadeiro, inspirando confiança e despertando alegria em outros …. Respeitado por seus colegas, adorado por seus cadetes”, escreveu o comandante da escola em setembro 1931. Em outubro 1933, ele foi enviado a um comando de batalhão em Goslar, Alemanha, nas montanhas de Hartz. Enquanto nesta posição, Rommel conheceu Adolf Hitler em 30 de setembro de 1934. Com a promessa de Hitler de glória militar, ele, como tantos oficiais, tornou-se um defensor nazista. Em outubro 1934, Rommel foi enviada para a Escola de Infantaria, em Potsdam como um instrutor. Ele era um instrutor de técnicas não-tradicionais. Enquanto os outros instrutores empurravam teorias militares para os estudantes, Rommel colocava mais valor na análise dos próprios alunos. Um aluno lembrou que Rommel perguntou-lhe “[n] o que achava dos pensamentos de [Carl von] Clausewitz?”
Em setembro 1936, Rommel foi enviada para ser uma das escoltas de Hitler para a reunião do partido nazista em Nuremberg. Um dia, Hitler decidiu ir para uma unidade, e casualmente mencionou que há mais de seis carros seguindo-o. Rommel contou o número de carros depois de Hitler, e parou o resto. O alto escalão do partido foram detidos e ficaram furiosos com o jovem coronel que se atreveu a detê-los. Ao receber reclamações de líderes do partido naquela noite, Hitler mandou pessoalmente chamar Rommel e felicitou-o por seu trabalho bem feito.
No início de 1937, Rommel publicou um livro sobre as táticas de infantaria intitulado: Infanterie greift an, um exemplar do livro foi enviado para a mesa de Adolf Hitler, e a publicações o deixou impressionado. Ele conseguiu uma boa quantidade de dinheiro com a venda do livro, mas a fim de evitar o pagamento de impostos, ele acordou com a sua editora o pagamento de apenas 15 mil marcos por ano, mantendo o restante em uma conta bancária. Se isto era evasão fiscal nunca foi tema de investigações, por que ele estava cada vez mais perto de Hitler. Em fevereiro 1937, tornou-se elemento de ligação do Exército com a Juventude Hitlerista, Rommel deve sérias desavenças com o chefe da Juventude Hitlerista Baldur von Schirach.
Em outubro 1938, Rommel foi nomeado comandante da guarda pessoal de Hitler durante a turnê do líder alemão, do recém-anexado Sudetos (da Checoslováquia). Duas vezes durante em março 1939, para Praga e depois para Memel, Hitler mandou chamá-lo para comandar seu quartel-general móvel. A aproximação com Hitler converteu Rommel ao nazismo. “Enquanto muitos dos oficiais de ainda hesitavam em comprometer-se com a filosofia nazista, Rommel não teve dúvidas. Mesmo em cartões postais particulares para seus amigos, ele agora assinava:” Heil Hitler!, E. Rommel “. Em dezembro 1938, ele fez a nota que” [t] que o soldado deve ser político, porque ele deve estar sempre pronto para lutar por nossas novas políticas”. Em 25 de agosto de 1939, foi promovido para o posto de general, e Hitler ordenou que a promoção deveria ser em 01 de junho de 1939. Hitler também tinha começado a confiar em Rommel. “Estou, juntamente com [Hitler], muitas vezes, até mesmo nas discussões mais íntimas”, escreveu . Rommel em uma carta ao Lucie “Significa muito para mim que ele confie em mim -. muito mais do que ser promovido a general”. Durante uma conferência foi colocado que alguns homens poloneses foram capturados e enviados para campos de concentração, e Rommel rebateu as observações, convencido de que eles eram guerrilheiros e deviam ser tratados como prisioneiros de guerra. Ele estava tão convencido de que Hitler era tão perfeito que não imaginava o destino cruel que aguardava estes homens, ele pensava na tradição militar prussiana. “Soldados são algo que vale sempre a pena”, ele escreveu a Lucie feliz e inocente em setembro 1939. Em outubro 1939, Rommel perguntou se ele gostaria de ganhar um comando de campo. O exército ofereceu uma divisão de montanha, pensando em sua experiência como instrutor de infantaria e seu tempo comandando tropas de montanha durante o período entre guerras. Rommel recusou. Ele queria uma divisão blindada. Com influência de Hitler, ele teve a Sétima Divisão Panzer em 10 de outubro.
Marechal de Campo Erwin Rommel – A Raposa do Deserto – O Suicídio.
Em 17 de julho de 1944, aviões britânicos atacaram o carro oficial do General Rommel, ferindo-o gravemente. Ele foi levado para um hospital e depois para sua casa na Alemanha para convalescer. Três dias depois, uma bomba explode durante uma reunião de estratégia com Hitler, matando vários oficiais em seu quartel-general na Prússia Oriental. Em represálias sangrentas que se seguiram, alguns suspeitos envolveram Rommel na conspiração. Embora ele não tenha tido conhecimento do atentado contra a vida de Hitler, sua “atitude” derrotista foi o suficiente para justificar a ira de Hitler. O problema para Hitler era como eliminar o mais popular General da Alemanha, sem revelar ao povo alemão que ordenou sua morte. A solução foi forçar Rommel a cometer suicídio e anunciar que sua morte foi em consequência dos ferimentos.
O filho de Rommel, Manfred, 15 anos de idade, servia em uma bateria antiaérea perto de sua casa. Em 14 outubro de 1944 Manfred foi autorizado a voltar para sua casa onde seu pai se recuperava dos ferimentos. A família estava ciente de que Rommel estava sob suspeita, e que o seu chefe de gabinete e seu comandante ambos tinham sido executados. Manfred começa o relato quando ele entra em sua casa e encontra seu pai no café da manhã:
“… Cheguei a Herrlingen às 7:00 da manhã e meu pai estava no café da manhã. Colocou um copo para mim e comemos juntos, depois saímos para um passeio no jardim.
“Ao meio-dia dois generais estão vindo para discutir o meu futuro posto”, meu pai começou a conversa. “Então, hoje vão decidir o que é planejado para mim; Se um tribunal popular ou um novo comando no Oriente.”
“Você aceitaria tal comando?”. Perguntei.
Ele me pegou pelo braço, e respondeu: “Meu caro rapaz, nosso inimigo no oriente é tão terrível que qualquer outra consideração deve ceder diante disso. Se ele consegue dominar a Europa, mesmo que temporariamente, será o fim de tudo que tem feito a vida parecer valer à pena. É claro que eu iria.”
Pouco antes das doze horas, meu pai foi para seu quarto no primeiro andar, mudou a jaqueta marrom civil que ele normalmente usava com bermudas de equitação, e colocou a túnica da África, que foi seu uniforme favorito, devido ao seu colarinho aberto.
Por volta de doze horas um carro verde-escuro com um número de Berlim parou na frente do nosso portão do jardim. Os únicos homens na casa além do meu pai eram o Capitão Aldinger (assessor de Rommel), que tinha sido ferido gravemente no front e eu. Dois generais – Burgdorf, um homem de ar poderoso, e Maisel, de faces mais delicadas, desceram do carro e entraram na nossa casa. Eles foram respeitosos e corteses e pediu permissão do meu pai para falar com ele sozinho. Aldinger e eu saímos da sala. “Então eles não vão prendê-lo”, pensei com alívio, então eu subi para ler um livro.
Poucos minutos depois, ouvi meu pai subir e entrar no quarto de minha mãe. Ansioso para saber o que estava acontecendo, levantei-me e segui-lo. Ele estava parado no meio da sala, o rosto pálido. “Venha para fora comigo”, disse ele em uma voz firme. Entramos em meu quarto. “Acabei de falar com a sua mãe”, ele começou devagar, “que estarei morto em um quarto de hora”. Ele estava calmo e continuou a falar: “Para morrer pela mão do seu próprio povo é difícil. Mas a casa está cercada e Hitler está me acusando de alta traição. Em vista dos meus serviços na África, ele citou sarcasticamente: Eu vou ter a chance de morrer por envenenamento. Os dois generais trouxeram com eles. É fatal em três segundos. Se eu aceitar, nenhuma das etapas habituais serão tomadas contra a minha família. Eles também deixar o meu pessoal em paz.”
“Você acredita?” Eu interrompi. ‘Sim’, respondeu ele. “Eu acredito nisso. É muito mais do seu interesse que o assunto não vem à tona. De qualquer forma, eu tenho sido cobrado para colocá-lo sob a promessa do mais estrito silêncio. Se uma só palavra vazar, eles já não se sentem vinculados pelo acordo.
Eu tentei de novo. “Não podemos defender-nos …” Ele me cortou curto. “Não há nenhuma chance”, disse ele. “É melhor para um morrer do que para todos serem mortoa em um tiroteio. Enfim, não temos praticamente nenhuma munição. Despedimos-nos brevemente. E ele disse: “conte para Aldinger, por favor,”.
Aldinger, entretanto tinha sido notificado para ficar longe do meu pai. Quando chamei-o, ele veio correndo lá de cima. Ele também ficou horrorizado, quando ouviu o que estava acontecendo. Meu pai falou mais rapidamente. Ele disse novamente como era inútil tentativa nos defender. “Foi tudo preparado ao mais meticulosamente. Eu estou a ter um funeral de Estado e pedi que para ser enterrado em Ulm (cidade natal de Rommel).Em um quarto de hora, você, Aldinger, irá receber um telefonema do hospital reserva Wagnerschule em Ulm para dizer que eu tive uma convulsão cerebral no caminho para uma conferência. Ele olhou para o relógio. Eu preciso ir, eles só me deram dez minutos.” Ele rapidamente se despediu de nós novamente. Então nós descemos juntos.
Nós ajudamos o meu pai em seu casaco de couro. De repente, ele puxou a carteira. “Ainda há 150 marcas”. Disse ele. “Quer que eu pegue o restante do dinheiro agora?”.
“Isso não importa agora, Sr. Marechal de Campo”, disse Aldinger.
Meu pai colocou cuidadosamente sua carteira no bolso. Como ele entrou no salão, sua pequena dachshund que havia sido dada como um cachorrinho de poucos meses antes, na França, e pulou para ele com um gemido de prazer. “Cala o cão no estudo, Manfred”, disse ele, e aguardou no corredor com Aldinger enquanto eu removi o cão animado e empurrou-o através da porta do escritório. Então, saímos de casa juntos. Os dois generais estavam no portão do jardim. Caminhamos lentamente o caminho, a crise do cascalho soar extraordinariamente alto.
Quando nos aproximamos dos generais, eles levantaram a mão direita em continência. “Herr Marechal”, disse Burgdorf e se reservou a conversar com o meu pai após passarem pelo portão.
O carro ficou pronto. O motorista da SS abriu a porta. Meu pai empurrou sua batuta debaixo do braço esquerdo, e com a calma de sempre, e acenou mais uma vez para mim e Aldinger antes de entrar no carro.
Os dois generais subiram rapidamente em seus lugares. Meu pai não olhou mais para trás e o carro desapareceu numa curva da estrada. Quando ele se foi, Aldinger e eu, voltamos silenciosamente de volta para casa …
Vinte minutos depois o telefone tocou. Aldinger ergueu o receptor e a morte de meu pai foi devidamente notificada.
Não ficou totalmente claro o que aconteceu com ele depois que ele nos deixou. Depois soubemos que o carro havia parado algumas centenas de metros acima do monte da nossa casa em um espaço aberto à beira do bosque. Homens da Gestapo, que tinha seguido todos os procedimentos desde Berlim, naquela manhã, estava aguardando instruções para filmar e invadir a casa, se ele oferecesse resistência. Maisel e o motorista saíram do carro, deixando o meu pai com Burgdorf. Quando o motorista foi autorizado a retornar dez minutos tarde, ele viu meu pai caído com a sua cobertura e bastão do marechal no piso do veículo.”
Em Breve Mais da Raposa do Deserto.
Especial Raposa do Deserto – Erwin Rommel
Há alguns meses fizemos um enquete com a seguinte pergunta: Maior Líder Militar da Segunda Guerra? Os resultados foram os seguintes:
1º – Erwin Rommel: 46%
2º – Dwight D. Eisenhower: 21%
3º – Gueorgui Jukov: 14%
4º – George Patton: 10%
5º – George Marshall: 4%
6º – Bernard Montgomery: 3%
7º – Outros Líderes Militares: 2%
Portanto, amanhã estaremos colocando um post Especial sobre o General Erwin Rommel, conhecido como a Raposa do Deserto. Com fotos impressionantes e o seu suicídio forçado.

































































































































































































































