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Rússia, 1941. Uma Guerra Sem Louros – Parte XX
Parte 20
Peter Petersen se lembra de um velho colega de escola, um Untersturmführer da SS que estava de licença do front. Ele tinha recebido “uma repreensão severa” por parte dos seus superiores devido à sua resistência em executar prisioneiros. Petersen chamou a atenção para o fato dele ter mudado desde os antigos tempos de escola:
“Foi dito a ele que aquela não era uma guerra para crianças (A tradução correta seria Guerra de Jardim de Infância – Kindergaten Krieg – embora a expressão “guerra para crianças” seja mais adequada – N. do T.). Ele seria enviado para assumir o comando de um pelotão de fuzilamento onde ele teria que executar partisans, desertores alemães e sabe-se lá o que mais. Ele me disse que não tinha coragem em desobedecer tal ordem já que, se o fizesse, seria executado.”
Um sentimento de incerteza reinava atrás das linhas do front. Soldados se sentiam cercados e isolados. O Korück 582 – uma unidade de segurança operando atrás das linhas do front do 9º Exército – era responsável por 1.500 vilas em uma área de mais de 27.000 km quadrados. Ele tinha apenas 1.700 soldados sob o seu comando para executar tal tarefa. Nenhum apoio era oferecido pelo 9º Exército o qual, no início da campanha, tinha uma carência de 15.000 homens. As atividades dos partisans abrangiam 45% da área operacional. Tais unidades de segurança eram, na sua maioria, comandadas por oficiais incompetentes e idosos que tinham entre 40 e 50 anos comparados com os oficiais das linhas de frente que tinham em média 30 anos. Os comandantes dos batalhões do Korück 582 tinham praticamente 60 anos e seus soldados receberam pouco treinamento. Os sentimentos de vulnerabilidade e de um perigo constante eram freqüentes nestas zonas as quais, paradoxalmente, poderiam ser tão ativas e perigosas quanto as linhas de frente.
Walter Neustifter, um infante e operador de metralhadora, contou que “você sempre tem que ter em mente os partisans.” E atrocidade gerava mais atrocidade.
“Eles atacaram toda uma equipe de transporte e logística, despiram os soldados, colocaram as suas roupas e distribuíram todo o material capturado e alguns rifles. Então, para assustá-los, nós enforcamos 5 homens.”
Peter Neumann, um oficial da 5ª Divisão SS ‘Wiking’ explicou após um massacre em represália aos ataques de partisans contra soldados alemães:
“Nós da SS podemos ser cruéis, mas os partisans também travam uma guerra desumana e não mostram nenhuma misericórdia. Talvez nós não possamos culpá-los por estarem defendendo a sua própria terra, mas mesmo assim está bem claro o nosso dever de exterminá-los… e onde está o senso de justiça? Como se tal coisa existisse…”
C O N T I N U A
Traduzido Por A.Reguenet
- Utilizando granada. Infantaria alemã.
- Russia, Novembro de 1941 – O frio nas terras conquistadas
- Russia, Julho 1941 – Soldado da Infantaria Alemã exausto pela investida no território russo.
- Russia, 01 Julho 1941 – Stalin passou de aliado de Hitler a principal inimigo
Rússia, 1941. Uma Guerra Sem Louros – Parte XII
PARTE 12
Klein Kindergarten Krieg. Prisioneiros e partisans.
Dezenas de milhares de prisioneiros soviéticos eram mostrados nos cinejornais para as platéias dos cinemas na Alemanha enquanto que os textos se regozijavam diante das vitórias. Mas de cada 100 prisioneiros mostrados, apenas 3 sobreviveriam.
O primeiro problema ao ser feito prisioneiro era, antes de tudo, sobreviver ao combate. A intensidade da luta por muitas vezes excluía esta possibilidade. Por exemplo: na maioria das vezes, as consequências do fracasso no enfrentamento entre infantaria e tanques eram fatais. Um sub-oficial alemão de uma força anti-tanques descreveu o que normalmente acontecia:
“Todos os membros da tripulação eram mortos assim que pulavam para fora (do tanque) e nenhum prisioneiro era feito. Isso era a guerra. Havia ocasiões quando tais coisas aconteciam. Se nós percebêssemos que não poderíamos recolher ou cuidar dos prisioneiros, eles eram mortos durante a ação. Mas eu não estou dizendo que eles eram mortos depois de serem feitos prisioneiros – isso nunca!”
Durante as primeiras semanas do avanço, as duas maiores batalhas envolvendo os cercos de Bialystok e Minsk envolveram a captura de 328.000 prisioneiros com mais 310.000 feitos em Smolensk. O General Von Waldau, chefe do Luftwaffen-Führungsstabes (Equipe de Operações da Luftwaffe) calculou que praticamente 800.000 prisioneiros foram feitos até o final de julho. Tal número iria chegar a 3,3 milhões em dezembro. As estimativas são de que 2 milhões de prisioneiros soviéticos pereceram apenas nos primeiros meses da campanha. O tenente da artilharia Siegfried Knappe ficou impressionado com o inacreditável número de rendições:
“Nós começamos a capturar prisioneiros desde o primeiro dia da invasão. A infantaria os trazia aos milhares, às dezenas de milhares e até às centenas de milhares.”.
CONTINUA
Traduzido Por A.Reguenet
- Front Russo – Erro Fatal
- Recebemos ordens para nos posicionarmos próximo a floresta de Volchov. O que chegou até nós são que as forças inimigas se abrigaram na floresta e estão preparando um contra-ataque.
- Estação Central do Trem da Unidades
- Chegou a missão de limparmos as áreas próximas a floresta na preparação para uma incursão mais profunda
- Nosso acampamento das imediações de nossas posições
- As operações na linha férrea continuam até Kamenka. Patrulhas constantes são designadas.
- Comandante de nossa artilharia Major Zuhlke e seu auxiliar
- Muitos soldados russos estavam doentes e abandonados. Não queriam lutar mais.
- Apenas essa criança sobreviveu de sua família inteira
- Um base russa aberta no meio da floresta com munição e comunicações
- A medida que avançamos encontramos mais moradores. Eles se alimentavam de madeira das árvores
- Mais refugiados. A mulher falou sobre a miséria, fome e morte de muitas outras que ainda estão na floresta
- Nuvens negras enfatizam a placa: “O Inferno começa aqui!!”
- Placa de Alerta: “Este Lugar está sob vigilância do inimigo”
- Isso preocupa a todos, por causa das nossas linhas de suprimentos, pois os veículos não mais poderão ser usados.
- O avanço da tropa praticamente inexiste.
- O inverno se foi, mas o problema agora é a lama causada pela neve derretida. Um tanque russo capturado será reaproveitado pelo regimento.
- Local de agrupamento de tropas inimigas durante o inverno na área Volchov. 1942.
- Tenente Miller discute as operações que serão lançadas no bolsão de Volchov. 1942
- Com o fim do inverno a lama transforma qualquer deslocamento em um exercício quase insuportável. Só à cavalo é possível se deslocar.
- …E contabilizamos baixas
- Casas de veraneio perto Petrodvoretz, a oeste de Leningrado. Em 08 de setembro de 1941 Petrodvoretz foi tomada por nossas tropas. Toda a Divisão agora está se reunindo. Sabemos que nosso objetivo será Leningrado.
- Arma de apoio a Infantaria na posição de tiro perto do rio Narva, agosto de 1941. Estamos avançando e o inverno passa a ser uma preocupação de todos.
- Nosso objetivo a Fortaleza no rio Narva.
- Missão reparar a estrada para os veículos do regimento

















































