Guerra Civil Espanhola – O Ensaio – Parte 01
A tradição liberal pela primeira vez subiu ao poder com a Constituição espanhola de 1812 e tentou abolir a monarquia absolutista do antigo regime e estabelecer um Estado liberal. Assim, houve uma série de revoltas entre os liberais e monárquicos ao longo do século XIX. A Espanha permaneceu uma monarquia constitucional durante a maior parte deste período com breves exceções, como a Primeira República Espanhola. A monarquia sob Alfonso XIII durou de 1887-1931, mas a partir de 1923 a Espanha estava sob a ditadura militar de Miguel Primo de Rivera. Primo de Rivera prometeu eliminar a corrupção e regenerar Espanha, ele suspendeu a Constituição, estabeleceu a lei marcial e impôs um rígido sistema de censura.
No entanto, a reforma social foi deixada em segundo plano, a inflação disparou e depois de perder o apoio do exército, ele foi forçado a renunciar em 1930. Em 1931, Alfonso XIII concordou em eleições democráticas, o povo votou por uma República, o velho Afonso saiu do seu trono e foi para o exílio. A Segunda República Espanhola foi liderada por uma coligação de esquerda e centro, que aprovou uma série de reformas controversas, como a Lei Agrária 1.932, que distribuiu terras entre os camponeses. Estas reformas, juntamente com políticas anticlerical e militar que causou uma forte oposição.
Nas eleições de novembro 1933 o partido de direita CEDA conseguiu 115 cadeiras, enquanto o Partido Socialista só conseguiu 58. CEDA agora formava uma aliança parlamentar com o Partido Radical. Nos próximos dois anos, a nova administração acabaria com as reformas que tinham sido introduzidas pelo governo anterior. Quando um governo da Frente Popular progressiva foi eleito em fevereiro de 1936, com a promessa de reforma agrária realista, as forças conservadoras imediatamente começaram a planejar a resistência. Em julho de 1936, houve uma tentativa de um golpe militar, mas foi mal sucedido e o governo manteve-se no controle de grandes partes do país.
Os nacionalistas recorreram às ditaduras fascistas na Itália, Alemanha e Portugal para conseguir apoio, e logo começou a receber homens e suprimentos de Benito Mussolini, Adolf Hitler, Salazar. Com esse fato a guerra civil espanhola tomava corpo e não seria limitado apenas como um assunto interno da Espanha, em vez disso, tornou-se um símbolo da democracia contra o fascismo. O mundo ainda se recuperava dos efeitos da Grande Depressão e a Espanha republicana era visto como um farol de esperança e um provedor de soluções.
Além disso, o mundo estava conhecendo a política dos Estados que adotou um sistema totalitário – o Japão tinha invadido a Manchúria, no início da década, os italianos haviam invadido a Etiópia em 1935, Hitler estava sendo um demônio para os judeus na Alemanha – por isso, quando os fascistas envolveram-se na Espanha, as democracias precisavam agir.
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Pois bem Miranda cada sena os nazistas apoiaram e aí fizeram seus testes, parabens.
Antes da 1ª Guerra mundial os conflitos aconteciam por
intrigas entre as familias Imperiais Europeias e a busca
pelos mercados rentáveis, proporcionados pelo domínio e
exploração das colonias, Africanas e Asiáticas, mas após
a 1ª Guerra mundial tudo começa a mudar e já começamos a
vislunbrar os primeiros resquicios do pensamento
predominante ate os dias atuais.
As alianças entre interesses comuns,o predominio do
pensamento doutrinário,das nascentes ideologias do inicio
do Sec. XX, nas Democrácias politicamente frágeis uma
busca incessante pelo susseço econômico, como auto-
afirmação,e justificativa existencial,No Bolchevismos
Marxista uma proposta radicalmente oposta as Democracias
Capitalistas com apelo de novidade que pode dar certo
para as massas excluídas,a rivalidade tornou-se
inevitável, e entre ambas o Chamado Nacional socialismo,
que herda o totalitárismo de um mas preserva basicamente
as instituições capitalistas, o Facismo ou nazismo, ao
mesmo tempo oposto aos dois anteriores. Logo a
hostilidade ideológica e política descamba para a militar
também.
E a Espanha apresenta-se como a primeira verdadeira arena
aonde estas ideólogias vão medir forças, nela reunem-se
os voluntários das Democrácias,As forças Russas
determinadas a ganhar a espanha para causa comunista e as
poderosas forças da Alemanha e Itália, com logística
privilégiada e apoio as Falanges Franquistas, afim de
criar na Europa mais um Estado Fascista, o conflito é
tanto mais selvagem quanto é grande o idealismo dos
envolvido,nele as forças envolvidas testam a si próprias
e as forças dos futuros adversários, verificam o
desempenho do seu treinamento e das armas envolvidas,
abandonando algumas e aprovando outras,é a preparação
para o proximo conflito que virá, devastador, a 2ªGuerra.
Muito bem colocando Moriarty. Obrigado pelas informações de qualidade que vc acrescenta.
Só uma obs: a URSS lutou ao lado do governo de frente popular, um governo republicano liberal e burguês eleito democraticamente e é muito atacada até hj por isso.
Abs do Lúcio Jr