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Archive for maio, 2012

Especial: 08 de Maio de 1945 – Os Acontecimentos!

O fim já estava estabelecido. A Alemanha não mais representava perigo, mesmo que ainda houvesse alguns focos de resistência à guerra já tinha sido definida. O interessante é que algumas tropas nazistas ainda enfrentavam os soviéticos para atravessar as linhas para se entregar aos americanos e ingleses. A Alemanha entrava em uma das fases mais duras de sua história. Sua capital estava em ruinas e seu povo vagava pelas ruas em busca de alimento, milhões perderam a vida. Indícios de estupros de mulheres berlinenses já eram ouvidos nas linhas Aliadas, mas o calor da vitória não cedia margem para os “pequenos desvios de condutas” das tropas de ocupação soviéticas. O objetivo agora era caçar de forma sistemática os principais líderes nazistas e conseguir angariar as melhores mentes para seu próprio país, era outra guerra.  Suja ao ponto de relevar as atitudes de qualquer nazista para deliberadamente absorver as pesquisas, métodos e informações contra um ex-aliado em potencial. Alguns generais, como George Patton falavam abertamente sobre um ataque preventivo contra a União Soviética, a política de Stálin era cruel e sua vontade de implantar um mundo nos moldes socialistas só não era tão grande o ego do declaro Grande Vencedor da Guerra. Heinrich Himmler, Göring, Speer e outros líderes nazistas são presos para um futuro acerto de contas. Himmler se mata ao ser descoberto e preso. Nada mais resta para a Alemanha a não esperar pela misericórdia dos seus inimigos, mas uma vez! Em contrapartida o soldado alemão se matem disciplinado, não há debandadas, não há fugas ou levantes contra os comandantes, o  soldado da Wehrmacht marcha de forma honrada e disciplinada.

Especial: 08 de Maio de 1945 – A Rendição!

Amanhã, estamos comemorando 67 anos do fim da guerra na Europa. Realmente a data deve ser lembrada e refletida para que possamos, como civilização, entender o contexto de toda a guerra, suas causas e consequências para o mundo hoje. E isso é História, é o principal instrumento para que os homens possam utiliza e entender os erros do passado e caminhar para o futuro com a ponderação necessária a paz, o respeito a sobrevivência dos povos e seu direito de existir, tudo que a Segunda Guerra ensinou para uma geração que sofreu como nenhuma outra, e as futuras pudessem entender tudo isso! Aprendemos?

 Para lembrar a DATA vamos publicar um Especial hoje e amanhã tentando realizar uma análise histórica do conflito, com fotos inéditas e artigos dos mais variados.

Artigo: A Rendição e suas consequências

No dia 08 de maio de 1945 deu-se oficialmente a rendição alemã, pondo um fim ao conflito que se arrastava desde setembro de 1939. Apesar da continuação da Segunda Guerra Mundial no Teatro de Operações do Pacífico, o principal inimigo das nações Aliadas na Europa assinava sua rendição incondicional após uma última e desesperada batalha por sua capital, Berlim. Hitler não representava mais perigo desde 30 de abril, quando se suicídio em seu bunker, muito embora ainda haja aqueles que sustentem a teoria de que o Fürher não morrera sob essas circunstâncias. Esse dia marca o início de um novo processo que lançaria o mundo em um novo paradigma entre dois blocos de influência, os vencedores se dividiriam em socialistas e capitalistas e a Alemanha seria o centro nervoso da chamada Guerra Fria.

Em 1945 a Grande Guerra Patriótica da União Soviética teria oficialmente assegurado à vitória em 09 de maio, data que muitos países consideram a fim da guerra da Europa, já que as condições de rendição foram vazadas para impressa ocidental antes de sua divulgação, fazendo com que países como Inglaterra e França festejassem o fim da beligerância antes da divulgação oficial. Contudo, no dia 07 houve a primeira capitulação geral em Reims, mas Stálin deu ordens expressas sobre a cerimônia de rendição, e deveria ser em Berlim.

É importante pontuar que a partir desse momento o mundo, e os próprios Aliados, já olhavam com desconfiança para a União Soviética, principalmente porque as ações em Berlim que deixaram a capital alemã totalmente nas mãos dos Vermelhos, e ainda havia a influência nos Estados fronteiriços libertados como a Polônia, Tchecoslováquia, Hungria e Bulgária. Eram muitos países potencialmente influenciados pelo Comunismo e isso incomodava os aliados acidentais. Na Conferência de Potsdam se considerou as áreas de influência e a divisão da Alemanha em zonas de ocupação: Francesa no sudoeste, Britânica a sudoeste, e americana no sul e soviética no leste, essa formação durou até 1949 quando os setores se franceses, britânicos e americanos se tornaram a Alemanha Ocidental (RFA), com capital em Bonn, enquanto o setor soviético se transformou na República Democrática Alemã (RDA) ou simplesmente Alemanha Oriental. O caso mais grave era exatamente Berlim, sendo uma ilha no lado soviético, ficou dividida entre Berlim Oriental e Berlim Ocidental. Essa era as consequências geopolíticas do pós-guerra que permeou o mundo por 45 anos.

Visão e consequências da liderança mundial antes de 1945 e pós 1945

 

Em outras oportunidades sempre frisei o nível dos frequentadores desse espaço virtual. Entre muitas publicações, sempre tive o prazer de ler comentários de exímios pesquisadores que aumentaram a abrangência e os detalhes dos posts do blog. Alguns desses comentaristas tive o prazer de começar uma amizade, dentre os quais o Chico Bendl e o Mauro Moryarty. O primeiro já escreveu um artigo para o blog, mostrando sua capacidade intelectual e de pesquisa. E hoje, tenho o prazer de publicar um artigo do amigo Mauro. Um dos comentaristas mais capacidade da internet sobre a Segunda Guerra, e um ávido pesquisador. O Artigo mostra, com excelência, uma análise metódica, mas com uma linguagem simples e direta, abordando a visão e os atos de líderes mundiais no pré-guerra e as consequências no mundo pós-guerra.

Sinto-me lisonjeado de ter nesse humilde espaço o apoio sapiente de pessoas tão capacitadas.

Visão e consequências da liderança mundial antes de 1945 e pós 1945

Mauro Moriarty

  Nas comemorações dos 50 anos de Hitler, é de se supor que a Alemanha estivesse tomada mesmo por júbilo e comemorações do natalício de Hitler, apenas seis anos passados da sua ascensão ao poder, parecia que a Alemanha havia recuperado o seu orgulho nacional, e a posição que lhe cabia no cenário geopolítico continental e internacional, Hitler recuperara politicamente quase tudo o que a Alemanha havia perdido na Europa, após a derrota na primeira Guerra Mundial e a desastrosa paz imposta por Versalhes, mas apenas seis meses depois deflagraria uma segunda guerra mundial, por erro de calculo político, finalmente os aliados reagiram a suas iniciativas de anexar o que fora perdido antes, o mundo lhes cobrava, e a Polônia foi seu limite moral estabelecido.

Como podemos considerar Hitler? Certamente não pela imagem forjada pelos seus inimigos vencedores, é preciso cuidado ao se tentar construir uma ideia mais imparcial e o caminho mais seguro e encarar os fatos de sua vida e afastando as interpretações tendenciosas desses fatos oferecermos nos mesmos nossas próprias interpretações algo perfeitamente licito mesmo que não sejamos nenhuma autoridade com obra publicada, eles geralmente abordam um dos muitos motivos prováveis e apenas tão bons quanto os outros para as suas explicações. Portanto nossas opiniões desde que responsáveis (E por isso entendo o conseguir estabelecer uma relação de causa e efeito que se sustente por si mesmo) podem ser apreciadas como licitas.

Portanto podemos dizer da pessoa do ditador alemão ser ele dotado de uma inteligência invulgar e inquieta, laboriosa e em muitos aspectos original, mas não infalível, aos estudiosos de sua biografia saltam a vista os erros de sua personalidade. Na politica um mestre no oportunismo que sabia como ninguém aproveitar-se de uma ocasião para explorar uma demonstração de fraqueza de um possível adversário e submete-lo a sua vontade, foi assim no começo, na sua campanha politica quanto ao povo Alemão que lhe elegeu, no trato com os comandantes da Wermacht e depois com as lideranças Inglesa e Francesa. Como comandante militar foi em muitos aspectos um visionário foi ele que ao tomar contato pela primeira vez com os conceitos da Blitzkrieg, lhes reconheceu as potencialidades e incentivou as mentes mais originais que o advogavam, permitiu a Guderian que implantasse e disseminasse a nova tática no exercito Alemão tornando-o eficaz e eficiente como o conhecemos. No planejamento militar reconheceu a necessidade de afastar-se do antigo plano Schlieffen de invasão da França, determinado pelos militares conservadores como único viável num conflito com aquele país, e assumir a necessidade de originalidade no trato com a questão, dessa forma prestigiando a iniciativa heterodoxa de Manstein de atacar com panzers pelas Ardenas, podemos também lhe atribuir o feito de ter salvado o exercito Alemão na primeira ofensiva de inverno do exercito vermelho contra a Wermacht, enquanto a Wermacht insistia na retirada (Que poderia ter se transformado em debandada com perda importante de equipamento e possivelmente incapacidade de estabelecer nova linha que contivesse os soviéticos), ele apegou-se a necessidade de resistir a todo custo, o que se revelou a decisão mais acertada.

Contudo é preciso que se diga que embora reconhecendo quaisquer qualidades pessoais e mérito no líder Germânico, ele não inventou a Alemanha nem as qualidades inequívocas e inerentes ao povo Alemão, à Alemanha já existia antes de Hitler e continuou existindo, ela foi grande antes dele, foi à Alemanha dos Kaisers, primeiro unificada e conduzida a grandeza pela antiga Prússia, dirigida por sem dúvida um estadista muito melhor do que ele o Chanceler Otto Von Bismarck, em cujos méritos estão: Bater os principais inimigos da Alemanha na Europa conseguindo a unificação, fazer da Alemanha a maior potencia do mundo na sua época, estabelecer uma ordem Europeia sob a liderança Germânica, e evitar habilmente qualquer tentativa de hostilidade a Alemanha através da influência política que soube exercer como ninguém. E quanto à era pós Hitler, o seu legado? A Alemanha teve que lidar com todas as dificuldades da ocupação, depois o desmembramento, recuperação econômica e prudência politica no trato com a guerra fria, tudo o Alemão suportou e suporta até hoje, mas nunca deixou de acreditar e empreender, conseguindo a sua recuperação econômica e finalmente a tão esperada unificação em 1989, abrindo expectativas de mais grandeza futura.

Mesmo se pretendermos atribuir a Hitler a grandeza da Alemanha em 1939, isso soaria duvidoso, o mais provável e que a Alemanha encontraria um caminho próprio, mas se não podemos atribuir a Hitler a grandeza sem desmerecer em parte as virtudes do povo Alemão, com certeza podemos atribuir ao ditador Alemão grande parte da culpa por tudo o que a Alemanha enfrentaria a partir de 1945, ou seja, tudo que de mal foi descrito acima, e que ela teve de enfrentar no caminho da recuperação, com um terrível agravante, a contribuição pessoal do ditador, o estigma de pais agressor e genocida, que os vencedores trataram de explorar amplamente, prejudicando em muito a imagem da Alemanha e seu povo ao resto do mundo, a propaganda que tomou ares de educação histórica associou tudo o que é Alemão com o nazismo e Hitler.

As raízes da primeira guerra e da segunda a meu ver devem sua origem a um pensamento que Hitler compartilhou em comum acordo com a maioria da liderança mundial do seu tempo, o pensamento imperialista colonialista, que já estava em decadência após a primeira guerra mundial, mas que permaneceu forte e influente até o inicio da segunda guerra, essa maneira de pensar afetava mais alguns do que outros, por exemplo, Winston Churchill era obsessivo na defesa da manutenção da sua decadente Inglaterra, sempre foi inimigo da Alemanha não pelas falsas razões que ele e os outros que escreveram sobre ele evocaram, nunca foi o herói que lutou para libertar o mundo da tirania nazista como disse e disseram dele, mas um imperialista egoísta e ganancioso determinado a envolver o mundo inteiro numa guerra apenas para destruir um competidor de mesma orientação imperialista (A Alemanha) que ameaçava ultrapassar seu império condenado, foi às pressões que fez em Chamberlain que o fizeram enviar o ultimato à Alemanha afirmando que declararia guerra a fim de defender o estado criado por Versalhes e garantido pela Inglaterra, Chamberlain ao aceitar o conselho perdeu sua cadeira de primeiro ministro, pois seu ultimato provocou a guerra com a Alemanha, e o povo inglês não estava disposto a pegar em armas para defender uma irrelevante Polônia. Mas a consequência da tramoia logo veio à tona Churchill assumiu o seu lugar na câmara aproveitando-se das consequências do erro que ele induziu em Chamberlain e quando a URSS invadiu a Polônia junto com a Alemanha ele foi desmascarado, pois se havia aconselhado a entrar em guerra para defender a integridade e soberania da Polônia conforme foi prometido a ela em tratado caso fosse atacada, porque não declarou guerra a URSS quando esta invadiu a mesma Polônia, Stalin após o fim das operações contra a Polônia não criou um estado Polonês soberano, mas anexou a parte invadida a URSS, o que derruba a teoria de uma invasão para manter pelo menos a integridade de parte de uma Polônia soberana, dessa maneira Churchill deixou bem claro sua animosidade pessoal e intenções contra a Alemanha de Hitler, e repeliu todas as ofertas de paz da Alemanha, estava decidido a destruir o rival imperialista Europeu e garantir a manutenção dos privilégios ao seu império moribundo.

Quanto a Hitler estava impregnado desta visão de economia colonialista, ele desenvolveu sua visão dentro de uma mistura de teoria evolucionista com economia colonialista (Lenbesraum ou Espaço vital), seu Mein Kampf  estava impregnado da necessidade de que o forte prevalecesse sobre o fraco, e de que a Alemanha precisava de terras afim de comportar a sua crescente população com a necessidade cada vez maior de recursos naturais, na visão dele os mais fortes eram claro os Alemães e os mais fracos os povos e os territórios Orientais Europeus que tornaram-se foco de sua visão distorcida de sistema econômico e desculpa para corrida armamentista, na sua opinião se a Alemanha não lança-se mão o mais cedo possível dessas terras, o excedente populacional Alemão teria de imigrar, a indústria para continuar a se expandir seria cada vez mais dependente da compra de matérias-primas do mercado exterior, e segundo ele uma grande Alemanha só seria possível reunindo todos os povos de língua Alemã sob a proteção da pátria Alemã. O problema enfrentado pela Alemanha e outros principalmente o Japão quanto à dependência de matérias-primas, era a falta de organismos internacionais que normalizassem o comercio entre as nações, essa lacuna permitia a prática de todas as formas de especulação em relação às nações dependentes, incluindo a ameaça de pressão de embargo no fornecimento como forma de coação, e a escolha pela agressão armada para tentar minimiza-los tornou-se constante, caso da Itália com a Abissínia, Alemanha na Tchecoslováquia e Japão na Manchúria, quanto aos produtos exportados por essas nações, sofriam todo tipo de protecionismo e eram sobretaxados trazendo grandes prejuízos para suas economias, às preocupações de Hitler tinham um fundo lógico pelo menos, mas uma abordagem sua duvidosa quanto à solução.

 A sua solução de arriscar-se a uma guerra mundial a fim de prevenir a Alemanha de uma situação desvantajosa que ele supunha duraria por todo o futuro Alemão revelou-se desvantajosa e desnecessária, o sistema político e econômico ao qual tentou se ajustar e que não teria futuro em longo prazo já ruía, um país com a posse de muitas colônias e recursos, mas inferiorizado tecnologicamente como cada vez mais a Inglaterra se mostrava, via a desvalorização da matéria-prima em proveito dos produtos manufaturados com qualidade tecnológica superior e a custos inferiores, portanto era na tecnologia e pesquisa cientifica que estava o futuro do sucesso econômico-comercial de uma nação e não na facilidade de obtenção de recursos naturais, no futuro, cada vez mais esses recursos naturais seriam vendidos a preços desvalorizados, só para serem comprados de volta na forma de manufaturados supervalorizados, uma colônia geradora de recursos naturais para a metrópole se tornaria mais um ônus administrativo que uma vantagem, também a ideia de explosão demográfica favorável perdeu-se, a tecnologia permitiu o cultivo de cada vez mais terras com cada vez menos trabalho humano, a Alemanha com uma população confinada e sob controle espontâneo de natalidade pode se entregar a politicas benéficas de educação e melhoria de qualidade de vida, facilitada em muito por está isenta dos gastos militares dos quais foi proibida, e com que outros países oneram seus povos sem retorno social benéfico para seu desenvolvimento e qualidade social.

Portanto a conclusão logica de tudo isso é que se lutaram duas guerras mundiais na defesa de conceitos econômicos, políticos e sociais ultrapassados, Churchill desesperadamente tentando defender os que a Inglaterra havia herdado do seu imperialismo criminoso e decadente, e Hitler atacando na tentativa de conseguir remediar os males de uma revolução industrial tardia, que fizera a Alemanha chegar atrasada na conquista imperialista por colônias que supostamente forneceriam os recursos para sua florescente indústria.

O mundo novo que se forjou a partir de 1945 é fruto direto da prova de todos esses erros, porque inclina-se a ser totalmente o oposto, a guerra só acelerou a transição definitiva da mudança de um mundo Colonialista  para o que chamamos hoje globalizado, com a criação da ONU principal organização internacional que coordena um grande numero de outras cuja finalidade e a de arbitrar e administrar os negócios internacionais, tentando resolver o máximo através da diplomacia, tem conseguido evitar ou ao menos confinar conflitos armados, evitando o perigo de uma quarta guerra mundial, mas resquícios do mundo antigo não faltam, como quando a Inglaterra envia uma frota para atacar a Argentina em defesa de uma colônia sua do outro lado do mundo para ela, e que fica na sala de estar da Argentina, mas essas iniciativas ficam cada vez mais suspeitas aos olhos do mundo e ultrapassadas para aqueles que entendem os caminhos da paz e prosperidade mundial.

 

 

Série: As Maiores Snipes da Segunda Guerra

Notabilizando o trabalho daquelas mulheres que deixaram de lado a suposta fragilidade do sexo feminino para atuar como exemplo de resistência, frieza e, principalmente, como lideres dentro do Exército Vemelho. Não obstante aos preconceito em uma guerra que notabilizava e exaltava a fibra do Bravo Homem, as mulheres tiveram a oportunidade, pelo menos na União Soviética, de mostrar seu valor nos campos de batalha. Nada mais justo do que o reconhecimento histórico.

Lyudmila Mykhailivna Pavlichenko nasceu na cidade ucraniana de Belaya Tserkov em 12 de julho de 1916. Ela mudou-se para Kiev com sua família com apenas 14 anos. Lá, ela entrou para um clube de tiro e sendo graduada como atirador, enquanto trabalhava em um moinho na fábrica Arsenal Kiev. Em junho de 1941, com 24 anos Pavlichenko estava cursando o quarto ano de História na Universidade de Kiev, quando a Alemanha nazista começou a invasão da União Soviética. Pavlichenko estava entre as primeiras voluntárias no escritório de recrutamento, onde ela pediu para se juntar à infantaria e, posteriormente, foi atribuída a 25º Divisão do Exército Vermelho.

Em uma das batalhas, Pavlichenko substituiu o comandante do batalhão morto durante a luta e mais tarde foi ferida, mas se recusou a deixar o campo de batalha.

Tenente Pavlichenko participou de batalhas na Moldávia e Odessa. Quando os alemães tomaram controle de Odessa, sua unidade foi retirada para ser enviado para Sevastopol na Península da Criméia, onde ela lutou por mais de 08 meses. O total de mortes confirmadas durante a Segunda Guerra Mundial foi de 309, incluindo 36 snipers inimigos. Além disso, ela se tornou instrutora de snipers soviéticos até o final da guerra.

Pavlichenko iria “caçar” sozinho ou com Leonid Kutsenko – que se juntou à divisão junto com ela – todos os dias ao amanhecer deitada por horas ou dias à espera de um inimigo. Ela muitas vezes entrou em duelo com franco-atiradores alemães

Uma vez que os dois atiradores foram vistos por oficiais alemães que abriram fogo de morteiro. Leonid foi gravemente ferido e Pavlichenko conseguiu evacuá-lo do campo de batalha, mas ele não sobreviveu.

Desde então, ela lutaria ainda mais corajosamente, tomada por vingança contra o inimigo de seu falecido amigo.

Em junho de 1942, Pavlichenko foi ferida por tiros de morteiro. Por causa de seu crescente status, ela foi retirada de combate menos de um mês após se recuperar de suas feridas.

Pavlichenko foi enviado para o Canadá e os Estados Unidos para uma visita de publicidade e se tornou o primeiro cidadão soviético a ser recebido pelo presidente dos EUA Franklin Roosevelt. Mais tarde, Pavlichenko foi convidada por Eleanor Roosevelt em turnê pela América relatando suas experiências

Após a guerra, ela terminou a sua educação na Universidade de Kiev e começou uma carreira como historiadora. De 1945 a 1953, ela era assistente de pesquisa da Quartel General da Marinha Soviética. Mais tarde, ela era ativa no Comitê soviético dos Veteranos de Guerra. Pavlichenko morreu em 10 de outubro de 1974 aos 58 anos.

L. Pavlichenko encabeça a lista dos melhores 45 soviéticos Snipers Feminina da II Guerra Mundial.

As Motos e SideCars – O princípio da Mobilidade da Guerra

O início da Segunda Guerra apresentou um novo conceito de combate: A mobilidade da tropa. E nada expressa tão bem essa mobilidade quanto à utilização de motos e os sidecars alemães.  Enquanto a França importava milhares e milhares de cavalos de todas as partes do mundo durante o período conhecido como “Guerra de Mentira”, a Alemanha fabricava motos. A nova concepção configurou um avanço inestimável na guerra durante todo seu percurso e possibilitou a popularização de motos, principalmente nas décadas subsequentes a guerra.

Artigo: http://www.plastimodelismobrasil.com.br/?p=317

BMW R75 WHIT SIDECAR – o novo exército alemão fez uso das experiências coletadas na I Guerra Mundial para realizar sua reconstrução moderna baseada na motorização. Apesar das limitações do Tratado de Versailles comandantes introduziram veículos civis para o exército, criando assim uma “mentalidade motorizada”. Em 1940, um batalhão composto de 3 a 4 companhias cada um equipado com 52 motocicletas com sidecar e 4 motos (simples), foi integrado na infantaria motorizadas e na divisão blindada. Além disso, as motos estavam presentes em quase todas as unidades da Wehrmacht, especialmente com as unidades de reconhecimento e de comando, bem como as unidades pioneiras e de abastecimento. Produzida aproximadamente 16.500 unidades, a BMW R 75 juntamente com o Zündapp 750 formaram o núcleo das unidades motorizadas em todos os teatros de operações, especialmente na África e na Rússia. A motocicleta foi equipada comum uma metralhadora MG 34 montadas no carro do lado. Na estrada atingia uma velocidade máxima de 92 km / h.

Nosso Amigo Partiu.

Homenagem da poetiza Beanide Souza ao Historiador e Sargento do Exército Brasileiro Alessandro dos Santos Rosa falecido em 01/05/2011 na cidade de Recife e sepultado no Estado Paraná em 04/05.

O nosso amigo Santos partiu inesperadamente.
Sim, ele partiu de repente.
Deixando-nos a todos perplexo sem compreender, sem acreditar naquela amarga realidade.
Por que uma bactéria invasora penetrou furiosa em tua circulação levando-te à morte?
Foste arrebatado sem piedade para a eternidade
Quanta saudade dolorida machuca hoje os nossos corações
Saudade carregada de lembranças deste amigo querido, sempre sincero, simples e atencioso.
O teu sorriso sempre presente transmitindo-nos paz, deixará em nossos corações um sentimento de saudade e de tua imagem querida.
Repetindo o poeta dizendo querido amigo Santos:
 
          “Não morre quem nos outros vivem, não morre quem nos outros fica”
 
 
 

 

Alessandro dos Santos Rosa – Professor e Pesquisador da Força Expedicionária Brasileira

Soldados do Reich – A Arte.

A fotografia já estava presente desde o século XIX, mas durante a Segunda Guerra ainda era bastante popular entre as tropas o desenho artístico e a pintura de quadros, não obstante os principais líderes pousavam horas para que profissionais retratassem a galhardia de seus uniformes e o esplendor de seu poder.

Cortesy: KS

Esse País Ficou Mais Pobre Hoje! LUTO

 Caros Amigos,

 Com profunda tristeza em meu coração e com a dor de ter perdido um grande amigo, venho informar o falecimento do Mestre Historiador Alessandro Santos Rosa um dos homens mais cultos e inteligentes que tive a oportunidade de conhecer.  Sargento Santos era militar do Exército Brasileiro e servia atualmente no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva em Recife (CPOR/Recife) e estava prestes a incorporar a Missão de Paz do Haiti. A causa-mortis ainda não foi divulgada. O Sargento Santos estava internado no Hospital Militar de Área em Recife, quando seu quadro piorou em ele foi transferido para a UTI, vindo a falecer nesta madrugada.

Alessandro dos Santos Rosa é natural do Rio Grande do Sul, sendo formando em História pela Universidade Católica de Cuiabá, realizando sua tese de mestrado pela Universidade Federal  do Paraná. Serviu com dedicação, zelo e amor à pátria, abrindo mão do convívio de sua família pela vocação profissional, configurando um exemplo para um país recheado de canalhas e dilapidadores do bem público.  Felicidade de estar relacionado para servir no contingente da Missão de Paz no Haiti, e não escondia seu orgulho de participar de tão grandiosa missão. Em paralelo estava trabalhando arduamente para escrever um livro com a História dos Pracinhas da Associação de Veteranos da FEB – Seccional Pernambuco, insistindo em concluir esse projeto antes de partir para o exterior.

Santos escreveu e colaborou com esse BLOG desde os primeiros meses, e sentia-se orgulhoso em produzir e ver seu trabalho publicado. Seu último artigo publicado A Revolução de 1964: Ponderações Historiográficas! Mostra a visão de historiador e não a de um militar sobre os eventos de 1964, dando um exemplo de análise histórica. Além de outros tantos artigos também publicamos parte de sua tese de mestrado e um especial sobre os alemães e o Brasil que serve como parâmetro para um assunto tão pouco abordado, principalmente no meio acadêmico.

Quando você escreve e tem um espaço que é acompanhado por tantas pessoas, nunca imagina que irá ter que escrever sobre um acontecimento tão triste, mas em respeito a memória desse Herói, pela sua sapiência, pelo seu exemplo de dedicação e pela seu amor incondicional ao estudo da História, deixamos registrado aqui para a posteridade tudo que Meu Amigo Santos defendeu, o respeito e o amor aos Soldados Brasileiros que lutaram na Segunda Guerra e que, assim como ele, defenderam ideais e lutaram pelo seu país, abdicando de qualquer outra coisa em prol de suas convicções.

Pedimos que o Nosso Senhor Jesus Cristo possa confortar sua esposa Rosangela e seus filhos Matheus e Eduarda.

Para encerrar segue abaixo os Agradecimentos da Tese de Mestrado do Professor Alessandro dos Santos Rosa:

“Agradeço a Deus, meu amigo fiel de todas às horas que, através de minhas orações, fortaleceu meu espírito, possibilitando que eu tivesse a coragem e superasse as dificuldades que às vezes pareciam infinitas dentro desse período. Elevo os meus pensamentos aos céus e agradeço por tudo que recebo, por tudo que sou e faço, onde sempre encontro fé e esperança, permitindo renova sempre minhas forças.”

 

Alessandro dos Santos Rosa

Alessandro dos Santos Rosa

Sargento Santos e Francisco Miranda

Grupo da ANVFEB-PE em Reunião comemorativa a Tomada de Montese em 14 de abril de 2012

Palestra sobre a Tomada de Montese