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Lançamento de Livro: Pistóia, Quadra 28.
Fui convidado para participar do lançamento do livro Pistóia, Quadra 28, do escritor Paulo Afonso Paiva. Portanto estarei prestigiando o talentoso autor no lançamento de um livro muito bem escrito e de uma narrativa sensacional. Recomendo o livro que segue em leitura fácil e bastante prazerosa.
Segue o convite:
No dia 16 de março vindouro, às 19 horas, no Memorial de Medicina de Pernambuco (Derby), estarei lançando o romance “Pistóia, Quadra 28”, sobre um grupo de soldados nordestinos na Segunda Guerra Mundial. Nele, procuro demonstrar como um grupo de jovens retirados de seus cotidianos foram enviados para lutar num lugar que nem sabiam onde seria. Lá eles mal equipados (o armamento só chegou na Itália), com pouco adestramento, atacaram um inimigo não vencido – como querem alguns – e venceram. Não foram heróis. Foram homens que cumpriram seu dever com honra. Estou convidando o senhor para comparecer a uma pequena mostra de reconhecimento que farei aos veteranos. Se não puder vir, gostaria que enviasse um representante e trouxesse a boina de veterano para ficar na mesa.
Os interessado na compra do livro, enviem email para o autor: paivap50@gmail.com
Citações de Combate da Força Expedicionária Brasileira – Parte I
Citações de Combate são relatórios sobre o desempenho individual de algum militar envolvido em ações de combate. Para comemorar o aniversário da Tomada de Monte Castelo, vamos publicar algumas citações elogiosas que foram registrados na Revista Cruzeiro do Sul para louvar o desempenho de militares envolvidos nas operações vitoriosas sobre Monte Castelo e nas operações de contenção dos contra-ataques alemães.
Fonte: Cruzeiro do Sul, gentilmente cedidas pelo pesquisa Rigoberto Souza Júnior.
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Soldado AFONSO DE MELO, do I Regimento de Infantaria – IG – 267.486 – Estado Rio de Janeiro.
Em 23-2-1945
A citação do Soldado AFONSO DE MELO tem dupla significação uma vez que exalta não só o valor combativo da gente brasileira como o profundo amor as tradições de sua terra.
A subunidade atacara e se apossara do ponto cotado 958. Manter o terreno conquistado em condições básica para o prosseguimento das operações do Regimento, mesmo que lhe custasse os maiores sacrifícios. Dessa verdade bem sabia o Soldado Melo, tanto que lutou muito, lutou denodadamente para que todos os contra-ataques lançados pelo inimigo com o intuito de reapossar-se das posições perdidas, fossem rechaçadas. Foram quatro dias de tenaz esforço coroados de completo sucesso, assim, sem mácula, a pureza das ações dos homens de sua tempera. E tanto isso é verdade, que uma feita, quando o seu Comandante de Pelotão se deslocara com um Grupo de Combate para uma ação nas profundidades, o Soldado Melo, como observador avançado de seu Grupo, pressentira que cerca de 60 alemães se avizinhavam da posição. Sem perda de tempo, comandou o fogo do pelotão, solicitou ao Comandante de Companhia apoio de fogo de artilharia enquanto simultaneamente fiscalizava o consumo de munição, só permitindo tiros à curta distância. Numa legítima explosão de sentimento de responsabilidade, na fase mais critica do combate gritou, com toda a força de seus pulmões: “quem recuar eu fuzilo”. Ele mesmo abateu, a tiros de fuzil, um inimigo armado de metralhadora.
Era um brasileiro que ali estava, defendendo o nome da tropa brasileira e honrando as belas tradições de sua gente.
Mais tarde foi ferido com estilhaço de granada e evacuado para o Hospital.
A ação excepcional do Soldado AFONSO MELO traduz, na sua grandiosidade, as mais perfeitas virtudes do Soldado do Brasil.
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3º Sargento OTTON ARRUDA, do 11º Regimento de Infantaria – IG – 199.186. Estado de Minas Gerais.
Em 17-2-45
Fazia parte de uma patrulha que nesse dia saiu em missão de reconhecimento da reigão do VALE. Quando examinava uma das casas de ABETAIA é ferido por explosão de mina. Grandes sofrimentos físicos lhe produziram os ferimentos recebidos. O Tenente comandante da Patrulha, entretanto, faz-lhe um apelo para que suporte as dores em silêncio, de modo a não atrair o fogo do inimigo sobre os demais companheiros. Daí por diante o Sargento OTTON estoicamente cala o seu sofrimento, até o regresso da patrulha às linhas amigas.
A fortaleza de ânimo, o espírito de sacrifício, a abnegação do Sargento OTTON merecem destaque especial, para reconhecimento da FEB na Itália.
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Cabo MANUEL CHAGAS, do I Regimento de Infantaria – IG – 305272 – Estado do Rio de Janeiro.
Em 23-2-45:
Já no curso do ataque do seu Pelotão à posição de LA SERRA, se distinguira, pelo ardor combativo, o Cabo Chagas. Todo o esforço empregara, a seu ânimo inflexível de brasileiro pureza em jogo para que a posição fosse conquistada e mantida. Suportara contra-ataques e trabalhara para rechaçá-los. E não parou aí a sua atividade.
Certa vez alcançada uma posição inimiga passou a observar os arredores atentamente. Notou que dois alemães se aproximavam, deixou que ambos chegassem à porta do abrigo. Neste instante, apontou-lhes a arma, fê-los prisioneiros. Um terceiro adversário, incontinenti atirou-lhe uma granada de mão, que infelizmente não o atingiu. E neste ritmo prosseguiu a sua ação, em benefício do cumprimento integral da missão do Pelotão.
A ação serena, inteligente, a capacidade profissional, o desassombro, a noção perfeita do cumprimento do dever, tornaram-no um exemplo bem digno da tropa brasileira.
Comemorações do Aniversário de Tomada de Monte Castelo!
A Tomada de Monte Castelo faz aniversário no próximo dia 21. Enquanto o país celebra o Carnaval, o feito militar da Força Expedicionária Brasileira completa 66 Anos. A História de Monte Castelo é interpretada erroneamente por pessoas que não conhecem os fatos que antecedem aos desastrosos ataques de novembro e dezembro de 1944, e ainda tem visões distorcidas dessa vitória das tropas brasileiras. Monte Castelo ceivou a vida de centenas de soldados brasileiros e abateu o moral não apenas da FEB no front italiano, mas de toda a nação que aguardava ansiosa pelo desempenho de seus soldados.
Portanto teremos como objetivo até o próximo dia 21, realizar uma análise das operações fracassadas e, principalmente expressar os Fatos Históricos que marcaram Conquista final em fevereiro de 1945, referenciando a memória dos que lá tombaram e exaltando os vitoriosos que sobreviveram a esse acontecimento.
Capitão Paiva: um exemplo de Policial do Exército.
Vou apresentar-lhe o capitão da reserva Edson Rodrigues Paiva, um homem que entrou no exército na década de 60 como soldado e por lá ficou. A história desse militar se confunde com a História do 4º Batalhão de Polícia do Exército, e a prova cabal desse vincula está publicada abaixo:
- Acampamento
- O Carro de Combate da Polícia do Exército
- Poucas pessoas sabem, mas o Polícia de Exército era dotada de Carros de Combate
- Jeep do Batalhão na década de 60
- Monobras década de 70
- Quer Prova?
- Foto da Década de 60, Sargento Paiva como Exímio Batedor
- 7ª Companhia de Polícia – Antes do 4º Batalhão de Polícia do Exército ser criado
Fotos do Acervo Pessoal do Capitão Paiva, sua reprodução é proibida sem a autorização.
Associação Uma Vez PE, SEMPRE PE!
Caros,
Hoje, 11 de fevereiro de 2012 é uma data especial! Reuniram-se em assembleia um grupo de Militares da Reserva, da Ativa e Reservistas da Polícia do Exército para fundar oficialmente a Associação da Polícia do Exército – UMA VEZ PE, SEMPRE PE! Nosso objetivo é congregar todos aqueles que servem ou serviram em qualquer Unidade de Polícia do Exército em qualquer tempo do nosso Brasil. E nossa Associação nasce exatamente onde a própria Polícia do Exército nasceu, dentro da Força Expedicionária Brasileira, pois foi para compor a FEB que se concebeu a primeira tropa com essa designação. A Associação dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira, gentilmente cedeu suas instalações para que a Associação SEMPRE PE possa iniciar suas atividades.
Mais uma vez agradeço o esforço de todos os amigos e companheiros de caserna que se dedicaram e essa ambiciosa, mas nobre missão.
A FEB – Lendas e a Verdade Histórica – Parte I
Ouvi de certo “Professor de História” que a participação brasileira na Segunda Guerra Mundial foi medíocre, e que o país era pau mandado dos Estados Unidos, sendo que jamais poderia dizer que lutou na Europa… Segundo ele: “É ridículo estudar isso”.
Percebi que há milhares de jovens entusiastas da Segunda Guerra, que sabem tudo sobre esse evento, menos os detalhes da FEB, sigla que muitos até desconhecem!
Ouvi de um jovem estudante do ensino médio, que o Brasil fez foi vergonha quando na Itália…
Em um comentário do Orkut alguém citou: “O Ataque a Monte Castelo foi uma festa de ‘fogo amigo’…”
Outro falava que a quantidade de baixas da FEB foi absurda…mais de 1000 mortos!
“O Brasil tinha os uniformes parecidos com os dos alemães…E muitos morreram por causa disso!”
Um jovem catarinense me enviou um email fazendo uma série de perguntas sobre a vida de alguns generais germânicos que lutaram na Guerra e seus destinos. Aproveitei e perguntei se ele conhecia o General Olympio Falconière, recebi como resposta: Ele era italiano? …Não respondi mais seus e-mails.
Um estudante do 5º Período de História me parou para dar os parabéns por ter lido um artigo meu publicando em um jornal do Recife… “Gostei muito do seu artigo sobre a FEB, não sabia que o Brasil tinha lutado na Segunda Guerra.” 5º Período? De História? Meu Deus!!
Com relação a William Waack… Não comento, pois como historiador ele é um excelente jornalista…
Outro comentário: faltou soldado para a FEB e ficaram convocando o povo que passava na rua na frente dos quartéis…
Então vamos lá! Chega de MITOS SOBRE A FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA…SÓ HISTÓRIA…FATOS!
É importante colocar uma coisa: devemos separar a atuação do governo brasileiro à época da Segunda Guerra da atuação da Força Expedicionária Brasileira desde a sua formação até a sua desmobilização, portanto a análise deve ser realizada sob duas ópticas distintas. A primeira delas é o ambiente em que a FEB foi criada e as ações governamentais que foram estruturadas para que o Exército Brasileiro formasse uma Divisão para lutar, sabe lá Deus aonde, e se iria lutar. A segunda visão, a militar, nos proporciona a seguinte reflexão: qual foi e como foi o papel da FEB como força empregada no Teatro de Operação e sua importância total no cenário da guerra.
Primeira resposta: sábado 18/01
O que o Futebol da Paraíba tem haver com a Segunda Guerra?
Uma Crônica muito bem elaborada pelo Mestre Roberto Vieira, um dos maiores talentos literários do Estado de Pernambuco, em homenagem a data natalícia de Rigoberto Souza. Esse senhor que o Estado de Pernambuco se orgulha em abrigar; Médico Dentista, Auditor e principalmente Sargento do Exército Brasileiro do 11º Regimento de Infantaria. Serviu nas principais campanhas brasileiras como Monte Castelo, Montese e Fornovo, regressando a Paraíba e, posteriormente, constituindo família em Pernambuco, onde hoje completa seus 89 anos de vida com saúde e vigor.
O Craque de Pombal – Por Roberto Vieira
Joaquim Fernandes e a FEB – Uma Esperança e um Exemplo
Sempre que pensamos em consciência histórica do povo brasileiro somos unanimes em rotular-nos de “povo sem memória”, evidentemente que há razões consideráveis para a colocação, e quando falamos da História da Força Expedicionária Brasileira, o quadro fica mais complicado, tendo em vista a quase imposição governamental para o esquecimento dos sacrifícios dos ex-combatentes ao longo das décadas de pós-guerra. Sobre o assunto, o blog já publicou alguns artigos, e, claro, sempre embasado no descaso histórico peculiar de nossa nação. Contudo, tivemos o prazer de conhecer uma ESPERANÇA de nome Joaquim Laranjeira, filho de um honroso companheiro, o jovem garoto revigorou os ânimos de vários combatentes da memória da FEB.
Aficionado pela participação brasileira na Segunda Guerra Mundial, Joaquim foi convidado para participar da reunião mensal da Associação dos Ex-Combatentes da Força Expedicionária Brasileira – Seccional Pernambuco, e deixou todos impressionados pela galhardia de conhecer e conversar com vários pracinhas da associação. Isso nos revigora, pois entendemos que a nossa esperança repousa no reconhecimento dos jovens para que a Memória da FEB permaneça viva, mesmo quando todos os nossos pracinhas nos deixar pela imposição da idade, teremos condições de repassar para as próximas gerações os exemplos dos heróis brasileiros nos campos da Itália.
Joaquim Laranjeira representa a juventude olhando para o passado de nosso país, portanto é fruto da nova realidade brasileira, da geração da informação fácil e acessível ao clique de um mouse, nessa geração é que depositamos todos os nossos esforços para que outros como o Joaquim, possam entender o passado do seu próprio povo e dignificar os sacrifícios de gerações passadas para que, hoje, desfrutássemos do mundo tal como o conhecemos.
O mais importante é que o jovem Joaquim tem sempre o apoio do pai Fernandes, aquele que incentiva e é fiel depositário do seu conhecimento, pois quantos exemplos temos negativos de pais que pouco estão interessados pelo o que o filho estuda? Fernandes é um exemplo de pai participativo na busca pela necessidade de conhecimento do jovem filho. E é assim que tem que ser; um homem que se preocupa com a consciência histórica dos seus filhos.
Então, ao Joaquim, o agradecimento pela esperança de que a FEB terá uma continuidade nas próximas gerações. E a Fernandes, nossos parabéns pela direção e incentivo dado ao filho.
E como diria nosso nobre amigo e pesquisador Rigoberto Júnior: A COBRA SEGUE FUMANDO…
“Conspira contra a sua própria grandeza, o povo que não cultiva seus
feitos heróicos”
Hoje ficamos mais longe dessa Conspiração.
Saudações Febianas
- Joaquim na Rol Principal de Cerimônia da ANVFEB-PE
- Joaquim com os pracinhas Alberiades e Rigoberto
- Na ANVFEB-Seccional Pernambuco
- Joaquim com a Bandeira da FEB
O Rei Netuno e a FEB!
O que o Rei Netuno tem haver com a FEB? Na verdade nada! Ou quase nada…
Havia uma tradicional brincadeira na USNavy em presentear os marinheiros que atravessam a Linha Imaginária do Equador com “Diplomas do Rei Netuno”, por isso a deidade grega é revestida de uma simbologia única para Forças Latino-Americanas, tendo em vista que o Brasil foi o único país do continente sul-americano a participar de ações beligerantes na Segunda Guerra Mundial. E para diminuir a tensão da viagem, que para o 1º Escalão da FEB iniciou no dia 02 de julho de 1944 e o desembarque aconteceu em Nápoles no dia 16 de julho, nesse período havia riscos de operações de submarinos do Eixo o que era necessário total alerta e treinamentos constantes para a tropa e a tripulação. A noite todas as luzes eram apagadas e o calor tornava a viagem bastante desgastante para os nossos soldados. Por isso a prática da marinha americana de “diplomar” os militares por cruzarem a linha imaginária do hemisfério tornou a viagem mais animada e, como o espírito brasileiro naturalmente é caracterizado pela irreverência, trouxe um animo a mais para tropa no Navio de Guerra General Mann.
Estamos abaixo exibindo uma raridade que é o “Diploma do Rei Netuno” do querido pracinha Sargento Rigoberto Souza que embarcou com o 2º Escalão e lutou nas principais batalhas do Teatro de Operações do Mediterrâneo.
- Diploma do Rei Netuno
Fontes:
Rigoberto Souza Júnior
“A luta dos Pracinhas – A Força Expedicionária Brasileira na 2ª Guerra
Mundial de Joel Silvera e Thassilo Mitke
Os Pernambucanos da FEB mortos na Itália
Com orgulho publicamos uma preciosidade e ao mesmo tempo um tributo. Muitos homens passam a vida inteira no anonimato mediocre e nada significam para a sociedade que eles vivem, isso é cruel, mas é o preço da sociedade moderna. Felizmente não é o caso desses homens; eles perderam suas vidas nos campos de operações durante a Segunda Guerra, mas entraram para história de forma a serem lembrados como exemplo de heroísmo e amor pela pátria. Celebremos, portanto não a morte desses filhos da Revolução 1817 e 1824, mas O EXEMPLO desses bravos soldados pernambucanos!
Um trabalho realizado pelo Pesquisador Rigoberto Souza , a quem agradeço a esforço de louvar nossos conterrâneos.
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Texto e fotos extraídos do Boletim Especial do Exército de 02.12.46 e do Livro “Expedicionários Sacrificados na Campanha da Itália” do Dr. Aluízio de Barros de 1955.
“Aquele que morre por seu país serve-o mais, em um só dia, do que os outros em toda sua vida”.
Péricles
Manoel Barbosa da Silva – 2º Ten R/1
Id. 2G – 83317 – Classe 1904 – 6º Regimento de Infantaria.
Embarcou para a Itália em 30 de Junho de 1944, era natural da cidade do Cabo de Santo Agostinho. Filho de Severino Barbosa da Silva e Luíza Maria Barbosa, tendo como pessoa responsável o seu pai, residente à Rua Rodrigo de Barros nº 159, casa 4, estado de São Paulo. Faleceu em ação no dia 22 de Outubro de 1944, na região de Barga – Itália, e foi sepultado no Cemitério Militar Brasileiro de Pistóia na quadra B, fileira nº 1, sepultura nº 11.
Foi agraciado com as Medalhas de Campanha, Cruz de Combate de 2ª Classe. No decreto que lhe concedeu esta última condecoração, lê-se: “Por uma ação de feito excepcional na Campanha da Itália.”
Severino Barbosa de Farias – 2º Sgt
Id. 1G – 168637 – Classe 1913 – 1º Regimento de Infantaria.
Embarcou para a Itália em 20 de Setembro de 1944, era natural de Recife. Filho de José Barbosa de Farias e Maria José de Farias, tendo como pessoa responsável sua mãe, residente à Rua Cardoso de Castro nº 71, Anchieta – estado do Rio de Janeiro. Faleceu em ação no dia 12 de Dezembro de 1944, em Monte Castelo – Itália, e foi sepultado no Cemitério Militar Brasileiro de Pistóia, na quadra A, fileira nº 5, sepultura nº 56. Foi agraciado com as Medalhas de Campanha, Sangue do Brasil e Cruz de Combate de 2ª Classe. No decreto que lhe concedeu esta última condecoração, lê-se: “Por uma ação de feito excepcional na Campanha da Itália”.
José de Souza – 3º Sgt
Id. 1G – 2023341 – Classe 1916 – 1º Regimento de Infantaria
Embarcou para a Itália em 20 de Setembro de 1944, era natural da cidade do Recife. Filho de Antônio de Souza Filho e Severina Francisca de Vasconcelos, tendo como pessoa responsável Helena Almeida de Souza, residente à Travessa Ezequiel Freire nº 117, cidade de Caçapava – estado de São Paulo. É considerado desaparecido desde 12 de Dezembro de 1944, na zona de ação do teatro de Operações da Itália. Foi agraciado com as Medalhas de Campanha, Cruz de Combate de 2ª Classe. No decreto que lhe concedeu esta última condecoração, lê-se: “Por uma ação de feito excepcional na Campanha da Itália”.
Epitácio de Souza – Cabo
Id. 1G – 292348 – Classe 1921 – 1º Regimento de Infantaria
Embarcou para a Itália em 20 de Setembro de 1944, era natural da cidade de Limoeiro. Filho de José Bernardo da Silva e Maria José Garcia, tendo como pessoa responsável José Mateus de Lucena, residente à Avenida 15 de Novembro, nº 290 – Limoeiro. Faleceu em ação no dia 12 de Dezembro de 1944 em Monte Castelo – Itália, e foi sepultado no Cemitério Militar Brasileiro de Pistóia, na quadra A, fileira nº 9, sepultura nº 101. Foi agraciado com as Medalhas de Campanha, Sangue do Brasil e Cruz de Combate de 2ª Classe. No decreto que lhe concedeu esta última condecoração, lê-se: “Por uma ação de feito excepcional na campanha da Itália”.
Eutrópio Wilhelm de Freitas – Cabo
Id. 1G – 306678 – Classe 1921 – 11º Regimento de Infantaria
Embarcou para a Itália em 23 de Novembro de 1944, era natural da cidade do Cabo de Santo Agostinho. Filho de Antônio Wilhelm de Freitas e Caetana Ramos de Freitas, tendo como pessoa responsável Honorina de Freitas(correspondência aos cuidados da Legião Brasileira de Assistência – Recife – PE). Faleceu em ação no dia 13 de Março de 1945 em Hiola – Itália, e foi sepultado no Cemitério Militar Brasileiro de Pistóia, na quadra B, fileira nº 8, sepultura nº 87. Foi agraciado com as Medalhas de Campanha, Sangue do Brasil e Cruz de Combate de 2ª Classe. No decreto que lhe concedeu esta última condecoração, lê-se: “Por uma ação de feito excepcional na Campanha da Itália”.
Id. 1G – 295505 – 6º Regimento de Infantaria – Classe 1916 – Batalhão de Saúde
Embarcou para a Itália em 20 de Setembro de 1944, era natural da cidade de Igarassu. Filho de Antônio Olímpio Gomes e Jesuína de Paiva Gomes, tendo como pessoa responsável Napoleão de Paiva Gomes, residente à Rua Conde do Bonfim nº 782 apto 12, Tijuca – Rio de Janeiro. Faleceu em consequência de enfermidade, no dia 4 de Julho de 1945, em Caserta – Itália , e foi sepultado no Cemitério Militar Brasileiro de Pistóia, na quadra º 2, fileira º 2, sepultura nº 13. Foi agraciado com a Medalha de Campanha.
Hermínio Antônio da Silva – Cabo
Id. 1G – 298003 – Classe 1921 – 1º Regimento de Infantaria
Embarcou para a Itália em 20 de Setembro de 1944, era natural da cidade de Catende. Filho de Antônio Francisco da Silva e Ana Maria da Silva, tendo como pessoa responsável Vicente de Carvalho Ramos, residente na Praça Eucarística, nº 5 – Catende – Pernambuco. Faleceu em ação no dia 29 de Novembro de 1944, em Monte Castelo – Itália, e foi sepultado no Cemitério Militar Brasileiro de Pistóia, na quadra B, fileira nº 4, sepultura nº 48. Foi agraciado com as Medalhas de Campanha, Sangue do Brasil e Cruz de Combate de 2ª Classe. No decreto que lhe concedeu esta última condecoração, lê-se: “Por uma ação de feito excepcional na Campanha da Itália”.
Honório Corrêa de Oliveira Filho
Id. 1G – 298025 – Classe 1923 – 11º Regimento de Infantaria.
Embarcou para a Itália em 20 de Setembro de 1944, era natural da cidade do Cabo de Santo Agostinho. Filho de Honório Corrêa de Oliveira e Antônia Aguiar de Oliveira, tendo como pessoa responsável o seu pai, residente à Avenida Caxangá nº 1578 – Recife. Faleceu em ação no dia 5 de Janeiro de 1945, em Bombiana – Itália, e foi sepultado no Cemitério Militar Brasileiro de Pistóia, na quadra A, fileira nº 8, sepultura nº 86. Foi agraciado com as Medalhas de Campanha e Cruz de Combate de 2ª Classe. No decreto que lhe concedeu esta última condecoração lê-se: “Por uma ação de feito excepcional na Campanha da Itália”.
José Graciliano Carneiro da Silva – Cabo
Id. 7G – 75521 – Classe 1922 – 1º Regimento de Infantaria.
Embarcou para a Itália em 20 de Setembro de 1944, era natural da cidade do Recife. Filho de João Graciliano Carneiro da Silva e Tereza de Jesus Albuquerque Silva, tendo como pessoa responsável Quitéria de Moraes Carneiro, residente à Rua da Baixa Verde nº 218, Coqueiral – cidade do Recife. Faleceu em ação no dia 24 de Janeiro de 1945, e foi sepultado no Cemitério Militar Brasileiro de Pistóia, na quadra B, fileira nº 8, sepultura nº 63. Foi agraciado com as Medalhas de Campanha, Sangue do Brasil e Cruz de Combate de 2ª Classe. No decreto que lhe concedeu esta última condecoração, lê-se: “Por uma ação de feito excepcional na Campanha da Itália”.
Otávio Sinésio de Aragão – Cabo
Id. 1G – 298981 – Classe 1921 – 11º Regimento de Infantaria
Embarcou para a Itália em 20 de Setembro de 1944, era natural de Taquaritinga do Norte – Pernambuco. Filho de Tito Synésio Aragão e Maria da Silva Aragão, tendo como pessoa responsável seu pai, residente na Vila de Santa Cruz na mesma cidade. Faleceu em ação no dia 30 de Novembro de 1944, em Porreta – Itália, e foi sepultado no Cemitério Militar Brasileiro em Pistóia, na quadra A, fileira nº 1, sepultura nº 6. Foi agraciado com as Medalhas de Campanha, Sangue do Brasil e Cruz de Combate de 2ª Classe. No decreto que lhe concedeu esta última condecoração, lê-se: “Por uma ação de feito excepcional na Campanha da Itália”.
Id. 1G – 298676 – Classe 1920 – 1º Regimento de Infantaria.
Embarcou para a Itália no dia 20 de Setembro de 1944, era natural da cidade do Recife. Filho de Frederico Ernesto Holder e Otávia Etelvina de Almeida, tendo como pessoa responsável o seu pai, residente à Rua Imperial nº 634 – Recife. Faleceu em ação no dia 26 de Fevereiro de 1945, em Bela Vista – Itália, e foi sepultado no Cemitério Militar Brasileiro de Pistóia, na quadra B, fileira nº 5, sepultura nº 60. Foi agraciado com as Medalhas de Campanha, Sangue do Brasil e Cruz de Combate de 2ª Classe. No decreto que lhe concedeu esta última condecoração, lê-se: “Por uma ação de feito excepcional na Campanha da Itália”.
Joaquim Xavier de Lira – Soldado
Id. – Classe 1922 – Depósito de Pessoal da Força Expedicionária Brasileira.
Embarcou para a Itália em 23 de Novembro de 1944, era natural da cidade do Recife. Filho de Maximiniano Xavier de Lira e Alexandrina Xavier, tendo como pessoa responsável o seu pai, residente na Fazenda Córrego da Areia – cidade de Candeias – Estado de Minas Gerais. Faleceu em consequência de enfermidade, no dia 15 de Fevereiro de 1945, no 7th Station Hospital, Livorno – Itália, e foi sepultado no Cemitério Militar Brasileiro de Pistóia, na quadra A, fileira nº 10, sepultura 113. Foi agraciado com a Medalha de Campanha.
José Gomes de Barros – Soldado
Id. 6G – 27199 – Classe 1923 – 1º Regimento de Infantaria.
Embarcou para a Itália em 20 de Setembro de 1944, era natural da cidade do Recife. Filho de Pedro Dias Barros e Ana Gomes de Barros, tendo como pessoa responsável o seu pai, residente à Rua São Sebastião nº 397, Água Fria – Recife. Faleceu em ação no dia 12 de Janeiro de 1945, Monte Del Oro – Itália, e foi sepultado no Cemitério Militar Brasileiro de Pistóia, na quadra C, fileira nº 5, sepultura nº 92. Foi agraciado com as Medalhas de Campanha, Sangue do Brasil e Cruz de Combate de 2ª Classe. No decreto que lhe concedeu esta última condecoração, lê-se: “Por uma ação de feito excepcional na Campanha da Itália”.
Cem Mil Acessos Diretos – Obrigado a Vocês!
Caros Amigos!
Chegamos a uma marcar que pessoalmente acredito que seja algo a se celebrar. Estamos alcançando 100 mil acessos diretos. No meu entender, para um BLOG que tem apenas 08 meses é uma excelente marca!
Nesse período conseguimos ter um público ávido, interessado e principalmente esclarecido. Vocês que acompanham o BLOG Chico Miranda não são um público qualquer, por isso a responsabilidade das publicações é altíssima, pois qualquer deslize a correção chega na mesma velocidade da postagem.
Sinto-me honrado em poder compartilhar com vocês essa marca e dizer que vamos alcançar UM MILHÃO MUITO BREVE!
Nosso BLOG, que não é apenas meu, tem como objetivo ser um local para vislumbrar a História e democraticamente debatê-la.
Muitos me perguntam o motivo de não ter propaganda, inclusive já rejeitei várias propostas para colocá-las, mas esse não é o objetivo. O BLOG Chico Miranda não tem fins lucrativos, pois quando criei esse espaço foi com o intuito de divulgar a História, e é para ela que continuamos nosso trabalho.
A TODOS! MEUS SINCEROS AGRADECIMENTOS!
Chico Miranda
Para comemorar escolhi 20 publicações são as minhas preferidas e coloco a LINK abaixo para vocês apreciarem novamente, e podem mandar a de vocês também:
Vivendo e Morrendo como um Soldado!
– Gostei dessa publicação por saber a importância histórica de ser soldado.
Fotos e Seus Detalhes Históricos – Parte VIII
– Essa foi a mais gostosa de construir dessa série. A pesquisa foi excelente com detalhes impressionantes
Memórias de um Soldado de Hitler – Parte I
Memórias de um Soldado de Hitler – Parte II
Memórias de um Soldado de Hitler – Parte Final
– O senhor Meltemenn abriu meus olhos para o lado humano do soldado nazista, aquele que lutou pelo que ele pensou ser a melhor coisa para seu país. Nós também poderíamos estar lutando pelos nossos ideais do lado da Alemanha o de qualquer outro país.
Por que a 148ª Divisão Alemã se entregou somente aos brasileiros na Itália?
– Um texto especial, pois retrata a bravura de uma Divisão Brasileira que desmente muitos críticos idiotas que não conhecem história e acham que podem deflagrar injustiças ao passado da FEB
O Dia D – Visto por um ângulo Diferente
– Primeira visão diferente do Dia D que observei
Ataque e Afundamento na Costa Brasileira do U-Boot – U-848
– Essa pesquisa foi especial devido ao Fato do marinheiro Hans Schade ter sido encontrado ainda com vida e morrido em solo brasileiro, em solo pernambucano e seu corpo ter sido enterrado com honras militares pelos americanos no cemitério mais conhecido de Pernambuco. Foi incrível essa pesquisa.
Batalha Aérea Sobre a Inglaterra – A Resistência
Para mim a Inglaterra foi o principal bastião de resistência contra a Alemanha. E dessa pesquisa achei a foto que mais me impressionou de toda a Guerra!
Tentei de todas as formas encontrar o nome dessa senhora, infelizmente ainda não consegue, mas minha busca vai continuar…
FEB – Origem da Polícia do Exército
– Tive muito orgulho em pesquisar sobre a origem da Polícia do Exército, pois tenho orgulho de ter sido um PE, aliás, UMA VEZ PE, SEMPRE PE! Portanto tenho orgulho de SER PE. E essa publicação para mim foi especial.
Segunda Guerra – As Fotos e Seus Detalhes Históricos.
Kamikazes – A História dos Ataques Suicidas
– Resolvi pesquisa sobre os Kamikazes, pois não encontrei muita coisa publicada a respeito.
Recife – Um Olhar Provinciano do Século XIX
– Minha Cidade! O que posso dizer? O homem que não conhece o passado de sua própria terra pode ser considerado sábio?
Humor, Charges e as Fotos Mais Estranhas da Segunda Guerra
– Nem passava pela minha cabeça que a guerra poderia ser tão engraçada
A Propaganda Vermelha – Cartazes Russos 1941
– Em ter de propaganda a URSS é imbatível!
Charges da Guerra – Parte I e II – Agora Tamanho Original
– As charges mais fantásticas!
O Brasileiro é Acima de Tudo Um Forte – O Legado da FEB
– Um Artigo que foi publicado nos jornais pernambucanos, e modesta à parte deu o recado!
– Minha Reclamação com Pernambuco: temos dezenas de placas e estátuas espalhadas pela cidade, mas não há uma placa em homenagem aos pernambucanos que perderam a vida na Itália.
Soldados Brasileiros de Hitler
– Entre 1945 a 1948 12 mil alemães ou de origem alemã entraram no Brasil. Quantos lutaram pela Alemanha?
– A História Triste de um Guerreiro
Fotos & Detalhes Históricos – Especial FEB – Parte IV
Segue a Série Fotos & Detalhes Históricos. Um conjunto de fotos cedidos pela ANVFEB-PE para publicação no Blog.
Fotos & Detalhes Históricos – Especial FEB – Parte III
Nossa geração lutará, não por nós! Mas pelos que ficaram em Pistóia! Pelos que aqui permaneceram à margem da História…Para que os mortos na Itália tenham o sacríficio reconhecido e os que voltaram possam descansar, sabendo que seu legado será mantido. Essa será a nossa Guerra! Nosso presente para as próximas gerações.
Continuamos a terceira parte da série Fotos e detalhes históricos – Especial FEB.
As Imagens aqui postadas são de Reprodução Proibida! Fazem parte de um acervo pessoal. Qualquer cópia sem a autorização dos seus proprietários estará sujeito às sanções previstas em lei
A Cobra Segue Fumando!!
“O Quebra Quebra” – A Segunda Guerra Chega ao Recife
A 15 agosto de 1942 cinco navios brasileiros eram afundados, quase simultaneamente, entre a Bahia e Sergipe: o Baependi, o Araraquara, o Anibal Benévolo, o Itagiba e o Araras. Chegavam às nossas praias alguns botes salva-vidas com náufragos do Baependi1. Era grande a comoção popular, todos revoltados com aqueles atos de agressão e com as inúmeras mortes, mais de oitocentos, deles resultantes. Grupos exaltados saíam às ruas e começaram a depredar os estabelecimentos comerciais cujos donos fossem alemães, japoneses ou italianos.
Antes de eminência de sérios conflitos, algumas casas comerciais fechavam suas portas e nós, estudantes, éramos dispensados pelos diretores dos colégios, com recomendações expressas para nos dirigirmos as resistências e não ficarmos nas ruas. O que quase ninguém fazia, tal a nossa curiosidade em testemunhar aqueles atos de represália e que tanto aguçaram nosso patriotismo ferido já em tantos ocasiões..
Esse episódio ficou conhecido no Recife como “o quebra-quebra”, sendo inúmeras as casas depredadas, algumas por puro vandalismo, sacudindo-se, pelas suas portas e janelas, sofisticadas máquinas de escrever, dispendiosas máquinas fotográficas e outros utensílios que se quebravam nas calçadas, onde eram, ainda, pisoteadas pela multidão enfurecida; noutras, havia a evidente finalidade do saque, pessoas carregando consigo pares de sapatos, canetas Parker e armações de óculos, principalmente daquelas que estavam tão em moda, a dos belos e vistosos óculos Ray-Ban.
Alguns, os que participaram daquele movimento por motivos apenas patrióticos, visando pura e simplesmente a indenização dos nossos navios, lançavam material obtido nos postos de recolhimento, aumentando cada vez mais as “pirâmides” que iriam contribuir para o soerguimento da nossa Marinha.
Vi pessoalmente – quando, após as aulas do Liceu Pernambucano, eu me dirigia para a Soledade2, para pegar o bondinho da Tramways – uma turba incontrolável a invadir o prédio da Fretelli Vita, na Soledade, a depredá-lo, a lançar pedras (uma delas quebrando seu velho e bonito relógio, o nosso Big Bem, que diariamente nos advertia quanto ao horário de chegada no colégio), e lembro-me até que, numa de suas janelas, um provável funcionário balançava uma enorme bandeira brasileira, como a dizer que aquela era uma empresa, apesar de sua origem italiana, de pessoas que nada tinham a ver com a guerra e que contribuíam, talvez mais do que muitos brasileiros, para o progresso de nossa cidade e que, como tal, deveria ser preservada.
Na Sorveteria Gemba, na Praça Joaquina Nabuco, soubéramos depois, lançaram-se gás sulfúrico e depredaram-se suas instalações, o que obrigou a permanecer fechada por um longo período. Depredações semelhantes sofreram a Casa Vanthuil, a Herman Stoltz (na Marquês de Olinda quase em frente a associação comercial), o Regulador da Marinha, a Gino Luchesi, a Joalharia Louvre, a Sloper, a Casa Lohner e tantas outras, saindo os invasores, segundo testemunhas oculares com caixas e mais caixas de sapatos e com uma quantidade tal de canetas, relógios e armações de óculos que daria para abastecer várias lojas por anos a fio…
Os populares, exaltados, se dirigiam para a Praça de República, onde, da sacada do Palácio, o interventor Agamenon Magalhães dizia palavras (“prefiro erra com o povo a acertar sem ele”) que eram interpretadas como de apoio ao movimento popular e eram acolhidas com aplausos, ensurdecedores. Na pracinha do Diário usariam da palavra, entre outros, o professor Luiz de Goes, Edgar Fernandes, Potiguar Matos, do curso pré-jurídico, o professor Barreto Campelo, da Faculdade de Direito, e Thomas Édison, Faculdade de Medicina. Cantando o Hino Nacional e o Hino de Pernambuco, exibindo bandeiras brasileiras e carregando objetos recolhidos nas lojas depredadas, os populares se dirigiam, pela (rua) Princesa Izabel, para a Faculdade de Direito, onde ainda falaria outros oradores.
1. Não foi encontrado por esse BLOG qualquer outra fonte que afirme que chegaram a Recife botes com sobreviventes do Baependi. Os sobreviventes chegaram à região do Mosqueiro e Areia Branca no Estado de Sergipe, conforme depoimento do Capitão Lauro Moutinho dos Reis, um dos militares sobreviventes do naufrágio.
2. Rua da Soledade – No bairro da Boa Vista – Recife. Uma das mais tradicionais da cidade
Extraído do Livro: Recife e Segunda Guerra Mundial – Rostand Paraíso – Comunicarte, 1995 – Recife-PE.
Os Combatentes pela FEB de HOJE – Tenente R1 Messias
Quanto soldados são necessários para fazer um grupo de combate? Dependendo do tipo de soldado, diria UM, depende do nível de instrução, dedicação, capacidade e, principalmente o nível operacional do soldado, e se o soldado é de elite pode dar a missão que ele vai e cumpre! Se for um Tenente será um exímio comandante de pelotão ou de companhia. O Tenente R1 Sílvio Mário Messias, a primeira vista, pode-se ter uma visão diferente dele, mas basta apenas ouvi-lo discursar por míseros 30 segundos para a visão mudar 360 graus. Perceber o valor cultural desse oficial! Homem de eloquência reconhecida, para tanto foi escolhido pelo General Benzi Comandante Militar do Nordeste para ser o Mestre de Cerimônia de todas as atividades do CMNE. Felizmente esse grande soldado, é um multitarefa! Pois desempenha as funções de consultor jurídico da associação, além de ser um relações públicas entre a ANVFEB-PE e as Unidades Militares, e por achar pouco é membro Confraria das Comunicações do 4º Batalhão de Comunicações. Ufa!
Um detalhe, o Tenente R1 Sílvio Mário Messias de Oliveira é cadeirante. Mas isso tem alguma importância?
Fotos & Detalhes Históricos – Especial FEB – Parte II
Continuamos a segunda parte da série Fotos e detalhes históricos – Especial FEB. Publicaremos outra rodada posteriormente. Tudo com o objetivo de manter viva a chama febiana!
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A Cobra Segue Fumando!!
Os Veteranos da FEB e os Combatentes pela FEB de HOJE
Vários artigos e livros já foram publicados sobre o esquecimento dos nossos soldados após a Segunda Guerra Mundial. Embora ainda haja muito para se falar sobre a falta de identidade histórica dos brasileiros, gostaríamos hoje de dissertar sobre o outro lado da moeda. Sim ela existe!
Enquanto pensamos que nosso passado está jogado ao poço profundo do esquecimento, há de forma quase velada, verdadeiros guerreiros que lutam uma batalha injusta contra esse inimigo voraz: o esquecimento. Nesta batalha muitas vezes perdem terreno, outras vezes avançam sobre o inimigo, mas nunca deixam de guerrear.
Nos últimos meses tivemos o prazer de compartilhar e acompanhar as batalhas de alguns desses bravos soldados, e por uma questão de justiça, quero nominar alguns deles.
O melhor soldado no campo de batalha é aquele que luta pelo que acredita, e o senhor Rigoberto Júnior é um desses soldados. Não luta pelo o que não conhece, luta pelo o que tem conhecimento de causa. É um ávido leitor da FEB, e se não é um historiador acadêmico, o é na prática. Secretário da ANVFEB-PE Rigoberto, como já afirmamos em outro artigo, é o Braço Operacional da associação. Mas ele é muito mais que isso! Também é zeloso e cuidadoso com os próprios veteranos; preocupado com a saúde de cada veterano, com deslocamentos, alimentação, acomodação e/ou qualquer coisa que esteja relacionado ao bem estar dos nossos guerreiros. Leva sobre seus ombros a responsabilidade de cuidar de tão honrosa tropa!
Sargento Alessandro dos Santos é a cara do Exército Brasileiro moderno. O Santos é Mestre em História e sua tese: “A Reintegração social dos Ex-Combatentes da Força Expedicionária Brasileira (1946-1988)”, não é apenas uma dissertação de mestrado, mas um “grito” para os que ainda insistem em ignorar a história de vida dos membros da FEB antes, durante e depois do conflito. E Santos o fez com a maestria acadêmica que em nada deixa a desejar para uma publicação literária de primeira linha.
Sargento Bruno Ribeiro é um entusiasta e estudioso da FEB. Trocando algumas palavras percebemos imediatamente a vibração de um soldado que vestiu a farda, colocou a faca nos dentes e encara o inimigo de frente, mesmo sendo de artilharia, luta como um infante. Licenciando em História, tem objetivos claros para a FEB e, a partir deles, teremos uma produção acadêmica de qualidade. Melhor que isso, teremos um professor comprometido com a divulgação das ações da Força Expedicionária Brasileira nos campos da Itália e um especialista nas operações de u-boots no atlântico sul, quer mais?
Obviamente ainda há alguns nomes que irei citar, como a do Coronel Lima Gil comandante do 7º GAC e a do Major Adler Comandante da 14ª Bateria de Artilharia Antiaérea, esses oficiais têm um compromisso histórico no comando de suas unidades que, diga-se de passagem, unidades com um rico passado, reforçando para a tropa o sentido da importância de se reverenciar os sacrifícios de homens para com a sua pátria.
E para encerrar, vou citar o Tenente-Coronel Monteiro, mesmo com pouco contato, já é fácil perceber a enorme contribuição desse oficial nas atividades da associação. Com isso presta um grande serviço, não aos integrantes da FEB, mas a memória do povo pernambucano, e se torna um oásis de reconhecimento no enorme deserto de esquecimento. Deserto esse que é nosso maior inimigo.
A todos os meus sinceros agradecimentos!
Fotos & Detalhes Históricos – Especial FEB
Com muito prazer o blog foi autorizado pela ANVFEB – Seccional Pernambuco, a publicar um material exclusivo do acervo pessoal do Secretário Rigoberto Júnior, que tem de forma muito peculiar, contribuído para preservação histórica da Força Expedicionária Brasileira. Aproveitamos para ratificar o compromisso que temos com a luta pelo reconhecimento histórico dos mais de 20 mil brasileiros deslocados para os campos de batalhas italianos. Dos que tombaram em combate: lutamos ferozmente pela sua memória; dos que morreram esquecidos pelo seu povo anos depois da guerra: lutamos pelo seu reconhecimento; e os que ainda estão vivos: nos orgulhamos e reverenciamos.
Nesse 07 de Setembro possamos refletir não apenas sobre nossa independência, mas principalmente sobre a ignorância latente que insiste em cercar muitos brasileiros.
As Imagens aqui postadas são de Reprodução Proibida! Fazem parte de um acervo pessoal. Qualquer cópia sem a autorização dos seus proprietários estará sujeito às sanções previstas em lei
Crônicas de Amor Durante a Segunda Guerra
Quando os pesquisadores estudam a história da Segunda Guerra, muitas vezes realizam uma dissertação profunda sobre os aspectos políticos, econômicos e sociais dos países envolvidos no conflito, mas outras vezes ignoram o mais básico elemento de interpretação histórica, o homem!
É muito comum ver e ouvir jovens menosprezando ou ignorando os feitos dos mais de 20 mil homens que integraram a Força Expedicionária Brasileira e que lutaram nos campos de batalhas italianos. Cada integrante dessa tropa, ainda vivo nos dias atuais, é um poço inesgotável de história oral. Esse elemento tão importante na concepção da chamada Nova História tem, em cada pracinha espalhado pelas associações de ex-combatentes da FEB, uma enciclopédia viva dos acontecimentos da Segunda Guerra.
Uma dessas histórias é de um tal João, nome tão comum entre os brasileiros quanto os da Silva. Esse ex-combatente paraibano que tem por nome de batismo João Batista da Silva, foi para Itália como voluntário combater um inimigo que ele não conhecia, sem imaginava o que lhe esperava.
Depois de algum tempo na Itália, João certa vez encontrou uma jovem italiana que cruzava o acampamento brasileiro, e perguntou se ela conhecia alguém que costurasse. A jovem então o levou até sua casa e apresentou-lhe a mãe viúva. João logo fez amizade e conheceu a família e dentre as filhas da senhora costureira estava Rita Cei, a jovem que conquistou o coração do soldado brasileiro.
Algum tempo depois João pediu a Rita em casamento, ali mesmo na Itália, com as tropas prestes a retornarem ao Brasil. A família italiana inicialmente mostrou resistência, pois João não tinha família e eles não conheciam o Brasil. Com alguma resistência resolvem aceitar a união, contudo ao se dirigir ao padre o mesmo não autorizou o casamento, tendo em vista o pouco tempo para tramitar a papelada. João decidido a não desistir, viajou até Livorno para buscar o aceite do Bispo, que vendo o empenho do brasileiro autorizou o casório.
Após uma cerimônia simples, João e Rita tiveram pouco tempo para desfrutar as bodas, pois uma semana depois o jovem soldado retornou com o contingente brasileiro para o Rio de Janeiro, mas não antes de planejar o encontro com sua esposa italiana, a fim de consolidarem a vida em comum. Rita ainda tinha um árduo caminho a fazer, pois juntamente com outras italianas casadas com soldados brasileiros, portanto a história do soldado João e da italiana Rita não foi isolada, pedalou 8 horas de bicicleta até a cidade de Livorno para a embaixada brasileira solicitar um visto de permanência.
No final os dois se encontram no Rio de Janeiro. João licenciado do exército e com dificuldades para encontrar emprego se desloca para o Recife, na expectativa de sustentar sua família. Com o passar dos anos João e Rita se firmam e já com um filho vivem um vida tranquila e cheio de história para contar aos seus netos.
Essa é uma história real de pessoas que viram a guerra e as dificuldades provenientes dela.
Valorizemos as pessoas que viveram algo tão surreal para a juventude atual.
7º GAC – Reverencia a Memória das Vítimas do Baependi e Itagiba
Na última quarta-feira (31/08) tivemos a honra de estar presente a cerimônia alusiva ao afundamento dos navios Baependi e Itagiba. Essa solenidade que é realizado pelo 7º Grupo de Artilharia de Campanha (7º GAC) – Regimento Olinda, com objetivo da preservação da memória histórica do trágico incidente que tirou a vida de 153 militares em deslocamento que iriam compor o 7º Grupo de Artilharia de Dorso (7º GADo), e viria a ser denominado posteriormente 7º GAC.
O Coronel Lima Gil atual comandante da unidade, conduziu os detalhes cerimoniais com o primor tal, que deu a todos os participantes a ideia exata do verdadeiro espírito histórico que marcou de forma tão trágica essa importante unidade. As tropas do Exército e da Marinha que estavam em forma reverenciaram a memória do Major Landerico de Albuquerque Lima vítima do ataque do U-507 e que iria ser o primeiro comandante do 7º GADo.
O ápice da formatura foi o momento em que o Gen Div Marcelo Flávio Oliveira Aguiar comandante da 7ª Região Militar e o Gen Bda Manoel Lopes de Lima Neto comandante da 10ª Brigada de Infantaria Motorizada, juntamente com o Coronel Lima Gil comandante do Regimento Olinda e o Major Adler Moura comandante da 14ª Bateria de Artilharia Antiaérea, além do Major Archias Alves Presidente da Associação Nacional de Veteranos da FEB, depositaram uma coroa de flores no Busto do Major Landerico.
Com a presença das autoridades civis e militares, a cerimônia teve o desfile da tropa e um coquetel servido posteriormente.
A Ligação com a FEB
Durante o coquetel foi presenteando a ANVFEB-PE um quadro belíssimo de autoria da Sra. Adriana Sueli Munck Gil, esposa do comandante Lima Gil. A obra de arte exibe a fachada do Regimento e possui a inscrição com os nomes dos navios torpedeados, simbolizando o elo entre a Força Expedicionária Brasileira e o Regimento Olinda. O Major Archias Alves, atual presidente da ANVFEB-PE, recebeu o quadro em nome da associação.
Podemos nos orgulhar de ter no seio de nossa sociedade, autoridades civis e militares que se preocupam com a consciência histórica, deixando esse legado de exaltação para as próximas gerações os exemplos de sacrifício de pessoas como o Major Landerico que simbolizam a mudança de postura brasileira frente à imposição firme da beligerância e que culminou com nossos pracinhas a defenderem os ideais de liberdade, fazendo jus aos nossos antepassados.
A todos os militares que fazem parte do 7º Grupo de Artilharia de Campanha e da 14ª Bateria de Artilharia Antiarea os nossos sinceros agradecimentos.
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ALUSIVO DA CERIMÔNIA DE AFUNDAMENTO DOS NAVIOS BAEPENDI E ITAGIBA
De 1939 a 1945, o mundo viveu uma das mais sangrentas páginas de sua história: a 2ª Guerra Mundial. Este conflito bélico que inicialmente atingiu as nações européias aos poucos foi se alastrando para outras partes do planeta atingindo nosso país no ano de 1942.
O Ministério da Guerra acompanhando os acontecimentos que se desenrolavam em continente europeu, decidiu instalar na década de 40 a 7ª região Militar e dentre as Unidades mandadas construir para compor aquele Grande Comando estava o 7º Grupo de Artilharia de Dorso (7º GADo), precursor do 7º Grupo de Artilharia de Campanha – Regimento Olinda. A construção da Unidade foi iniciada em 7 de junho de 1941 neste aquartelamento onde se encontra atualmente localizada, e sua ocupação iniciou-se em 1º de junho do ano seguinte.
O Brasil havia inicialmente declarado sua neutralidade em relação ao conflito, no entanto após o ataque japonês à base naval americana de Pearl Harbor é realizada no Rio de Janeiro a 3a Reunião de Chanceleres das Repúblicas Americanas, presidida pelo Ministro de Relações Exteriores do Brasil Osvaldo Aranha, quando foi aprovada a resolução nº 15 onde constava a intenção de apoiar qualquer país do continente que fosse atacado e se envolvesse no conflito e que levou o Brasil a romper relações diplomáticas com os países do Eixo em 28 de janeiro de 1942. Desta forma, nosso país intensificou as relações comerciais com Estados Unidos enviando matérias primas para a nação estadunidense através de sua frota de navios mercantes.
O Brasil se envolve definitivamente no conflito quando esta frota de navios que realizava o comércio de mercadorias para os Estados Unidos começa a ser atacada por submarinos alemães na região do Mar do Caribe. Sentindo a necessidade de diminuir ainda mais a capacidade logística dos Aliados, a Alemanha de Hitler amplia estes ataques para a costa brasileira no mês de maio de 1942.
Iniciada a ocupação do 7º GADo em junho de 1942, a maior parte de sua guarnição é transferida do Rio de janeiro para Olinda em agosto do mesmo ano embarcada nos navios mercantes Baependi e Itagiba. Nas noites de 15 e 17 de agosto os dois navios são afundados pelo submarino alemão U-507, acarretando a morte de 326 (trezentas e vinte e seis) pessoas, dentre elas 153 (cento e cinqüenta e três) militares que comporiam o efetivo do 7º Grupo de Artilharia de Dorso, inclusive o seu Comandante o Maj Art LANDERICO DE ALBUQUERQUE LIMA.
O afundamento destes navios ocasionou uma comoção nacional que desencadeou uma série de protestos de norte a sul do país contra o ataque covarde que sofrera a frota mercante brasileira em litoral nordestino. Atendendo ao clamor popular e à necessidade de responder à altura a agressão sofrida pelo país, o Governo Brasileiro declara guerra ao Eixo em 31 de agosto de 1942.
Em janeiro de 1943, o presidente dos Estados Unidos da América, Franklin Roosevelt e o primeiro ministro inglês, Winston Churchill se reúnem em Casablanca para discutir, entre outros assuntos, a estratégia para combater os ataques dos submarinos alemães. Ao final desta Conferencia, o presidente americano desloca-se para Natal-RN onde se encontra com o presidente brasileiro Getúlio Vargas e acertam o envio de tropas brasileiras para o front europeu.
Fruto da estratégia traçada em Casablanca são afundados diversos submarinos alemães, dentre eles o U-507, do Capitão de Corveta Harro Schacht, responsável pelo torpedeamento do Baependi e do Itagiba. Em 13 de janeiro de 1943, partindo da Base Aérea de Parnamirim, um avião Catalina da Marinha dos Estados Unidos bombardeou o U-507 que afundou levando para o fundo do litoral cearense seus 54 (cinqüenta e quatro) tripulantes.
A entrada do Brasil na II Guerra Mundial proporcionou ao país o envio de 25.334 (vinte e cinco mil trezentos e trinta e quatro) homens e mulheres da Força Expedicionária Brasileira que lutaram ao lado das Forças Aliadas para libertação do mundo do jugo nazifascista e que muito contribuíram para o desenvolvimento da democracia no nosso Brasil.
No dia em que se completam 69 (sessenta e nove) anos da entrada do Brasil na II Guerra Mundial, homenageamos os mártires do Baependi e do Itagiba, 153 (cento e cinqüenta e três) militares que se deslocavam do Rio de Janeiro para Olinda para cumprir seu dever de defender a Pátria e que terminaram vítimas de uma estratégia equivocada da qual não lhes foi dada sequer a oportunidade de se defender, uma vez que se deslocavam em navios mercantes, sem qualquer meio de defesa e na escuridão da noite daquele mês de agosto.
Homenageamos também os nossos pracinhas, que se deslocaram do Brasil para a Itália, para defender a honra, a soberania e os valores de liberdade e democracia de nossa Pátria. Esses homens e mulheres que deixaram suas famílias para que tivéssemos um Brasil melhor, livre da opressão nazifascista e que contribuíram decisivamente para a manutenção da paz em nosso território, criando as melhores condições para que, nos dias de hoje, o Brasil esteja entre as maiores potências do mundo.
Aos militares falecidos nos afundamentos do Baependi e do Itagiba fica para sempre o nosso reconhecimento e gratidão na certeza de que o sacrifício daqueles soldados e de todos os integrantes da Força Expedicionária Brasileira servirá para sempre como exemplo da capacidade de todos nós brasileiros de lutarmos pela defesa de nossos valores, de nossa soberania, de nossa liberdade e de nossa Pátria Brasil.
Olinda, 31 de agosto de 2011
ERNESTO DE LIMA GIL – Cel
Comandante do 7º GAC
Fonte: http://www.7gac.eb.mil.br/





































































































































































































