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Guerra da Criméia – O Grande Ensaio para o Século XX
Roger Fenton na série de fotos da Guerra da Criméia é a primeira tentativa histórica para retratar uma campanha de guerra com a ajuda da mágica nova foto mídia, então ainda em seus primeiros estágios. Enviado como um substituto para Nicklin Richard, um fotógrafo civil, que desapareceu no mar, juntamente com seus assistentes, fotografias e equipamentos, quando o navio afundou durante o furacão que ficou preso no porto de Balaklava em 14 de novembro de 1854. Fenton permaneceu de março a junho 1855 na Criméia como fotógrafo oficial de campanha, paga pelo governo britânico, registrando participantes e paisagens para a posteridade. Nesses registros nunca conseguiu capturar batalhas, explosões, devastações, feridas, sangue e lágrimas, em parte devido às limitações das técnicas fotográficas da época, mas também por causa do desejo oficial de glamourizar a guerra e deslocar a atenção do público para longe do governo e má administração militar, como ficou conhecida a campanha da Criméia. No entanto descrições textuais, desenhos ou pinturas não seriam capazes de superar o realismo da foto de Fenton em Sebastopol sitiada; principais portos aliados no Kamiesh e Balaclava; baterias de morteiro, trens de campo, campos e a vida cotidiana dos acampamentos; retratos de líderes lendários aliados : Lord Raglan, Lord George Page, Pennefather, Sir John Brown, Sir Colin Campbell, comandante da “Linha Vermelha”; francês Maréchal Pélissier, General Bosquet, “sobrinho do tio-avô” Prince Napoleão; turco Ismail Pacha e Omar Pacha; oficiais dos regimentos de guardas, highlanders colorido e zuavos, sargentos, soldados, serventes, reverendos, Comissários Reais, engenheiros ferroviários, seguidores de acampamento, trabalhadores, colegas artistas, correspondentes de guerra civil e viajantes. Com o fim da Guerra da Criméia, foi bastante modesto o interesse do público pelas fotos de Fenton que rapidamente desapareceu, em 1862 ele deixou a fotografia, morrendo alguns anos depois, financeiramente quebrado e quase esquecido. Em nossos dias, no entanto, os historiadores reconhecem unanimemente realizações notáveis de Fenton não só por seu olhar aguçado artístico e o papel seminal em estabelecer a fotografia como um esforço artístico, mas também honrá-lo como um dos primeiros fotógrafos de guerra profissional. (LC significa Library of Congress, cópias & Divisão de Fotografias).
Nota do Blog:
O que impressiona é que essa mesma região, tão castiga e de povo tão sofrido no início da segunda metade do século XIX, ainda encontrará tormentos incomensuráveis tanto no avanço alemão em julho de 1942 e no avanço soviético em maio de 1944. Tratando de história contemporânea há um capítulo especial para a região e, mais especificamente para seu povo.
Na cidade de Recife foi inaugurado ainda no século XIX um observatório astronômico chamado de Torre de Malakoff, graças a Torre fortificada de Malakoff na heróica defesa Sebastopol durante a Guerra da Criméia.
As Fotos aqui postadas são de propriedade da (LC – Library of Congress, cópias & Divisão de Fotografias).
- O vale da sombra da morte. Estrada de terra em barranco dispersos com balas de canhão. LC-USZC4-9217. Uma das fotos mais famosas da campanha da Criméia.
- Visão distante de Sebastopol olhando para o porto Dockyard com o Mamelon & Torre de Malakoff. As linhas de bateria de Gordon a meia distância. Malakoff, a fortificação russa principal, apenas para a direita do centro. LC-USZC4-924
- isão distante de Sevastopol da frente do monte Cathcart. LC-USZC4-9260
- Sebastopol de frente do Vale Cathcart. LC-USZC4-9261
- ebastopol com o, Redan Malakoff & Mamelon, principal fortificações russas. Coronel Shadforth sentado em primeiro plano. LC-USZC4-9279
- Sebastopol com o, Redan Malakoff & Mamelon. LC-USZC4-9212
- Sebastopol com o, Redan Malakoff & Mamelon. LC-USZC4-9214
- cemitério do Vale Cathcart – a Casa Picquet, Reduto Victoria e a Redoubt des Anglais à distância. LC-USZC4-9280
- Os túmulos dos generais na Colina Cathcart: um homem de pé no túmulo de general de brigada Thomas Leigh Goldie, que foi morto em combate na Batalha de Inkerman. LC-USZC4-9222
- O cemitério, Redoubt des Anglais e Inkerman à distância. LC-USZC4-9281
- O Mamelon & Malakof de frente das baterias de morteiro. LC-USZC4-9346
- Olhando para campo de Balaclava, turcos na distância para a direita. LC-USZC4-9274
- Baia Cossack, Balaklava. Um edifício ao lado que é uma pilha de cestas e segurando uma caneta com cavalos no local de desembarque no cais do gado com vários navios na doca no porto Balaklava, também tendas ao pé da água e da paisagem das colinas ao fundo. LC-USZC4-9205
- Porto Balaklava , o cais de gado. LC-USZC4-9188
- Vista da Balaklava do topo do monte Guard. Porto com acampamentos e barracas em primeiro plano, os navios no porto e, em uma colina no fundo, as ruínas de um antigo castelo genovês. LC-USZC4-9353
- Uma visão geral de Balaclava, a casa do Comandante em primeiro plano. Balaklava olhando para o mar mostrando a vista geral da paisagem e edifícios com a atrás da qual, à direita, é o cais de material bélico e do porto com uma linha de navios recuados até a meia distância, e no canto superior esquerdo, os restos do castelo genovês empoleirado nas colinas da linha do porto. LC-USZC4-9142
- O Castelo genovês na Balaklava , de cima do pier do castelo. LC-USZC4-9116
- Ver as linhas de Balaclava do Morro da Guarda; Colina Canrobert na distância. LC-USZC4-9144
- Homens sentados próximo a ferrovia em construção ao lado do porto Balaklava . Local de desembarque, lojas ferroviária, Balaklava, olhando para o porto. LC-USZC4-9145
- Local de desembarque, LC-USZC4-9141
- Balaklava, do Morro do Guard. LC-USZC4-9168
- Vista da Balaklava, do acampamento da Guarda Fusilier. LC-USZC4-9151
- Visão geral das linhas de Balaclava do Morro da Guarda, Vale Canrobert na distância, o siroco soprando. LC-USZC4-9197
- Vista geral de Balaklava, o hospital à direita. LC-USZC4-9198
- A cidade de Balaklava. LC-USZC4-9211
Recife – Sua História Contada em Fotos
No local onde o Recife nasceu, justamente na cabeceira da Ponte construída pelo conde flamengo, e que recebera seu nome, Ponte Maurício de Nassau, existia o Arco da Conceição que era o Portão de Entrada da cidade, foi demolida 1913, por exigências do trânsito
O Arco da Conceição foi considerada por muitos anos o Portão de Entrada da cidade, já que ficava na Ilha do Recife e o acesso ao continente se daria pela Ponte Maurício de Nassau, uma outra alternativa até o final do século XIX de chegar, por exemplo, a Olinda era pegar um pequeno barco que transportava as pessoas da pequena faixa de terra que ligava a praia próxima ao Forte Brum com a vilarejo chamado de Santo Amaro das Salinas, atualmente essa região está os depósitos do Porto do Recife.
Na cabeceira da ponte encontramos o seguinte texto: Na entrada desta ponte, a primeira feita no Brasil e levantada neste local por Maurício de Nassau, o fundador da cidade, existiu o arco da Conceição, com uma das portas que se fechava, edificada em 1645 e demolida em 1913, por exigência do trânsito.
Leia novamente: “Exigência do Trânsito em 1913“, que coisa…
Arco de Santo Antônio ficava na cabeceira oposta da Ponte Maurício de Nassau, ou seja, o viajante que chegasse ao Porto do Recife, passava primeiramente pelo Arco da Conceição e, do outro lado, pelo Arco de Santo Antônio, que diga-se de passagem, deu nome ao bairro de Santo Antônio, que também é uma ilha.
A foto data de 1875 e é uma das primeiras fotografias do Recife. O porto do recife era onde a saúde econômica da província se sustentava, e muitas das revoltas e guerras iniciaram e terminaram aqui. Contudo onde a localização do porto como é conhecida hoje não é total, o porto se estendia até a margem oposta do Capibaribe, onde foi edificada no início do século XX uma ponte giratória, e os navios veleiros e embarcações à vela entravam até a embocadura do Rio Capibaribe, até e lá desembarcavam passageiros e cargas, onde hoje é as proximidades do Grande Hotel, atual Fórum Judiciário.
Nessa foto é possível ver ao fundo o Grande Hotel, foi considerado no início do século o mais luxuoso hotel da cidade, o mesmo dispunha de cassinos e jogatinas, e era frenquentado pela Elite pernambucana. Entre as personalidades se hospedou está o então presidente francês Charlles De Gaulle, o presidente americano Eisenhower.
Vista do Porto no Rio Capibaribe
A Torre de Malakoff foi batizada com o nome de uma das torres da fortaleza de Sebastopol, durante a guerra da Criméia (1853-1855), a torre construída pela província de Pernambuco para ser observatório astronômico, e assim foi inaugurado o primeiro da América latina. Observa-se nesse foto ao fundo os Arcos da Ponte Maurício de Nassau (Conceição e Santo Antônio).
Vista Aérea da Ilha do Recife (Recife Antigo), e ao lado a Ilha de Santo Antônio.
A ponte Giratória foi construída como parte de um plano de modernização da Ilha do Recife para se transformar em um polo de desenvolvimento regional. O projeto iniciou em 1918, e chegou a demolir 65% das construções do bairro sob o governo de Dantas Barreto. A ponte foi inaugurada em 1922 e atualmente só há os pilares originais e serve de sustentação para a atual passagem.
O Shopping Paço da Alfândega não era um shopping nem mesmo uma alfandêga quando foi construído, ele foi inaugurado em 1732 como um Convento Camerlita e no século XIX passou a ser alfândega.
A ponte Maxambomba era uma ponte ferroviária que era usado por três de transporte de passageiros, esses passageiros pegavam o trem (chamada de Maxambomba), na rua do Sol, em frente ao atual prédio do MPPE com destino para a várzea. A ponte deu lugar a Ponte Duarte Coelho, do lado esquerdo da foto observa-se a igrejinha dos ingleses, onde atualmente encontra-se o cinema São Luiz, nessa época (início do século XX), ainda não existia a Av. Conde da Boa Vista, que era apenas a rua Conde da Boa Vista e sua extensão só chegava até onde atualmente é a faculdade Fafire.
Vamos postar outras história…




































