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Missão Militar Brasileira na Alemanha Nazista
Quando estudamos o envolvimento do Brasil na Segunda Guerra Mundial sempre registramos as reticências do governo varguista na decisão de apoiar um ou outro país na guerra. Ideologicamente muitos mais próximo dos governos totalitários, aumentou gradativamente as relações comerciais e políticas entre os países do Eixo. A Alemanha era o parceiro preferencial desde 1935, quando o governo nazista passou a realizar troca de produtos agrícolas por industrializados, e esse comércio não parou até o rompimento das relações diplomáticas em 1942.
Um destaque muito importante e pouco lembrando é a Missão Militar Brasileira enviada a Alemanha Nazista em 1938, que seria uma cooperação militar em diversas áreas e, principalmente, para a aquisição de material bélico para reestruturação das Forças Armadas Brasileiras. A MMB na Alemanha iniciou conversas a partir de março de 1938 com o objetivo de analisar a compra peças de artilharia da empresa Krupp. No segundo semestre de 1940, a Comissão, chefiada pelo Coronel de Artilharia Anor Teixeira dos Santos, visitou a cidade de Essen para viabilizar a aquisição.
A Comissão visitou várias fábricas pela Alemanha e fechou acordos comerciais e compras de material bélico. Até que em 1942 se deu o rompimento das relações diplomáticas entre o Brasil e a Alemanha e Comissão foi enviada de volta ao país.
Uma curiosidade é que o objetivo de reestruturação das Forças Armadas visava a defesa da fronteira sul, mais especificamente a Argentina como um inimigo a se combater.
Fonte: do Excelente site sixtant.net
Wehrmacht : Da Glória da Vitória a Humilhação da Derrota
Em 1939, quando eclodiu a Segunda Guerra Mundial, o mundo estava prestes a testemunhar uma força militar jamais vista até aquele momento. As Forças Armadas da Alemanha estavam preparadas para confirmar uma teoria de combate que permitira vitórias esmagadoras sobre nações, que ainda tinham o pensamento combativo fincado nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial.
A Wehrmacht foi uma máquina de guerra incomparável até 1943, quando Stalingrado provou que não existe Exército invencível. Depois desta batalha, a Alemanha jamais tomou a ofensiva.
Em 1945 o Exército do III Reich não era nem sobre do que fora anos antes. Milhões de vidas foram perdidas, excelentes soldados tinham perecidos nas campanhas e a Wehrmacht contava com garotos de 12 e 13 anos de idade em suas fileiras.
Quando derrotado, o soldado alemã mantinha a disciplina, marchava em forma sem qualquer tipo de rebeldia. Eles estavam cansados, eles só queriam voltar pra casa.
Serie: Causos de Brasileiros na Segunda Guerra Mundial – Parte II
A pedidos. Vamos mais um vez contar alguns “causos” dos nossos pracinhas. Desta vez, fiz questão de incluir alguns casos que os pracinhas da Regional Pernambuco nos relataram através de depoimento. Alguns casos eu preservo os nomes já que o teor é um pouco…digamos…Forte!
Jeitinho Brasileiro
Quando a 10ª Divisão de Montanha se instalou próximo ao acampamento brasileiro, os nossos pracinhas começaram a sentir a falta de vários objetos de uso pessoal, uniformes e mantimentos. Então os soldados se reuniram e foram falar com o Comandante de Companhia, este, ouvindo as queixas prometeu entrar em contato com o pessoal da 10ª Divisão.
Então lá vai o Capitão brasileiro falar com o Capitão americano sobre os pequenos “desaparecimentos”.
O americano escutou atentamente as ponderações do brasileiro e no final, disse que não iria se preocupar com esse tipo de problema, que estava em zona de guerra, e que, para ele, isso era normal e não deveria ser uma censura para seus homens.
Retornando, o Comandante brasileiro reúne sua Companhia e diz o seguinte:
– Pessoal! Está tudo liberado! Nem o comando americano e nem o brasileiro irão punir qualquer tipo de conduta em relação aos furtos que acontecem entre nossas Unidades.
Algumas semanas depois o Capitão americano pede para falar com o brasileiro.
Pede desculpas pelo mal entendido e leva-o até o pátio onde há três caminhões carregados de todo tipo de objetos pessoais e mais outras coisas. E fala o seguinte:
– Entendemos que erramos quando não nos preocupamos com essa conduta, creio que essa carga supre todo o material desaparecido de sua tropa…Agora, veja se consegue restituir os 05 caminhões, 8 jeeps e um tanque da nossa Companhia.
Da noite para o dia as Companhias brasileiras apareciam com novos veículos com o Cruzeiro do Sul desenhado e tudo, inclusive alguns pracinhas juravam que tinham chegado do Rio de Janeiro de navio com eles desde o início da guerra.
Senha? P…Nenhuma!
O Comando americano sempre enviava senhas e contrassenhas em inglês, e o comando brasileiro, em operações em conjunto, tinha que manter as senhas. Na prática o pracinha não queria saber de senha, que passava a ser os xingamentos.
Conta o sargento Rigoberto do 2º Batalhão do 11º RI, Companhia anti-carros, que posteriormente foi revertida em companhia de fuzileiros. Estava em uma patrulha para detectar um corte na linha de transmissão da companhia. No caminho acabou chegando em uma casinha, e se instalou por alguns instante ali. Quando viu um grupamento se aproximando, um dos soldados gritou – quem vem lá? A resposta veio da seguinte forma:
– Tá me reconhecendo não Filho da p… Manda tua mãe pra cá! Seu filho da p…
Em resposta ele escuta:
– Tu num tem mãe, pois mãe que manda o filho para a guerra é melhor parir um rolo de arame farpado!
E assim nossos soldados iam se entendendo do jeito brasileiro de se comunicar!
Soldado de Engenharia que é “Pau pra toda Obra”
Certa vez o soldado Geraldo recebeu uns dias de descanso em Florença e para lá seguiu. Chegando em um Hotel administrado pelos americanos, foi longo procurando um lugar onde tivesse algumas mulheres para desfrutar suas moedas de ocupação. O militar que o acomodou informou que, para manter a integridade física da tropa, ele tinha que escolher dentre as mulheres escaladas para esse tipo de atividade e que mandaria a escalada em um horário determinado.
Chegando no horário, uma bela senhoria passou a lhe fornecer informações importantes quanto a saúde sexual e sobre a discrição do seu trabalho. Fez recomendações quanto a limpeza e a sua identificação. Depois partiram para o ato sexual.
Ao final, a jovem pediu para que ele esperasse até que viesse um soldado para ajudá-lo no asseio. Mesmo estranhando, ele esperou! Chegou um enfermeiro que iniciou um processo de “higienização” de suas partes íntimas, acompanhado de um banho com produtos farmacológicos misturados na água.
Isso o deixou impressionado e feliz pelo tratamento VIP recebido.
Esse mesmo soldado, ao voltar para sua cidade, no interior de Minas, foi recebido com direito a banda de música, discurso em praça pública ao lado do prefeito e tudo que tinha direito.
Depois das festividades, ele recebeu um convite para ir à noite ao Bordel local. Evidentemente, o nosso vigoroso pracinha não baixou a guarda.
Ao chegar no “baixo meretrício”, a dona do Bordel deixou claro que seria tudo por conta da casa, mas ele tinha que discursar. E lá vai mais um vez nosso eloquente pracinha!
Segundo o próprio, o discurso pátrio no Bordel foi tão fervoroso que no outro dia pela manhã, todos na cidade sabiam o teor do discurso do nosso soldado.
Esse é nosso Veterano “pau para toda obra!”
- Sargento Rigoberto Souza
- Grupamento do 11º RI (Acervo pessoal do Veterano Rigoberto Souza)
- Foto 3: Cb Alberides de Lima Passos – Correntes/PE
- Foto 1 : 2º Sgt Rigoberto de Souza – Pombal /PB
Exército da Alemanha na Segunda Guerra – Uma Força Nunca Antes Vista!
Esqueçam ideologia e o vazio discurso dos vencedores. Falemos de Forças Armadas no início da década de 1940; falemos do formidável Exército Alemão. Enquanto que a França importava uma quantidade estratosférica de cavalos e se vangloriava de ter os melhores pombos correios da Europa, o inimigo derruba a Polônia e entrava nos Países Baixos e Noruega com forças aerotransportadas e unidades blindadas altamente móveis; enquanto a França se entrincheirava os soldados alemães atacavam em pequenas unidades com alto poder de fogo individual. Eis um dos motivos da Alemanha ser uma referência em doutrinamento militar para os Exércitos do mundo inteiro no início do conflito. Os inimigos só puderam assistir a Blitzkrieg e tentar aprender com ela.
Claro que as consequências de um poder militar com essa a envergadura na Alemanha foi maléfico para as nações, e principalmente quando servia a propósitos ideológicos questionáveis. Mas não podemos deixar de observar a formação de uma força tão bem preparada e tal bem empregada. Um Exército nunca antes visto, e que mudou o conceito de se fazer guerra.
Vamos entender um pouco desse Exército através desses registros:
Shoichi Yokoi, o Soldado Japonês fiel!
Uma história tão peculiar como a deste soldado japonês que foi fiel como ninguém à causa. Em 24 de janeiro de 1972, dois habitantes da ilha de Guam descobriram Shoichi Yokoi, um soldado japonês que estava escondido na selva há 28 anos -desde o fim da Segunda Guerra. Yokoi estava com 56 anos, muito magro mas com um aspecto saudável e vestia um uniforme feito por ele mesmo a partir de fibras de hibisco.
Segundo divisou os dois visitantes, atacou-os com uma rede de pesca, mas conseguiram se livrar delas e capturaram Yokoi para levá-lo à delegacia de polícia.
Sua história ficou famosa em todo mundo e se converteu em um dos personagens mais famosos do Japão. Quando foi recrutado no Exército Imperial Japonês em 1941, Shoichi Yokoi foi preparado para ser alfaiate das Forças Armadas. Fazia parte da 29º Divisão de Infantaria da Manchúria até que em 1943 chegou a Guam, já com a patente de Sargento.
Em 21 de julho de 1944, na batalha que seguiu ao desembarque das tropas estadunidenses em Guam, a unidade de Shoichi Yokoi foi aniquilada. Ele foi um dos poucos sobreviventes e, disposto a não se render, refugiou-se na selva. Quando regressou para casa, explicou:
– “Os soldados japoneses aprendem que é melhor a morte à desonra de ser capturado com vida”. Assim foi dado como oficialmente morto em setembro de 1944.
Yokoi teve os conhecimentos necessários e uma força mental incrível para sobreviver na selva durante 28 anos, esperando o regresso do exército japonês. A princípio, vivia junto com outros dois soldados em um buraco que cavou na terra consolidado com paredes de bambu. Após vários meses, e dado que a comida estava acabando, os outros dois soldados decidiram ir para outro lugar, ainda que não perderam o contato entre eles. No entanto, 8 anos depois, descobriu-os mortos, provavelmente de fome.
Em 1952, Shoichi Yokoi encontrou casualmente alguns folhetos e jornais nos quais era possível ler que a guerra já tinha terminado, mas pensou que era só propaganda de guerra estadunidense e permaneceu oculto na selva.
Yokoi não foi o único a viver tantos anos na selva. Em 1960, outros dois soldados japoneses, Minagawa e Si Ito, foram encontrados e repatriados ao Japão.
Após ser repatriado, Shoichi Yokoi converteu-se em um herói nacional em seu país, e quando foi visitar seu povoado natal, sua chegada foi televisionada e milhares de japoneses aguardavam alinhados ao longo da estrada hasteando bandeiras na sua passagem.
Nosso personagem casou-se alguns meses após seu regresso, escreveu um livro sobre suas experiências em Guam, apareceu regularmente na televisão e em 1974 inclusive se candidatou ao Parlamento.
Em 1981, seu sonho tornou-se realidade e foi recebido em uma audiência com o imperador Hirohito. A reunião foi a maior honra de sua vida e declarou ao imperador:
– “Sua Majestade, regressei a casa. Lamento profundamente que não tenha podido lhe servir bem. O mundo mudou, mas minha determinação de servir ao Senhor e minha Pátria nunca mudará”.
Viveu uma vida simples o bastante para brindar-nos com uma frase como esta:
– “Não posso entender por que as cidades queimam a comida que resta. Minha família não produz lixo. Comemos cada último bocado de comida e os alimentos que já não são comestíveis são utilizadas como adubo em meu jardim”.
Shoichi Yokoi faleceu de um ataque do coração em 1997, com 82 anos, deixando uma história incrivelmente dramática a respeito da sobrevivência. Mas ainda mais impressionante que a história em si foi a sua forma de patriótica de enfrentar as adversidades:
– “Segui vivendo pelo bem do imperador e do espírito Japonês”.
- O Sargento Shoichi Yokoi
- Calçado
Fonte: http://www.mdig.com.br/
A Estação Antártica Comandante Ferraz e a Lição: Explicar a Palavra HERÓI para o país.
Nosso país nos últimos anos tem presenciado a vulgarização dessa honrosa palavra, HERÓI. Nós assistimos, estarrecidos, pessoas sem qualquer contribuição real pelo nosso país, pelo nosso povo, recebendo esse atributo em realitys shows televisivos que expressam apenas a mediocridade humana dos seus participantes. Também são desmerecidos os jogadores de futebol, artistas e cantores que não passam nenhum valor de fato para a sociedade, exceto exemplos torpes e vidas vazias, mas, que mesmo assim, são referências de “heroísmo” lardeado pela Mídia.
Infelizmente o Brasil teve uma dura lição da real utilização desse termo, vindo exatamente do lugar onde se forjam os verdadeiros Heróis, das Forças Armadas. A Marinha do Brasil tem entranhado em sua história, combatentes que deram sua vida em cumprimento da missão. Nosso país testemunhou dois casos de heroísmo que é uma AULA DO USO DO TERMO HERÓI, para que possamos, como nação, aprender que essa palavra deve ser usada estritamente nesses casos, onde um Filho brasileiro entrega sua vida gratuitamente para salvar outras, exercendo o papel para que foi formado.
Carlos Alberto Vieira Figueiredo e Roberto Lopes dos Santos colocam seus nomes no seio de nossa História, juntamente com Max Wolf e outros Heróis que morreram no cumprimento de sua missão. Devemos reverenciá-los agora e SEMPRE! Para que futuramente os jovens entendam o sacrifício desses militares, e as próximas gerações saibam o verdadeiro peso da palavra HERÓI e jamais a vulgarize novamente.
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Carlos Alberto Vieira Figueiredo nasceu em Vitória da Conquista (BA) em 1964. Ele ingressou na Marinha em 1982 e, nos 30 anos de carreira, serviu em diversas unidades militares, como supervisor eletricista. Já Roberto Lopes dos Santos nasceu em Salvador (BA), em 1966, e ingressou na Força em 1985. Veterano no Programa Antártico Brasileiro, Santos já havia trabalhado em Comandante Ferraz em duas outras ocasiões, em 2001 e 2007.
HOMENAGEM DO BLOG CHICO MIRANDA AOS VERDADEIROS HERÓIS BRASILEIRO.

























































































































































