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Archive for setembro, 2011

O Massacre de Katyn – Relatório da Wehrmacht Parte II

Segue a Segunda Parte do Relatório da Wehrmacht sobre o Massacre de Katye.

 Primeira Parte: O Massacre de Katye Relatório Alemão

 Disponibilizamos também o link da conceituada Comunidade Josef Stálin: O Massacre de Katyn  servindo de parâmetro.

Novamente deixamos claro que o relatório descrito abaixo é uma produção exclusiva do exército alemão, portanto não reflete necessariamente a opinião do blog ou é a expressão conclusiva sobre os acontecimentos ocorridos na Polônia em 1940.

 A publicação é apenas mais uma fonte de pesquisa que retrata um documento oficial do Alto Comando Alemão (OKW) sobre a morte indiscriminada da cúpula do exército polonês.

 Peço a todos bom senso e respeito nos comentários. Um bom defensor de suas ideias são aqueles que possuem autoridade da palavra sem precisar elevar o tom da argumentação.

Relatório

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Provas documentais I. Fatos A.

 

Descoberta das valas comuns: a evidência de Ludvig Voss

 

A evidência sobre a descoberta de túmulos de oficiais poloneses foi dada por Ludvig Voss, Secretário da Polícia Secreta de Campo, na presença do Juiz, Iuris Doctor Conrad, e um funcionário do gabinete Jurídico do Exército Bornemann.
Esta testemunha deu detalhes do caso e os seus dados pessoais, então explicou que sua missão consistiu em supervisionar o trabalho de exumação em Katyn e as investigações policiais.

Sua prova foi dada em 26 de abril de 1943, e a essência do que segue:

As primeiras notícias dos túmulos de Katyn fora recebidas no início de fevereiro 1943. Os jovens pinheiros plantados sobre eles foram encontrados na floresta de Katyn, em uma inspeção mais minuciosa, foi descoberto que eles foram plantados artificialmente ​​pela ação humana. Escavações preliminares realizadas durante a geada de fevereiro, mostram a existência de sepulturas em massa. Tendo em conta o frio predominante, o trabalho em grande escala não poderia ser realizado naquele momento.

Pessoas que vivem no bairro foram chamadas como testemunhas, a fim de averiguar os fatos. Em seguida, segue uma lista das testemunhas.

Por ordem especial do Alto Comando Alemão (OKW), as escavações dos túmulos foram iniciadas em 29 de março de 1943. Até agora, 600 corpos haviam sido identificados. Havia cerca de 3.000 corpos na primeira sepultura. Estimou-se que nos túmulos próximos ainda restavam aproximadamente 5.000 a 6.000 corpos.

A identificação, até agora realizada mostram além de qualquer dúvida que eles foram, quase sem exceção, corpos de oficiais do Exército polonês.

Todas as anotações nos diários e cadernos encontrados nos corpos cessaram em datas entre 06 de abril e 20 de abril de 1940.

B. Prova por testemunhas

 

Nesta fase, as palavras exatas das declarações dadas pelas testemunhas durante o seu interrogatório são gravadas.

As seguintes pessoas foram interrogadas sobre o assunto da Colina Kosogory, perto de Katyn: Kusma Godonov, Ivan Krivozertsev, Michal Shigulov.

Todos eles certificam que desde 1918 a colina já era conhecida como um lugar de execução. Foi usado para execuções no tempo do famoso “Tcheka”, que mais tarde foi substituído pelo “GPU”, e depois pela “NKVD”.

Em 1931 a área em questão foi cercada por um aquartelamento, e uma sinalização foi colocada e foram erguidas alertas para os moradores para não entrarem. De 1940 em diante, Kosogory também foi guardada por sentinelas e cães-polícia.

O relatório da Polícia de Campo alemão, datado de 10 de abril de 1943, declara que o nºs 11/08 sepulturas (um esboço foi anexado) continha os corpos de civis mortos por numerosos tiros de pistola na parte de trás da cabeça. O estado de decomposição dos corpos indicava que as execuções foram realizadas em vários momentos antes da guerra então em andamento.

As seguintes pessoas foram interrogadas sobre o assunto do transporte e assassinato de prisioneiros de guerra em 1940: Ivan Krivozertsev, Matthiew Zakharov, Gregory Silvestrov, Ivan Andreyev, Parfeon Kisselev.

Krivozertsev viu trens que chegavam todos os dias a estação ferroviária de Gniezdovo durante março e abril; [O general do acampamento Kozielsk começou no início de abril, como muitas declarações dos prisioneiros que sobreviveram e confirmam. Mais cedo, no entanto, pessoas individuais ou grupos pequenos eram freqüentemente levados, muitos deles desapareciam sem deixar rastro. Essas foram, provavelmente, o primeiro de vítimas da Floresta de Katyn assassinato em massa até março de 1940.] Eles foram compostas de três a quatro carros com grades nas janelas.

Zakharov, que estava trabalhando na estação ferroviária de Smolensk, também afirmou que trens carregados de prisioneiros de guerra estavam chegando naquele momento. Os prisioneiros foram estavam de uniformes poloneses. O transporte dos presos na direção da estação ferroviária de Gniezdovo durou 28 dias.

Silvestrov viu a vagões de trem chegando em Gniezdovo e homens com uniformes sendo conduzidos. Sua bagagem pessoal seria tirada e jogada em caminhões, enquanto os próprios presos seriam colocados em três ônibus e conduzidos para a prisão. Às vezes, o ônibus da prisão repetia a viagem entre a estação ferroviária  de Gniezdovo e a base da NKVD dez vezes por dia.
Andreyev viu trens que chegam com os prisioneiros na estação Gniezdovo nos meses de março e abril de 1940. Havia soldados poloneses nos trens, ele reconheceu-os pela forma de suas coberturas. Eles foram colocados em veículos a motor e conduzidos para Katyn.

Kisselev disse que, para quatro a cinco semanas na Primavera de 1940 prisioneiros foram levados para Kosogory em ônibus diários. De sua casa, ouviu tiros e gritos. Dizia-se que 10.000 poloneses foram mortos lá. Em 1942, vários trabalhadores polacos incorporados ao exército alemão chegaram a sua casa e pediu-lhe para mostrar-lhes o lugar onde os oficiais poloneses teriam sido sepultados, e prestar-lhe uma pá. Mais tarde, esses trabalhadores disseram-lhe que tinham encontrado os corpos de oficiais polacos.

A evidência acima, dada aqui em breve, foi publicado pelos alemães, juntamente com os relatos integrais, dados pessoais, fotografias de assinaturas e depoimentos de cada testemunha.

Guerra da Criméia – O Grande Ensaio para o Século XX

Roger Fenton na série de fotos da Guerra da Criméia é a primeira tentativa histórica para retratar uma campanha de guerra com a ajuda da mágica nova foto mídia, então ainda em seus primeiros estágios. Enviado como um substituto para Nicklin Richard, um fotógrafo civil, que desapareceu no mar, juntamente com seus assistentes, fotografias e equipamentos, quando o navio afundou durante o furacão que ficou preso no porto de Balaklava em 14 de novembro de 1854. Fenton permaneceu de março a junho 1855 na Criméia como fotógrafo oficial de campanha, paga pelo governo britânico, registrando participantes e paisagens para a posteridade. Nesses registros nunca conseguiu capturar batalhas, explosões, devastações, feridas, sangue e lágrimas, em parte devido às limitações das técnicas fotográficas da época, mas também por causa do desejo oficial de glamourizar a guerra e deslocar a atenção do público para longe do governo e má administração militar, como ficou conhecida a campanha da Criméia. No entanto descrições textuais, desenhos ou pinturas não seriam capazes de superar o realismo da foto de Fenton em Sebastopol sitiada; principais portos aliados no Kamiesh e Balaclava; baterias de morteiro, trens de campo, campos e a vida cotidiana dos acampamentos; retratos de líderes lendários aliados : Lord Raglan, Lord George Page, Pennefather, Sir John Brown, Sir Colin Campbell, comandante da “Linha Vermelha”; francês Maréchal Pélissier, General Bosquet, “sobrinho do tio-avô” Prince Napoleão; turco Ismail Pacha e Omar Pacha; oficiais dos regimentos de guardas, highlanders colorido e zuavos, sargentos, soldados, serventes, reverendos, Comissários Reais, engenheiros ferroviários, seguidores de acampamento, trabalhadores, colegas artistas, correspondentes de guerra civil e viajantes. Com o fim da Guerra da Criméia, foi bastante modesto o interesse do público pelas fotos de Fenton que rapidamente desapareceu, em 1862 ele deixou a fotografia, morrendo alguns anos depois, financeiramente quebrado e quase esquecido. Em nossos dias, no entanto, os historiadores reconhecem unanimemente realizações notáveis ​​de Fenton não só por seu olhar aguçado artístico e o papel seminal em estabelecer a fotografia como um esforço artístico, mas também honrá-lo como um dos primeiros fotógrafos de guerra profissional. (LC significa Library of Congress, cópias & Divisão de Fotografias).

Nota do Blog:

O que impressiona é que essa mesma região, tão castiga e de povo tão sofrido no início da segunda metade do século XIX, ainda encontrará tormentos incomensuráveis tanto no avanço alemão em julho de 1942 e no avanço soviético em maio de 1944.  Tratando de história contemporânea há um capítulo especial para a região e, mais especificamente para seu povo.

Na cidade de Recife foi inaugurado ainda no século XIX um observatório astronômico chamado de Torre de Malakoff, graças a Torre fortificada de Malakoff na heróica defesa Sebastopol durante a Guerra da Criméia.

As Fotos aqui postadas são de propriedade da (LC – Library of Congress, cópias & Divisão de Fotografias).

 

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Observações do BLOG Sobre o Post do “Massacre de Katyn”

 Amigos

 Temos recebido muitos emails em apoio e outros contra a publicação: Especial: O Massacre de Katyn – Relatório da Wehrmacht (Exército Alemão) Parte I

Alguns inclusive citando para o blog http://comunidadestalin.blogspot.com, a quem coloco um link para essa respeitada comunidade.

Mas cabem aqui algumas observações:

  • O post publicado se refere a um relatório alemão divulgado em 1943 e foi transcrito como informado pela fonte;
  • O post deixa claro que é um material de origem alemã e, portanto cabe retratação sobre as informações contidas;
  • Nenhum pesquisador sério irá tomar como base apenas um relatório da Wehrmacht para determinar os acontecimentos de Katyn;
  • Algumas pessoas foram convidadas, por email inclusive, que são sabidamente contrários ao relatório para realizar uma defesa do ponto de vista dos soviéticos, mas apenas recebemos emails e comentários sobre a publicação. Infelizmente ninguém se pronuciou para publicação;

O BLOG tem um espaço aberto a qualquer pessoa que, de forma responsável, se expresse contra ou a favor de qualquer fato ocorrido em qualquer tempo. Desde que, para tanto, não fira o código de ética que rege a pesquisa histórica.

 

Vivemos em um país democrático, onde a liberdade de expressão está bem definida e qualificada na Constituição que rege o Estado brasileiro.

Ratificando: No Post não expressei a minha opinião sobre “O Massacre de Katye”, pois estarei escrevendo um artigo e publicando posteriormente.

Atenciosamente,

 Francisco Miranda

Historiador

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Fotos & Detalhes Históricos – Especial FEB – Parte III

Nossa geração lutará, não por nós! Mas pelos que ficaram em Pistóia! Pelos que aqui permaneceram à margem da História…Para que os mortos na Itália tenham o sacríficio reconhecido e os que voltaram possam descansar, sabendo que seu legado será mantido. Essa será a nossa Guerra! Nosso presente para as próximas gerações.

Continuamos a terceira parte da série Fotos e detalhes históricos – Especial FEB.

As Imagens aqui postadas são de Reprodução Proibida! Fazem parte de um acervo pessoal. Qualquer cópia sem a autorização dos seus proprietários estará sujeito às sanções previstas em lei

A Cobra Segue Fumando!!

 

“O Quebra Quebra” – A Segunda Guerra Chega ao Recife

A 15 agosto de 1942 cinco navios brasileiros eram afundados, quase simultaneamente, entre a Bahia e Sergipe: o Baependi, o Araraquara, o Anibal Benévolo, o Itagiba e o Araras. Chegavam às nossas praias alguns botes salva-vidas com náufragos do Baependi1. Era grande a comoção popular, todos revoltados com aqueles atos de agressão e com as inúmeras mortes, mais de oitocentos, deles resultantes. Grupos exaltados saíam às ruas e começaram a depredar os estabelecimentos comerciais cujos donos fossem alemães, japoneses ou italianos.

Antes de eminência de sérios conflitos, algumas casas comerciais fechavam suas portas e nós, estudantes, éramos dispensados pelos diretores dos colégios, com recomendações expressas para nos dirigirmos as resistências e não ficarmos nas ruas. O que quase ninguém fazia, tal a nossa curiosidade em testemunhar aqueles atos de represália e que tanto aguçaram nosso patriotismo ferido já em tantos ocasiões..

Esse episódio ficou conhecido no Recife como “o quebra-quebra”, sendo inúmeras as casas depredadas, algumas por puro vandalismo, sacudindo-se, pelas suas portas e janelas, sofisticadas máquinas de escrever, dispendiosas máquinas fotográficas e outros utensílios que se quebravam nas calçadas, onde eram, ainda, pisoteadas pela multidão enfurecida; noutras, havia a evidente finalidade do saque, pessoas carregando consigo pares de sapatos, canetas Parker e armações de óculos, principalmente daquelas que estavam tão em moda, a dos belos e vistosos óculos Ray-Ban.

Alguns, os que participaram daquele movimento por motivos apenas patrióticos, visando pura e simplesmente a indenização dos nossos navios, lançavam material obtido nos postos de recolhimento, aumentando cada vez mais as “pirâmides” que iriam contribuir para o soerguimento da nossa Marinha.

Vi pessoalmente – quando, após as aulas do Liceu Pernambucano, eu me dirigia para a Soledade2, para pegar o bondinho da Tramways – uma turba incontrolável a invadir o prédio da Fretelli Vita, na Soledade, a depredá-lo, a lançar pedras (uma delas quebrando seu velho e bonito relógio, o nosso Big Bem, que diariamente nos advertia quanto ao horário de chegada no colégio), e lembro-me até que, numa de suas janelas, um provável funcionário balançava uma enorme bandeira brasileira, como a dizer que aquela era uma empresa, apesar de sua origem italiana, de pessoas que nada tinham a ver com a guerra e que contribuíam, talvez mais do que muitos brasileiros, para o progresso de nossa cidade e que, como tal, deveria ser preservada.

Na Sorveteria Gemba, na Praça Joaquina Nabuco, soubéramos depois, lançaram-se gás sulfúrico e depredaram-se suas instalações, o que obrigou a permanecer fechada por um longo período. Depredações semelhantes sofreram a Casa Vanthuil, a Herman Stoltz (na Marquês de Olinda quase em frente a associação comercial), o Regulador da Marinha, a Gino Luchesi, a Joalharia Louvre, a Sloper, a Casa Lohner e tantas outras, saindo os invasores, segundo testemunhas oculares com caixas e mais caixas de sapatos e com uma quantidade tal de canetas, relógios e armações de óculos que daria para abastecer várias lojas por anos a fio…

Os populares, exaltados, se dirigiam para a Praça de República, onde, da sacada do Palácio, o interventor Agamenon Magalhães dizia palavras (“prefiro erra com o povo a acertar sem ele”) que eram interpretadas como de apoio ao movimento popular e eram acolhidas com aplausos, ensurdecedores. Na pracinha do Diário usariam da palavra, entre outros, o professor Luiz de Goes, Edgar Fernandes, Potiguar Matos, do curso pré-jurídico, o professor Barreto Campelo, da Faculdade de Direito, e Thomas Édison, Faculdade de Medicina. Cantando o Hino Nacional e o Hino de Pernambuco, exibindo bandeiras brasileiras e carregando objetos recolhidos nas lojas depredadas, os populares se dirigiam, pela (rua) Princesa Izabel, para a Faculdade de Direito, onde ainda falaria outros oradores.

1. Não foi encontrado por esse BLOG qualquer outra fonte que afirme que chegaram a Recife botes com sobreviventes do Baependi. Os sobreviventes chegaram à região do Mosqueiro e Areia Branca no Estado de Sergipe, conforme depoimento do Capitão Lauro Moutinho dos Reis, um dos militares sobreviventes do naufrágio.
2. Rua da Soledade – No bairro da Boa Vista – Recife. Uma das mais tradicionais da cidade

Extraído do Livro: Recife e Segunda Guerra Mundial – Rostand Paraíso – Comunicarte, 1995 – Recife-PE.

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U-507 Documentário e História Brasileira

As palavras do Almirante Karl Doenitz que foram escritas em louvor aos atos perpetrados por seus obstinados subordinados na guerra de corso submarina, obviamente não correspondem com a realidade e nem poderia ser de outra maneira, já que a guerra submarina tende a se deteriorar rapidamente, porque uma de suas funções, é a de matar não somente marinheiros e destruir navios, mas a vontade moral de um país de continuar a luta. Embora o Atlântico Sul tenha sido um teatro secundário para as operações submarinas do Eixo e assim pouco interesse desperta entre os pesquisadores internacionais, mas não sabem eles que as ações dos submarinos nos deixaram marcas profundas e indeléveis. Por exemplo: os torpedeamentos dos navios mercantes Baependi, Araraquara, Anibal Benevolo, Itagiba e Arará ocorreram entre 15 e 17 de agosto e se constituíram num dos episódios mais dramáticos da História Contemporânea do Brasil.

O U-507 trata do afundamento de quatro navios brasileiros na costa de Sergipe durante a segunda guerra mundial. O documentário privilegia o ponto de vista dos moradores da região do Mosqueiro e Areia Branca, áreas de Aracaju que mais tiveram contato com o acontecimento. Além disso, o U-507 faz uso de animações para revelar ao público esse fato marcante da história de Sergipe e do Brasil.

Com direção de Rubens Carvalho, o documentário começou a ser produzido em dezembro de 2007 e foi finalizado em julho de 2008.

Fontes:

 

 

http://www.naufragiosdobrasil.com.br

http://u507.wordpress.com/

Veículos Experimentais da Segunda Guerra

 

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Uma Palavra da FEB para a Cidade de Lajedo

Alusivo do Sargento Bruno Ribeiro por ocasição da homenagem da cidade de Lajedo, em Pernambuco, ao veterano Gastão Veloso de Melo, integrante da ANVFEB-PE.

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É com muita satisfação que eu, Bruno Ribeiro, representando a Associação Nacional dos Veteranos da FEB – Regional Pernambuco, venho falar deste grande homem, Gastão Veloso de Melo, que hoje merecidamente é homenageado.

         Ser um herói não é fácil, pois todo ele abdica algo da sua vida para benefício de outros, assim são os nossos Pracinhas que estiveram em combate na II Guerra Mundial no Teatro de Operações na Itália, uma guerra contra o genocídio, contra o racismo e a Ditadura e em favor da LIBERDADE e da DEMOCRACIA. Dentre mais de 25 mil homens de toda nação, Lajedo oferta um filho seu. Pois Lajedo é digna de uma placa na praça central para com muito orgulho poder expressar o seguinte dizer:

DAQUI SAIU UM EXPEDICIONÁRIO!

         Não podemos deixar de lado os feitos desse herói Binacional, é nosso mas também da Itália, e melhor é nordestino, é pernambucano.

       Estes nobres homens enfrentaram três guerras: A preparação precária; o combate em situações adversas como na neve e em montanhas; e a pior: a reintegração social acompanhada de discriminação quando de sua volta ao Brasil, e tiveram que sobreviver! Pois o reconhecimento pela Pátria só veio pleno na constituição de 1988, 43 anos depois da guerra.

         Basta! Esses heróis já ficaram com suas glórias a muito tempo esquecidas, é preciso reavivar a chama histórica, é dever dos professores deste município propagar sua história para que as gerações futuras não venham a perder.

         É lindo ver nas comunas italianas que foram libertas da agressão Nazi-Fascista; as crianças cantando a Canção do Expedicionário, por outro lado no Brasil mal ouvimos o Hino Nacional sendo cantado nas escolas, que pela Lei é de no mínimo uma vez por semana, sejam nas escolas públicas ou privadas.

         Penso que isso se dá porque somos ignorantes aos horrores de uma guerra e, em particular, a que este Pracinha passou.

      Mais hoje neste dia de grande festa com a exposição: “Redescobrindo a jornada de meu pai” temos a oportunidade de conhecer melhor a história deste ilustre senhor, que é a história viva do nosso Brasil.

Antes da guerra dizíamos: A cobra vai fumar!

Na Itália dizíamos: A cobra está fumando!

Hoje dizemos: A cobra segue fumando!

Parabéns Lajedo, Parabéns querido Veterano Gastão Veloso de Melo.

Que Deus sempre o abençoe!

Bruno Ribeiro

Historiador e Representante da ANVFEB-PE

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Os Combatentes pela FEB de HOJE – Sr. Valdner Mendonça

Exemplos! Exemplos!  No meio militar os melhores comandantes são os que vão à frente, e os demais guiados pelo o exemplo lutam ferozmente! É exatamente o que o Sr. Valdner Mendonça faz. Homem que tem um exemplo a ser seguido, pois é filho do Major Archias presidente da ANVFEB-PE, portanto corre em suas veias um valoroso sangue da dedicação! E Valdner não deixa a desejar; é um guerreiro!

Seguindo as linhas da liderança é o atual presidente da associação dos ex-alunos do Colégio Militar do Recife, além de fazer parte da diretoria da associação ANVFEB-PE como tesoureiro Ad-hoc. A capacidade e o amor pela FEB tornou-o um elemento importantíssimo para associação.  Se mais capacitados e apaixonados como o Vadner tivessem a noção da importância histórica que representa os nossos veteranos da FEB, esse país estaria mais próximo de justificar o nome de Grande Nação.

Senhor Vadner recebe um reconhecimento pelos serviços prestados!

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Os Combatentes pela FEB de HOJE – Tenente R1 Messias

Quanto soldados são necessários para fazer um grupo de combate? Dependendo do tipo de soldado, diria UM, depende do nível de instrução, dedicação, capacidade e, principalmente o nível operacional do soldado, e se o soldado é de elite pode dar a missão que ele vai e cumpre! Se for um Tenente será um exímio comandante de pelotão ou de companhia. O Tenente R1 Sílvio Mário Messias, a primeira vista, pode-se ter uma visão diferente dele, mas basta apenas ouvi-lo discursar por míseros 30 segundos para a visão mudar 360 graus. Perceber o valor cultural desse oficial! Homem de eloquência reconhecida, para tanto foi escolhido pelo General Benzi Comandante Militar do Nordeste para ser o Mestre de Cerimônia de todas as atividades do CMNE. Felizmente esse grande soldado, é um multitarefa! Pois desempenha as funções de consultor jurídico da associação, além de ser um relações públicas entre a ANVFEB-PE e as Unidades Militares, e por achar pouco é membro Confraria das Comunicações do 4º Batalhão de Comunicações. Ufa!

 Um detalhe, o Tenente R1 Sílvio Mário Messias de Oliveira é cadeirante. Mas isso tem alguma importância?

O Oficial Capacitado!

 

 

 

 

Fotos & Detalhes Históricos – Especial FEB – Parte II

Continuamos a segunda parte da série Fotos e detalhes históricos – Especial FEB. Publicaremos outra rodada posteriormente. Tudo com o objetivo de manter viva a chama febiana!

As Imagens aqui postadas são de Reprodução Proibida! Fazem parte de um acervo pessoal. Qualquer cópia sem a autorização dos seus proprietários estará sujeito às sanções previstas em lei

A Cobra Segue Fumando!!

Os Veteranos da FEB e os Combatentes pela FEB de HOJE

Vários artigos e livros já foram publicados sobre o esquecimento dos nossos soldados após a Segunda Guerra Mundial. Embora ainda haja muito para se falar sobre a falta de identidade histórica dos brasileiros, gostaríamos hoje de dissertar sobre o outro lado da moeda. Sim ela existe!

Enquanto pensamos que nosso passado está jogado ao poço profundo do esquecimento, há de forma quase velada, verdadeiros guerreiros que lutam uma batalha injusta contra esse inimigo voraz: o esquecimento. Nesta batalha muitas vezes perdem terreno, outras vezes avançam sobre o inimigo, mas nunca deixam de guerrear.

Nos últimos meses tivemos o prazer de compartilhar e acompanhar as batalhas de alguns desses bravos soldados, e por uma questão de justiça, quero nominar alguns deles.

O melhor soldado no campo de batalha é aquele que luta pelo que acredita, e o senhor Rigoberto Júnior é um desses soldados. Não luta pelo o que não conhece, luta pelo o que tem conhecimento de causa. É um ávido leitor da FEB, e se não é um historiador acadêmico, o é na prática. Secretário da ANVFEB-PE Rigoberto, como já afirmamos em outro artigo, é o Braço Operacional da associação. Mas ele é muito mais que isso! Também é zeloso e cuidadoso com os próprios veteranos; preocupado com a saúde de cada veterano, com deslocamentos, alimentação, acomodação e/ou qualquer coisa que esteja relacionado ao bem estar dos nossos guerreiros. Leva sobre seus ombros a responsabilidade de cuidar de tão honrosa tropa!

Sargento Alessandro dos Santos é a cara do Exército Brasileiro moderno. O Santos é Mestre em História e sua tese: “A Reintegração social dos Ex-Combatentes da Força Expedicionária Brasileira (1946-1988)”, não é apenas uma dissertação de mestrado, mas um “grito” para os que ainda insistem em ignorar a história de vida dos membros da FEB antes, durante e depois do conflito. E Santos o fez com a maestria acadêmica que em nada deixa a desejar para uma publicação literária de primeira linha.

Sargento Bruno Ribeiro é um entusiasta e estudioso da FEB. Trocando algumas palavras percebemos imediatamente a vibração de um soldado que vestiu a farda, colocou a faca nos dentes e encara o inimigo de frente, mesmo sendo de artilharia, luta como um infante. Licenciando em História, tem objetivos claros para a FEB e, a partir deles, teremos uma produção acadêmica de qualidade. Melhor que isso, teremos um professor comprometido com a divulgação das ações da Força Expedicionária Brasileira nos campos da Itália e um especialista nas operações de u-boots no atlântico sul, quer mais?

Obviamente ainda há alguns nomes que irei citar, como a do Coronel Lima Gil comandante do 7º GAC e a do Major Adler Comandante da 14ª Bateria de Artilharia Antiaérea, esses oficiais têm um compromisso histórico no comando de suas unidades que, diga-se de passagem, unidades com um rico passado, reforçando para a tropa o sentido da importância de se reverenciar os sacrifícios de homens para com a sua pátria.

E para encerrar, vou citar o Tenente-Coronel Monteiro, mesmo com pouco contato, já é fácil perceber a enorme contribuição desse oficial nas atividades da associação. Com isso presta um grande serviço, não aos integrantes da FEB, mas a memória do povo pernambucano, e se torna um oásis de reconhecimento no enorme deserto de esquecimento. Deserto esse que é nosso maior inimigo.

A todos os meus sinceros agradecimentos!

Rigoberto Júnior do lado esquerda e o Coronel Lima Gil do lado direito

Sargento Alessandro dos Santos

Tenente-Coronel Monteiro

Sargento Bruno Ribeiro dando uma palestra do a FEB na cidade de Lajedo-PE

Fotos & Detalhes Históricos – Especial FEB

 Com muito prazer o blog foi autorizado pela ANVFEB – Seccional Pernambuco, a publicar um material exclusivo do acervo pessoal do Secretário Rigoberto Júnior, que tem de forma muito peculiar, contribuído para preservação histórica da Força Expedicionária Brasileira.  Aproveitamos para ratificar o compromisso que temos com a luta pelo reconhecimento histórico dos mais de 20 mil brasileiros deslocados para os campos de batalhas italianos. Dos que tombaram em combate: lutamos ferozmente pela sua memória; dos que morreram esquecidos pelo seu povo anos depois da guerra: lutamos pelo seu reconhecimento; e os que ainda estão vivos: nos orgulhamos e reverenciamos.

 Nesse 07 de Setembro possamos refletir não apenas sobre nossa independência, mas principalmente sobre a ignorância latente que insiste em cercar muitos brasileiros.

As Imagens aqui postadas são de Reprodução Proibida! Fazem parte de um acervo pessoal. Qualquer cópia sem a autorização dos seus proprietários estará sujeito às sanções previstas em lei

Especial: O Massacre de Katyn – Relatório da Wehrmacht (Exército Alemão) Parte I

O Historiador não deve, e não pode se deixar levar por influências pessoais quanto o objeto da pesquisa. Pelo menos é a síntese do pensamento teórico científico de historiadores como Carr, Legoff, Braudel e tantos outros nomes consagrados dessa ciência.

Na prática isso é um exercício árduo de profissionalismo para os historiadores. O que dizer de um judeu defendendo o revisionismo do holocausto? Sim existe! O que dizer de um Stalinista realizando uma pesquisa sobre Katyn? Todas as pesquisas que realizamos é imperativo uma orientação neutra dos acontecimentos, deixando de lado as tendências religiosas, filosóficas ou qualquer tipo de influência que possa ser determinante no resultado final da pesquisa.

E Katyn é uma delas. Por mais socialista, comunista ou adepto do stalinismo não podemos deixar levar em consideração um relatório publicado pela Alemanha Nazista em 1943 sobre o chamado “Massacre de Katyn”, onde toda a nata de oficiais do exército polonês foi executada em 1940 durante a ocupação da Polônia por forças soviéticas da NKVD, que posteriormente seria chamada de KGB. Nem que seja para refutá-lo e desacreditá-lo, contudo se não há argumentos consistentes para tal, é necessário que pesquisadores possam mudar a sua linha de pensamento.

A URSS e a Alemanha, ligados através de uma cláusula secreta de divisão do território polonês, por ocasião da assinatura do Pacto MolotovRibbentrop – Pacto de não agressão germano-soviética.  Nesse tratado os dois países iriam invadir a Polônia e dividir seu território, além de determinar áreas de influências nos países vizinhos, basicamente foi à mesma política que a URSS utilizou quando negociou “os países comunistas” com os aliados ocidentais no pós-conflito.

Vamos publicar uma série que, do ponto de vista da pesquisa é muito interessante, mas cabe a cada pesquisador (seja ele historiador ou não), determinar a relevância de uma afirmação.

 Boa pesquisa.

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Em 1943 as autoridades alemãs publicaram um relatório especial, sob o título: “A Declaração oficial sobre o assassinato em massa em Katyn, preparado e editado pelo Gabinete de Comunicação alemão com base em provas documentais, por ordem do Ministério do Exterior alemão.” [ Amthches material zum Massenmord van Katyn. Im Auftrage aea Auswartigen Amtes auf Grund urkundlichen Beweismaterials zusammengestellt, bearbeitet und von der Deutschen herauagegeben mjormationastelle” Berlim-1943.]

Este volume de 330 páginas começa com uma pequena secção introdutória intitulada “Esboço Geral”, seguido pela “prova documental”, dividido em cinco capítulos.

 

Esboço geral

O “Esquema Geral”, de seis páginas, dá um resumo do caso todo. As primeiras frases apresentam o crime de Katyn, em linhas gerais. Segue-se o desdobramento do evento em ordem cronológica, começando com a descoberta dos túmulos e a exumação de 4.143 corpos. O número total de vítimas polacas enterrados na Floresta de Katyn é estimado em 10.000-12.000. A essência da Declaração oficial soviética, emitido em resposta às revelações alemãs, é então dada, e a conclusão final é que o crime poderia ter sido cometido pelos bolcheviques. O terceiro parágrafo mostra o desenvolvimento das relações polaco-soviéticas e, finalmente, apresentam a atitude da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos em relação ao conflito polaco-soviético.

O número de oficiais de várias patentes:

02 –  Generais
12 – Coronéis
50 –  Tenente-coronéis
165  – Majors
440  – Capitães
542 – Tenentes
930 – Segundo Tenentes
02  – Pagadores
08 – Diretores
Identificados como oficiais 101
Identificado como “de uniforme” 1440
Oficiais médicos 146
Veterinários 10
capelães 01
221 civis
Apenas nomes identificados 21
50 não identificado

Pinturas de Embarcações Soviéticas

Lindos quadros pintados por diversos artistas soviéticos que retratam a Marinha Soviética:

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Crônicas de Amor Durante a Segunda Guerra

Quando os pesquisadores estudam a história da Segunda Guerra, muitas vezes realizam uma dissertação profunda sobre os aspectos políticos, econômicos e sociais dos países envolvidos no conflito, mas outras vezes ignoram o mais básico elemento de interpretação histórica, o homem!

É muito comum ver e ouvir jovens menosprezando ou ignorando os feitos dos mais de 20 mil homens que integraram a Força Expedicionária Brasileira e que lutaram nos campos de batalhas italianos. Cada integrante dessa tropa, ainda vivo nos dias atuais, é um poço inesgotável de história oral. Esse elemento tão importante na concepção da chamada Nova História tem, em cada pracinha espalhado pelas associações de ex-combatentes da FEB, uma enciclopédia viva dos acontecimentos da Segunda Guerra.

 Uma dessas histórias é de um tal  João, nome tão comum entre os brasileiros quanto os da Silva. Esse ex-combatente paraibano que tem por nome de batismo João Batista da Silva, foi para Itália como voluntário combater um inimigo que ele não conhecia, sem imaginava o que lhe esperava.

 Depois de algum tempo na Itália, João certa vez encontrou uma jovem italiana que cruzava o acampamento brasileiro, e perguntou se ela conhecia alguém que costurasse. A jovem então o levou até sua casa e apresentou-lhe a mãe viúva. João logo fez amizade e conheceu a família e dentre as filhas da senhora costureira estava Rita Cei,  a jovem que conquistou o coração do soldado brasileiro.

Algum tempo depois João pediu a Rita em casamento, ali mesmo na Itália, com as tropas prestes a retornarem ao Brasil. A família italiana inicialmente mostrou resistência, pois João não tinha família e eles não conheciam o Brasil. Com alguma resistência resolvem aceitar a união, contudo ao se dirigir ao padre o mesmo não autorizou o casamento, tendo em vista o pouco tempo para tramitar a papelada. João decidido a não desistir, viajou até Livorno para buscar o aceite do Bispo, que vendo o empenho do brasileiro autorizou o casório.

Após uma cerimônia simples, João e Rita tiveram pouco tempo para desfrutar as bodas, pois uma semana depois o jovem soldado retornou com o contingente brasileiro para o Rio de Janeiro, mas não antes de planejar o encontro com sua esposa italiana, a fim de consolidarem a vida em comum. Rita ainda tinha um árduo caminho a fazer, pois juntamente com outras italianas casadas com soldados brasileiros, portanto a história do soldado João e da italiana Rita não foi isolada, pedalou 8 horas de bicicleta até a cidade de Livorno para a embaixada brasileira solicitar um visto de permanência.

No final os dois se encontram no Rio de Janeiro. João licenciado do exército e com dificuldades para encontrar emprego se desloca para o Recife, na expectativa de sustentar sua família. Com o passar dos anos João e Rita se firmam e já com um filho vivem um vida tranquila e cheio de história para contar aos seus netos.

Essa é uma história real de pessoas que viram a guerra e as dificuldades provenientes dela.

Valorizemos as pessoas que viveram algo tão surreal para a juventude atual.

Cartazes Nazistas em Território Ocupado – Parte 01

 Muitos historiadores defendem que um dos motivos da queda das pretensões de Hitler, foi exatamente a forma como ele conduziu a política de repressão nos países e territórios ocupados. Tratado como libertadores em algumas regiões da URSS, não demorou muito para os cidadãos “libertados” entenderem que se tratava de uma ocupação brutal, e que de forma violenta permitiu o florescimento de movimentos de resistências tão abnegadas que forçou a Alemanha a consumir recursos militares importantes na manutenção desses territórios. Tais focos de resistência duraram todos os anos da ocupação alemã, inclusive sendo organizadas e fomentadas pelas nações ocidentais.

De qualquer forma sempre houve a tentativa de divulgar de forma positiva a ocupação alemã pelo ministério de propaganda nazista e de construir uma máquina de propaganda negativa sobre os inimigos do Reich que perduraram até os últimos dias do regime.

Iniciamos uma nova série sobre os cartazes de ocupação alemã produzidos nos territórios ocupados. Acompanhem!

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7º GAC – Reverencia a Memória das Vítimas do Baependi e Itagiba

Na última quarta-feira (31/08) tivemos a honra de estar presente a cerimônia alusiva ao afundamento dos navios Baependi e Itagiba. Essa solenidade que é realizado pelo 7º Grupo de Artilharia de Campanha (7º GAC) – Regimento Olinda, com objetivo da preservação da memória histórica do trágico incidente que tirou a vida de 153 militares em deslocamento que iriam compor o 7º Grupo de Artilharia de Dorso (7º GADo), e viria a ser denominado posteriormente 7º GAC.

 O Coronel Lima Gil atual comandante da unidade, conduziu os detalhes cerimoniais com o primor tal, que deu a todos os participantes a ideia exata do verdadeiro espírito histórico que marcou de forma tão trágica essa importante unidade. As tropas do Exército e da Marinha que estavam em forma reverenciaram a memória do Major Landerico de Albuquerque Lima vítima do ataque do U-507 e que iria ser o primeiro comandante do 7º GADo.

 O ápice da formatura foi o momento em que o Gen Div Marcelo Flávio Oliveira Aguiar comandante da 7ª Região Militar e o Gen Bda Manoel Lopes de Lima Neto comandante da 10ª Brigada de Infantaria Motorizada, juntamente com o Coronel Lima Gil comandante do Regimento Olinda e o Major Adler Moura comandante da 14ª Bateria de Artilharia Antiaérea, além do Major Archias Alves Presidente da Associação Nacional de Veteranos da FEB, depositaram uma coroa de flores no Busto do Major Landerico.


Com a presença das autoridades civis e militares, a cerimônia teve o desfile da tropa e um coquetel servido posteriormente.

 A Ligação com a FEB

 Durante o coquetel foi presenteando a ANVFEB-PE um quadro belíssimo de autoria da Sra. Adriana Sueli Munck Gil, esposa do comandante Lima Gil. A obra de arte exibe a fachada do Regimento e possui a inscrição com os nomes dos navios torpedeados, simbolizando o elo entre a Força Expedicionária Brasileira e o Regimento Olinda. O Major Archias Alves, atual presidente da ANVFEB-PE, recebeu o quadro em nome da associação.

 

Podemos nos orgulhar de ter no seio de nossa sociedade, autoridades civis e militares que se preocupam com a consciência histórica, deixando esse legado de exaltação para as próximas gerações os exemplos de sacrifício de pessoas como o Major Landerico que simbolizam a mudança de postura brasileira frente à imposição firme da beligerância e que culminou com nossos pracinhas a defenderem os ideais de liberdade, fazendo jus aos nossos antepassados.

 

A todos os militares que fazem parte do 7º Grupo de Artilharia de Campanha e da 14ª Bateria de Artilharia Antiarea os nossos sinceros agradecimentos.

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ALUSIVO DA CERIMÔNIA DE AFUNDAMENTO DOS NAVIOS BAEPENDI E ITAGIBA

De 1939 a 1945, o mundo viveu uma das mais sangrentas páginas de sua história: a 2ª Guerra Mundial. Este conflito bélico que inicialmente atingiu as nações européias aos poucos foi se alastrando para outras partes do planeta atingindo nosso país no ano de 1942.

O Ministério da Guerra acompanhando os acontecimentos que se desenrolavam em continente europeu, decidiu instalar na década de 40 a 7ª região Militar e dentre as Unidades mandadas construir para compor aquele Grande Comando estava o 7º Grupo de Artilharia de Dorso (7º GADo), precursor do 7º Grupo de Artilharia de Campanha – Regimento Olinda. A construção da Unidade foi iniciada em 7 de junho de 1941 neste aquartelamento onde se encontra atualmente localizada, e sua ocupação iniciou-se em 1º de junho do ano seguinte.

O Brasil havia inicialmente declarado sua neutralidade em relação ao conflito, no entanto após o ataque japonês à base naval americana de Pearl Harbor é realizada no Rio de Janeiro a 3a  Reunião de Chanceleres das Repúblicas Americanas, presidida pelo Ministro de Relações Exteriores do Brasil Osvaldo Aranha, quando foi aprovada a resolução nº 15 onde constava a intenção de apoiar qualquer país do continente que fosse atacado e se envolvesse no conflito e que levou o Brasil a romper relações diplomáticas com os países do Eixo em 28 de janeiro de 1942. Desta forma, nosso país intensificou as relações comerciais com Estados Unidos enviando matérias primas para a nação estadunidense através de sua frota de navios mercantes.

O Brasil se envolve definitivamente no conflito quando esta frota de navios que realizava o comércio de mercadorias para os Estados Unidos começa a ser atacada por submarinos alemães na região do Mar do Caribe. Sentindo a necessidade de diminuir ainda mais a capacidade logística dos Aliados, a Alemanha de Hitler amplia estes ataques para a costa brasileira no mês de maio de 1942.

Iniciada a ocupação do 7º GADo em junho de 1942, a maior parte de sua guarnição é transferida do Rio de janeiro para Olinda em agosto do mesmo ano embarcada nos navios mercantes Baependi e Itagiba. Nas noites de 15 e 17 de agosto os dois navios são afundados pelo submarino alemão U-507, acarretando a morte de 326 (trezentas e vinte e seis) pessoas, dentre elas 153 (cento e cinqüenta e três) militares que comporiam o efetivo do 7º Grupo de Artilharia de Dorso, inclusive o seu Comandante o Maj Art LANDERICO DE ALBUQUERQUE LIMA.

O afundamento destes navios ocasionou uma comoção nacional que desencadeou uma série de protestos de norte a sul do país contra o ataque covarde que sofrera a frota mercante brasileira em litoral nordestino. Atendendo ao clamor popular e à necessidade de responder à altura a agressão sofrida pelo país, o Governo Brasileiro declara guerra ao Eixo em 31 de agosto de 1942.

Em janeiro de 1943, o presidente dos Estados Unidos da América, Franklin Roosevelt e o primeiro ministro inglês, Winston Churchill se reúnem em Casablanca para discutir, entre outros assuntos, a estratégia para combater os ataques dos submarinos alemães. Ao final desta Conferencia, o presidente americano desloca-se para Natal-RN onde se encontra com o presidente brasileiro Getúlio Vargas e acertam o envio de tropas brasileiras para o front europeu.

Fruto da estratégia traçada em Casablanca são afundados diversos submarinos alemães, dentre eles o U-507, do Capitão de Corveta Harro Schacht, responsável pelo torpedeamento do Baependi e do Itagiba. Em 13 de janeiro de 1943, partindo da Base Aérea de Parnamirim, um avião Catalina da Marinha dos Estados Unidos bombardeou o U-507 que afundou levando para o fundo do litoral cearense seus 54 (cinqüenta e quatro) tripulantes.

A entrada do Brasil na II Guerra Mundial proporcionou ao país o envio de 25.334 (vinte e cinco mil trezentos e trinta e quatro) homens e mulheres da Força Expedicionária Brasileira que lutaram ao lado das Forças Aliadas para libertação do mundo do jugo nazifascista e que muito contribuíram para o desenvolvimento da democracia no nosso Brasil.

No dia em que se completam 69 (sessenta e nove) anos da entrada do Brasil na II Guerra Mundial, homenageamos os mártires do Baependi e do Itagiba, 153 (cento e cinqüenta e três) militares que se deslocavam do Rio de Janeiro para Olinda para cumprir seu dever de defender a Pátria e que terminaram vítimas de uma estratégia equivocada da qual não lhes foi dada sequer a oportunidade de se defender, uma vez que se deslocavam em navios mercantes, sem qualquer meio de defesa e na escuridão da noite daquele mês de agosto.

Homenageamos também os nossos pracinhas, que se deslocaram do Brasil para a Itália, para defender a honra, a soberania e os valores de liberdade e democracia de nossa Pátria. Esses homens e mulheres que deixaram suas famílias para que tivéssemos um Brasil melhor, livre da opressão nazifascista e que contribuíram decisivamente para a manutenção da paz em nosso território, criando as melhores condições para que, nos dias de hoje, o Brasil esteja entre as maiores potências do mundo.

Aos militares falecidos nos afundamentos do Baependi e do Itagiba fica para sempre o nosso reconhecimento e gratidão na certeza de que o sacrifício daqueles soldados e de todos os integrantes da Força Expedicionária Brasileira servirá para sempre como exemplo da capacidade de todos nós brasileiros de lutarmos pela defesa de nossos valores, de nossa soberania, de nossa liberdade e de nossa Pátria Brasil.

Olinda, 31 de agosto de 2011

 ERNESTO DE LIMA GIL – Cel

Comandante do 7º GAC

Quadro de autoria da Sra. Adriana Gil presenteado a ANVFEB-PE

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Fonte: http://www.7gac.eb.mil.br/

Carro Movido a Gasogênio – Uma Saída para o racionamento da Guerra

No Rio, por conta do racionamento de gasolina, estimava-se, só naquele Estado, a paralização de cerca de 10.000 automóveis. E à meia-noite do dia 15 de julho de 1942 entrava em vigor, em todo o território nacional, uma importante portaria suspendendo drasticamente o tráfego de todos os carros particulares e da grande maioria da frota oficial do Recife.  Um colunista famoso pedia que essa proibição fosse encarada esportivamente pela população, já que o importante era, custasse o que custasse, vencer o nazismo.

A Standard Oil divulgava uma série de conselhos sobre o que fazer com os carros parados na garagem, como o desligamento dos cabos da bateria, e retirada da água do radiador para evitar ferrugem etc, etc. Era solicitada, por alguns interessados, permissão para a circulação de cabriolés e nós já começávamos a vislumbrar a volta, à nossas ruas, dos cavalos e das românticas carruagens…Como grande atração, nossas ruas se enchiam de bicicletas, outras alternativas para a crise de combustível, e nos divertíamos vendo pessoas ilustres se dirigindo ao trabalho montadas em suas bicicletas…

Em São Paulo eram instalados várias usinas para construção de aparelhos de gasogênio que poderiam ser usados também em carros particulares. E, no Recife, motivo de grande curiosidade para todos nós, começavam a aparecer, numa fumaceira danada, os primeiros carros movidos a gasogênio, os de Ubaldo Gomes de Matos, Torquato de Castro, Ernesto Odenheimer, e outros poucos mais….

Eram, o racionamento da gasolina e a entrada em cena dos movidos a gasogênio, duas novas modificações importantes nos hábitos de vida do recifense, induzidas pelo conflito europeu…

 Texto Extraído do Livro: Recife e Segunda Guerra Mundial – Rostand Paraíso, editora COMUNICARTE, 1995  – pg. 119

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