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Archive for novembro, 2011

O Dia D, depois do Dia D!

O dia 06 de junho de 1944 entrou para história como sendo a maior operação anfíbia que o mundo jamais vira. Apesar do comando da operação está nas mãos dos americanos, a invasão a Muralha do Atlântico teria a participação de vários países. Mas não vamos nos prender ao Dia D, tendo em vista que um assunto bastante estudado, e sim nas operações posteriores ao Dia D que foram tão duras quanto o desembarque nas praias da Normandia, e causaram perda de pessoal e material tão importante quando as verificadas nessas praias. Monty, sustentava a ideia de que, ainda no Dia D, as tropas britânicas tomariam Caen, mas a forte resistência alemã só permitiu a tomada quase três meses depois do dia 06 de junho, e essa não foi uma exceção, cidades como  Cherbourg e Argentan, só foram retomadas depois que os Aliados utilizaram artilharia e expulsaram os focos de resistência alemã dentro das cidades. Nos campos próximos as batalhas foram ainda mais sangrentas, elevando assim o número de baixas e perda de material. Para acelerar o capitulação alemã na França, foi chamado de volta a General Patton, que fora afastado das operações de campo, sendo dado o comando da Operação Cobra que tinha por objetivo o avanço rápido no território francês.

Para concluir podemos afirmar que o Dia D não foi o apenas no dia 06 junho 1944, mas o conjunto dos dias que culminaram com a liberação da Europa Ocidental. Se que o Dia D realmente aconteceu na Europa Ocidental.

Curiosidades do Pré-Guerra – Parte II

Continua a serie dos principais eventos do Pré-Guerra:

Alemães na Guerra Civil Espanhola

Os alemães realizaram ataque com bombardeiros de mergulho Stuka, que faz parte da Legião Condor, sobre a Espanha em 30 de maio de 1939, durante a Guerra Civil Espanhola. O “X” preto-e-branco na cauda e asas é a Cruz de Santo André, as insígnias da Força Aérea Franco Nacionalista. A Legião Condor foi composta de voluntários do Exército e da Força Aérea alemã.(AP Photo).

Escondidos

Dezenas de famílias refugiadas em uma plataforma subterrânea do metrô de Madri, em 9 de dezembro de 1936, as bombas são lançadas por aviões rebeldes de Franco.(AP Photo).

As primeiras bombas do terror

Bombardeio aéreo em Barcelona em 1938 pela Força Aérea Nacionalista de Franco. A Guerra Civil Espanhola viu alguns pela primeira vez o uso extensivo de bombardeamento aéreo sobre alvos civis, e o desenvolvimento de novas técnicas de bombardeamento para causar terror.(Força Aérea Italiana).

Em terra

Na sequência de um ataque aéreo de 16 aviões rebeldes de Tetuan em Madrid, Marrocos espanhol, parentes dos presos em casas arruinadas apelam por notícias de seus entes queridos, 8 de janeiro de 1937. Os rostos dessas mulheres refletem o horror dos civis que não participaram dos combates.(AP Photo).

O Julgamento

O Julgamento

Um rebelde espanhol que se rendeu é levado a um Tribunal Marcial, com voluntários da frente popular e guardas civil, 27 de julho de 1936, em Madrid, Espanha.(AP Photo).

A Guerra

Um esquadrão fascista, apoiada por atiradores especialistas, mantem uma posição ao longo da frente robusta em Huesca no norte da Espanha, 30 de dezembro de 1936. (AP Photo).

O Presidente da Nação Neutra

Solenemente a nação expressa seu máximo esforço para manter o país neutro, o presidente dos EUA, Franklin D. Roosevelt se dirigiu à nação pelo rádio a partir da Casa Branca, em Washington, 03 de setembro de 1939. Nos anos que antecederam a guerra, o Congresso dos EUA aprovou vários Atos de Neutralidade, comprometendo-se (oficialmente) a ficar fora do conflito.(AP Photo).

A Depressão

Riette Kahn ao volante de uma ambulância doada pela indústria do cinema americana para o governo espanhol em Los Angeles, Califórnia, em 18 de setembro de 1937. A Caravana Hollywood para a Espanha seria a primeira turnê dos EUA para arrecadar fundos para “ajudar os defensores da democracia espanhola” na Guerra Civil Espanhola.(AP Photo).

Antes do Desastre

O zepelim Hindenburg sobre a cidade de New York, o Empire State Building em Manhattan em 8 de agosto de 1936. O dirigível alemão estava a caminho de Lakehurst, New Jersey, da Alemanha. O Hindenburg viria a explodir em uma bola de fogo espetacular acima Lakehurst em 06 de maio de 1937.(AP Photo).

Nazistas Americanos

Dois nazistas americanos em seus uniformes na porta de seu escritório em Nova York, em 01 de abril de 1932, quando a sede é aberta. “NSDAP” está para Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei, ou, em Inglês, o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, normalmente abreviado para “Partido Nazista” apenas.(AP Photo).

Guerra do Gás

Maior demonstração da Inglaterra para proteção de um ataque com gás foi encenado, 16 de março de 1938, quando 2.000 voluntários em Birmingham vestiram máscaras de gás e passaram por um túnel. Estes três bombeiros foram totalmente equipados, de botas de borracha e máscaras, para a simulação da “invasão” do gás. (AP Photo).

Os Dois do Eixo

Adolf Hitler da Alemanha e da Itália Benito Mussolini cumprimentam-se no aeroporto em Veneza, Itália, em 14 de junho de 1934. Mussolini e seus fascistas conversam longamente com Hitler, mas os detalhes de suas conversas pouco foram noticiados.(AP Photo).

Começa a guerra contra os judeus

Quatro adeptos dos nazistas cantam na frente da filial de Berlim da loja Woolworth Co. durante o movimento para boicotar a presença judaica na Alemanha, em março de 1933. Os hitlerianos acreditam que o fundador da Woolworth Co. fosse judeu.(AP Photo).

A Loja de Disco

O estande nazista em uma exposição de rádio realizada em Berlim em 19 de agosto de 1932. O estande foi concebido como propaganda da indústria nazista de gramofone, os discos que produzem somente os registros dos movimentos da nacional-socialista.(AP Photo).

Começa a Juventude Hitlerista

Milhares de jovens reuniram-se para ouvir as palavras de seu líder, Reichsführer Adolf Hitler, enquanto se dirigia a convenção do Partido Nacional-Socialista em Nuremberg, Alemanha em 11 de setembro de 1935.(AP Photo).

Hitler em Munique

Adolf Hitler sendo aplaudido pelas ruas de Munique, Alemanha, 09 de novembro de 1933, durante a celebração do 10º aniversário do movimento nacional-socialista.(AP Photo).

Em Forma

A Juventude Hitlerista honra o “soldado desconhecido”, formando um símbolo da suástica em 27 de agosto de 1933 na Alemanha.(AP Photo).

Tanques antes da Guerra

O exército alemão demonstrou sua força diante de mais de um milhão de habitantes durante o festival da colheita em todo o país, perto de Hanover, Alemanha, em 4 de outubro de 1935. Aqui estão dezenas de tanques alinhados pouco antes do festival começar. Desafiando disposições do Tratado de Versalhes, a Alemanha começou o rearmamento em si em uma taxa rápida logo após Hitler chegar ao poder em 1933.(AP Photo).

Saudações Nazistas

Milhares de alemães participam no Grande Encontro da Nacional Socialista em Berlim, Alemanha, em 9 de julho de 1932.(AP Photo).

Prontas

Um grupo de meninas alemãs fazem fila para aprender a cultura musical sob os auspícios do Movimento da Juventude Nazista, em Berlim, Alemanha em 24 de fevereiro de 1936.(AP Photo).

Convenção

Convenção do partido nazista, em andamento em Nuremberg, Alemanha, em 10 de setembro de 1935. (AP Photo).

O Campeão Negro Americano na Alemanha Ariana

Jesse Owens América, em continência durante o recebimento de sua medalha de ouro,  11 de agosto de 1936, depois de derrotar a Alemanha nazista de Lutz Long, durante os Jogos Olímpicos de Verão em Berlim em 1936. Naoto Tajima do Japão, ficou em terceiro. Owens triunfou na competição de atletismo, ganhando quatro medalhas de ouro nos 100 metros e 200 metros, salto em distância e 400 metros no revezamento. Ele foi o primeiro atleta a ganhar quatro medalhas de ouro em uma única edição dos Jogos Olímpicos.(AP Photo).

O Homem do Guarda-Chuvas

Premier britânico Sir Neville Chamberlain, em seu retorno de conversações com Hitler na Alemanha, no aeródromo em Heston, Londres, Inglaterra, em 24 de setembro de 1938. Chamberlain trouxe com ele um termo, mais tarde a ser chamado de Acordo de Munique, que, em um ato de tratado, permitiu que a Alemanha anexasse os Sudetos da Tchecoslováquia.(AP Photo / Pringle).

 

A História do Recife Contada através dos Bondes

Pernambuco é o um dos mais antigos Estados do Brasil e foi um fornecedor mundial de açúcar e algodão nos séculos 17 e 18. Foi invadido pelos holandeses em 1630, mas foi retomado por Portugal em 1654, sendo o berço de rebeliões e insurreições no país. Pernambuco declara uma república independente após a revolução de 1817 e posteriormente participou da Confederação do Equador em 1824. Sua capital, Recife, é conhecida como “a Veneza brasileira”, porque a sua área central é construída sobre uma série de ilhas e penínsulas. A população em 1910 era de aproximadamente 200.000, mas atualmente tem cerca de 1.5 milhões de habitantes.

Recife iniciou a construção de linha férrea em 1858, sendo a segunda do Brasil. A linha era de 31 km da estação Cinco Pontas para o Cabo de Santo Agostinho. Recife também foi a segunda cidade no Brasil, depois Rio de Janeiro, a operar locomotivas a vapor em suas ruas e teria sido a primeira cidade no mundo a usar locomotivas projetada especificamente para esse fim. As linhas de bonde a vapor no Rio de Janeiro e Recife eram chamadas de “maxambombas”.

As primeiras ruas do Recife que receberam locomotivas foram construídas em 1866 pela Manning Wardle & Co. de propriedade britânica atuando no Brasil, conhecida em Recife como Estradas de Ferro Caxangá. Cinco unidades semelhantes chegaram a ser lançadas em quatro anos, como carros de passageiros construídos pela George Starbuck. A primeira linha maxambomba a operar na cidade, entre o porto e Apipucos, foi aberto em 05 de janeiro de 1867. A linha foi estendida para Dois Irmãos naquele ano e até a Caxangá em 1870. Uma parte do Arraial (Casa Amarela) abriu em 1871. Inaugurada uma linha para a vila histórica de Olinda, em 20 de Junho de 1870,  uma rota para Beberibe em julho.

Da cidade, ampla vias, levemente curvadas de hoje, foram desenvolvidas para as linhas de bondes a vapor: Av. Conde da Boa Vista, Av. Caxangá, Av. Rui Barbosa, Av. Conselheiro Rosa e Silva, Av. João de Barros, Av. Beberibe e Estrada de Belém, foram os caminhos da Caxangá e ferrovias Olinda. Av. Norte foi a rota de ferrovia Great Western do Brasil para Limoeiro. A maioria destas avenidas foram usadas mais tarde pelos bondes elétricos e, finalmente, por Ônibus elétricos.

Nem todos os bondes da cidade foram desenhados para locomotivas a vapor. Em 22 de setembro de 1871 a Ferrovia Pernambuco, mais tarde chamado de Ferro Carril de Pernambuco, abriu uma linha de bondes para Madalena cujos veículos eram puxados por mulas. Os primeiros carros eram fechados como os charretes locais e a do público chamadas de Ônibus;. Quando a empresa instalou luz elétrica os passageiros passaram a chama-los eletroburros bondes elétricos operavam na mão esquerda, e mulas extras foram estacionadas na beira do rio para ajudar a puxar carros sobre nas elevações das pontes. Em 1882, o FCP tinha 50 bondes e 400 mulas.

Considerando o seu espírito pioneiro, parece estranho que o Recife tenha sido a última grande capital no Brasil a instalar uma linha de bonde elétrico. A Great Western do Brasil, que operava os trens a vapor da cidade, propôs uma linha eléctrica em 1899 que seria executado a partir da estação Brum em direção ao norte ao longo do istmo de Olinda. Mas a empresa Telegraph Co. protestou que a eletricidade poderia interferir com os cabos submarinos, e o plano nunca foi concretizado.

Vinte e uma cidades, capitais, incluindo uma meia-dúzia de menores no Nordeste, já tinham bondes elétricos em 1912, quando a locomoção em Pernambuco ainda era fornecida por 27 locomotivas e 900 mulas. A Companhia Tramways & Power Pernambuco, em 24 de janeiro de 1913 assinou contrato para a construção de um bonde elétrico. Testes começaram em novembro de 1913 e a primeira linha de bonde elétrico no Recife, a partir Bairro do Recife passando Santo Antônio e ilha de Boa Vista, foi oficialmente inaugurado em 13 de maio de 1914.

O bonde a vapor para Olinda foi eletrificado em 12 de Outubro de 1914 e tração elétrica chegou Várzea em 1915. Trens a vapor para Dois Irmãos e Arraial foram substituídos por linhas eléctricas em 1917 e a última em Recife viagem maxambomba ocorreu para Beberibe, em 1922, e uma nova linha para praia de Boa Viagem, que foi inaugurado em 25 de outubro de 1924. Uma extensão também foi planejada para Jaboatão, 8 km a oeste de Tejipió, mas não foi construído. No final dos anos 1920 Tramways Pernambuco estava operando 130 automóveis e 110 trailers de 141 km de percurso, o sistema de bondes era a terceira maior do Brasil.

Um passeio que começa pelo Recife Antigo passando pela Ponte Maurício de Nassau até a praça do Diário. Um Verdadeiro Túnel do Tempo.

 

Senta Pua – A Origem

Segue abaixo material enviado pelo pesquisador Rigoberto Souza Júnior:

Quantas vezes esta expressão, que muitos não sabem exatamente o que significa,  foi dita sem sabermos ao certo de como ela surgiu, e o por que do símbolo do 1º Esquadrão de Caça da FAB ter uma avestruz como ave símbolo, se esta ave nem voa.

            De acordo com o relato do Capitão Paiva, único representante deste grupo, que fez parte do corpo de Associados da ANVFEB PE, e que para nossa tristeza faleceu no dia 31.12.2010, mas que deixou um grande legado com seus relatos e histórias, podemos compartilhar estas informações com outros interessados nos assuntos relacionados com a Força Expedicionária Brasileira.

            O grito “Senta a Pua” foi dado pelos integrantes do 1º Grupo de Caça da FAB, nos céus da Europa em um dia nublado e chuvoso, por ocasião da 1ª missão dos bravos pilotos brasileiros, e que ecoou com um gigantesco trovão, principalmente sobre o Exército Alemão na Itália, e citando o imortal da Academia Brasileira de Letras, Austragésilo de Athayde, significa lançar-se contra o inimigo com decisão, coragem, sangue frio, golpe de vista e vontade de aniquilá-lo, pois quem “Senta a Pua”, arremete de ferro em brasa e verruma o bruto. Ainda segundo o major Rui Moreira Lima, esta expressão era um dito popular na década de 40, muito usada no região Nordeste( Senta a Pua, Zé Maria), quando do período de treinamento, antes de nos encaminhar para o Panamá. Quando voltamos esta expressão era usada corriqueiramente, e um dos que mais  a ouviam era o nosso motorista, Cabo Moura, pois todas as vezes que tínhamos que ir para o Campo de Aviação, gritávamos para ele: “Senta a Pua, Zé Maria”.

            A insígnia “Senta a Pua” surgiu ainda durante o treinamento nos Estados Unidos, quando se estava prestes a partir para o Teatro de Operações, pois é comum a toda unidade possuir o seu distintivo próprio, e invariavelmente de cunho humorístico, e o grupo brasileiro não poderia deixar de ter a sua própria marca. As controvérsias foram grandes durante o processo de escolha do símbolo, onde alguns falavam em adotar o “Zé Carioca” de Walt Disney; outros opinaram por se utilizar o “Jeca Tatu” de Monteiro Lobato e outros sugeriram um “macaquinho diabólico”.

            Para dar fim a este imbróglio, o Capitão Fortunato, veio resolver o problema com o seu jeito jovial e brincalhão, aliado ao fato de ser ótimo desenhista, surgindo com a ideia de “Avestruz Voadora”. Logo todos questionaram por que uma avestruz e não uma ave típica do Brasil.

            Ele explicou que esta ave, como todo sabem tem um estômago enorme, daí a expressão “estômago de avestruz” – que é usada para identificar aqueles que comem demais, qualquer alimento. Os nossos Homens que eram acostumados à deliciosa cozinha brasileira, com o feijão e arroz, ao se depararem com a comida americana, que  apesar de ter um alto valor nutritivo, o seu sabor era completamente distinto dos servidos em nossos quartéis, tinha sempre um gosto mais adocicado que a nossa comidinha brasileira. Como não se podia esperar muito, a adaptação teve que ser rápida: carne em  conserva, presunto, ovo, tudo tinha um gosto terrível para nossos soldados, portanto tinha-se que ser uma avestruz para engolir aquilo tudo, então surgia a ave.

            Para se compor o desenho deste Grupo de Aviação de Caça, resolveu-se colocar em suas  mãos um velho bacamarte, que simbolizaria nossas metralhadoras. Um grande escudo azul com a insígnia do Cruzeiro do Sul na asa esquerda dava o ar espartano da nossa defesa, em cima de uma nuvem branca que simbolizava a paz pura e permanente, e sobre ela um céu vermelho, caracterizando a guerra cruel e sangrenta. Para finalizar esta caracterização militar,um quépi da FAB, mas ainda não havia um rosto para esta avestruz, então o Capitão Fortunato munindo-se de papel e lápis, fez uma caricatura do nosso amigo Lima Mendes(Limatão), rapaz sempre alegre e brincalhão.

Fonte: Livro “Lembranças e relatos de um Veterano do 1º Grupo de Caça”

                        Gilberto Affonso Ferreira Paiva

            Livro “Nas barbas do Tedesco”

                        Elza Cansanção de Medeiros

 

Fonte das Fotos:

http://fabriciofsousa.blogspot.com

http://sentapua.com.br

Castelnuovo – A luta pela sobrevivência de um pelotão brasileiro – Parte I

 Depoimento sobre as operações em CastelNuovo que culminou com mais uma vitória brasileira na Itália. Esse depoimento foi publicado em janeiro de 1970 pelo General de Exército Manoel Rodrigues de Carvalho Lisboa que era à época, comandante do I Batalhão de Fuzileiros do 11º Regimento de Infantaria para a Revista do Clube Militar:

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Castelnuovo estava em nosso poder. Já era noite e o tiroteio se fazia ouvir dentro da cidade. A confusão não permitia uma mútua destruição entre os ocupantes da cidade, graças ao vozerio caracteristicamente brasileiro, com as piadas jocosas e pornográficas, substituindo mais vantajosamente os código e senhas. Para o I Batalhão, a ordem de se preparar para prosseguir na jornada seguinte rumo à Serra do Gato tirava o sono do seu comandante.

As cartas topográficas distribuídas não indicavam com  fidelidade a localização dos campos minados. Daí a sua insônia. Lançar-se ao desconhecido numa missão de combate não é difícil, pelos cuidados que se toma nos dispositivos. Mas lançar-se ao desconhecido, em terreno que se sabe altamente minado, mas não localizados os seus campos, é missão que só os combatentes de infantaria podem avaliar.

 

No dia 06 de março partem os homens da 1ª Companhia. Vão reforçados com equipes de mineiros do 9º Batalhão de Engenharia e do próprio Regimento. Vão também os reforços dos padioleiros do Batalhão de Saúde. O Capitão faz meticulosa recomendações contra o maior perigo, as minas. Lá se vão eles, devagar, olhos presos ao chão, temerosos, ouvidos atentos ao inimigo e à máquina infernal! É uma marcha vagarosa, mas cuidadosa. Os mineiros, à frente, abrem as brechas, que assinalam com fitas brancas e dizeres informativos. A tensão nervosa aumenta. A noite se aproxima vem tornar a progressão mais difícil. Há, no entanto, um moral elevado nas fileiras. O Capitão dá exemplo. Os Tenentes e os Sargentos seguem-no. Felizmente a marcha se faz até agora sem acidentes. Nenhum campo foi pisado. Os mineiros levantaram alguns, evitando, com isso, o que lamentar. A companhia, com dois pelotões em primeiro escalão, já tem mais de duas horas de curso desde que o sol se foi. Marcha mais confiante e pretende nessa jornada atingir o seu objetivo.

Um estampido, de repente, quebra o silêncio daquela caminhada! Mais outros e muitos outros se seguem e com eles os gemidos dos feridos. Um pelotão cai dentro de um campo minado não percebidos pelos mineiros! É contingência da própria guerra. No pelotão, só os gemidos rompem o silêncio da noite. O seu comandante ordena: “Ninguém se mexa! Fiquem onde estão, sentem!” Redige, na escuridão, uma mensagem para o seu Capitão, pois a linha telefônica fora arrebentada, pela explosão das minas. Fala aos mensageiros que estão junto a ele. Recomenda-lhes atingir o PC da Companhia segurando o fio do telefone. Essa trilha é livre, mas os cuidados exigem cautela. A duração do pequeno trajeto dura três horas. O Capitão chora, ao receber a mensagem da pequena fração. Como socorrê-los? São muitos, 13 até agora! Apela para o comandante do Batalhão. Dá os dados do problema para decisão que deve ser demorada. Há homens morrendo em atroz sofrimento! A notícia se espalha pelo Batalhão. Todos querem os seus companheiros. Mas, como chegar lá, se há, apenas, uma estreita e duvidosa trilha? Como enviar a equipe de padioleiros com as padiolas, com a rapidez exigida?

Continua…

O Médico de Infantaria do 11º RI

Segue abaixo o relato do Coronel Adhemar Rivermar de Almeida, publicado no livro Montese – Marco glorioso de uma trajetória, BIBLIEX. Nesse relato ele fala sobre as posições do então Tenente Médico  Yvon – oficial de saúde do 11º Regimento de Infantaria – Regimento Tiradentes.

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O I/11º Regimento de Infantaria, ainda como reserva do IV Corpo de Exército, foi deslocado para Vidiciático, desfalcada de sua 1ª Companhia de Fuzileiros, que foi posta à disposição do destacamento Olivier (Tenente-Coronel Júlio Maximiniano Olivier Filho).

O Destacamento Olivier foi constituído pela Esquadrão de Reconhecimento, pela 1ª Companhia do 11º Regimento de Infantaria e companhia anticarros dos 1º e do 11º RI, todos operando como fuzileiros. Reforçavam-no cerca de 450 “partigiani” e tinha a missão ocupar as alturas no Monte Serrasiccia, Cappel Buso e Pizzo di Capiano, bem como a região de Rocca Corneta.

Em Vidiciático, o batalhão substituiu elemento da 10ª Divisão de Montanha. Laços afetivos muito fortes estavam sendo estabelecidos entre as duas grandes Divisões e de um tempo para cá vinha sendo um tal de “rasgar seda” que parecia não ter fim.

Dias atrás, por exemplo, o “Blizzard” – um periódico idêntico ao “Cruzeiro do Sul” – trouxera um artigo sobre o valor do soldado brasileiro, cujo o título era: “Quando a cobra fuma, o soldado brasileiro se zanga”.

Os brasileiros e norte-americanos vinham se dando muito bem e já tinham estado juntos em muitos momentos difíceis, pois através de um apoio mútuo haviam levado a cabo a mais cruenta tarefa daquele setor – expulsar os alemães de suas montanhas repletas de casamata e liberar o Vale do Rio Panara, em Vidiciático. Apesar disso e por duas vezes, o Dr. Yvon teve fortes e justificados atritos com elementos do Exército americano.

Face a isto, o novo Comandante do I/11º Regimento de Infantaria que ainda não conhecia bem os seus atuais comandados, resolveu pedir a remoção daquele médico de nossa unidade, mas ao ter ciência de que tal transferência seria mal recebida por seus comandados, pelos Oficiais e Praças tinham por aquele médico uma grande admiração, oriundo de sua atenção e dedicação para com todos, de sua competência profissional e das inúmeras provas de coragem e sangue-frio demonstradas em ação, qualidades que haviam transformado em o “médico-infante”, resolveu reconsiderar a resolução tomada, chamando-o para um “puxão-orelhas”.

“- Dr. Yvon, chegou ao meu conhecimento que o senhor brigou com elementos da “Décima”?.

– É  verdade, Major. Porém não foi uma só vez, foram duas.

– E o senhor ainda tem coragem de afirma isso?

– Major, fui desacatado e desafiado nas duas oportunidades. Numa delas queriam que retirasse a minha ambulância do local em que estava sendo carregada, face à mudança do Posto de Saúde. O Major Ivens assistiu a esta última e me deu inteiro apoio.

– Doutor, vou lhe esclarecer uma coisa, pois julgo que ignora: estamos aqui para lutar contra nazi-fascismo e não contra os americanos.

– Sei disso, Major, mas ser aliado mais pobre não é razão para ser menosprezado.

– Vou fazer-lhe uma outra recomendação: quando em ação o seu lugar é no Posto de Saúde.

– Perdoe-me, Major, não sei mandar meus padioleiros à frente e ficar esperando, calmamente, o seu regresso; acho que o meu lugar é onde estamos sendo mortos ou feridos.

Nesse momento o Major faz uma pausa grande, encarando o oficial médico.

– Acresce que o Serviço conta com mais um médico e ele tem ordem de permanecer sempre no Posto de Saúde.

– Pode ir, Tenente. Vou ficar lhe observando.

Mulheres na Seguda Guerra – O fim do Sexo Frágil – Parte I

Conta-se nos dedos na história da humanidade as mulheres que tiveram participação efetiva nas grandes guerras, e essa ausência sempre está relacionado com a preservação do sexo frágil e o cuidar da família, enquanto o homem viril e provedor, tinha por responsabilidade a sobrevivência e a proteção a essa mesma família.

Durante a Grande Guerra esse quadro começa a mudar, a mulher se aproxima do front com funções específicas, mas ainda longe de qualquer participação como combatente ativo.

Na Guerra Civil Espanhola, acontece a grande virada do sexo frágil, a mulher é treinada e qualificada para o combate por ambos os lados, e torna-se um elemento importante para o contexto daquele infeliz momento espanhol.

Já na Segunda Guerra a mulher vai desempenhar todos os tipos de funções no front e no esforço de guerra de todas as nações.

Nos Estados Unidos, para cumprir as metas de produção de guerra, é necessário que a mulher assuma postos de trabalho anteriormente destinados a homens, e ela faz com a galhardia de quem vai para o front. Empresas como a Ford, passam a contar em seus quadros, em algumas fábricas apenas com mulheres. Campanhas são realizadas, pois muitos críticos acham que as mulheres, desempenhando funções de homens, estarão passando por um processo de “masculinizarão”, a própria Ford implanta em suas fábricas setores de maquiagem e cabelereiros para suas funcionárias entrarem no serviço, belas. No front as mulheres são incorporadas a tropa, agora não apenas como meras enfermeiras, mas como oficias de saúde, tropas especialistas são formas, principalmente para prover a retaguarda com o apoio logístico necessário, vários quadros e graduações de militares mulheres são consumados durante a guerra.

Na Inglaterra, durante a eminente invasão alemã a ilha, as mulheres são treinadas para serem usadas como tropa de infantaria em defesa de sua terra; batalhões de voluntárias são formados para lutarem com os alemães, felizmente a invasão nunca aconteceu. As mulheres também desempenharam funções importantes em Londres, principalmente incorporadas a grupo de combates a incêndio e no socorro as vítimas dos bombardeios.

Na Alemanha, durante a primeira fase da guerra a mulher não foi envolvida, mas o doutrinamento nazista colocava a mulher como sendo a base para a continuação da raça ariana, segundo os planos de Himmler, mulheres arianas deveriam ser selecionadas para casarem com oficiais da SS, e essa seleção, rigorosa, deu origem a Programa Lebensborn. Na segunda fase da guerra, a mulher alemã foi obrigada a desempenhar funções na manutenção diária do país, tais como condutor de bonde e outras funções caracteristicamente masculinas. Na terceira fase da guerra, quando Berlim está sob ameaça, ela é usada, juntamente com crianças, como último elemento defensivo e, posteriormente, sofre de forma terrível com a ocupação soviética e os estupros sistemáticos que são aceitos como “normais” pelo Exército Vermelho. No final da guerra as mulheres são pagas para retirar os escombros de uma Berlim destruída, e são chamadas e “mulheres escombros”, chega o fim a trajetória da mulher alemã na guerra.

 

No Exército Vermelho a mulher é um elemento de infantaria, sendo tratada como mais um soldado na tropa, é a mais pura verdade o termo “A Grande Guerra Patriótica” para as mulheres filhas dessa terra.

Em outros fronts, dentro dos movimentos de resistência espalhados pela Europa, a mulher exerce funções principais, e através desses movimentos os Aliados sustentam várias operações.

No final das contas, pudemos imaginar que o processo de igualdade entre os sexos fica mais claro e evidenciado após a Segunda Guerra, diferentemente de outros períodos da História, a mulher prova que é capaz de exercer qualquer função, de soldado combatente a operador de máquinas pesadas. O sexo frágil deixou de ser frágil ou nunca foi.

O "Círculo de Fogo" de Sebastopol

Símbolo de defesa de Sebastopol, Crimeia,  essa jovem atirador russa, Lyudmila Pavlichenko, que, até o final da guerra, tinha matado 309 alemães – Confirmados – A atiradora feminina mais bem sucedida da história(Foto: AP).

A Cineasta

  Cineasta Leni Riefenstahl, olhando através da lente de uma câmera antes das filmagens do Rally da Alemanha de 1934 em Nuremberg. A filmagem seria para compor em 1935 o filme “O Triunfo da Vontade”, mais tarde aclamado como um dos melhores filmes de propaganda da história. (LOC).

Mulheres Japonesas no "esforço de guerra"

As mulheres japonesas olhar para possíveis falhas nas capsulas vazias em uma fábrica no Japão, em 30 de setembro de 1941.Elas são proibidas de olharem para a câmera. (AP Photo).

Pioneiras

Membros do Corpo de Exército Feminino (WAC) aquarteladas em Camp Shanks, New York, antes de embarcarem em 02 de fevereiro de 1945 no Porto de Nova York. As mulheres estão com o primeiro contingente de negros americanos a irem para o exterior no esforço de guerra.(AP Photo).

Controle de Qualidade

Mulheres trabalhadoras inspecionam um balão de barragem parcialmente inflado em New Bedford, Massachusetts em 11 de maio de 1943. Cada parte do balão deve ser carimbado pelo trabalhador, também pelo inspetor do trabalho da divisão e, finalmente, pela “G” inspetor, que dá a aprovação final.(AP Photo).

Treinamento

Com alguns dos arranha-céus de Nova York através de nuvens de gás, algumas enfermeiras do exército dos EUA no posto do hospital em Fort Jay, New York, usam máscaras de gás em treinamento de defesa, em 27 de novembro de 1941.(Foto: AP).

As Mães?

Três guerrilheiras soviéticas em ação na Rússia durante a Segunda Guerra Mundial. (LOC)

Proteção

Uma equipe de jovens de Serviços Auxiliar Territorial, vestido de casacos de inverno, controlando um holofote perto de Londres, em 19 de janeiro de 1943, tentando encontrar os bombardeiros alemães para serem abatidos por armas antiaéreas.(AP Photo).

Corajosa

 A aviadora alemã, capitão Hanna Reitsch, aperta as mãos do chanceler alemão Adolf Hitler após ser agraciado com o Cruz de Ferro de segunda classe na Chancelaria do Reich em Berlim, na Alemanha, em abril de 1941, por seu serviço no desenvolvimento de instrumentos de aviões e armamento durante a Segunda Guerra Mundial. Na volta, o centro é Reichsmarshal Hermann Goering. Na extrema direita é o tenente-general Karl Bodenschatz.(AP Photo).

Esforço de guerra

A linha de montagem de arte de estudantes do sexo feminino criando cópia de cartazes de propaganda da Segunda Guerra em Port Washington, Nova York, em 08 de julho de 1942. O cartaz principal está pendurado no fundo.(AP Photo / Marty Zimmerman).

Revolta do Gueto

Um grupo de jovens combatentes da resistência judaica estão sendo mantidas emum  prisão por soldados alemães SS em abril/maio de 1943, durante a destruição do Gueto de Varsóvia pelas tropas alemãs depois de uma revolta no bairro judeu.(AP Photo).

Pilotos da Luftwaffe

Jovens cada vez mais estão incorporando à Luftwaffe em campanha de recrutamento total da Alemanha. Elas estão substituindo os homens transferidos para o exército, para pegarem em armas em vez de aviões, contra o avanço das forças aliadas. Aqui, jovens alemãs em treinamento com os homens da Luftwaffe, em algum lugar na Alemanha, em 07 de dezembro de 1944.(AP Photo).

Treinamento de "Macho"

Aeronautas especialmente escolhidas estão sendo treinadas para funções policiais na Força Aérea (WAAF). Elas têm que serem perspicaz, inteligentes e observadoras – Elas frequentam um curso intensivo na escola de polícia RAF – onde sua formação corre paralela com a dos homens. Manter um homem “em seu lugar” – Um membro WAAF demonstra autodefesa em 15 janeiro de 1942(Foto: AP).

Guerrilheiras

O primeira Corpo de ” Mulheres Guerrilheiras ” acaba de ser formada nas Filipinas, treinadas em serviço em 08 de novembro de 1941, em um campo de tiro em Manila.(AP Photo).

"Maquis"

Pouco conhecida para o mundo exterior, embora tenha lutado contra regimes fascistas desde 1927, o italiano “Maquis” exerce uma batalha pela liberdade sob as condições mais perigosas. Alemães e fascistas italianos são alvos de suas armas, e as cobertas de neve, gelo nos picos das fronteiras franco-italiana são os seus campos de batalha. Esta professora da escola do Vale de Aosta, luta lado a lado com o marido na “Patrulha Branca” acima da passagem de São Bernardo, na Itália, em 4 de janeiro de 1945.(AP Photo).

O "V"

Mulheres do corpo de defesa formam um “V” da vitória com as linhas de mangueira transpostas em uma demonstração de suas habilidades em Gloucester, Massachusetts, em 14 de novembro de 1941. (AP Photo).

O sofrimento

Uma enfermeira envolve uma bandagem em torno da mão de um soldado chinês como um outro soldado ferido se aproximando mancando em sua direção para o tratamento de primeiros socorros durante os confrontos em frente ao rio Salween na província de Yunnan, na China, em 22 de junho de 1943.(AP Photo).

Produção

Mulheres trabalhadoras nas linhas de transparentes para os bombardeiros A-20J de ataque Douglas Aircraft, em Long Beach, Califórnia, em outubro de 1942.(AP Photo / Office of War Information).

Propaganda

Cinema americano atriz Veronica Lake, ilustra o que pode acontecer com as mulheres trabalhadoras de guerra que usam cabelos compridos, enquanto trabalhava em seus bancos, em uma fábrica em algum lugar nos Estados Unidos, em 09 de novembro de 1943. (AP Photo).

A Defesa

Ack Ack-Girls, membros do Serviço Territorial Auxiliar (ATS), corre para a ação em uma localização arma antiaérea na área de Londres em 20 de maio de 1941 quando o alarme é soado. (AP Photo) .

Defesa antiaérea

Duas mulheres alemães de armas antiaérea telefonam no campo auxiliar operacional durante a Segunda Guerra Mundial.(LOC).

O trabalho pesado

Jovens Soviéticas operam tratores da Quirguízia (hoje Quirguistão), substituir com eficiência os seus amigos, irmãos e pais que foram para o front. Aqui, uma tratorista semeia beterraba em 26 de agosto de 1942.(AP Photo).

Infantaria

Senhora Paul Titus, 77 anos de idade da Pensilvânia, carrega uma arma, em 20 de dezembro de 1941. Sra. Titus falou no dia seguinte ao ataque a Pearl Harbor. “Eu posso carregar uma arma a qualquer momento eles me chamarem”, declarou.(AP Photo).

No combate

Capacete de aço, uniformizadas mulheres polonesas marcham pelas ruas de Varsóvia para ajudar na defesa de sua capital depois que as tropas alemãs iniciaram a invasão da Polônia, em 16 de setembro de 1939.(AP Photo).

Enfermeiras

Enfermeiras são vistas limpando os restos de uma das alas no Hospital São Pedro, Stepney, Londres, em 19 de abril de 1941. Quatro hospitais estavam entre os prédios atingidos por bombas alemãs durante um ataque de escala completa na capital britânica.(AP Photo).

Os Cem Melhores Filmes de Guerra da História – Completando

A lista dos CEM MELHORES FILMES DE GUERRA é uma lista que não está em ordem, tendo em vista que cada um pode colocar segundo o que entender “Melhor”. Recebi dezenas de emails, pedindo para incluir um ou outro filme, se queixando de não aparecer na lista dos primeiros uma dezena de outros. Enfim, Lista é Lista! Cada um tem a sua! O BLOG apenas relacionou 100 filmes que o autor entendeu serem imprescindíveis para quem é estudioso ou aficionado pelo assunto tem por obrigação de assisitir. Todos são bons? Não, evidente que não! Mas cada deles tem uma visão diferente de algum conflito que atingiu a humanidade em algum período, mesmo que não tenha armas, mortos e feridos, mas suas histórias são frutos de uma guerra. Agora cabe a cada um ordenar de acordo com sua preferência.

 MANDE SUA LISTA QUE PUBLICAREMOS COM TODO PRAZER. NÃO PRECISA SER 100, MAS SE QUISEREM ENVIEM: blogchicomiranda@gmail.com.

Recomendamos: filmessegundaguerra.blogspot.com

  1. Uma Ponte Longe demais
  2. 9º Pelotão
  3. Tora! Tota! Tora!
  4. E o Vento Levou
  5. Terra de Ninguém
  6. A conquista da Honra
  7. Os vitoriosos
  8. Hamburqer Hill
  9. Ilusão Perdida
  10. Asas
  11. Nasci em 04 de Julho
  12. O General
  13. Dr. Fantástico
  14. Casablanca
  15. RAN
  16. Napoleão
  17. Uma Aventura na África
  18. Coronel BLIMP – Vida e Morte
  19. O Grande Ditador
  20. Alexander Nevsky
  21. Hiroshima, meu amor
  22. Ser ou não Ser
  23. Guerra de Paz
  24. A Carga da Brigada Ligeira
  25. Sargento York
  26. The Cruel Sea
  27. O Grande Desfile
  28. Os gritos do Silêncio
  29. Fugindo do Inferno
  30. Os doze condenados
  31. Inferno nº 17
  32. ZULU
  33. A Vida é Bela
  34. O Exército das Sombras
  35. Capacete de Aço
  36. Coração Valente
  37. O Último dos Moicanos
  38. El Cid
  39. A Patrulha Perdida
  40. Afundem o Bismarck
  41. Três Reis
  42. Os que sabem morrer
  43. Falcão Negro em Perigo
  44. Labaredas do Inferno
  45. Stalingrado
  46. O homem que nunca existiu
  47. Ratos do Deserto
  48. Filhos da Guerra
  49. Johnny vai a guerra
  50. Império do Sol

Os Cem Melhores Filmes de Guerra da História – Parte I

Os Melhores Cem Filmes de Guerra de todos os tempos. Cada um tem sua lista, mas vou colocar aqui em duas publicações os CEM MELHORES FILMES DE GUERRA DA HISTÓRIA.

Recomendamos: filmessegundaguerra.blogspot.com

  1. Apocalypse Now
  2. Sem Novidade no Front
  3. Glória feita de Sangue
  4. Cartas de Iwo Jima
  5. Tempo de Glória
  6. O Resgate do Soldado Ryan
  7. Além da linha vermelha
  8. A lista de Schindler
  9. A cruz de ferro
  10. Waterloo
  11. A grande Ilusão
  12. Platoon
  13. Agonia de Glória
  14. Vá e Veja
  15. Lawrence na Arábia
  16. Roma – Cidade Aberta
  17. A Queda – As últimas horas de Hitler
  18. Yamato
  19. O Barco – Inferno no Mar
  20. A Ponte do Rio Kwai
  21. M*A*S*H
  22. Patton – Rebelde ou Herói?
  23. Spartacus
  24. Mestre dos Mares
  25. O Pianista
  26. Henrique V
  27. Círculo de Fogo
  28. A Balada do Soldado
  29. Terra e Liberdade
  30. Os Duelistas
  31. Alexandre
  32. Crepúsculo das Águias
  33. A um passo da Eternidade
  34. Kanal
  35. Os canhões de Navarone
  36. Memphis Belle – A fortaleza voadora
  37. A guerra de Hart
  38. Salvador – O Martírio de um Povo
  39. A glória de um covarde
  40. A raposa do mar
  41. Por quem os Hins Dobram
  42. Marcha de Heróis
  43. Nascido para Matar
  44. O Franco Atirador
  45. O mais longo dos dias
  46. A Batalha Britânica
  47. O patriota
  48. A Batalha de Argel
  49. Júlio Cesar
  50. A Raposa do Deserto

Segue algumas fotos. Nas próximas publicações vou colocar uma pequena sinopse de DEZ dos filmes listados acima. Então, mande um comentário sobre qual a filme você gostaria de ver sinopse, curiosidades históricas, elenco e outros assuntos dos dez mais da lista.

Curiosidades do Pré-Guerra – Parte I

A Segunda Guerra pode ser perfeitamente entendida a partir da análise dos acontecimentos do pré-guerra, ou do período compreendido entre o fim da Primeira Guerra ao início da Segunda, ou seja, a Segunda começa a se moldar, a partir do fim da Primeira. E os acontecimentos que evidenciaram os fracassos de toda a diplomacia mundial para evitar a morte de milhões de pessoas, iniciaram, quase que de forma retórica, pela política econômica que sucumbiu nos anos 20 e 30. Países participantes do Grande Conflito ou estavam politica e economicamente em parca recuperação, como é o caso de França e Inglaterra, no caso dos vencedores ou estavam pagando caro pela derrota, como é o caso da Alemanha, também há outros países ou impérios, como é o caso do Otomano, que se reconfigurou geograficamente após a derrocada.

Nesse contexto a Grande Depressão evidenciada na Quebra da Bolsa de Valores em 1929, permitiu que regimes totalitaristas ganhassem espaço político e, através de discursos radicais, assumissem um papel preponderante na construção de um cenário que sucumbiria a uma nova ordem mundial.

A Alemanha de 1929, dá uma expressiva votação a um partido que, cinco anos antes, era seguido apenas por meia dúzia de radicais, e em 1933 teve na voz de um eloquente orador, Adolf Hitler, um representante nato dos ideias de luta pela sobrevivência do germanismo na Europa. E a partir de 1935 implementa medidas protecionistas na economia e, através de uma indústria bélica reestrutura a Alemanha e passa a buscar junto a outras nações a emancipação territorial, muito além da terras perdidas pelo Tratado de Versalhes.

Esse era o mundo Pré-Guerra, que ainda presenciou antes do início do Grande Conflito, outros de proporções menores, mas não menos sofrível para os povos e nações envolvidas, como a Guerra Civil Espanhola e a Guerra Sino-Japonesa.

Segue uma pequena amostra desse período:

Hitler, antes de ser HITLER!

Adolf Hitler, 35 anos, em sua libertação da prisão Landesberg, em 20 de dezembro de 1924. Hitler tinha sido condenado por traição em uma tentativa de golpe em 1923 chamado Putsch da Cervejaria. Esta foto foi tirada logo depois que ele terminou de ditar “Mein Kampf” para Rudolf Hess. Oito anos mais tarde, Hitler seria empossado como Chanceler da Alemanha, em 1933.(Biblioteca do Congresso Americano).

A Muralha da China - Só que é do Japão

Um soldado japonês monta guarda sobre parte da grande muralha da China, capturada em 1937, durante a Guerra Sino-Japonesa. O Império do Japão e da República da China estavam em guerra intermitente desde 1931, mas o conflito intensificou em 1937.(LOC).

Ataque Aéreo

Aviões japoneses atingem alvos na China em 1937.(LOC)

Guerra de Rua

Soldados japoneses envolvidos em combates de rua em Xangai, China em 1937. A batalha de Xangai durou de agosto a novembro de 1937, eventualmente envolvendo quase um milhão de soldados. No final, Xangai caiu na mão dos japoneses, depois de mais de 150.000 baixas dos dois lados.(LOC).

Mussoline, antes de ser MUSSOLINE

Líder fascista italiano Benito Mussolini, centro, as mãos nos quadris, com os membros do Partido Fascista, em Roma, Itália, 28 de outubro de 1922, após a sua marcha sobre Roma. Esta marcha foi um ato de intimidação, onde milhares de camisas negras fascistas ocuparam posições estratégicas em grande parte da Itália. Após a marcha, Emanuelle III pediu a Mussolini para formar um novo governo, abrindo caminho para uma ditadura.(AP Photo).

Soldados Italinos

Quatro soldados italianos na Etiópia em 1935, durante a Guerra ítalo-abissínia. As forças italianas de Mussolini invadiram e anexaram a Etiópia, dobrando-a em uma colônia chamada África Oriental Italiana, juntamente com a Eritréia. (LOC)

A Conquista Italiana

Tropas italianas levantam a bandeira italiana sobre Macalle, Etiópia, em 1935. Apelos do imperador Haile Selassie a Liga das Nações para a ajudarem ficaram sem resposta, e na Itália foi em grande parte recebida como um passe livre para fazer o que bem entender na África Oriental. (LOC).

A mulher na Guerra Espanhola

Na Espanha, os soldados leais ensinam prática de tiro para as mulheres que irão defender a cidade de Barcelona contra as tropas rebeldes fascistas do general Francisco Franco durante a Guerra Civil Espanhola, em 02 de junho de 1937. (AP Photo).

Morte Certa

Trezentos rebeldes fascistas foram mortos nesta explosão em Madrid, Espanha, sob o edifício Casa Blanca de cinco andares, em 19 de março de 1938. Legalistas do governo fizeram um túnel de 600 metros, ao longo de um período de seis meses, para lançar as minas terrestres que causaram a explosão. (AP Photo).

O Momento

Um soldado insurgente joga uma granada de mão sobre uma cerca de arame farpado em soldados leais com metralhadoras acionadas em Burgos, Espanha, em 12 de setembro de 1936.

 

 

 

Os alemães e o Brasil – A Imigração Alemã – Parte III

Segue a terceira parte da análise da imigração alemão para o Brasil do Mestre Alessandro Santos Rosa:

E as preocupações aumentam!

 Preocupações mais acentuadas começaram a surgir no cenário político nacional com a eclosão da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), uma vez que se perceberam as idéias que pairavam dentro da Alemanha de estender seus territórios até mesmo no além-mar.

Os imigrantes residentes no Brasil passaram a representar uma ameaça, pois, além de não se integrarem a sociedade brasileira, mantinham um apoio incondicional a Alemanha, como explicado por René Gertz[1]: “Houve reservistas alemães que abandonaram o Brasil para lutar pela Alemanha; no início do conflito foi fundado o jornal Bismarck em Porto Alegre para contrapor-se às notícias negativas sobre a Alemanha difundidas pela maioria da imprensa, e mais tarde foi adquirido O Diário para o mesmo fim”. (p.16)

Se havia esse tipo de disponibilidade de um indivíduo sair de um país para onde tinha imigrado para defender a pátria mãe de arma em punho, arriscando sua própria vida, então se tratava no mínimo de uma situação de preocupação relevante. O que fora tão incentivado que ocorresse, a imigração de alemães para realizar a ocupação das grandes áreas de terras brasileiras, acaba tomando um sentido contrário, pois ficam suspensos no ar os primeiros alarmes dos perigos que passam a representar para o Brasil.

Quando finda a Primeira Guerra Mundial, as elites brasileiras respiraram aliviadas, pois a idéia do pangermanismo colocava em risco a hegemonia brasileira, a integridade e a soberania. Com a ocupação alemã, que se deu nos três estados sulinos, em maior peso no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, havia a preocupação de que a Alemanha investisse na idéia de tornar este uma extensão de seu país como ocorrido com outros países da Europa sobre regiões subdesenvolvidas.

A partir da Primeira Guerra Mundial, a preocupação com a não-integração alemã com a sociedade brasileira, torna-se constante, pois, assim como consideravam o povo judeu uma sociedade que só explorava e não trabalhava, que se aproveitavam da produção alemã, poderiam passar a ter a mesma visão dos brasileiros. Os judeus eram vistos como os grandes culpados da Alemanha estar subordinada aos efeitos do capitalismo internacional e por viver em atraso econômico. Havia uma espécie de sentimento de ódio, onde não havia lugar para essa sociedade inferior.

A intervenção de autoridades alemãs acabava influenciando as normas da política brasileira em relação a imigrantes judeus, como analisa Ricardo[2]: “A cooperação policial e governamental germano-brasileira conduz o Brasil a adotar medidas anti-semitas preconizadas por Berlim. Por meio da circular secreta n. 1.127, de 7 de junho de 1937, o governo Vargas oficializa as restrições à entrada de imigrantes de origem judaica no Brasil”. (p. 28)

Do mesmo modo, cria-se um temor intenso no Brasil, já que essas idéias criadas e alimentadas pela liga Pangermânica, após o ano de 1928, continuavam fervorosas. As comunidades de alemães passam a ser alvo de constante observação, pois a idéia de tornar o povo alemão uma raça superior era latente e foi ainda mais incentivada com o surgimento do III Reich de Adolf Hitler, como aborda Dennison[3]:

      O imperialismo, o militarismo e o pangermanismo foram entusiasticamente adotados pelos nazistas, constituindo a base de seus argumentos em favor de uma drástica mudança na ordem mundial vigente. Deve-se destacar, contudo, que o nazismo também enfatizava ainda mais os elementos de ordem racial, ao explicitar seu projeto de poder.  (p.19)

 A partir de 1920 a Alemanha inicia uma trajetória para recuperar sua economia e tentar se projetar no cenário mundial, pois com a derrota da Primeira Guerra Mundial teve toda sua estrutura abalada. Já após 1933 encontrava-se com sua economia em ascendência, um crescimento contínuo e com uma política totalitária.

Nessa mesma década, no Brasil, ocorre o golpe do Estado Novo, ascendendo ao poder a figura de Getúlio Vargas (1937), o qual tinha formas de governo e pensamento alinhados com as ideologias de Hitler e Mussolini, sendo que o primeiro ascendeu ao poder já em 1933 e o segundo em 1925, este através de um golpe de estado. Esses aspectos que caracterizam ambos os governos vão propiciar um estreitamento nas relações políticas e econômicas.

Essas novas relações preocupam de imediato o governo norte-americano, pois a política econômica, de troca de produto, fez com que houvesse um grande impulso nas atividades comerciais desenvolvidas pela aliança Brasil-Alemanha, perdendo fôlego o comércio entre brasileiros com os Estados Unidos, como analisado por Dennison[4]:

 Dessa forma, compreende-se que, ao aumento do volume do comércio da Alemanha com o Brasil, correspondesse uma queda das trocas brasileiras com os EUA. Quando Adolf Hitler chegou ao poder na Alemanha em 1933, os EUA respondiam por 21,2% das importações brasileiras e a Alemanha, por 12%. As exportações brasileiras para os EUA alcançavam 46,7% do valor total, e aquelas para a Alemanha, 8,1%. Cinco anos depois, o quadro era muito diferente. As importações de produtos alemães correspondiam a 25% do total, e as norte-americanas a 24,2%. Já as exportações brasileiras para os EUA haviam caído para 34,3%, enquanto as destinadas para a Alemanha subiram para 19,1%. (p.20)

Perante as alterações nos níveis de negociação comercial com a Alemanha, iniciou nesse momento uma preocupação constante por parte do governo norte-americano. Pois a comercialização com o país germânico ocorria em moeda alemã, atrelando a economia de quem estivesse comercializando, pois os valores convertidos em francos alemães ficavam depositados em bancos alemães e só poderiam ser usados para pagar por mercadorias produzidas na própria Alemanha.

Referencia Bibliográfica

 

*GERTZ, René. O perigo alemão. Porto Alegre: Editora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 1991

* OLIVEIRA, Dennison de. Os soldados alemães de Vargas. Curitiba: Juruá, 2008

* SEYFERTH, Giralda. A colonização alemã no vale do Itajaí – Mirim. Porto Alegre: Movimento, 1985


[1] Idem. p.16

[2] SEITENFUS, Ricardo. O Brasil vai a Guerra: o processo do envolvimento brasileiro na Segunda Guerra Mundial. 3ª  ed. Barueri, SP: Mamole, 2003. p.28

[3] OLIVEIRA, Dennison de. Os soldados alemães de Vargas. Curitiba: Juruá, 2008. p.19

[4] Idem. p.20

Curiosidades do Pós-Guerra – Parte IV

Segue a sequência das Curiosidades do Pós-Guerra:

Olhar Compenetrado da Morte!

General da Wehrmacht Anton Dostler é amarrado a uma estaca antes de sua execução por um pelotão de fuzilamento em Aversa, Itália, em 01 de dezembro de 1945. O general, comandante do 75º Corpo de Exército, foi condenado à morte por uma Comissão Militar dos Estados Unidos em Roma por ter ordenado o fuzilamento de 15 prisioneiros de guerra americanos desarmados, em La Spezia, Itália, em 26 de março de 1944. (Foto: AP ).

O Dia da Vitória! Também o da Humilhação para a Alemanha

Soldados soviéticos colocam as bandeiras para baixo das forças nazistas derrotados durante o desfile do Dia da Vitória em Moscou, em 24 de junho de 1945.(Yevgeny Khaldei /Waralbum.ru ).

O que Restou dos Homens!

Magro e macilento, mas feliz com sua libertação do cativeiro japonês, dois prisioneiros aliados embalam seus escassos pertences, depois de serem libertados perto de Yokohama, no Japão, em 11 de setembro de 1945, por homens de um esquadrão americano da Marinha dos EUA.(Foto: AP ).

O retorno

O retorno dos soldados soviéticos vitorioso em uma estação de trem em Moscou, em 1945. (Arkady Shaikhet / Waralbum.ru )

Um Ano Depois...

Vista aérea de Hiroshima, no Japão, um ano após a explosão da bomba atômica. Mostra uma pequena quantidade de reconstrução em meio a muita ruína em 20 de julho de 1946. O ritmo lento da reconstrução é atribuída à falta de equipamentos de construção e materiais.(AP Photo / Charles P. Gorry).

Recomeçando...

Um homem japonês no meio dos destroços queimados e entulho que já foi sua casa, em Yokohama, no Japão.(NARA)

Turismo de Guerra

O fotógrafo do Exército Vermelho Yevgeny Khaldei (centro) em Berlim, com as forças soviéticas, perto do Portão de Brandemburgo, em maio de 1945.(Waralbum.ru ).

Vista Aérea

A P-47 Thunderbolt da Força Aérea dos EUA, voa baixo sobre as ruínas desintegradas do que já foi refúgio de Hitler em Berchtesgaden, Alemanha, em 26 de maio de 1945. Crateras de bombas pequenas e grandes pontilham a região ao redor dos destroços.(AP Photo).

O Tribunal de Nuremberg

O interior da sala do tribunal de crimes de guerra de Nuremberg, em 1946, durante o julgamento dos criminosos de guerra, 24 de acusação de líderes do governo e civis da Alemanha nazista. Aqui aparece Hermann Goering, ex-líder da Luftwaffe, sentado na caixa à direita no centro, vestindo uma jaqueta cinza, fones de ouvido e óculos escuros. Ao lado dele se senta Rudolf Hess, ex-Vice Fuhrer da Alemanha, então Joachim von Ribbentrop, antigo ministro nazista dos Negócios Estrangeiros, Wilhelm Keitel, ex-líder do Comando Supremo da Alemanha (face borrada), e Ernst Kaltenbrunner, a mais alta patente da liderança da SS a sobreviver. Goering, von Ribbentrop, Keitel e Kaltenbrunner  foram condenados à morte por enforcamento, juntamente com oito outros – Goering suicidou-se na noite anterior à execução. Hess foi condenado à prisão perpétua,  em Spandau, Berlim, onde morreu em 1987.(AP Photo / STF).

St. Paul

Esta é uma vista aérea da cidade de Londres em torno Catedral de St Paul – Resistiu a Guerra (AP Photo)

I Batalhão do 11º RI em Monte Castelo – Relatos de uma Infeliz Operação.

Segue abaixo a descrição do Capitão Adhemar Rivermar de Almeida, então S/3 do 1º Batalhão do 11º Regimento de Infantaria sobre a atuação de sua unidade nas operações do dia 13 de dezembro de 1944, com o objetivo de tomar Monte Castelo no Teatro de Operações da Itália. A descrição abaixo se encontra registrado no livro Montese – Marco glorioso de uma trajetória – Coronel Adhmar Rivermar de Almeida.

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Com a ocupação de nossas posições pelo III/6º. Regimento de Infantaria (Batalhão Silvino), segui, acompanhando o Major Jacy, para a cidade de Porreta-Terme, Quartel-General da 1ª DIE, onde o Tenente Eurico Capitulino, sempre eficiente e acolhedor, fez-nos lembra de que há muito não comíamos coisa alguma. Estômago cheio, atirei-me a um canto, dormindo de imediato.

O dia 04 foi todo ele ocupado no reagrupamento do I/11º. Regimento de Infantaria, cada elemento procurando reencontrar sua fração de tropa, reaver armamento ou peças de equipamento.

O General Mascarenhas, depois de séria conversa com os oficiais do Batalhão, apresentou-se aos Capitães João Tarcísio e Carlos Meira Mattos, designados para comandar, respectivamente, as 1ª e 2ª Companhias de Fuzileiros.

Nesse mesmo dia, à tarde, era o Batalhão, praticamente recomposto, transportado para a localidade de Granaglione, onde, como reserva de Divisão, acantonou.

Na condição de Unidade de Reserva, o Batalhão tinha de conservar enorme flexibilidade, necessitando pormenorizado reconhecimento de toda a frente, a fim de acompanhar o desempenho de todas as Unidades empenhadas, na eventualidade de substituí-la, reforçá-las, ultrapassá-las ou acolhê-las.

Tendo em vista a determinação do IV Corpo de que um novo ataque fosse efetuado, coube aos brasileiros, novamente, a conquista de Monte Castelo e o isolamento de M. Della Torrácia, componente do Maciço M. Gorgolesco – M. Belvedere. Para tal, foi organizado um Grupamento de Ataque, postos nas seguintes Unidades:

1º Escalão – 1º RI (menos o I Batalhão e a Cia de Obuses)

Reserva: – III/11º RI

Cobertura de flanco: I/11º RI (Menos a Cia do Capitão Hésio)

A Companhia do Capitão Hésio (3º Cia) recebeu a missão de “em íntima ligação com o 1º regimento de Infantaria, cobrir o flanco E do ataque na região de Fálfara e limpa as regiões de Abetaia e Valle”.

Para o cumprimento da missão recebida, iniciamos, no dia 06 de dezembro, já refeitos do choque que sofremos, mais certos do que nos cabia executar e com mais tempo para reconhecimento do terreno e do inimigo, os estudos para a substituição do III/11º Regimento de Infantaria, o que veio a se concretizar na noite do dia 08 para 09.

Depois daqueles dias de “em reserva” voltava o Batalhão à primeira linha. Era inevitável a emoção de todos, afinal, sabiam lá o que os esperava? Novo desastre (O 11º RI sofreu baixas e acabou recuando na primeira fez que entrou na linha de combate) ou início de uma reabilitação por todos tão desejada? A única coisa de que realmente tinham certeza era que “a cobra continuava fumando.”

Os responsáveis pelo transporte de tropa, impacientes, não se cansavam de reclamar:

 – Vamos, rapazes, andem com isso. Temos outros transportes a fazer.

As camas-rolos e as bagagens ligeiras ia se amontoando debaixo dos bancos laterais dos caminhões que os iriam transportar até bem mais pertos das posições avançadas. Ia ser preciso, outra vez, subir o morro a pé.

Finalmente o comboio deslocou-se, e até que a estrada não estava ruim. A Engenharia estava cuidando bem dela.

A chuva fina e a subida por aquelas trilhas íngremes e enlameadas, onde os galochões desapareciam completamente, exigiam dos pracinhas um dispêndio que um ajudasse o outro naquela terrível escalada. De repente, uma praga ou um palavrão, preferido por um daqueles homens sujos de barro e encharcados de suor e chuva, na maioria das vezes dirigidos àquelas mães que haviam gerado dois monstros: Hitler e Mussolini.

A tropa a ser substituída nos esperava, pronta e ansiosa por descer:

 – Custaram a chegar.

 – A subida está difícil e os alemães andaram nos amolando. Como vão as coisas aqui?

 – Até que o tedesco tem estado camarada nestes últimos dias.

 – Antes assim.

 – Mas se ele manjou a chegada de vocês, vão ter morteiros e Lurdinhas sem parar

 – Que negócio é esse de Lurdinha?

 – Bem se vê que vocês são do Laurindo (nome pejorativo). Todos o restante da FEB já sabe que lurdinha é uma metralhadora alemã que dá mais de mil tiros por minuto.

 – Mas, por que lurdinha?

– É o nome da namorada de um campo que quando começa a fala não pára mais; uma verdadeira matraca. Ele contou a história e, por isso, a metralhadora alemã foi chamada de lurdinha. E pegou…Já tem até música.

E o pracinha, mesmo sem que lhe fosse pedido, passou a cantarolar em voz baixa:

“Você já, Iaiá?

Você já viu, Ioiô?

A lurdinha no fronte cantar?

A tropa fica alerta para avançar

Ouvindo a voz da metralha:

 – Vamos atacar!

                A voz de comando

                É firme e segura,

                Ninguém tem paura

                Corre e toca!

                Perde até a roupa.

                               – Pra brasileiro, alemão é sopa!”

Os que não foram para os postos avançados instalaram-se para dormir: cada um acomodou-se num canto, pelo chão.

De duas em duas horas, os homens que iam substituir os dos postos avançados eram acordados. Os demais continuavam dormindo um sono tão pesado que nem percebiam os ratos que passeavam por cima dos seus corpos.

Todos os preparativos haviam sido feitos com minúcias. A madrugada, que naquele dia 12 de dezembro viera coberta por densa cerração, já encontrara as duas Companhias de Fuzileiros articuladas na base de partida.

O ataque foi desencadeado de surpresa. Os relógios haviam sido acertados para que a partida se desse precisamente às seis horas da manhã. Não houve, portanto, preparação de artilharia e nem sinal destinado a marcar o início da operação.

Todas as ordens foram cumpridas à risca pelos dois Capitães. A Segunda conseguiu ocupar Fálfare, seu objetivo inicial, com feridos e desaparecidos. Entre os últimos encontravam-se o Tenente Emílio Varoli que, vítima de pé-de-trincheira, não pode mais mover-se do lugar; sendo aprisionado pelo inimigo. Esse valente e culto oficial da reserva tinha sido professor de italiano para um grupo de oficiais, do qual fizemos parte quando nossa estada na Tenuta de San Rossare.

A progressão da Primeira iniciou-se bem, com dois pelotões em primeiro escalão e o terceiro, mais recuado, como reserva. O capitão Bueno marchava no centro do dispositivo. Ainda não tinha avançado muito e já era impressionante a ação desencadeada pelo inimigo. Como pressentiram o ataque, ninguém sabe! O terreno limpo e baixo, enlameado e escorregadio, facilitava a ação dos inimigos que, atentos, em suas posições dominantes, nada deixavam escapar.

Os atacantes encontravam-se agora no centro de uma concentração de morteiros, complementadas por fogos rasantes de metralhadoras, as terríveis lurdinhas, como seus incontáveis tiros por minuto, em flanqueamento.

A barragem de fogo frente a Abetaia estava se constituindo em uma verdadeiro inferno.

Apesar de tudo, o ataque progredia. Lentamente, mas progredia. Rádio de mão inutilizado por deslocamento de ar causado por uma forte explosão, cabos telefônicos arrebentados pelo contínuo bombardeio do inimigo e mensageiro ferido por tiro de metralhadora, o Capitão Bueno desconhecia o que estava acontecendo com o ataque principal.

Os densos e ajustados fogos com que os alemães batiam totalmente o Corredor da Morte, como começava a ser conhecido o vale que levava à Abetaia, fizeram com que os dois pelotões de primeiro escalão ficassem detidos, aferrados ao terreno. Ademais, minas explodiam por toda parte.

O Capitão Bueno, ciente da situação, impulsionou o pelotão do segundo escalão e desbordou os elementos detidos. Era impressionante ver-se a sua figura ágil a apontar, constantemente, para as primeiras casas de Abetaia.

Incrível o que estava acontecendo. Com a passagem do Capitão Bueno para frente do escalão de ataque um melhor aproveitamento de seu pelotão de metralhadoras, mesmo sem terem aniquiladas as resistências inimigas, o Capitão e vários de seus homens já se encontravam no interior da posição alemã.

Os demais, colados ao solo, dentro das crateras e Saliência do terreno que lhes serviam de abrigos, sentiam dificuldade em até mesmo ouvir a voz de seus comandantes de grupos de combate ou pelotões.

Do local em que momentaneamente se abrigou, o Capitão Bueno viu, al alcance de uma granada de mão, a boca de uma Camata donde o inimigo manipulava uma metralhadora. Não trepidou. Retirou do bornal uma granada, arrancou rapidamente o grampo de segurança e, num ímpeto audacioso, arremessou o explosivo, que acertou em cheio a guarnição da metralhadora. Chegou a ver o alemão que manejava a metralhadora disparar em sua direção e, súbito, sentiu como se houvesse sido sacudido violentamente pela ponta de uma picareta. É que, da rajada, uma bala atingira o seu pulmão e arrebentara-lhe várias costelas. Tombou em estado quase de choque, porém com lucidez para, pouco depois, estranhar ter sido atingido. E o que pareceu mais incompreensível era ter passado tantos minutos ouvindo o constante sibilar das balas, como se estivessem a roçar-lhe os ouvidos. Tentou reagir. Quis levantar, mas sentiu dores muito fortes. Consultou o relógio, no pulso também ensanguentado. Eram nove horas. O Capitão Bueno sentiu que ia perder a vida, com o sangue saindo sem cessar.

O ataque foi suspenso por volta das 14h 30min. A decisão causou alguma surpresa, porém, na realidade, nada mais restava a fazer: O I/11º Regimento de Infantaria recebeu ordens de retornar às suas posições originais.

Do nosso observatório, tínhamos os olhos fixos no corpo inanimado do Capitão Bueno, ainda na mesma região de casas um pouco à esquerda de Abetaia. Então avançamos, o Major Darcy e eu, até a estrada por onde estavam sendo recolhidos os homens do Batalhão. Um soldado cruzou por nós, estafado pelo esforço da dura jornada que estava vivendo. Vinha, contudo calmo.

 – Soldado, disse o Major: tens coragem de retornar à terra-de-ninguém?

 – Por que não, Major? – Respondeu, entre surpreso e curioso.

 – Pois não vês lá no fundo, à esquerda das casas de Abetaia, caído por terra o corpo de um homem?

 – Sim, o que se encontra de bruços – disse o soldado, após ter utilizado o binóculo que fora cedido pelo Major.

 – Exatamente. É o teu Capitão! Tens coragem de ir busca-lo? – prosseguiu o Major em tom quase de exortação.

Iluminou-se o olhar do jovem soldado, que se tornou mais vivo e aguçado. Fez meia volta e, incontinenti, partiu em passos rápidos.

Voltamos ao Observatório, a fim de acompanhar a sua progressão. Era um bravo que, desassombradamente, em plena luz do dia, progredia, ora rastejando, ora em lances, de um abrigo para o outro, com o intuito de buscar outro bravo.

Mas, infelizmente, quando o soldado já estava na terra-de-ninguém, quase duas centenas de metros do corpo de seu Capitão, foi caçado por um tiro certeiro que o fez tombar. Era mais um herói, ficávamos ignorando – pois nem mesmo seu nome havíamos perguntado na hora que lhe fora cometida a difícil missão.

Várias tentavas foram realizadas para o remover o Comandante da 1ª Companhia para as nossas linhas. A primeira patrulha, para isso por mim organizada, foi constituída dos voluntários Sargento Max Wolf, Cabo José Leite Rios e soldados Manoel Prates Filho e Antônio Barbosa Lima. Não tendo conseguido êxito, regressou. Foi logo substituída por outra, sob o comando de Max Wolff, também sem resultado. Também tentou-se o envio de padioleiros, mas a remoção não ainda possível e a solução foi esperar pela noite.

Por vezes, sobrevinham instantes de lucidez ao Capitão Bueno. Num desses momentos, percebeu a aproximação de vozes e, logo depois, viu um alemão se deslocava de uma casamata para outra. Trazia a metralhadora de mão apontada e com a preocupação de não ser surpreendido. Avançou em sua direção e, quando alcançou, fitou-o interrogativamente, conservando a metralhadora apontada para o Capitão Bueno e o tacão da bota quase a lhe tocar o rosto. O Capitão fez um esforço imenso para manter-se móvel, prendendo ao máximo a respiração, á que os teutos tinham a mania de dar o tiro de misericórdia. Sentiu um enorme alívio quando viu o alemão afastar-se, depois de lhe ter retirado a pistola.

Não perdeu, entretanto, a esperança de retornar. Quando surgiram as primeiras estrelas, essa esperança aumentou. Tentou levantar-se, mas foi aí que compreendeu a gravidade do seu estado. Não tinha forças. Aumentara incrivelmente a sede. Um gosto forte de sangue infundo-lhe a boca. Mas mesmo assim, saiu cambaleando, procurou orientar-se em direção às linhas brasileiras. Após deslocar-se alguns metros, recrudesceram as dores e a sede tornou-se um castigo monstruoso. Inúmeras vezes tentou levar as mãos ao solo tentando encontrar na lama um pouco de água, pelo menos uma sensação de umidade para molhar os lábios. Apoderou-se dele um estado de inanição e o Capitão Bueno tombou inconscientemente junto a um pequeno riacho.

Ingentes esforços foram feitos durante toda a noite para recuperar os homens que haviam ficado presos ao chão do Corredor da Morte: patrulhas sem conta saíram naquela direção, recuperaram mortos e feridos, mas conseguirem localizar o Capitão Bueno.

Alguém aguardava impacientemente o regresso dessas patrulhas: o soldado Sérgio Pereira, o seu ajudante de ordens. Pela madrugada, sem dizer a ninguém, pegou uma metralhadora, encheu o bornal de granadas e saiu à procura de seu Comandante. Partiu com a decisão de não voltar sem ele. Chegou até o local onde o havia visto cair. Não encontrou. Não se conformou e passou a esquadrinhar o terreno em várias direções, pois sabia que não havia a possibilidade de estar muito distante dali. Finalmente o encontrou e decidiu carrega-lo às costas. Andou algumas dezenas de metros, mas notou que aquela penosa marcha por terreno tão irregular fazia com que aumentasse as dores e os gemidos de seu Capitão.

Resolveu então deixa-lo num ponto mais protegido e ir buscar, junto ao Posto de Saúde do Batalhão, dois padioleiros para o auxiliar naquele divina tarefa de trazer de volta seu heroico Comandante. E esse bravo, destemido e leal ordenança somente sossegado no momento em que viu o Capitão Bueno ser passado da maca dos padioleiros para cima de uma cama de campanha, recebendo o primeiro tratamento médico.

O I/11º Regimento de Infantaria perdeu 33 homens nessa jornada; e o Major Darcy demonstrou toda a sua coragem e destemor; numa afirmativa de plenas condições de permanência no Comando do Batalhão, onde era estimado e respeitado.

Capitão Ademar

Curiosidades do Pós-Guerra – Parte III

Continua…

TV e Pós-Guerra

Este aparelho de televisão, no varejo por US $ 100, é o primeiro receptor com preço acessível fabricados em quantidade industrial. Rose Clare Leonard observa a tela, que reproduz uma imagem de 5×7, sintoniza na primeira apresentação pública do pós-guerra que estava à venda em uma loja de departamento de Nova York, em 24 de agosto de 1945. Embora a televisão fosse inventada antes da Segunda Guerra Mundial, a guerra impediu a produção em massa.(AP Photo / Ed Ford).

O Retorno do Companheiros dos Brasileiros

O navio de transporte WP Geral Richardson, atracou em Nova York com os veteranos da guerra europeia, em 7 de junho de 1945. Muitos soldados eram veteranos da campanha Africana, Salerno, Anzio, Cassino e da guerra de inverno nas montanhas da Itália. Inclusive as tropas do V Exército que combateram com a Força Expedicionária Brasileira(AP Photo / Tony Camerano).

O Veterano General De Gaulle e a Cidade devastada pelos...Aliados!

General Charles de Gaulle (centro) apertando as mãos de crianças, dois meses após a capitulação alemã em Lorient, França, em julho de 1945. Lorient foi a localização de uma base de submarinos alemães durante a Segunda Guerra Mundial. Entre 14 de janeiro a 17 de fevereiro de 1943, cerca de 500 bombas aéreas de alto poder explosivo e mais de 60.000 bombas incendiárias foram lançadas sobre Lorient. A cidade foi quase completamente destruída, com quase 90% da cidade achatada.(AFP / Getty Images).

Amor estranho Amor...

Um soldado americano coloca seu braço em volta de uma jovem japonesa. Eles estão vendo a paisagem do parque Hibiya, perto do palácio do imperador em Tóquio, em 21 de janeiro de 1946. (AP Photo / Charles Gorry).

lar doce lar...

Ônibus sem utilidade que enchiam as ruas de Tóquio são usados ​​para ajudar a aliviar a falta de moradia aguda na capital japonesa em 2 de outubro de 1946. Japoneses sem-teto que arrastaram o ônibus para um terreno baldio, convertendo-os em casas para suas famílias.(AP Photo / Charles Gorry).

As marcas da Guerra

Um sobrevivente da primeira bomba atômica já usada em uma guerra, Jinpe Teravama mantém cicatrizes após o tratamento de queimaduras a partir da explosão, em Hiroshima, em junho de 1947.(AP Photo).

Os Prisioneiros cuidando do Cemitério Aliado

Um ano após o desembarque do Dia D na Normandia, a paisagem está com prisioneiros alemães no cemitério dos EUA em Saint-Laurent-sur-Mer, França, perto de “Omaha” Beach, em 28 de maio de 1945.(AP Photo / Peter J. Carroll).

Exposição de Aviões Nazista em Londres

Muitos dos aviões experimentais capturados da Alemanha foram exibidos em uma exposição como parte da semana de Ação de Graças de Londres, em 14 de setembro de 1945. Entre os aviões uma série de aviões a jato e foguetes de propulsão. Aqui, uma vista lateral do Heinkel He-162 “Volksjaeger”, impulsionado por uma unidade de turbo-jato montado acima da fuselagem, em Hyde Park, em Londres.(AP Photo).

O Zero UM depois da Guerra

  Hermann Goering, uma vez que o líder da Luftwaffe e segundo no comando do Reich alemão de Hitler, aparece arquivado no Registro Central de Criminosos de Guerra e Suspeitos de Segurança em Paris, França, em 05 de novembro de 1945. Goering entregue a soldados dos EUA na Baviera, em 09 de maio de 1945, e acabou por ser levado para Nuremberg para enfrentar um julgamento por crimes de guerra. (AP Photo).

Joaquim Fernandes e a FEB – Uma Esperança e um Exemplo

Sempre que pensamos em consciência histórica do povo brasileiro somos unanimes em rotular-nos de “povo sem memória”, evidentemente que há razões consideráveis para a colocação, e quando falamos da História da Força Expedicionária Brasileira, o quadro fica mais complicado, tendo em vista a quase imposição governamental para o esquecimento dos sacrifícios dos ex-combatentes ao longo das décadas de pós-guerra. Sobre o assunto, o blog já publicou alguns artigos, e, claro, sempre embasado no descaso histórico peculiar de nossa nação. Contudo, tivemos o prazer de conhecer uma ESPERANÇA de nome Joaquim Laranjeira, filho de um honroso companheiro, o jovem garoto revigorou os ânimos de vários combatentes da memória da FEB.

Aficionado pela participação brasileira na Segunda Guerra Mundial, Joaquim foi convidado para participar da reunião mensal da Associação dos Ex-Combatentes da Força Expedicionária Brasileira – Seccional Pernambuco, e deixou todos impressionados pela galhardia de conhecer e conversar com vários pracinhas da associação. Isso nos revigora, pois entendemos que a nossa esperança repousa no reconhecimento dos jovens para que a Memória da FEB permaneça viva, mesmo quando todos os nossos pracinhas nos deixar pela imposição da idade, teremos condições de repassar para as próximas gerações os exemplos dos heróis brasileiros nos campos da Itália.

Joaquim Laranjeira representa a juventude olhando para o passado de nosso país, portanto é fruto da nova realidade brasileira, da geração da informação fácil e acessível ao clique de um mouse, nessa geração é que depositamos todos os nossos esforços para que outros como o Joaquim, possam entender o passado do seu próprio povo e dignificar os sacrifícios de gerações passadas para que, hoje, desfrutássemos do mundo tal como o conhecemos.

O mais importante é que o jovem Joaquim tem sempre o apoio do pai Fernandes, aquele que incentiva e é fiel depositário do seu conhecimento, pois quantos exemplos temos negativos de pais que pouco estão interessados pelo o que o filho estuda? Fernandes é um exemplo de pai participativo na busca pela necessidade de conhecimento do jovem filho. E é assim que tem que ser; um homem que se preocupa com a consciência histórica dos seus filhos.

Então, ao Joaquim, o agradecimento pela esperança de que a FEB terá uma continuidade nas próximas gerações. E a Fernandes, nossos parabéns pela direção e incentivo dado ao filho.

E como diria nosso nobre amigo e pesquisador Rigoberto Júnior: A COBRA SEGUE FUMANDO…

“Conspira contra a sua própria grandeza, o povo que não cultiva seus
feitos heróicos”

 Hoje ficamos mais longe dessa Conspiração.

Saudações Febianas

Joaquim com a Bandeira da FEB

Na ANVFEB-Seccional Pernambuco

Joaquim na Rol Principal de Cerimônia da ANVFEB-PE

Joaquim com os pracinhas Alberiades e Rigoberto

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Fotografia: Contando a Segunda Guerra Mundial – Parte VII

As defesas russas não foram páreas as primeiras incursões sobre seu território. Stálin perplexo com a manobra alemã ordena, de forma desvairada, que todas as forças soviéticas resistam à investida nazista, e em vão, soldados do Exército Vermelho despreparados e sem as mínimas condições de combate, tentam enfrentar uma Wermacht exercendo sua Blitzkrieg.

 

O avanço chega a 150km em poucas horas, vila após vila, caem diante do poderio das forças invasoras. Em pouco tempo, grandes centros populacionais, como Leningrado, sofrerão cercos terríveis que abalará o moral do povo soviético.

 

De qualquer forma, todos da Alemanha, sabiam que o tempo era um dos principais inimigos do Exército, todos entendiam o rigor do frio russo, e esperavam uma derrota antes da chegada do inverno. Outro problema é a extensão dos territórios ocupados, pois as linhas de suprimentos eram cada vez maiores e perigosas. O efetivo de 4.5 milhões de soldados, empregados na Operação Barbarossa, deveriam tomar seus objetivos e ainda estarem abastecidos de toda a sorte de suprimentos necessários à operação. Hitler não queria, e não poderia, estender a guerra a ponto de dar oportunidade para que as forças soviéticas ou aos seus aliados no ocidente reestruturassem suas indústrias bélicas.

 

No final das contas a Operação Barbarossa é estudada hoje como sendo um dos grandes erros de Adolf Hitler. Com a operação, a Alemanha estava atuando em três grandes fronts (Grã-Bretanha, África e URSS), curiosamente Hitler cita em seu livro Mein Kampf, que a luta em dois fronts tinha sido um dos motivos da derrota alemã na Grande Guerra. Ele sabia da História, mas não aplicou a realidade.

Um contexto que precisa ser citado é que as manobras no território soviético incluíam várias unidades de voluntários e nações do Eixo, tais como: polonesas, francesas e italianas.

Curiosidades do Pós-Guerra – Parte II

Continuação das Curiosidades do Pós Guerra.

As Mulheres Destroços

Esta foto de 1945 mostra mulheres alemãs limpando os detritos em Tauentzienstrasse de Berlim, com as ruínas da Igreja Kaiser Wilhelm em segundo plano. A ausência de homens capazes significava que a responsabilidade de limpar os destroços caíram, principalmente para as mulheres civis, que foram chamados de “Truemmerfrauen”, ou senhoras escombros. Os sinais do lado esquerdo demarca a fronteira entre o setor britânico e no setor dos EUA da cidade.(AP Photo).

A Reunião

A cena na Praça da República de Berlim, com Reichstag em ruínas, em 09 de setembro de 1948. Anti-comunistas, estimado em um 200 mil, gritam em oposição ao comunismo. Na época, a União Soviética queria realizar o Bloqueio de Berlim, bloqueando o acesso dos Aliados para as partes de Berlim, sob controle dos Aliados. Os soviéticos levantaram o bloqueio, em 1949, e Alemanha Oriental e Alemanha Ocidental foram estabelecidas.  Quanto a manifestação retratada aqui, uma série de incidentes entre anti-vermelhos  alemães e as tropas soviéticas trouxe tensão a um passo da guerra civil com tiroteios, resultando na morte de dois alemães.(AP-Photo).

O ENIC

Esta fotografia de 1946 ENIAC (Integrador Numérico Eletrônico e de Computação), o primeiro computador eletrônico de uso geral – uma máquina de 30 toneladas, instalado na Universidade da Pensilvânia. Desenvolvida em segredo, a partir de 1943, o ENIAC foi projetado para calcular tabelas de artilharia disparadas para o Laboratório do Exército dos Estados Unidos de Pesquisas balísticas. A máquina concluída foi anunciada ao público em 14 de fevereiro de 1946. Os inventores do ENIAC promoveram a disseminação de novas tecnologias através de uma série de palestras influentes para a construção de computadores digitais eletrônicos da Universidade da Pensilvânia em 1946, conhecida como a Escola de Palestras Moore.(AP Photo).

Antes da Guerra da Córeia

Soldados do Oitavo Exército chinês comunista, no campo da broca em Yanan, capital de uma grande área no norte da China, que é governada pelo Partido Chinês Comunista, visto em 26 de março de 1946. Estes soldados são membros do batalhão “Night Tiger”. O Partido Comunista Chinês (PCC) estava em guerra contra o Kuomintang (KMT ou Partido Nacionalista Chinês) desde 1927, disputando o controle da China. Invasões japonesas durante a Segunda Guerra Mundial obrigou os dois lados a colocar as suas lutas de lado, para lutar contra um inimigo comum externo. Após a Segunda Guerra Mundial terminou a trégua, e a União Soviética retirou-se da Manchúria, escalando a completa guerra civil na China em junho de 1946. O KMT, eventualmente, foi derrotado, com milhões se retirando para Taiwan, então o líder do CPC Mao Tsé-tung estabeleceu a República Popular da China em 1949.(AP Photo).

A Origem das Coreias

Soldados soviéticos em marcha no norte da Coréia, em outubro de 1945. Japão tinha governado a península coreana há 35 anos, até o final da Segunda Guerra Mundial. Naquela época, os líderes aliados decidiram temporariamente ocupar o país até as eleições onde um governo seria estabelecido. As forças soviéticas ocuparam o norte, enquanto as forças dos EUA ocuparam o sul. As eleições previstas não aconteceram, como a União Soviética estabeleceu um estado comunista a Coreia do Norte e os EUA estabeleceram um estado pró-ocidental na Coréia do Sul – cada estado reivindicaria ser o soberano sobre toda a península. Este impasse levou à Guerra da Coréia em 1950, que terminou em 1953 com a assinatura de um armistício – mas, até hoje, os dois países ainda estão tecnicamente em guerra um com o outro(.Waralbum.ru ).

Outro Tribunal

Uma visão geral do Tribunal Militar Internacional para o front do Extremo Oriente, em Tóquio, em abril de 1947. Em 03 de maio de 1946, os Aliados começaram o julgamento de 28 líderes japoneses civis e militares por crimes de guerra. Sete foram enforcados e outros foram condenados a pena de prisão.(AP Photo).

E a vida vai voltando ao normal

Mães alemãs andam com seus filhos à escola pelas ruas de Aachen, na Alemanha, em 6 de junho de 1945, o registo, a primeira escola pública a ser aberta pelo governo militar dos EUA após a guerra. (AP Photo / Peter J. Carroll).

A vingança

Em 21 de maio, o Coronel Bird, comandante do Campo Belsen , deu a ordem para que a galpão principal fosse queimado. Uma saudação de rifle foi desferido em honra dos mortos, a bandeira britânica foi asteada durante o fogo. A bandeira alemã e o retrato de Hitler ficou dentro do cabana, em junho de 1945. (AP Photo / British Oficial Photo).

As igrejas

Na Europa, algumas igrejas foram completamente destruídas, mas outros ainda estão de pé em meio à devastação total. Munchengladbach Catedral está aqui em escombros,, visto na Alemanha, em 20 de novembro de 1945.(AP Photo).

 

O Acervo

Um soldado dos EUA examina uma estátua de ouro maciço, parte do lote privado de Hermann Goering, encontrado pelo  7º Exército dos EUA em uma caverna nas montanhas perto Schonau Konigssee, Alemanha, em 25 de maio de 1945. A caverna secreta, o segundo encontrado, também continha pinturas roubadas de valor inestimável de toda a Europa.(AP Photo / Jim Pringle).

 

 

Curiosidades do Pós-Guerra – Parte I

Quando a rendição incondicional alemã foi assinada e posteriormente a rendição japonesa, a guerra acabou, mas a conta tinha que ser acertada. O cenário político e geográfico teria que ser redimensionado para contemplar a nova ordem mundial. Começa ainda em 1945, a Guerra Fria que conduziu o mundo à beira da Guerra Nuclear e da Terceira Guerra Mundial. Generais como Patton queriam atacar a URSS antes de 1946. Paralelamente o desejo de vingança abriu cominho para o Tribunal de Nuremberg, e outros tribunais pelo mundo, com a intenção de caçar e julgar os nazistas. Os americanos começam os testes nucleares no pacífico no mesmo período que os soldados dos diversos fronts espalhados pelo mundo retornam para suas casas, muito deles feridos, traumatizados, mutilados e, como o caso dos pracinhas brasileiros, desamparados pelos governos que os enviou. Essa era o mundo da segunda metade da década de 40, renascendo das cinzas.

Segue abaixo algumas curiosidades sobre esse período de PÓS-GUERRA; sobre esse mundo que estava se reinventando.

Explosão Nuclear

Uma explosão de um teste nuclear de codinome “Baker”, parte da Operação Crossroads, no Atol de Biquini, nas Ilhas Marshall, em 25 de julho de 1946. A bomba atômica era de 40 quilotons detonada pelos EUA a uma profundidade de 27 metros abaixo da superfície do oceano, a 3,5 milhas do atol. O objetivo dos testes era de estudar os efeitos das explosões nucleares em navios. 73 navios foram recolhidos para o local – tanto navios obsoletos americanos e quanto capturados, incluindo o couraçado japones “Nagato”(NARA).

O XB-35

Bombadeiro Northrop, conhecida como a XB-35 em voo de 1946. O XB-35 foi um bombardeiro pesado experimental desenvolvido para a Força Aérea dos EUA durante a Segunda Guerra Mundial. O projeto foi encerrado logo após a guerra, devido à sua dificuldade técnica.(AP Photo)

Munição no Mar

Munição japonesa sendo despejada no mar em 21 de setembro de 1945. Durante a ocupação dos EUA, quase tudo da indústria de guerra japonesa de armamento existente fora desmantelado.(Signal Corps).

Enforcamento de médico Nazista

As autoridades militares dos EUA se preparam para enforcar Dr. Klaus Karl Schilling, 74 anos, em Landsberg, Alemanha, em 28 de maio de 1946. Em um julgamento de crimes de guerra em Dachau ele foi condenado por utilizar 1.200 prisioneiros dos campos de concentração para experimentos da malária. Trinta morreram diretamente das inoculações e 300-400 morreram posteriormente de complicações da doença. Seus experimentos começaram em 1942.(AP Photo / Robert Clover).

Em busca da "Terra Prometida"

Sobreviventes judeus do campo de concentração nazista de Buchenwald, alguns ainda em suas roupas acampamento, ficam no convés do navio de imigração de refugiados Mataroa, em 15 de julho de 1945, durante o Mandato Britânico da Palestina, no que se tornaria mais tarde o Estado de Israel. Durante a Segunda Guerra Mundial, milhões de judeus foram fugindo da Alemanha e seus territórios ocupados, muitos tentam entrar no Mandato Britânico da Palestina, apesar de severas restrições à imigração judaica estabelecida pelos britânicos em 1939. Muitos desses supostos imigrantes foram apanhados e colocados em campos de detenção. Em 1947, a Grã-Bretanha anunciou planos de se retirar do território, e as Nações Unidas aprovou o Plano de Partilha da Palestina, estabelecendo um judeu e um Estado palestino no país. Em 14 de maio de 1948, Israel declarou a independência e foi imediatamente atacado por países árabes vizinhos, dando início ao conflito árabe-israelense que continua até hoje.(Zoltan Kluger / GPO via Getty Images).

Órfãos da Guerra

Alguns dos milhares de órfãos da guerra na Polônia, no Orfanato Católica de Lublin, em 11 de setembro de 1946, onde eram atendidas pela Cruz Vermelha polonesa. A maioria das roupas, assim como vitaminas e medicamentos, era fornecida pela Cruz Vermelha Americana.(AP Photo).

Japão, A reconstrução da Vida

A Imperatriz do Japão visita um orfanato católico formado por freiras japonesas para crianças que perderam seus pais na guerra e nos ataques aéreos sobre Tóquio. A Imperatriz inspecionou o terreno e fez uma visita à capela. Crianças com bandeiras japonesas a para cumprimentar a Imperatriz durante a sua visita em Fujisawa, em Tóquio, em 13 de abril de 1946.(AP Photo).

Casas depois da Destruição.

Casas novas (direita) em meio às ruínas de Hiroshima, no Japão, em 11 de março de 1946. Estas casas, única história construída ao longo de uma estrada de superfície radiativa, fazem parte do programa do governo japonês para reconstruir partes devastadas do país. Ao fundo à esquerda estão edifícios danificados cuja alvenaria resistiu aos efeitos da primeira bomba atômica já detonada.(AP Photo / Charles P. Gorry),

Recomeço econômico

Relógios estão sendo preparadas para exportação com destino a países aliados, mostrado como garantia para os bens importados pelo Japão. Trinta e quatro fábricas japonesas produziram 123 mil relógios em abril de 1946. 25 de junho de 1946.(AP Photo / Charles Gorry).

Patton em seu desfile em LA

General George S. Patton recebe os aplausos de milhares de pessoas durante um desfile pelo centro de Los Angeles, Califórnia, em 09 de junho de 1945. Pouco tempo depois, Patton voltou para a Alemanha e a controvérsia, como ele defendia a contratação de ex-nazistas em cargos administrativos na Baviera, ele foi destituído do comando do 3º Exército e morreu de ferimentos em um acidente de trânsito em dezembro. Do lado esquerdo o famoso Joe Rosenthal com a fotografia do hasteamento da bandeira em Iwo Jima, sendo visível a chamada para comprar bônus de guerra no outdoor. (AP Photo).

Mais do que boas FOTOS; o registro de uma época!

Certo dia, minha filha de seis anos me fez a seguinte pergunta: “papai por que o senhor gosta tanto de guerra?”, na hora fiquei sem reação, já que a primeira coisa que me passou pela cabeça foi repreendê-la, mas rapidamente percebi que o mais importante era explicar a ela o PORQUÊ do estudo desse período. Então revolvi ter uma bela conversa com a minha futura historiadora…

Por outro lado, gostaria de falar para o público que acompanha o BLOG, pois naquele momento entendi que provavelmente há outras pessoas que podem pensar o mesmo: “Poxa como esse Chico Miranda gosta da Segunda Guerra!”, na verdade acho que o “gostar” não é tão simplista assim.

Primeiramente a Segunda Guerra foi destrutiva demais para pormenoriza-la no contexto História da Humanidade, principalmente porque o que conhecemos como mundo hoje, está diretamente relacionado com os impactos dos resultados, e os desdobramentos políticos e econômicos do pós-guerra, além de toda a composição geográfica do mundo. Por isso mesmo é necessário que compreendamos os motivos, circunstancias, razões e tudo que for possível sobre o conflito, para que haja o perfeito entendimento nosso mundo AGORA. E mais, subsidiar ideias para aprender quais os descaminhos que a humanidade tomou há 72 anos, e não repetirmos o flagelo generalizado a qual uma geração inteira foi sacrificada.

Sabe o que me deixa mais estarrecido, o fato de nossos jovens serem cobrados mais pelo conhecimento da organização social e política romana do século I, do que sobre os impactos do mundo com a Segunda Guerra. Não entendo como somos bombardeados com notícias sobre a Palestina e seu conflito territorial com o Estado de Israel, quando muitos nem mesmo sabem a origem do processo de criação do Estado Judeu. Analisar a História sob uma parcialidade contemporânea é um erro recorrente em nosso país.

Quando nos referimos a Segunda Guerra Mundial não vislumbramos outra coisa se não o terrível Hitler matando milhões de Judeus ou a bomba atômica destruindo as cidades de Hiroshima e Nagasaki. O sofrimento foi muito mais localizado e abrangente e a Segunda Guerra Mundial foi mais que isso. A Segunda Guerra Mundial moldou o mundo de tal maneira que boa parte dos processos e tecnologias que utilizamos hoje, foram criadas durante ou após o conflito, mas sempre pela imposição do resultado e que são utilizadas no nosso cotidiano. Isso foi bom? Claro, mas a um custo muito alto, e por ter sido alto, devemos sempre lembrar que gozamos de determinados privilégios que foram construídos sob as custas do medo, da morte, do sofrimento de uma geração inteira.

Por esses e outros motivos devemos entender exatamente o que foi esse conflito, para que nossos filhos não precisem sacrificar-se como nossos avós o fizeram, para que as futuras gerações não precisem de BLOGS para lembra-los sobre um passado tão importante, mas esquecido por muitos.

Quero encerrar com umas fotos que não retratem combates, mas pessoas.

 Os créditos das fotos são Alfred Palmer/OWI/LOC

A Guerra do Deserto – Morte e Agonia – Parte II

Segunda Parte uma pequena amostra do Front Africano. As fotos são The Associated Press.